quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

ROUBO MONUMENTAL...

 


"Isto já é pior que vale tudo. É um roubo monumental sem precedentes semana após semana sem nunca se ouvir uma única palavra do banana Presidente do Benfica. Já se anulam golos limpos ao Benfica por nada. Isto é apenas o culminar do que se tem passado, basta os jogadores adversários atirarem-se ao chão que é marcada imediatamente falta contra o Benfica. Já todos os clubes em Portugal o sabem. Isto é o maior escândalo de todos os tempos do futebol Português, muito acima do Apito Dourado.
Há duas hipóteses apenas para se voltar a conseguir o mínimo de credibilidade no futebol Português: ou Fontelas é imediatamente demitido ou o Benfica apenas pode aceitar ir a jogo com árbitros estrangeiros e exigir o mesmo para os outros dois da Aliança do Altis. Não há mais qualquer outra hipótese."

PALHAÇADA!



 


"É absolutamente vergonhoso o que os árbitros andam a fazer ao Benfica.
Isto exige medidas extremas. Já chega de palhaçada!"

CHAMEM A POLÍCIA. ATÉ O TRIBUNAL DO NOJO FICOU ENOJADO COM O ROUBO TAL O TAMANHO DELE...


 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

O LODAÇAL DA BOLA TUGA



Falar deste jogo até dói, dói a alma, dói a clubite, dói o meu amor ao Benfica, dói tudo. Estou fodido.

De um lado um árbitro manhoso, com a lição bem estudada deste a final da Taça da Liga, em suma um ladrão, que nos surripiou nos dois jogos sem um pingo de vergonha na cara desde à décadas, um ladrão subtil, mas um ladrão.

Do outro lado uma equipa(ou grupo de rapazes) com o manto sagrado vestido mas sem o mínimo carácter e classe para o envergar, digamos, uns excursionistas. Meteu dó ver aquela gente dentro do campo.

Obs: Meteu dó ver RC falar da arbitragem, o assunto nem devia ser esse ó Rui, o que devias ter dito é que a partir de hoje devido à postura da cúpula do futebol português o Benfica estava fora das negociações dos direitos televisivos, isso sim abalava estes corruptos todos, abalava a máfia da bola tuga, mas não o fizeste Rui, e cometes-te um grande erro.

Viva o Sport Lisboa e Benfica

EIS O LIXO DE HOJE COM ALGUMAS ANEDOTAS. O VAGANDAS VAI TER ADVERSÁRIO...


 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

IMPUNIDADE...

 

A MORTE DA SEREIA DE SHAKESPEARE BEACH

 


"Renata percebeu que não seria capaz de vencer a maldição da Mancha. O sal dos olhos misturou-se com o sal do mar...

Nasceu em Santos, à beira do mar, gostava de se estender ao sol na Praia de Itaréré, depois mergulhava e desafiava as ondas, nadando com braçada fácil. Saiu do mar, sacudindo os cabelos negros, sereia de pernas fortes, cantarolando Dorival Caymi:
«O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito
O mar... pescador quando sai
Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar...».
Depois regressava a casa sem saber que um dia também haveria de desaparecer no mar, ou quase.
Quando criança viveu uns anos no Rio de Janeiro. Tinha oito anos quando o pai a inscreveu no Fluminense, numa secção com nome sugestivo, Aprenda a Nadar, e Renata Câmara Agondi aprendeu também a fugir aos fins de tarde para contemplar as águas que vinham bater nas areias de Copacabana, espiando o barquinho ao longe como João Gilberto pelas palavras de Roberto Menescal:
«Dia de luz festa de sol
E um barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar».
Renata era menina feliz de água, música e sol. E tinha um espírito competitivo mais incontrolável do que as vagas que batiam lá ao fundo na Pedra do Arpoador. Colecionava medalhas. As dela, quero dizer, as que ia conquistando em todos os torneios em que participava, o seu peito ancho engolindo litros de oxigénio, sempre uma braçada de ritmo forte que terminava num sorriso traquina de vencedor convencido de si próprio.
Depois voltou a Santos e desistiu das piscinas. Eram estreitas de mais para uma sereia, mesmo que fosse uma sereia de pernas e sem escamas. Queria o mar. O mar que lhe enchia os olhos de azul, o mar de Caymi que matou Pedro, mas ela ria-se da morte do mar, porque o mar era a sua vida:
«Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite
Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada».
Renata gostava tanto do mar que o mar de Santos já não lhe chegava. Por isso foi à procura de outros mares. Na Europa, em Itália, quis cumprir a travessia de 36 quilómetros entre Capri e Nápoles. Quis e cumpriu. Levou nove horas, vinte e sete minutos e quatro segundos, assim mesmo por extenso que, nela, era tudo por extenso. Em seguida recebeu, certo dia, vindo de não sei de onde, mas certamente de um lugar maldito, o chamado da Mancha. Renata fazia o que queria naquele jeito de alegria escandalosa de Ivan Lins. Seria a Mancha o seu novo desafio. Partiu para Inglaterra, para Dover, na companhia da sua amiga inseparável, Judith Russo. A decisão estava tomada, não havia nada que a demovesse, nem o contemplar das águas vivas, geladas, maltratadas a vento agreste. Renata queria a Mancha e a Mancha abria-se agora na sua frente como em tempos o mar de Itaréré da sua infância.
Os nadadores que se atiram à água, na Shakespeare Beach, para alcançarem Calais, do lado francês da Mancha, são acompanhados por um barco que leva lá dentro o piloto, o treinador, o copiloto e um fiscal de travessia que denuncia as batotas. Judith era a treinadora. Colin Cook e Graham Featherbee, piloto e copiloto, respetivamente. Renata conhecera-os na véspera quando ficou a saber que o barco que lhe estava destinado se chamava Hilda May e tinha o calado tão alto que dificultava a comunicação com a nadadora e a entrega de alimentos. Mark Edward, um jovem norte-americano, funcionaria como fiscal. Estão apresentadas as personagens da tragédia que se segue.
Renata mergulhou às 8h22 do dia 23 de agosto de 1988. Uma ligeira névoa pairava sobre o canal, o continente estava praticamente isolado. Oitenta braçadas por minuto. Um ritmo alucinante. Num instante, metade da travessia ficava para trás. Depois Renata perdeu-se. Nadou cinco quilómetros sem ter a noção de onde se encontrava. O capitão Cook não tinha experiência, tanto levava o barco na frente de Renata como se deixava ficar para trás. A confusão instalou-se. Com 10h45 minutos de prova, andavam todos à deriva e o fiscal deu ordem para lançar a boia o que significava desistência. Mas Renata não era de desistir. Recusou a boia, continuou a lutar contra as ondas de forma frenética, numa teimosia inconsolável. Lágrimas de raiva corriam-lhe pela cara misturando o sal dos olhos com o sal do mar. Ninguém seria capaz de a fazer parar. A sete quilómetros da margem viu um helicóptero de salvamento pairar sobre si. Mark Edward tinha acionado os meios de urgência. Então, Renata percebeu, finalmente, que não seria capaz de vencer a maldição da Mancha. Deixou-se levar. Um sentimento de desolação tomou conta dela por dentro, um aperto no coração fê-la querer esticar a vista para lá das ondas e só conseguia ver mais ondas sobrepondo-se a outras ondas. No final do dia, no Hospital de Calais, o aperto no coração tornou-se uma punhada e morreu de paragem cardíaca provocada pela exaustão e pela hipotermia. Um sorriso triste ficou-lhe preso na boca. Renata jogada na praia, roída de peixe, sem barco sem nada..."

UMA VIDA DEDICADA AOS PATINS

 


"Tal como nos dias da sua infância, Germano Magalhães praticou patinagem até ao derradeiro momento


A infância é o momento da vida em que se fazem várias coisas pela primeira vez, atestando dessas experiências do que se gosta ou não. O desporto, invariavelmente, surge nesse momento como brincadeira. E, quando se dá por isso, é uma brincadeira que consome dias inteiros. A paixão por determinada modalidade torna-se avassaladora. Esse sentimento é exacerbado quando passa a competição. A adrenalina de demonstrar a qualidade e de se elevar a cada partida chega a ser viciante. Uma sensação que se quer manter por anos a fio!
Germano Magalhães praticou várias modalidades: futebol, boxe, esgrima, natação e atletismo, praticando-as mesmo em adulto, mas nenhuma teve o peso da patinagem. Germano foi um desses miúdos que, ao primeiro contacto, viram como seriam os anos daí em diante. De patins calçados! Experimentou a patinagem com apenas 4 anos e ficou arrebatado. Tal como a escolheu como seu desporto de eleição, parecia também ter sido escolhido. Com pouco mais de um mês e meio de aprendizagem, sagrou-se campeão infantil de Moçambique, o primeiro de muitos títulos.
Em 1918, um mês após ter chegado a Lisboa, dez um treino de captação no Benfica, deixando os dirigentes encarnados impressionados com o seu talento. Ingressou no Clube, iniciando um percurso de 20 anos, interrompido apenas entre 1921 e 1925. Destacou-se de águia ao peito tanto em provas de velocidade, em que se sagrou campeão de Lisboa de forma consecutiva entre 1925/26 e 1934, e hóquei em campo, vencendo o Campeonato de Lisboa entre 1926/27 e 1930/31.
A sua carreira, tal como os dias a patinar durante a sua infância, parecia não ter fim. Em 1947, Germano Magalhães teve uma merecida festa de despedida. Aos 42 anos, o atleta deixou de competir, mas continuou ligado à modalidade, transmitindo aos mais jovens uma paixão de anos.
Germano dizia frequentemente, entre amigos, que iria morrer com os patins calçados. A profecia cumpriu-se em 29 de Agosto de 1953, na festa de inauguração do ringue do Grupo de Futebol dos Empregados do Comércio. Após ter jogado a primeira parte de uma partida, sentiu-se indisposto e foi transportado para o Hospital de Santarém, onde viria a falecer. Ao contrário de tantas outras tardes, a essa partida não se seguiu mais nenhuma. Mas o seu nome ficaria gravado para sempre na história da patinagem.
Saiba mais sobre as modalidades em patins, praticadas por Germano Magalhães e outros atletas encarnados, na exposição temporária Benfica - O Lugar Que Somos, no Palácio Baldaya, em Benfica."

António Pinto, in O Benfica

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA | ANTEVISÃO #SLBGVFC

                                                   

BENFICA FORA DO MERCADO, EMAGRECIMENTO DO PLANTEL FICA EM ÁGUAS DE BACALHAU...