sábado, 4 de setembro de 2021

ISTO APENAS COMEÇOU

 


"Aos primeiros sinais a Liga portuguesa promete, pelo menos há de ser melhor que a anterior, o que não é difícil, reconheça-se, tão mal se jogou globalmente. O campeão Sporting não muda de perfil, apesar de ter perdido dois jogadores fundamentais, Nuno Mendes e João Mário. Como esses não tem, ou seja, nessas funções está mais frágil. À esquerda, Vinagre vai fazer o lugar com competência, sobretudo na estrutura habitual (de 1x5x2x3) que o liberta, mas não tem a qualidade exuberante do agora parisiense. A alternativa óbvia é Nuno Santos, também há Matheus Reis, mas não falta já quem fale do miúdo Flávio Nazinho como o Nuno Mendes de 2003. É só ficarmos atentos, que Amorim não treme na hora de lançar miúdos. Para a vaga de João Mário, sendo óbvia a prioridade dada a Matheus Nunes, a equipa perde em critério o que ganha em aceleração. Em jogos mais difíceis de desmontar, perante adversários que escondem melhor os espaços (como aconteceu em Famalicão), nota-se que falta criatividade na dupla Palhinha-Matheus, nascida mais para pressionar que para jogar. Daniel Bragança é a solução mais próxima do agora benfiquista, porque vê mais campo e passa muito melhor, mas nessa zona do campo Amorim já é bem mais conservador que temerário. E há ainda Ugarte, cuja evolução é obviamente prometedora. Onde o leão fica claramente mais forte é nas duas posições em redor do ponta de lança, que Pablo Sarabia está muito acima do que poderiam garantir Jovane, Nuno Santos ou Tiago Tomás. Com Paulinho como referência, o Sporting passa a ter dois jogadores, e não só um (Pedro Gonçalves), que resolvem jogos sozinhos, mesmo que o espaço rareie. Para uma equipa que é curta em criatividade coletiva, pode ser muito mais importante do que parece.
Seguindo a classificação da época anterior, olhemos o Porto, que perdeu – embora poucos o lembrem já – Marega, jogador referência dos últimos anos, fosse no ataque direto à profundidade ou da capacidade para duelos que permitiam à equipa subir metros e cair pressionante sobre o adversário. Por outro lado, voltou a ter um lateral esquerdo de nível internacional, Wendell, passada que foi a onda de ilusão com Zaidu (como foi possível que tantos tenham afirmado que fizera esquecer Alex Telles?), descobriu em casa um lateral direito, João Mário, melhor que os vários que ensaiou em anos sucessivos e ainda recuperou Marcano, o melhor central que tem para construir. Está, por isso, bem melhor na defesa. E também no meio campo, onde se há crise é de fartura. Sem ter perdido ninguém – Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Luis Díaz, Corona, todos os titulares dos últimos anos – resgatou Vitinha (com tudo para ser jogador de topo, assim jogue) e Bruno Costa, e ainda vê crescer mais dois talentos raros como Fábio Vieira e Francisco Conceição, que reclamam novas oportunidades. Difícil mesmo vai ser gerir os contentamentos e os descontentes. Só no ataque, e apesar da qualidade indiscutível de Taremi, não há fartura idêntica, porque nem Toni Martínez (apesar do excelente arranque) nem Evanilson são herdeiros na linha de um Jackson ou Falcao. Mesmo assim, o plantel é muito forte, Sérgio Conceição vai na quinta época, pelo que toda a ambição é permitida, pelo menos no plano interno.
O Benfica também fortaleceu um plantel que já era forte. Os melhores jogadores que perdeu – talentos como Waldschmidt e Pedrinho – foi porque quis, mas acrescentou qualidade global ao grupo. O lateral/ala direito de qualidade, e que era necessário há anos, chegou finalmente, o austríaco Lázaro, porque André Almeida não tem condições para ser ala e só Diogo Gonçalves seria curto. Gilberto é uma contratação falhada e não há golo feliz que o desminta, apenas ilude. Do lado contrário, Gil Dias ainda não se assumiu como alternativa a Grimaldo mas Nuno Tavares também não era. Meité parece-me a contratação desnecessária, perante a qualidade superior de Weigl e a alternativa (que havia) de Florentino. Gastaram-se uns milhões no jogador que muitos reclamavam para o meio campo encarnado (na eterna ilusão de que a solidez vem do físico) mas que nem constrói jogo com qualidade na posição 6 nem terá capacidade de o transportar como Jesus gosta se jogar a 8. Mas a ver vamos, que a procissão vai no adro e o francês será sempre melhor alternativa que Samaris ou Gabriel, sobrevalorizados durante anos, também pela crítica, ou sobretudo por esta. Qualidade indiscutível acrescentam João Mário, pela lucidez com que torna tudo simples e fluido - custa perceber como foi tão pouco valorizado na época passada -, e Yaremchuk, ponta de lança de qualidade, explosivo quando necessário, mas com uma qualidade técnica que lhe permite maior ligação com os colegas do que conseguiriam, por exemplo, Darwin ou Vinícius. E há ainda Rodrigo Pinho, o menos falado dos reforços, mas que acredito ser o que melhor finaliza entre todos os atacantes das águias, além de uma capacidade de se associar e ligar jogo que nenhum dos outros tem. O problema será o de ter oportunidades continuadas e sem ser forçado a movimentos para os corredores laterais, num elenco onde permanecem Seferovic e Darwin e emerge ainda Gonçalo Ramos. Com Radonjic somado à lista dos extremos, não faltam a Jorge Jesus soluções, de qualidade e quantidade, para jogar na estrutura que lhe apetecer e apresentar qualidade regular, independentemente dos apertos de calendário.
Pela primeira vez em mais de 30 anos, nenhum dos três grandes mudou de treinador, o que anula também as desculpas de desconhecimento do grupo, de início de ciclo e coisas do género. E acrescento o Sporting de Braga, onde também Carlos Carvalhal prossegue e com condições para fazer melhor ainda, assim tenha tempo e paz para isso. Ao Braga voltarei em breve e ao talento acrescentado que pode ter na equipa, como quero ver mais do Vitória de Pepa, que noto ainda indefinido quanto a prioridades de jogo, e das melhores notícias deste início de campeonato: Estoril, Vizela e Boavista, mais um Famalicão que já pareceu coisa diferente diante do Sporting. É sempre assim a cada recomeço. Acredito mesmo que não há momento igual no futebol, quando a esperança renasce, o entusiasmo cresce e todos os sonhos são possíveis. Isto apenas começou."

OS TESTEMUNHOS DE DOPAGEM

 


"O que dizem os atletas que se doparam? As confissões são raras. Jérôme Chiotti (2001), um ciclista de montanha arrependido, relata no seu livro o seu primeiro teste de dopagem: «Senti um pouco de pânico, apesar de dois ou três companheiros me terem explicado que os corticosteroides eram indetetáveis e que eu não estava em perigo. Em breve fiquei aliviado. Não sendo ‘controlável’, não me considerei um fora-da-lei» (Chiotti, p. 37). Chiotti transgrediu, mas «não tinha consciência».
Acrescenta que foi responsável pelos seus atos, mas não se considerava culpado. Neste caso, como podemos imaginar um consumidor de corticoides que se apresenta num controlo antidopagem persuadido que ele não transgride as regras?
Da mesma forma, o ciclista Philippe Boyer, uma das testemunhas que se entregou a Bordenave e Simon (2000, p. 94)), relata: «Assim que a bicicleta foi pendurada no prego, as anfetaminas não me abandonaram. Pelo contrário. Entre 1992 e 1994, não passou uma semana sem que eu lhe tocasse. Por vezes, é ainda mais apertado. Dou a mim próprio uma consciência limpa. Acendo [uma expressão usada para tomar anfetaminas] e depois vou imediatamente dar uma volta de carro. Digo a mim próprio que estou no controlo, que não sou viciado. (...) Não tenho consciência de ser um toxicodependente».
Este segundo testemunho permite uma leitura mais abrangente em termos de interesse e de estratégia. Admitindo que a adição está ligada à capacidade de controlar o consumo, podemos considerar que Boyer participa de uma estratégia de reconquista do público. Confessava uma falta, sem querer aceitar as sanções correspondentes.
Vencedor de sete edições consecutivas do Tour de França, um recorde absoluto que lhe garantiu o estatuto de ícone desportivo, o ciclista Lance Armstrong perdeu em 2012 todos os títulos conquistados a partir de 1998. Foi uma decisão sem precedentes da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, que o considerou o líder do “plano de doping mais sofisticado, profissionalizado e bem-sucedido da história do desporto”. Armstrong não recorreu da decisão e manteve um discurso de inocência, mas acabou por confessar toda a verdade numa entrevista a Oprah Winfrey, em janeiro de 2013. Neste processo é de referir o especialista italiano, Michelle Ferrari, que respondeu em tribunal. Foi acusado de ter aconselhado e administrado substâncias dopantes a diversos atletas e de ter exercido, de forma ilegal, a profissão de farmacêutico. Considerava que o “EPO é tão inofensivo como o sumo de laranja” e, costumava dizer que «se eu fosse corredor e se soubesse que havia produto indetetável, utilizá-lo-ia» (Melo & Azevedo, 2004, p. 132).
David Chaussinand, lançador de martelos, admitiu também se ter dopado, depois de ter sido reconhecido positivo num controlo antidopagem. Refere: «O atletismo é um desporto extraordinário. Não é preciso generalizar com base no meu caso». Sancionado por três anos, continuou a defender a ideia de que o atletismo continua a ser um desporto à parte, isto é, um espaço social ideal, onde a justiça e a igualdade de oportunidades de cada um são respeitadas (Attali, 2004).
Trabal (2002) argumenta que as confissões de atletas arrependidos promovem a ideia que se pode consumir os produtos interditos, sem aceitar ser um desportista dopado. Richard Virenque, acusado de se ter dopado, ilustra perfeitamente esta tendência de desresponsabilização. O ex-ciclista da equipa Festina tentou fazer crer que ele foi dopado sem saber. Defendendo-se, coloca o atleta numa postura quase platoniana (Platão opunha frequentemente a alma e o corpo, dizendo que é preciso um esforço para se concretizar esse desprendimento). Não nos podemos esquecer, como refere Bourdieu (2001, p. 26)), que «Os ‘sujeitos’ são na realidade agentes actuantes e cognoscentes dotados de um sentido prático (…), sistema adquirido de preferências, de princípios de visão e de divisão (…), de estruturas cognitivas duradouras (…) e de esquemas de acção que orientam a percepção da situação e a resposta adaptada».
Estes testemunhos permitem também verificar que vão ao encontro do conceito de “desviantes” de Becker (1995). Na sua perspetiva, todos os grupos sociais instituem normas e esforçam-se para as aplicar, pelo menos em certos momentos e em determinadas circunstâncias. As normas sociais definem as situações e os modos de comportamento apropriadas a estas: algumas ações são prescritas (o que é “bem”) e outras são proibidas (o que é “mau”). Quando um indivíduo é suposto ter transgredido uma norma em vigor, ele pode ser percebido como um tipo particular de indivíduo, ao qual não se pode confiar para viver segundo as normas acordadas pelo grupo. Este indivíduo é considerado como “estrangeiro” ao grupo (outsider). Mas um indivíduo que é etiquetado como estrangeiro pode ver as coisas de forma diferente. Ele pode não aceitar as normas, segundo o qual é julgado ou que ele nega àqueles que o julgam sem competência ou legitimidade para o fazer. O transgressor pode estimar que os juízos são estrangeiros ao seu universo. É o que refere Trabal (2002) quando os atletas se dopam não reconhecem serem transgressores, pois faz parte do seu universo ou, como diria Bourdieu (2001), das disposições sociais (ou dos habitus[1]). De facto, “se existe uma verdade, a verdade é um objecto de lutas”, lutas essas “que têm por objecto a imposição dos princípios legítimos de visão e de divisão do mundo natural e do mundo social” (Bourdieu, 2001, p. 61).
A Comissão Independente da Reforma do Ciclismo (CIRC), criada em janeiro de 2014, pela União Ciclista Internacional (UCI), lançou um apelo a possíveis testemunhas sobre a dopagem na modalidade entre 1998 e 2013. Garantindo a confidencialidade, o objetivo não era punir as pessoas culpadas de infrações, mas procurar tirar ensinamentos sobre o passado, por forma a assegurar um futuro promissor para o ciclismo.
E em Portugal? O que fazemos neste sentido?"

BANCADOLÂNDIA



 "'É aqui!' A mais recente vitória no futebol profissional ainda está quente na memória. Escrevo estas linhas volvidas poucas horas sobre o duelo com o Tondela no Estádio da Luz, onde uma segunda parte com pés no acelerador (também viabilizada pelo infinito combustível proveniente do apoio dos benfiquistas que esgotaram os lugares possíveis de ocupar na Catedral) guiou a equipa a novo triunfo e ao aproveitamento máximo nas primeiras quatro jornadas da Liga Bwin.

Facto natural para quem tem nas vitórias o seu oxigénio, o que o Benfica fez em Portugal, em volume e em sucesso, neste novo começo de caminhada só encontra paralelo no registo do PSG em França, quando se afunila a análise às seis melhores ligas europeias.
Olhando para trás, sem euforias nem deslumbrantes, concordaremos que, findo um mês de agosto forrado por sufocante calendário de jogos (metade dos quais decisivos para palmilhar até aos grupos da Liga dos Campeões), a liderança isolada no campeonato é uma consequência que se situa num patamar acima do saboroso. Mais ainda se as emoções comandam o olhar e se o coração domina o pensamento quando nos abeiramos da janela da estatística para espreitar os números - o Benfica é o único competidor 100 por cento vitorioso na Liga Bwin, tem o melhor ataque, ex aqueo, uma das melhores defesas, etc.
O cenário que se contempla é auspicioso, mas também um óptimo conselheiro num aspecto fulcral que encontra exímio professor num passado nada longínquo: o trabalho e a mentalidade vencedora não se podem distrair, nem intermitir.
Nesta circunstância de balanço para o que virá, reentro na noite de 24 de Agosto, em Eindhoven, para ampliar um 'grito de garra', uma das manifestações de contentamento pela passagem à fase de grupos da Champions League, porque naquela expressão há nervo que pode atalhar o futuro, no campo, nos momentos de definição. 'É aqui!', proclamou Otamendi, segundo o meu descodificador sensorial, nos bastidores da qualificação. Um instante, inspirador de leituras mil, que merece ser escutado (e sentido) em loop depois um mês perfeito e antes de novas batalhas que incluem desafiar estrelas."

João Sanches, in O Benfica

300 DIAS



 "Escrevo antes da estreia da série 300 Dias, da BTV, e são enormes as expectativas que deposito neste conteúdo.

Não é para menos: 11 episódios(!) idealizados pelo jornalista da BTV Ricardo Soares, o que, por si só, é garantia de qualidade, com imagens recolhidas por André Araújo, o mesmo dos múltiplos magníficos vídeos dos bastidores da nossa equipa de futebol, uma novidade ainda recente e que em muito nos enriquece enquanto adeptos.
Sou um razoável conhecedor da oferta de documentários sobre futebol e nunca vi um centrado exclusivamente na questão das lesões graves, desde que um futebolista a sofre até que a debela e regressar à competição. E é estranho, devo dizer.
Tive a oportunidade de acompanhar de perto alguns processos desta índole, nomeadamente de basquetebolistas do Benfica, e percebo cristalinamente, por exemplo, as amizades profundas geradas entre atletas e fisioterapeutas, bem mais sólidas, em muitos casos, que entre colegas de equipa. O Benfica através de André Almeida, dá-nos a conhecer esta faceta, entre outras, que quase todos desconhecem, presando assim um autêntico serviço público. E esta é uma componente da comunicação do Clube que merece ser destacada e muito elogiada.
Tem sido notório o esforço de aproximação dos adeptos, abrindo as portas ao 'balneário' e, com isso, humanizando aqueles que, pelo honroso e exclusivo papel que desempenham - representar o Benfica no relvado -, inevitavelmente são colocados num pedestal, tornando-se inacessíveis. Quebrar as barreiras é reforçar a ligação entre jogadores e adeptos, valorizando-se, pelo caminho, o produto futebol em função de uma opção clara pelos protagonistas em detrimento das recorrentes e estafadas questiúnculas do futebol português. Obrigação!

João Tomaz, in O Benfica

ANDRADES TESOS, E LAGARTOS SÃO O FUTURO, DIZEM OS ESCRIBAS...


 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

NÚM3ROS D4 S3M4N4



 "4

Bom início de campeonato, com pleno de vitorias nos 4 primeiros jogos. É apenas a 3.ª vez desde 1984/85 (respeitando a ordem de realização das partidas - em 1990/91 a 1.ª jornada foi adiada);

11
A série 300 Dias, da BTV, aborda, em 11 episódios, o período entre a grave lesão e o regresso de André Almeida. Trata-se de um conteúdo inovador e diferenciador, mesmo a nível internacional. A comunicação do Benfica está de parabéns por, mais uma vez, optar por investir na promoção do futebol;

24
São já 24 os jogadores utilizados por Jorge Jesus em competições oficiais nos primeiros 8 jogos da temporada, 22 deles na condição de titular, num exercício assinalável de aproveitamento do plantel. Mais impressionante é o facto de 15 terem constado no onze inicial em pelo menos metade das partidas. Só Odysseas (8), Lucas Veríssimo (7), Otamendi (7), João Mário (6), Grimaldo (5) e Pizzi (5) alinharam de início em 5 ou mais ocasiões;

40
André Almeida chegou no top 40 dos futebolistas que mais vezes representaram a equipa de honra do Benfica (incluindo particulares). Disputou 330 partidas, tantas quando Álvaro e Silvino;

49
Rafa marcou pela 3.ª vez na presente temporada em 'jogos oficiais' e passou a ser o melhor marcador da equipa em 2021/22. Soma 49 golos em competições oficiais ao serviço do Benfica, sendo agora o 7.ç posicionado neste ranking no Clube. No campeonato leva 35 e ocupa o 41.º posto. Neste estádio da Luz, em que chegou à centena de partidas (11.º com Aimar e Quim), é o 12.º mais goleador, a par de Saviola (incluindo jogos particulares);

169
Pizzi passou a ocupar a 2.ª posição no ranking de jogos no actual Estádio da Luz (incluindo particulares), a grande distância dos 273 de Luisão."

João Tomaz, in O Benfica

SL BENFICA | OS 5 JOGADORES QUE MAIS BRILHARAM POR EMPRÉSTIMO NA LUZ

 


"Todas as épocas, novos jogadores são contratados para reforçar as equipas. Para além das compras, assistimos também ao empréstimo de inúmeros atletas, não só no arranque da temporada, como também a meio. O SL Benfica não é exceção, muito pelo contrário.
Devido ao vasto plantel que tem, é das equipas que mais empresta jogadores, para que estes não percam ritmo de jogo e provem que merecem ser aposta do treinador no futuro.
No entanto, a equipa da Luz não empresta apenas, também tem jogadores que lhe são emprestados por outras equipas. Posto isto, decidi eleger os cinco jogadores que mais brilharam por empréstimo ao serviço das águias.

1. Konstantinos Mitroglou – Falemos de 2015/2016. A mítica época, em que Jorge Jesus se mudou para o rival Sporting CP. É impossível falar dessa temporada e não falar de um dos jogadores mais importantes desse plantel – Kostantinos Mitroglou.
O grego chegou ao SL Benfica, através de um empréstimo do Fulham FC, e convenceu logo os adeptos encarnados. Em 45 jogos, marcou 25 golos e fez seis assistências. No entanto o melhor dessa temporada estava reservado para a fase final…
As águias deslocaram-se ao terreno dos leões, num jogo que podia mudar tudo. A verdade é que mudou mesmo e o verdadeiro mestre da mudança foi Mitroglou. Marcou o golo da vitória que permitiu ao SL Benfica passar para o primeiro lugar da tabela, sendo mais tarde consagrado campeão nacional. Se há alguém que merece ocupar este lugar do top é o grego.

2. Fabrizio Miccoli – Chegou a altura de recuar mais um pouco, mais concretamente até 2005/06, para falar de Fabrizio Miccoli. O ponta de lança italiano foi emprestado pela Juventus FC aos encarnados e rapidamente conquistou a atenção dos adeptos.
Entre campeonato e UEFA Champions League, disputou 23 jogos, marcou seis golos e fez duas assistências. De certeza que ninguém se esqueceu do pontapé acrobático que estabeleceu o 2-0, frente ao Liverpool FC, na primeira mão dos oitavos de final da UEFA Champions League.
Um verdadeiro “golaço”, ao alcance de poucos. Na época seguinte, o italiano continuou a mostrar serviço: em 33 jogos, marcou 13 golos e fez três assistências.

3. David Luiz – E por falar em jogadores acarinhados pelos benfiquistas, surge então David Luiz. O central brasileiro chegou ao SL Benfica em janeiro da época de 2006/07, emprestado pelo EC Vitória, e só abandonou a Luz em 2011.
Na época 2006/07, nos 14 jogos que realizou, teve tempo e capacidade para convencer o clube a contratá-lo para a temporada seguinte. E que boa contratação. Para além de o SL Benfica ter ganho um dos melhores centrais de sempre (chegou a ser considerado o melhor jogador do campeonato em 2009/10), também ganhou um adepto apaixonante.

4. Eduardo Salvio – Está na altura de referir um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos benfiquistas, o argentino Eduardo Salvio. Se calhar, muitos não se recordam de que Salvio começou por representar as águias como um jogador emprestado pelo Atlético de Madrid, em 2010/11.
Realmente, com tantos anos de manto sagrado vestido, é difícil relembrar que tudo começou dessa maneira. E que bela maneira de começar.
O excelente desempenho do extremo direito, naquela época, levou a que os encarnados comprassem o jogador aos espanhóis, por 13,5 milhões de euros, tornando-o, à época, no reforço mais caro de sempre.
No ano do empréstimo, 2010/11, jogou um total de 39 partidas, tendo feito sete assistências e marcado 10 golos. E muitos mais vieram a seguir…

5. Guilherme Siqueira – Lembram-se da época 2013/14? É impossível esquecer! A equipa do SL Benfica dessa época era um autêntico colosso e contava com grandes nomes, como Matic, Enzo Pérez, Rodrigo ou Lindelöf.
Para além desses exemplos, houve um jogador que se destacou muito pela positiva, o lateral esquerdo Guilherme Siqueira. Emprestado aos encarnados pelo Granada CF, o brasileiro foi uma das figuras de destaque daquela época.
Em 33 partidas, fez uma assistência, marcou um belo golo frente ao CD Nacional, foi um dos 11 escolhidos para defrontar o Sevilha FC, na final da Liga Europa, e ganhou três títulos em Portugal. Quem se lembra dos jogos daquela temporada, pode mesmo dizer que foi um dos melhores laterais esquerdos que passaram pela Luz, nos últimos anos."

HOMENAGEM A VALTER NEVES

 


"Este fim de semana ficará marcado já por vários jogos das nossas modalidades. Além do basquetebol, que começa hoje a sua participação no Torneio Internacional de Lisboa, a partir das 18h00, o andebol jogará em casa no sábado para a EHF European League (15h30), o futsal disputará a Taça Vila de Cascais (sábado às 13h30 com Quinta dos Lombos e domingo às 10h00 com Sporting de Paris) e o hóquei em patins recebe o Liceo da Corunha (15h00).

É o tão desejado reencontro com o nosso público nos diferentes pavilhões. Todos estão convocados para começar desde já a apoiar as nossas equipas.
No hóquei teremos um jogo de apresentação muito especial, uma vez que incluirá a merecida homenagem a Valter Neves.
Foram 680 jogos e 319 golos oficiais ao longo de 17 temporadas a defender exemplarmente o emblema do Sport Lisboa e Benfica, 13 das quais como capitão, a personificar a mística e os valores do Clube em campo.
Por isso, o SL Benfica solicita que o público chegue o mais cedo possível – os bilhetes já estão disponíveis para levantamento – ao Pavilhão Fidelidade para fazer parte da homenagem, cujo início está previsto para às 14h30 deste domingo. Será um momento único e para o qual contamos com todos!
Outro dos atrativos será o jogo em si diante dos espanhóis do Liceo. Para a temporada 2021/22, contamos com novas incorporações, Pablo Álvarez (ex-Barcelona), Poka (ex-FC Porto) e Pol Manrubia (ex-CE Noia), além da subida à equipa principal do guarda-redes Rodrigo Vieira.
Na sua apresentação oficial como treinador, Nuno Resende prometeu "trabalhar 24 horas sobre 24 horas e dar o máximo" para corresponder à tradição e à grandeza do Clube. "O Benfica quer estar nos momentos de decisão e consolidar isso com vitórias", reforçou o técnico no dia 13 de agosto.
A equipa de hóquei em patins cumpriu um plano exigente desde o início dos trabalhos e fez uma aparição oficial no jogo de apresentação do SC Tomar, em que venceu por 0-2. Além disso, foram realizados três jogos-treino, dois dos quais frente ao Turquel. O primeiro foi fora de casa e terminou com um triunfo, por 2-4 (golos de Diogo Rafael, Pablo Álvarez – por duas vezes – e Nicolía), enquanto o segundo aconteceu na última quarta-feira e acabou com uma vitória por 8-2 (marcaram Poka, Pol Manrubia, Gonçalo Pinto, Pablo Álvarez, Nicolía e Edu, ambos por duas vezes). Antes, vencemos o Parede também por 8-2. Golos de Poka, Edu Lamas, Pol Manrubia, Gonçalo Pinto, Pablo Álvarez, Sergi Aragonès e Lucas Ordoñez por duas vezes.
Depois destes quatro jogos de preparação, o hóquei em patins vai encerrar este ciclo com um jogo de grau de dificuldade mais elevado. Não falte!
Vamos, Benfica!"

O NOJO FAZ CAPA COM UM MENTIROSO EM FALÊNCIA TOTAL