sexta-feira, 28 de novembro de 2025

NACIONAL: CONFERÊNCIA DE IMPRENSA PRÉ -JOGO NA LUGA: MOURINHO FALA EM EX...

                           

POR FAVOR, NÃO ESQUEÇAM ESTES NOMES!



 Portugal campeão do Mundo! Em futebol, eis uma frase que não se escrevia há 34 anos. São 21 os heróis que, sob o comando de Bino Maçães, transformaram o sonho em realidade.

Bino Maçães: treinador. João Aragão, Duarte Cunha, Steven Manuel, Mateus Mide e Anísio Cabral: avançados. Santiago Verdi, Rafael Quintas, Martim Guedes 'Zeega', Tomás Soares, Bernardo Lima e Miguel Figueiredo: médios. Daniel Banjaqui, Gabriel Dbouk, Yoan Pereira, José Neto, Martim Chelmik, Ricardo Neto e Mauro Furtado: defesas. Romário Cunha, Alex Tverdohlebov e David Rodrigues: guarda-redes.
Com exceção para o treinador, que tem 52 anos, todos os 21 restantes, acima mencionados, têm apenas 17. Mas têm tudo para continuarem a ser recordados quando tiverem 70, 80 ou 90. São os nomes que entraram numa das mais douradas páginas do livro de história do futebol português. Uma geração jovem de ouro que — não duvido — muito em breve estará a brilhar nos mais prestigiados palcos.
Quando tanto se fala dos mercados de transferências que aí vêm, quando se ouve falar de milhões de euros disponíveis para contratações, manda o bom-senso clamar: olhem, por favor, para estes meninos. Se há potencial (e garantimos que há!), então potencie-se ainda mais estas pérolas, nelas apostando nas equipas principais.
Guardem estes nomes, lembrem-se deles, não os deixem cair no esquecimento. Aqui, do lado de fora da indústria do futebol, já nos encheram o coração.
Portugal é campeão do Mundo! Em futebol, esta é uma frase que não era possível escrever há 34 anos, desde Lisboa-1991, quando a Seleção de Figo, Rui Costa, Jorge Costa e João V. Pinto conquistou o Mundial sub-20 pela segunda vez.
João Pimpim, in a Bola

BENFICA-REVISTA IMPRENSA 28 Novembro GLORIOSO RENOVA O GUARDIÃO E PORTUG...

                           

ZONA DRS - EP 29: REVIRAVOLTA ABISMAL E QATAR GP!!

                           

DAZN F1 - Antevisão ao GP do Qatar

                            

MARGARIDO E BOTELHO DA COSTA, O CLUBE DOS 36

 


"No Mundo da Cultura Pop existe o Clube dos 27, uma espécie de maldição. Em 2O25, e com maior felicidade, podemos criar o Clube dos 36.
Chefes de Técnica que subiram a pulso, trabalho e, claro, talento. O facto de Francesco Farioli ter essa idade já não é assunto e no caso do italiano podemos imaginar que, não fosse a bizarra perda do título da Eredivisie, poderia até já estar numa liga mais competitiva - onde vai chegar mais cedo do que tarde.
Mas o Clube dos 36 inclui mais dois nomes que já segui com alguma atenção. Começo por Tiago Margarido, com um percurso nortenho como jogador, adjunto e chefe de equipa técnica no Canelas 2020.
Teve uma passagem de muita visibilidade num clube que conheço bem e que espero possa um dia regressar ao seu lugar na I Liga, o Varzim Sport Clube.
Agora, no Clube Nacional da Madeira, longe da sua zona de conforto, Tiago está a dar mais uma razão para que a Oitava aposte muitas fichas no seu futuro.
Neste Clube dos 36 encontra-se outro jovem com um currículo parecido, igualmente fora da sua zona de conforto e a demonstrar no Moreirense, instituição muito bem organizada e que já se pode colocar na primeira metade da tabela, o que vale.
Vasco Botelho da Costa de seu nome e que deu e muito nas vistas no Alverca, com quem curiosamente disputou a primeira jornada já no banco dos de Moreira de Cónegos.
Onde estarão ambos nos próximos tempos? Tenho um feeling, mas a época ainda vai a meio. Cá estaremos no final da mesma para confirmar estas apostas no talento do management nacional."

Álvaro Costa, in ZeroZero

MOURINHO TEM CRÉDITO ILIMITADO NO BENFICA



 Para o treinador não há meio-termo, é tudo ou nada. E os jogadores têm de reagir. Quem conseguir vai melhorar, quem não conseguir só tem uma saída, deixar a… Luz.

José Mourinho já venceu as eleições do Benfica, é o verdadeiro diretor de comunicação do clube e agora também já ganha na… Champions.
Sou e sempre fui um fã incondicional do special one e considero um privilégio para todos tê-lo de volta ao campeonato português. Marcou uma era no história do futebol mundial e, claro, é uma referência para todo e qualquer treinador. Ou não tivesse ganho já tudo o que havia para ganhar.
Também fora de campo é inigualável. Cada minuto diante dos jornalistas é precioso. Traz sempre algo de novo e tem uma capacidade ímpar para a todos nos colocar a refletir.
Privei já lá vão uns bons anos com ele, quando treinava o UD Leiria, e desde logo constatei que era completamente diferente de todos aqueles que eu conhecia. E foi aí que percebi o que significavam os mind games. Para ele a comunicação social é uma arma. Preciosa. É um mestre na comunicação e tem uma capacidade inigualável para entrar na cabeça de todos.
Foi assim que interpretei as duras críticas aos jogadores após o jogo com o Atlético, para a Taça de Portugal. Melhor aos nove jogadores que entraram de início no Restelo e que, se pudesse, teria substituído. Chamem-se eles Ivanovic, Barrenechea ou Tomás Araújo… Foi, sim, uma autêntica terapia de choque. Mourinho é assim, para ele não há meio-termo, é tudo ou nada. E os jogadores têm de reagir. Quem conseguir vai melhorar, quem não conseguir só tem uma saída, deixar a… Luz.
Mourinho não abdica de ditar as regras e quem o contrata sabe ao que vai. Rui Costa, obviamente, sabia e por isso desde o primeiro dia que lhe deu carta branca. Agora é… esperar. Pelos resultados, claro.
De resto, tudo perfeito. O presidente foi reeleito sem mácula e considero que só alcançou a votação que obteve por ter contratado Mourinho. O treinador não só foi um escudo precioso, como de imediato fez todos os benfiquistas acreditarem no sucesso imediato, mesmo os mais descrentes.
Agora, é ganhar, ganhar e… ganhar. Pelo menos até janeiro, com a ajuda de… Ivanovic, Obrador, Schjelderup, todos a quem, já se percebeu, torce o nariz, ou mesmo Samuel Dahl, contratação que o diretor-geral Mário Branco deu a entender publicamente ter sido um erro de casting.
É no campo, contudo, que têm surgido os problemas. O terceiro lugar na Liga é, logicamente, pouco, como de menos são os três pontos em cinco jogos na Champions. Quatro deles já com Mourinho. Também considero que a derrota com o Qarabag complicou e muito as contas do apuramento, mas não é «o drama da situação», como Mourinho insistiu em dizer em Amesterdão. O desaire com os azeris foi na primeira de oito jornadas, pelo que a chave da qualificação não pode estar repetidamente ancorada ao jogo de estreia.
O special one deve, sim, olhar para o passado para dizer o que disse após o jogo com o Ajax: «Deem-me o crédito de poder obviamente errar, mas também de achar que às vezes posso fazer as coisas bem.»
Tem toda a razão. E, no Benfica, considero que o crédito de Mourinho é ilimitado. Pelo menos, até final da época. Rui Costa e o treinador foram muitos inteligentes ao redigirem o contrato que permite a cada um revogá-lo feito o balanço dos… resultados.
Hugo do Carmo, in a Bola

VAR "AJUDOU" BENFICA E NEM UM COMUNICADO?

 


Primeiro golo do Benfica com Ajax, que nasce de um canto que não deveria ter sido assinalado, deve ser mote não para o absurdo campeonato da verdade desportiva e partir o telhado do vizinho, mas para reflexão ao bom senso...

Um dos grandes problemas no futebol, como na vida, é que se nos prestamos a grandes sentenças ficamos mais expostos . Há uma semana, José Mourinho desabafava ainda a propósito do penalti marcado na Luz a favor do Casa Pia: «Se o VAR não pode interferir quando há um erro daquela dimensão... O que é que o VAR faz? Mais vale acabar com o VAR».
Anteontem, em Amesterdão, se não houvesse VAR o Benfica não teria marcado o golo logo aos seus minutos. Explico: o Benfica está a atacar e Leandro Barreiro recebe a bola em fora de jogo. Por ser no limite, o auxiliar nada assinalou, como manda o protocolo. Se tivesse dado golo, o VAR o anularia. Mas não foi golo, foi canto. O VAR já não podia atuar e do canto resultou o golo do Benfica. Sem VAR, que dá margem ao auxiliar para esperar, não tenho dúvidas: o auxiliar teria sido marcado fora de jogo, que existiu, e não canto.
Há poucas semanas, o Benfica emitia um comunicado duro por, nos Açores, ter sido marcado um canto a favor do Sporting quando foi um jogador leonino o último a tocar antes da bola sair. Um erro claro. Do canto resultou o golo que deu a vitória ao Sporting. Falamos aqui de dois cantos que surgem na sequência de erros de arbitragem, mas só o que favoreceu o Sporting gerou a indignação do Benfica.
Se trago este assunto à reflexão não é para criticar diretamente o Benfica. Muito menos para entrar na discussão de deve e haver. Não quero entrar no campeonato da alegada verdade desportiva. É um exercício impossível e desonesto. Nem todos os erros devem ser valorizados da mesma maneira e nem todos têm as mesmas consequências.
Prefiro dizer que a verdade está no cabeceamento do Hjulmand no jogo do Sporting com o Santa Clara e no grande golo de Dahl em Amesterdão. Não foram os erros de arbitragem que deram em golo, foi o mérito dos marcadores. De resto, mesmo com o Casa Pia, o Benfica não empatou por causa do árbitro, já que Trubin atá defendeu o penálti. O único erro de arbitragem que tem influência direta no resultado é anular um golo legal. Pode ter peso no resto, mas até um penálti mal marcado por ser defendido...
Trago este lance do jogo do Benfica em Amesterdão apenas porque é o mais recente, já aconteceu o mesmo com todos os clubes. No deve e haver, não digo que fique tudo igual, mas não anda longe. Tal como defendo que só levarei a sério as queixas dos prejudicados quando reconhecerem publicamente os erros em concreto que os beneficiaram. No mesmo tom usado quando são prejudicados.
Quem generosamente me lê sabe que sempre defendi que insistir nos erros de arbitragem têm problemas ainda maiores do que os prejuízos pontuais em determinados jogos. A saber: desresponsabilizar dirigentes, treinadores e jogadores em caso de desaire; aumentar o clima de tensão com repercussão nos adeptos; um ambiente hostil que leva os árbitros a uma atitude cada vez mais fechada e corporativa, criando-se antipatias mesmo que não voluntariamente; desvalorizar o valor do produto futebol.
Não é por embirração especial que a FIFA, a UEFA e a Premier League são duríssimas a aplicar castigos em casos de críticas à arbitragem. É porque tendo os três produtos mais rentáveis do futebol – Campeonato do Mundo, Liga dos Campeões e liga inglesa – associam críticas e suspeitas a perda de valor de negócio.
Os árbitros têm também um caminho a fazer. Maior rigor, maior competência e, acima de tudo, nesta fase, maior uniformização de critérios. Mas, se formos sérios e se tivermos a capacidade de nos colocarmos na pele do outro, os árbitros erram menos do que qualquer ponta-de-lança, guarda-redes, defesa e médios de topo. Erram menos decisões do que os treinadores. Erras menos do que os clubes nas contratações. E, por último, fica até mal a clubes como Benfica, FC Porto ou Sporting criticarem arbitragens, mesmo que com razão, quando defrontam equipas muito inferiores… Se um dos três grandes não tem equipa nem futebol para resistir a um ou outro erro de arbitragem com equipas inferiores… o problema de fundo não estará no árbitro.

OBS: uma crónica escrita 👇por um urso
Jorge Pessoa e Silva

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

ENTRADAS E SAÍDAS NO BENFICA! RUMORES DE MERCADO!

                           

BENFICA: MOURINHO E O ADN DE CAMPEÃO



 Desde o primeiro momento que Mourinho tem claro o que deve ser a cultura encarnada, mas é preciso semeá-la.

Sem saber o futuro, José Mourinho ficou de certo modo preso às declarações de quando treinava o Fenerbahçe e elogiou o plantel do Benfica. É algo que se vira contra o técnico quando reflete sobre as carências encarnadas agora. Mourinho estaria a ser honesto no elogio, mas também falava como um treinador adversário, numa lógica de comunicação que necessitava de valorizar quem tinha pela frente. Um ponto que também tem de ser ponderado na apreciação às palavras do técnico na altura. Mais importante do que disse Mourinho em agosto é aquilo que disse desde que chegou à Luz. Entre outras coisas, afirmou que havia trabalho bem feito por Bruno Lage e a derrota com o Qarabag não a recordou só agora, lembrou-a já na antevisão do segundo jogo, com o Rio Ave: «Perder como perdemos com o Qarabag, obviamente que as pessoas não se identificam com isso.»
Após as eleições, escrevi que o foco virar-se-ia para Mourinho e que seriam necessárias vitórias para a estabilização do clube. Mas o próprio Mourinho é uma espécie de para-raios, com o seu estatuto e o seu modo de comunicar a proteger a relação entre campo e bancada. Será por isso, também, que o treinador se sente legitimado para criticar os seus em público após o fazer em privado.
Mourinho, também antes desse jogo com o Rio Ave: «Ou o Benfica vence ou sai morto!» Indo mais atrás ainda, recuperando o que afirmou sobre o Benfica, está claro o que idealiza numa equipa encarnada. Mourinho viu um Benfica que algumas gerações desconhecem, e nesse capítulo o discurso bate certo com o imaginário do adepto, de um clube tão grande como os maiores do mundo.
É essa ideia que acarreta com ela um nível de exigência, em todos os momentos, nos pequenos palcos da Liga, na Taça e não apenas quando o adversário exige maior concentração pelo seu tamanho. Mourinho sabe o que é ser grande e, por isso, tem de ser figura central em semear uma cultura muito própria num grupo que, visto de fora — e com as limitações que isso tem — parece necessitar de um abanão para desenvolver um nível de performance positivo e constante.
O treinador tem falado sobre a formação com alguma insistência. Como lembrou Rui Costa na campanha, o Benfica é campeão em todos os escalões e, portanto, há quem esteja a crescer no Seixal com aquilo que me parece que Mourinho procura quando pede alma: ADN de campeão.
Dirão alguns que o problema não está aí, que isso é só «bater no peito» e parte da narrativa que Mourinho quer ter. Basear-se-ão no que «joga» o técnico hoje em dia, o que tem sido alvo de discussão nos últimos trabalhos do setubalense. O que me parece que nunca falhou é Mourinho ter-se enganado na identidade dos grupos que teve e alguns dos problemas que já elencou em entrega e concentração foram visíveis com Lage. O Benfica pode estar longe do patamar exibicional desejado, mas a semente competitiva que Mourinho procura fazer crescer será essencial não só para agora, como para um futuro para além da duração do contrato do técnico, mesmo que isso implique que sejam outros a colher o resultado dela.
Luís Pedro Ferreira, in a Bola