domingo, 7 de julho de 2024

HENDECACAMPEÃS NACIONAIS!

 


O Benfica venceu o CA Feira, por 2-0, no jogo 2 da final do play-off do Campeonato Nacional, e conquistou o 11.º título consecutivo da prova.

A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica é hendecacampeã! As águias venceram o CA Feira, por 2-0, na tarde deste sábado, 6 de julho, no Pavilhão Fidelidade, em partida referente ao jogo 2 da final do play-off do Campeonato Nacional, e conquistaram o 11.º título consecutivo da prova!
Foi à distância de uma vitória de erguer o troféu do Campeonato Nacional, após triunfo por 0-3 no jogo 1, que o Benfica entrou para a partida.
Dotadas de uma ambição enorme, e fazendo frente às adversidades impostas por um CA Feira de qualidade e em crescimento, as encarnadas deram corpo à alma dos Benfiquistas presentes na Luz e, juntos, celebraram mais um feito inédito!
Para o jogo, Paulo Almeida escalou Maria Vieira, Marlene Sousa, Cata Flores, Elena Tamiozzo e Sofia Moncóvio no cinco inicial.
Destemida e a querer levar a série à negra, a equipa de Santa Maria da Feira entrou acutilante, e foi a primeira a deixar o aviso (1'). Imperial, Maria Vieira afastou o perigo levado à baliza por Joana Teixeira. Num início intenso e de equilíbrio, com oportunidades para as duas partes, Daniela Pereira defendeu os intentos de Sofia Moncóvio e Cata Flores aos 6'.
No mesmo minuto (6'), viveu-se o primeiro momento de festa na Luz! Boa leitura de jogo da capitã Marlene Sousa, a fazer a bola, dirigida a Cata Flores, rolar entre as pernas de uma adversária. A universal chilena recebeu o esférico, levantou-o e atirou-o para o fundo das redes, rubricando o 1-0.
Inaugurado o marcador, as equipas continuaram a carregar, fazendo brilhar as guardiãs. Maria Vieira defendeu os remates de Joana Teixeira, Daniela Silva (ambos aos 8') e Sofia Reyes (14'). Daniela Pereira negou os golos a Raquel Santos e a Marlene Sousa, aos 12'.
Ainda neste minuto, o 12.º, foi o ferro a impedir que a capitã do Benfica ampliasse a vantagem das águias para 2-0. Um momento muito aplaudido pelos adeptos presentes!
Elena Tamiozzo protagonizou duas boas oportunidades aos 17' e aos 19', o primeiro para defesa, o outro por cima da baliza do CA Feira. Com nota mais no ataque, e a trabalharem bem no plano defensivo, faltava um novo golo que desse alguma tranquilidade às decacampeãs nacionais.
A cinco minutos do intervalo (20'), depois de um período de menor intensidade por parte do CA Feira, voltou a assistir-se a um jogo mais disputado e com boas ocasiões. Do lado encarnado, Raquel Santos atirou para defesa (21') e Marlene Sousa à barra (24'); Maria Vieira sacudiu o remate de Joana Teixeira (24').
Até ao período de descanso – momento em que as equipas Sub-17 e Sub-13 do Benfica foram homenageadas pelas conquistas dos respetivos Campeonatos Nacionais –, o 1-0 não se alterou.
No regresso à quadra, a bola rondou, essencialmente, a baliza do CA Feira, mas teimava em não entrar, muito por mérito da guarda-redes Daniela Pereira, que levou a melhor perante os remates de Raquel Santos (26' e 34'), Marlene Sousa (35') e Sofia Moncóvio (35').
Movidas ao ritmo dos cânticos ecoados pelos Benfiquistas – incansáveis no apoio à equipa –, as águias chegaram, depois de várias investidas sem sucesso, ao golo! Assistida por Marlene Sousa, que atrás da baliza segurou a bola contra duas opositoras, Raquel Santos temporizou, aproveitou o espaço aberto e fez o 2-0 (39').
Dez minutos separavam o Benfica do título de hendecacampeão nacional. Era preciso gerir e agarrar o resultado que ditava a vitória. Aos 41', Maria Sofia Silva atirou ao poste, ela que, volvidos quatro minutos (45'), viu Daniela Pereira negar-lhe o tento. Ainda no minuto 45, Marlene Sousa acertou com a bola na lateral da baliza do CA Feira.
O tempo ia-se esgotando e, por fim, no Pavilhão Fidelidade, de cachecóis no ar, a cantarem "o Benfica é campeão", os Benfiquistas saudaram as hendecacampeãs nacionais!
Benfica-CA Feira
Ouvida a buzina, a festa vermelha e branca estendeu-se à quadra, onde as jogadoras celebraram, entre abraços, a conquista de mais um feito. Em uníssono, atletas e adeptos cantaram "Nós somos campeões!".
Os equipamentos deram lugar às T-shirts alusivas ao Hendecacampeonato e, a largos passos, assistiu-se ao momento da consagração. Uma a uma, embaladas pelos aplausos vindos das bancadas, as jogadoras foram chamadas para receberem as medalhas. Seguiu-se a equipa técnica e, por último, a capitã Marlene Sousa e o treinador Paulo Almeida.
Já com o troféu na sua posse, o coletivo deu o mote, e o Pavilhão Fidelidade respondeu. Contou-se até 11, por cada título conquistado, e Inês Severino, a pedido de Marlene Sousa, ergueu a taça que materializa mais uma página da histórica caminhada da equipa feminina de hóquei em patins do Benfica!
Como não poderia deixar de ser, ouviu-se We Are The Champions e, ao som deste êxito, as jogadoras tiraram fotografias com o troféu, fazendo dos Benfiquistas – parte de todas as conquistas – pano de fundo.
É "história sobre a história". São 11 anos consecutivos de um feito que coloca o nome do Sport Lisboa e Benfica no topo das modalidades de pavilhão!
No próximo fim de semana, há novo título no horizonte. As encarnadas enfrentam o HC Turquel, no Pavilhão do Grupo Desportivo de Sesimbra, às 18h00 de sábado, 13 de julho, nas meias-finais da final four da Taça de Portugal (bilhetes AQUI). A final disputa-se às 15h00 de domingo, dia 14.




Festejos hendecacampeonato
PERCURSO ATÉ AO TÍTULO
Numa retrospetiva sobre a temporada, as águias mostraram o seu domínio desde a 1.ª fase: a competirem na Zona Sul, as comandadas por Paulo Almeida registaram 10 vitórias no mesmo número de jogos. Seguiu-se o Grupo 1 da 2.ª fase, no qual, em 14 partidas, totalizaram 13 triunfos e um empate.
Nos play-offs, decididos em séries à melhor de três, o Benfica resolveu os quartos de final e as meias-finais em dois encontros, superando o CENAP e a Sanjoanense, respetivamente. Na final não foi diferente e, com duas vitórias sobre o CA Feira, o Glorioso sagrou-se hendecacampeão nacional.
Contas feitas, foram 29 vitórias em 30 jogos disputados no Campeonato Nacional 2023/24.
Benfica-CA Feira
DECLARAÇÕES
Paulo Almeida (treinador do Benfica): "Só por si, a exigência do nosso clube é ganhar. É sempre ganhar. Com esta camisola não se pode procurar outro resultado, a não ser, no final de cada época, ganhar títulos para o Benfica, para o [Museu Benfica] Cosme Damião. Estas jogadoras têm feito isto na perfeição. Ganhar 11 vezes seguidas não é fácil. Motivar estas jogadoras para ganhar o Campeonato 11 anos seguidos não é fácil. Este [título], para mim, já faz parte do passado. Para a semana temos a final four da Taça de Portugal, que queremos também ganhar. Cada ano que passa é mais difícil ganhar o Campeonato. E, para todas as adversárias, ganhar ao Benfica é quase serem campeãs nacionais. Mas a minha equipa nunca baixa os braços, porque quer sempre ganhar títulos. É o que lhes digo: no final de cada ano, os troféus no Museu são sinal de dever cumprido. São umas jogadoras excelentes, são umas trabalhadoras excelentes, pois, além do hóquei, têm as suas vidas pessoais. Chegam aqui depois de um dia de trabalho, o que ainda tem mais valor. Por isso, parabéns às minhas jogadoras, sem elas não era possível. [Recorde de títulos em modalidades de pavilhão e sem perder desde 2020, no panorama nacional] A exigência que eu coloco a estas jogadoras é igual à que me colocaram quando cheguei aqui muito novo. Aqui só há um resultado, o 1.º lugar. O 2.º é o primeiro dos últimos. Nunca me esqueci disso. E vou levar isso enquanto aqui estiver. Dentro do Benfica, vou correr sempre pelo 1.º lugar, porque do 1.º lugar para baixo não interessa ao Benfica. Agradecer a toda a massa associativa que esteve aqui presente para apoiar esta equipa. Agradecer todo o apoio da Direção, em especial, ao meu amigo e Presidente, Rui Costa. O meu obrigado ao [diretor-desportivo] João Rodrigues e ao [vice-presidente para as modalidades] Fernando Tavares, pelo acompanhamento à minha equipa, pois tudo têm feito para que nunca falte nada a esta equipa."
Marlene Sousa
Marlene Sousa (capitã e avançada): "Esta equipa vive de títulos, e não nos cansamos de ganhar. Pedi aos adeptos que viessem com a alma toda ao pavilhão, e assim foi. Obrigada a todos os Benfiquistas, prometo que continuaremos a trabalhar para feitos históricos a nível nacional e internacional. Ninguém se cansa de ganhar, e isso motiva. Nos treinos somos muito competitivas. O denominador comum das finais [do Campeonato] é o Benfica, o que muda é o outro finalista. Obrigada à estrutura. No que depender de nós, os recordes são para continuar."
Maria Vieira (guarda-redes): "Estou muito emocionada. São 11 anos consecutivos a ganhar o Campeonato Nacional. Fizemos uma final sem golos sofridos. Nunca vi uma modalidade de pavilhão a ganhar tantos anos seguidos, é um recorde. Somos mulheres a fazer história, representamos o Sport Lisboa e Benfica. Sinto-me orgulhosa de mim e das minhas colegas. Temos a hegemonia, não conheço um clube tão ganhador, com tantas equipas, tantas modalidades, e as que não ganharam estiveram na discussão dos títulos. Digam-me um clube maior que o Sport Lisboa e Benfica? Não dizem, porque não existe. Esta equipa quer ser campeã da Europa, não nos vamos cansar enquanto não voltarmos a ser campeãs da Europa. A partir da Taça de Portugal, se ganharmos, vamos pensar na Liga Europeia. Não estamos cansadas, mas, sim, cada vez mais motivadas. Agradecemos aos adeptos."
Benfica-CA Feira
Maria Sofia Silva (avançada): "Estamos muito felizes, é sempre especial ganhar pelo Benfica. Ainda falta para a semana [Taça de Portugal]. É um grande sentimento ganhar por este clube. Queremos muito continuar a ganhar, em todos os dias temos de nos superar. Continuamos a superar-nos, queremos continuar a ganhar e a fazer história pelo Benfica. Queríamos muito esta vitória, gostamos muito deste clube. Estamos muito satisfeitas."
Beatriz Figueiredo (defesa): "A história do Benfica no feminino é vasta. É o meu 4.º título, mas não deixa de ser especial. Parece fácil, mas não é. É sempre bom ganhar e estamos todas muito contentes. Não sofremos nenhum golo [na final]. Trabalhamos muito os aspetos defensivos, e marcamos em qualquer campo. Isso viu-se nos jogos que fizemos. É muito bom fazer parte de um clube com esta história."
Cata Flores (universal): "A dedicatória é para o meu pai, é o pilar fundamental da minha vida e a vitória é para ele e toda a família que está sempre comigo em qualquer parte do mundo. O sentimento é inexplicável. Ganhar é bonito, mas ganhar pelo Benfica é ainda mais especial. Queria fazer história com o Benfica e vim para isso. São 11 títulos, e queremos muitos mais. Vamos trabalhar pelo título europeu. Temos muita fome da conquista europeia, há que trabalhar um pouco mais, e tenho a certeza de que vamos conseguir."
Benfica-CA Feira
Inês Severino (defesa): "É uma sensação única, o Benfica é o meu clube de coração, e é um orgulho tremendo ganhar tudo pelo Benfica, e ganhar ao lado destas jogadoras é um orgulho muito grande. A equipa tem feito história ano após ano, trabalha diariamente para isso e estamos de parabéns. Merecemos muito isto, e na segunda-feira [8 de julho] estamos prontas para trabalhar pela Taça de Portugal."
Alice Vicente (guarda-redes): "É uma sensação incrível vencer. Estou muito feliz. Trabalhámos todos os dias para isto. É um grande clube, e estou muito feliz por representá-lo. Temos uma Taça de Portugal para ganhar. Hoje festejamos, depois vamos começar a semana a trabalhar para ganhar mais um troféu. O Clube tem tantos adeptos que gostam de nós, é inexplicável senti-lo dentro do campo."
Elena Tamiozzo (avançada): "Está a correr tudo bem. Estou e sou muito feliz no Benfica. Não há um clube melhor, ainda podemos ganhar mais. Vamos continuar a trabalhar. Sentimos uma grande responsabilidade, a camisola pesa muito. Os adeptos apoiam-nos muito."
Benfica-CA Feira
Benfica-CA Feira
2-0
Pavilhão Fidelidade
Cinco inicial do Benfica
Maria Vieira, Marlene Sousa, Cata Flores, Elena Tamiozzo e Sofia Moncóvio
Suplentes
Alice Vicente, Beatriz Figueiredo, Inês Severino, Maria Sofia Silva e Raquel Santos
Cinco inicial do CA Feira
Daniela Pereira, Joana Teixeira, Brenda Lucero, Sofia Reyes e Daniela Silva
Suplentes
Inês Freitas, Margarida Teixeira, Mafalda Silva e Helena Carreira
Ao intervalo 1-0
Golos
Cata Flores (6') e Raquel Santos (39')

sábado, 6 de julho de 2024

TREVAS DE UNS, EGOS DE OUTROS

 


Vieira cometeu erros? Claramente que sim, teve excessos, enganou-se, falhou muitas vezes, mas o Benfica é hoje o que é graças a ele.

Por razões que não vale a pena aqui trazer, tenho-me abstido nos últimos anos de escrever ou falar do SL Benfica. Entendi ser chegado o tempo de quebrar esse silêncio por uma questão de memória, justiça e, finalmente, propósito!
Nunca fui dos que bajularam ostensivamente Vieira enquanto era líder do clube, nem dos que calaram críticas ou se inibiram de apontar-lhe falhas, mas sou daqueles que continuam a atender-lhe o telefone e a estar com ele quando a ocasião se proporciona. A maioria dos primeiros são os mesmos que hoje o renegam. Uma questão de caráter. Há os que tem e os que lhe falta!
Vieira deixou a presidência do Benfica em 2021. Desde então para cá, a nova direção já investiu mais de 250 milhões de euros em reforços, construiu o plantel que quis, sem quaisquer limitações. Não teve de enfrentar dificuldades de tesouraria, negociar dívidas ou inibições da UEFA. O Benfica de Vieira não é só o que ficou em termos de infraestruturas, a nível de quadros e profissionalização, de valorização de marca, do que conquistou a nível desportivo, é também o da solidez financeira. Tomara Villas-Boas ter encontrado o seu clube nas trevas em que Rui Costa assumiu o SL Benfica!
É por isto que me incomoda ouvir repetidamente, não só mas também nas AG, associar o chamado vieirismo ao tempo das trevas, como se de um período negro da história do Clube se tratasse. Uma crítica fácil e generalizada na boca de alguns, mas que só por absoluta má-fé se pode sustentar. Vieira cometeu erros? Claramente que sim, teve excessos, enganou-se, falhou muitas vezes, mas o Benfica é hoje o que é graças a ele. Cometeu crimes, prejudicou o Benfica? Serão os tribunais e não os jornais a determiná-lo. Em matéria de justiça é assim que deve ser. Se chegar o tempo de apontar-lhe o dedo, cá estarei para o fazer, mas esse tempo ainda não chegou.
Ouvi alguns sócios, na última AG, como já tinha ouvido antes, pedir com incontida veemência a expulsão de Vieira. Nenhum deles tem a mínima noção do que Vieira representou para o clube. Não têm noção de que, sem Vieira, provavelmente não haveria clube de onde expulsar quem quer que fosse! O Benfica acabou para Vieira, independentemente do que ele pense ou queira para o seu futuro, mas não se pode perder a memória do que ele representou para o clube.
Na vida, nada é definitivo. O sucesso, mas também o fracasso, é transitório. Em futebol, ainda mais! É sempre a última imagem que prevalece, são os resultados que ditam a direção do vento, influenciando o tom dos elogios ou a contundência das críticas. Rui Costa tem a legitimidade das urnas para terminar o seu mandato em paz e provar que mereceu a confiança dos que nele votaram! Mas deve saber ouvir, porque quem exerce o poder deve ter a inteligência de saber crescer com as críticas!
E, não, ao contrário do que repetidamente fui ouvindo, Rui Costa não é a continuação de Vieira! Isso ficou claro em julho de 2021, quando, ao assumir, ainda que de forma interina, na altura, a liderança do clube, não conseguiu dedicar uma única linha da sua intervenção a Luís Filipe Vieira! Influenciado ou por vontade própria, a verdade é que ignorou Vieira, e esse foi o dia em que o vieirismo acabou na Luz! Não acho que tenha sido o momento mais feliz de Rui Costa, mas foi a opção que decidiu tomar!
Do atual Benfica, vejo com preocupação um departamento de comunicação segmentado e pouco ativo, vejo como inadmissível que se transforme o aeroporto da Portela ou o aeródromo de Tires numa passerelle de verão ou meia-estação, que lugares que exigem discrição e recato sejam exercidos de forma exageradamente oposta, que se deixem partir jogadores chave enquanto se renovam outros contratos de forma extemporânea e, finalmente, acho preocupante o dinheiro gasto em reforços sem retorno. Não faltou ousadia a Rui Costa, faltou-lhe acerto. Corrigindo os erros, a ousadia será premiada. Persistindo neles, sair-lhe-á cara, a ele e ao clube.
Rui Costa nunca escondeu o desejo de liderar o Benfica, sempre teve essa vontade e sempre entendeu reunir as competências necessárias. O tempo dirá se efetivamente as tem, mas há uma coisa de que tenho a certeza: fará tudo para honrar o lugar que ocupa, porque está na sua cadeira de sonho. Podendo falhar, Rui Costa não aspira a nada mais que servir o Benfica. E esta é a deixa para a questão do propósito das coisas!
Por limite de mandatos, Fernando Gomes não poderá recandidatar-se à presidência da FPF. Procura-se, portanto, alguém que queira servir a instituição. A candidatura de Proença é o segredo mais mal guardado do futebol português. É verdade que, em público, nunca se assumiu candidato, mas, em privado, Proença já derrubou essa a porta a pontapé! Já confidenciou a vários públicos, repetidas vezes, que está a trabalhar há um ano e meio para as eleições na FPF e que tem 80 pessoas envolvidas na candidatura. A frase podia levar aspas.
Afirmações que levantam dúvidas éticas e materiais. Do ponto de vista ético, é só fazer as contas, e perceber que Proença já estava a trabalhar nas eleições para a FPF quando apresentou a sua recandidatura à Liga, garantindo aos clubes que assumia um compromisso que na verdade não estava a pensar cumprir! Isto já por si seria grave, mas a questão material é mais preocupante: quem são essas 80 pessoas? E quem paga? Terão os clubes consciência de que muita da agenda de Proença à frente da Liga não tem que ver com as funções que ocupa, mas com aquelas que quer vir a desempenhar em breve?
Para Proença, a Liga foi instrumental para aquela que quer que seja a sua próxima etapa, como a FPF será, se lá chegar, instrumental para o que vier a seguir. Não é o lugar ou a instituição que o motiva, mas o seu ego.
Duarte Gomes escreveu há dias, nas páginas deste jornal, que Proença «seria a figura mais qualificada para agarrar o desafio». Vamos então saber o que é que habilita Proença ao lugar. Será que o trabalho desenvolvido na Liga é assim tão meritório? O futebol português está mais competitivo? Os quadros competitivos foram reformulados? Estamos mais fortes na Europa? Temos mais público nos estádios? Estão os clubes portugueses financeiramente mais sustentáveis? Se respondermos a todas estas questões, vemos que Duarte Gomes não tem razão.
Proença é mais imagem que conteúdo, não se move por um sentido de missão, mas de ambição. A Liga transformou-se numa afinada máquina de propaganda, com ações que, numa análise rigorosa, levantariam muitas dúvidas, até de legalidade, nomeadamente quando, com o orçamento da Liga, se convidam, repetidamente, elementos do universo eleitoral da FPF para o acompanhar em viagens internacionais. A questão é saber qual o preço que os responsáveis pelo futebol português estão dispostos a pagar para afagar o ego de Proença. Qualquer que seja, será demasiado alto!
A terminar, volto ainda a Duarte Gomes, porque outra das razões invocadas para declarar o seu apoio a Proença tem que ver com «a carreira brilhante na arbitragem». Não é essa a memória que os benfiquistas guardam. Como sócio há mais de 30 anos, espero que a direção do clube não apoie Proença e não comprometa o seu voto sem, pelo menos, ouvir os seus sócios em AG.

João Gabriel, in aa Bola

O EFEITO RONALDO



 "A Seleção portuguesa tem ótimos jogadores mas não rende aquilo que estaria teoricamente ao seu alcance. Olhemos para a equipa espanhola e vejamos o abismo que, em futebol jogado, a separa da nossa


Nunca fui um fã incondicional de Cristiano Ronaldo. A idolatria sempre me incomodou, e com Ronaldo ultrapassou todas as marcas. Hoje já não é bem assim, mas quando ele tocava na bola os relatores subiam o tom de voz e gritavam: «Bola em Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo…» – e a voz só esmorecia quando a jogada se perdia. Às vezes era golo – e aí os homens atingiam o êxtase.
Ao longo do tempo, a forma de jogar de Ronaldo foi-se alterando – o que mostra a sua inteligência ou a inteligência dos treinadores que o acompanharam, em especial Alex Ferguson. Quando foi para Manchester, saído do Sporting, Ronaldo era sobretudo um driblador. Um jogador muito habilidoso, quase um malabarista, que frequentemente se perdia nas tentativas individuais.
Mas Ferguson meteu na cabeça (na sua e na dele) que Ronaldo havia de ser um goleador. Logo à partida disse-lhe que iria marcar x golos por ano (um número muito apreciável). E Ronaldo marcou.
Mas não só a sua forma de jogar mudou. Mesmo o seu aspeto transformou-se: arranjou os dentes, mudou de penteado, e sobretudo ganhou arcaboiço: alargou o peito, endureceu os músculos e engrossou as pernas. O menino relativamente franzino que tinha vindo da Madeira para o continente já dificilmente se reconhecia naquele atleta robusto.
E à medida que a capacidade física e goleadora aumentava, a habilidade decrescia. A partir de certa altura, Ronaldo deixou de tentar fintar. Atirava a bola para a frente e corria. O malabarista cedeu o lugar ao concretizador, sempre de olhos postos na baliza. E foi o número crescente de golos marcados, batendo sucessivos recordes, que fez dele o melhor jogador do mundo. Messi sempre teve mais habilidade, mas também sempre marcou menos golos – e o objetivo do futebol não é fintar, é marcar.
Hoje, com quase 39 anos, Ronaldo ainda é um ótimo jogador. Talvez seja o melhor avançado português. Possivelmente tem lugar na Seleção por direito próprio. Mas o seu efeito na equipa é já muitas vezes pernicioso.
Porquê?
Por várias razões, todas concorrentes.
Em primeiro lugar, porque não admite ser substituído. Quando Fernando Santos não lhe deu a titularidade, no último Mundial, ele fez uma cena, despediu-se da Seleção, os dois travaram-se de razões – e quem acabou por sair não foi Ronaldo mas Fernando Santos. Ora um jogador que não admite ser substituído é um problema para o selecionador, que perde a autoridade perante os outros jogadores.
Em segundo lugar, o endeusamento de Ronaldo menoriza os companheiros, que se sentem pequenos ao lado da vedeta e perdem alguma motivação. A Seleção é Ronaldo e mais dez. A verdade é que, quando Ronaldo não está presente, os outros parecem jogar com mais alegria.
Em terceiro lugar, porque só quer a bola para ele. É certo que no jogo contra a Turquia até ofereceu um golo a marcar a um colega, quando se encontrava em boa posição – mas essa não é a regra. Nos livres nas imediações da área adversária agarra a bola com as duas mãos e não a cede a ninguém, mesmo havendo outros jogadores que rematam bem. E confesso que já não me recordo de ver um livre marcado por Ronaldo dar golo.
Em quarto lugar, porque, estando Ronaldo em campo, os companheiros tendem a jogar para ele, afunilando o jogo.
Tudo isto se tem observado neste Europeu.
Embora a Seleção portuguesa já esteja apurada para a fase seguinte, não fez nenhuma grande exibição, longe disso, e foi bafejada pela estrelinha da sorte. No primeiro jogo, não perdeu com a Chéquia porque não calhou: um jogador adversário resolveu marcar um golo na própria baliza, que nos deu o empate, e o golo da vitória resultou de outra oferta monumental de um defesa checo, que parecia uma galinha a pôr um ovo e, de cócoras, deixou a bola mesmo à frente de um nosso jogador, que só teve de a empurrar para a baliza. Um bambúrrio, já acontecido nos descontos.
E contra a Turquia, Deus voltou a ser português: quando os turcos buscavam com perigo o empate, também um autogolo os deitou por terra. Enfim, em momentos críticos, os adversários marcam por nós na sua baliza.
Aos 40 anos, Ronaldo ainda é um bom jogador e – repito – se calhar ainda tem lugar na Seleção. E seria muito útil se fosse um jogador como os outros: se se deixasse substituir, se permitisse que outros marcassem livres, se não concentrasse tanto as atenções sobre si próprio. Mas a realidade é o que é. E, assim, talvez Ronaldo seja hoje mais prejudicial do que benéfico a uma Seleção que tem ótimos jogadores mas não rende aquilo que estaria teoricamente ao seu alcance.
Olhemos para a seleção espanhola: e vejamos o abismo que, em futebol jogado, a separa da nossa."

José António Saraiva, in Sol

DE REGRESSO AO TRABALHO

 


"O SUCESSO DE ROGER SCHMIDT SERÁ O SUCESSO DE TODOS NÓS!

1. Pouco importam agora as polémicas que envolveram as escolhas, as substituições ou as afirmações de Roger Schmidt na época passada: se é ele o treinador do Benfica para esta época, independentemente de eu gostar mais ou gostar menos, é ele o meu treinador.

2. Acredito que Roger Schmidt tem capacidade para pôr a equipa a jogar como nos primeiros dois terços da época 2022-23. Não me venham com a questão do Enzo, porque em toda a carreira ele pôs todas as equipas a jogar daquela forma e não tinha o Enzo em nenhuma delas.

3. Importa que Rui Costa seja assertivo nas contratações e que o plantel para a longuíssima época de 2024-25 seja suficientemente rico e equilibrado em opções para que Schmidt não entre em adaptações de jogadores a posições que não são as suas, mais a mais quando fazem falta nas deles.

4. Espero que a comunicação do clube esteja à altura de sair em defesa e apoio ao treinador quando as coisas não correrem bem, porque não é possível que corram bem do princípio ao fim da época. Não podem voltar a cometer o mesmo erro de deixar o treinador sozinho perante os ataques que lhe forem dirigidos de fora ou de adeptos do próprio clube. A união não cai do céu, constrói-se.

5. Estou convencido de que toda a contestação a Schmidt que ainda se mantém latente num largo número de benfiquistas se resolve rapidamente com vitórias e boas exibições. Acontece que as vitórias e as boas exibições são mais fáceis de alcançar com o apoio da bancada.
APOIAR, APOIAR, APOIAR!"

Jaime Cancella de Abreu, in FAcebook

sexta-feira, 5 de julho de 2024

"O GRANDE OBJECTIVO DO CLUBE É A AFIRMAÇÃO EUROPEIA"

 


Com a preparação da nova temporada em marcha, Filipa Patão aponta a patamares elevados nas provas nacionais e na Liga dos Campeões.

Já com a pré-temporada em curso, Filipa Patão passou em revista o inédito pleno alcançado pela equipa feminina de futebol do Benfica em 2023/24 e já projetou a nova época.
Em entrevista exclusiva à BTV, a treinadora, que guiou as Inspiradoras ao tetracampeonato e às conquistas da Supertaça, da Taça da Liga e da Taça de Portugal na última temporada, admitiu que a formação encarnada "personifica o benfiquismo".
Do momento-chave da época transata à história gravada na Liga dos Campeões, Filipa Patão afirmou que as águias ambicionam continuar em alta na prova europeia em 2024/25. O determinante apoio dos adeptos, o plantel e o papel da formação também foram temas focados pela técnica, que renovou contrato até 2027.
BENFICA CAMPUS COMO RAMPA PARA ÉPOCA HISTÓRICA
"Uma época histórica para o feminino do Sport Lisboa e Benfica! Benfica Campus? Uma casa que passou a ser a nossa. Agora conseguimos estar na casa do futebol do Benfica, e estamos muito, muito contentes por estar aqui. Acho que respondemos da melhor forma, com uma época em pleno com a conquista de todos os títulos e a passagem histórica aos quartos de final da Champions. Foi uma aposta ganha por parte do Benfica em trazer esta equipa para o Seixal. Houve melhores condições para as atletas poderem aumentar o seu rendimento e poderem ter as melhores condições de trabalho, e isso resultou numa época histórica. É muito difícil fazer igual, mas o nosso objetivo é olhar para a frente e tentar fazer melhor do que na época passada."
AMOR AO CLUBE E IDENTIDADE APAIXONAM ADEPTOS
"O Benfica tem sempre uma massa associativa muito grande. O Benfiquista gosta muito de apoiar as suas equipas, é fervoroso, apaixonado, e essas características tão próprias do adepto do Benfica ligam os adeptos a estas jogadoras e a esta equipa. Somos uma equipa que vive muito o Benfica, personifica muito o que é o benfiquismo. Elas dão tudo em campo, conseguem transmitir esse amor pelo Clube, essa forma de estar e de ser é uma identidade, e elas transportam isso todos os dias. É um dos grandes motivos pelos quais os adeptos acompanham tanto esta equipa, porque sabem que, independentemente do resultado, elas vão dar tudo em campo, e isso é ser Benfica. Somos um clube vencedor, e as jogadoras são irrepreensíveis na forma de estar em campo."
"MENTALIDADE MUITO FORTE" PARA O ÊXITO
"O segredo foi perceber que numa fase da época poderíamos não ganhar nada. Esteve tudo em aberto até um determinado momento, quando tivemos a final da Taça da Liga e estávamos na frente do Campeonato, mas sem distância pontual para dizer que o Campeonato estava resolvido, e ainda tínhamos uma final da Taça de Portugal. Sabemos o quão séria, comprometida e responsável esta equipa teria de ser, independentemente do desgaste e do cansaço mental. Conseguimos passar a fase do cansaço físico. Apesar de termos mais dois jogos na Liga dos Campeões, em termos físicos as atletas encontravam-se muito bem, porque houve um trabalho muito bem feito da parte de todos os departamentos envolvidos, o que permitiu que, fisicamente, elas se encontrassem sempre na máxima força ao longo de todo o ano. É necessário trabalhar muito o nível mental das jogadoras, porque estão sempre sob pressão, sujeitas a resultados e a terem de ir sempre mais à frente noutras competições. É mais um passo de desenvolvimento e de crescimento. Conseguimos todos os objetivos nesta época, porque o grupo de trabalho uniu-se, teve a capacidade de dar a volta nos momentos menos positivos. Não há uma equipa que seja eternamente vencedora, e também passámos os nossos momentos menos bons. Sabíamos que tínhamos qualidade e capacidade para dar a volta, e o segredo é ter uma mentalidade de campeãs, que foi construída ao longo destes anos, uma mentalidade muito forte. Ter de ganhar, leva-nos a ser responsáveis em todos os minutos para que seja possível."
TAÇA DA LIGA DEU "FORÇA REDOBRADA"
"Momento-chave? A conquista da Taça da Liga, no momento em que aconteceu, foi muito importante, deu-nos uma bomba de oxigénio, uma força redobrada, porque adoramos o sentimento de conquista e percebemos que o caminho era por ali, independentemente dos jogos menos positivos que tínhamos tido há pouco tempo. Esta conquista deu-nos a força necessária, independentemente do que faltava, para conseguirmos os objetivos."
"FORTE CAPACIDADE" DIANTE DO LYON
"Momento mais difícil? Foi o último jogo com o Lyon, porque as atletas acreditaram que era possível passar às meias-finais [da Liga dos Campeões], daí falar da parte mental. Foi uma grande 'chapada', e com um resultado pesado para o que fizemos nas duas mãos. Sabíamos que estava ao nosso alcance, crescemos muito e mostrámos forte capacidade de ser uma equipa muito competitiva numa fase tão adiantada da Champions. Custou-nos a forma como saímos da competição. Era possível ter ido mais além. Quando sentimos que devemos desrespeitar um bocadinho, de forma saudável, o impossível, tudo é possível, e isso é que custou mais."
CRENÇA ELEVADA PARA AS PROVAS EUROPEIAS
"A nossa crença contou muito, passámos à fase de grupos quando ninguém pensava que fosse possível, fomos consistentes na ida à fase de grupos todos os anos e mostrámos que isso não era obra do acaso. O grande objetivo é afirmarmo-nos como equipa que consecutivamente passa a fase de grupos. O grande objetivo do Clube é conseguirmos afirmar-nos a nível europeu dessa forma. Se continuo aqui, e estas jogadoras também querem continuar aqui, é porque querem e acham possível fazer melhor na próxima época."
UM "TRABALHO EXTRAORDINÁRIO" NO DESENVOLVIMENTO DAS ATLETAS
"Entristece-me um pouco que, no panorama nacional, ao nível da comunicação, não haja o cuidado de ressalvar o que o Benfica tem feito ao longo dos anos. Todos os clubes e associações contribuem, mas deveríamos valorizar quem faz um bom trabalho. O Benfica teria de ser mais falado na comunicação [social], porque fez um trabalho extraordinário no desenvolvimento da jogadora, do Campeonato e da sua competitividade. Se as outras equipas querem aproximar-se do Benfica, têm de apostar, e isso também obriga o Benfica a crescer mais no ano seguinte. O Benfica teve uma quota-parte muito, muito grande para o futebol feminino nacional estar no patamar em que está."
CAPACIDADE PARA RECRUTAR TALENTO
"Não temos de olhar para as saídas como algo negativo. Queremos ter as melhores jogadoras connosco, queremos ter as jogadoras que se identificam com o Clube, mas as jogadoras não vão ficar eternamente nos clubes, pois têm as suas ambições e objetivos. Com as saídas da Cloé [Lacasse] e da Ana Vitória [na temporada anterior], o Benfica consegue colocar jogadoras em grandes campeonatos e em grandes clubes europeus em duas épocas seguidas. É um sinal do nosso trabalho. Hoje, qualquer jogadora quer vir para o Benfica. Somos um clube formador, com capacidade de recrutar talento e trabalhá-lo. A Ana Vitória foi para o PSG, a Cloé [Lacasse] para o Arsenal, a Kika foi para o Barcelona e a [Ana] Seiça para o Tigres. Estamos a fazer as coisas da melhor forma. Todos os anos conseguimos ser mais fortes. O processo continua cá. O Clube continua forte, vai estar mais forte na próxima época e vamos querer conquistar mais coisas. As jogadoras que cá estão vão fazer um excelente trabalho."




PLANTEL MUITO HOMOGÉNEO E COMPETITIVO EM 2024/25
"Vai ser um plantel muito homogéneo, muito competitivo e vai permitir com que as jogadoras cresçam ainda mais. Estou muito contente com o plantel, triste com as saídas, mas deixo um agradecimento muito especial [às jogadoras que saíram] pelo trabalho que fizeram. Quanto às que cá estão, tenho a certeza absoluta que foram ótimas escolhas e ótimas renovações, e vão permitir-nos ir mais além."
EXCELÊNCIA DA FORMAÇÃO DESTACADA
"As jovens cada vez começam mais cedo, e é bonito ver as nossas Sub-8, Sub-9 a entrar nos nossos quadros, a trabalhar para chegarem a um patamar de elite. Destaco o excelente trabalho da nossa formação. Foi também um pleno, com os títulos da equipa B, Sub-19 e Sub-17, esta com a conquista do Campeonato Distrital. [As jogadoras] estão a ser preparadas para chegar aqui da melhor forma, o que pesou na decisão de ter um plantel mais curto a pensar no espaço que temos de começar a criar para estas jovens."
SEM CRÉDITOS DO PASSADO
"Como o nosso Presidente [Rui Costa] disse, não há créditos dentro do Benfica. Independentemente das conquistas, a nova época começa do zero. Temos novos objetivos, e, se me foi renovado o contrato, é porque senti ser possível conquistar algo mais e ser exigente comigo e com elas para esses novos objetivos."
APELO AO APOIO CONTÍNUO DOS ADEPTOS
"Apoiem-nos porque gostam de nós e do trabalho que fazemos, é um pedido que faço. Que possam apoiar todas as equipas do Benfica, porque merecem e trabalham todos os dias para dar alegrias ao longo da época."

O MP NÃO ACHA ESTRANHO?

 


▶️ Koba Leïn Koindredi, jogador que o Sporting contratou na época passada ao Estoril Praia por 4,5M€ (após ter pago 3,5M€ por ele) e que ficou com uma cláusula de rescisão de 60M€, acabou por voltar ao clube estorilense, apenas 6 meses depois e quase sem vestir a camisola dos leões, com o Sporting a suportar metade dos salários.
Imagino o que se diria se fosse no Benfica!!
O MP já estaria a realizar diligências no Estádio da Luz com os jornalistas à porta:
- "Mas que negociatas vêm a ser estas!?"
Veremos como vão ser conquistados os pontos referentes aos jogos entre eles.
▶️ Rúben Vinagre, jogador por quem o Sporting dispendeu uma fortuna (10M€ por 50% do passe), vai ser novamente emprestado a um clube com pouca expressão no plano futubolistico.
Cá do burgo continuamos é a falar do Jurásek...😏

Alberto Mota, in Facebook

ATÉ UM DIA!

 

Adeus a uma jogadora diferenciada

MUITO OBRIGADO POR TUDO
E BOA SORTE, KIKA NAZARETH!
1. Ninguém duvida que a Kika é uma enorme benfiquista.
2. Deu sempre tudo pelo seu clube do coração ao longo de todas estas épocas.1
3. É uma jogadora absolutamente diferenciada e por isso já se sabia que iria despertar a cobiça de clubes mais endinheirados e com projetos mais ambiciosos.
4. Não devíamos ter deixado a renovação chegar à última época de contrato. Talvez só saísse pela cláusula...
5. A partir do momento em que passou a ser representada pelo Jorge Mendes este era um fim mais do que anunciado - quem não sabia.
6. Vai cumprir um sonho, ou seja, jogar na melhor equipa da Europa, e merece ser feliz. Vou torcer por ela, menos quando jogar contra nós.
7. Ao dizer que voltará um dia, que não demore tanto como outros que falam do regresso, é o que desejo.
OBRIGADO POR TUDO, KIKA NAZARETH!

Jaime Cancella de Abreu, in