domingo, 27 de agosto de 2017

PRIMEIRAS PÁGINAS


UM AZAR DO KRALJ


As rezas de André Almeida a Nossa Senhora dos Navegantes de nada valeram. Até porque ela apressou-se a ligar out of office
Um Azar do Kralj viu o lateral do Benfica a pedir ajuda à padroeira que tantos heróis abençoou nas Caxinas, mas esta esteve indisponível, num jogo em que a exibição de Rafa, que a preços de 2017 vale uma unha de Neymar, fez os nossos escribas sentirem muitas saudades de Salvio.
BRUNO VARELA
Essencial na triangulação que resultou no golo do Rio Ave. Sofreu um choque já perto do final que o teria lesionado com gravidade durante 3 minutos caso jogasse numa equipa pequena. Está naquela fase delicada em que não sabe se deve atualizar o linkedin com o seu novo cargo ou procurar emprego.
ANDRÉ ALMEIDA
As câmaras filmaram André Almeida a benzer-se antes do início da segunda parte, mas antes disso teve amplas oportunidades para se benzer, fosse em jeito de agradecimento ou como pedido de ajuda a quaisquer divindades que estivessem a passar pela zona. Nossa Senhora dos Navegantes, que tantos heróis abençoou nas Caxinas, apressou-se a ligar o out of office.
JARDEL
Lembro-me de ler uma história notável sobre um indivíduo que não foi trabalhar durante 14 anos e ninguém deu conta. Mas como? Como é que ninguém deu conta? Como é possível tamanha incompetência?, perguntamos todos nós enquanto olhamos para o Facebook no PC para o Instagram no telefone. De facto não se percebe. Vem isto a propósito de um caso ainda mais enigmático: o departamento médico do Benfica. Conseguiram o impossível. Há largos anos que todos os membros desta equipa aparecem para trabalhar e ninguém dá conta.
LUISÃO
Há uns anos, éramos nós adolescentes, um amigo nosso levava sempre o seu pai para jogar com os miúdos. A coisa passava-se sempre da mesma forma. Os fumadores encostavam à box 5 minutos depois, os habilidosos testavam a paciência dos demais, e os restantes fingiam que sabiam praticar a modalidade. O tempo ia passando e tornava-se evidente que a única pessoa que sabia jogar futebol era aquele cinquentão que, aos poucos, ia ganhando ascendente sobre nós qual figura paternal autoritária. Chegava a tornar-se embaraçoso. Só não éramos substituídos porque não havia mais gente para jogar.
ELISEU
Da última vez que o vimos criar uma boa iniciativa individual estava ligeiramente embriagado a guiar uma mota.
FILIPE AUGUSTO
Alguém achou que seria boa ideia mandar Filipe Augusto à flash interview. O brasileiro balbuciou meia dúzia de lugares comuns, terminando com o sempre útil "é preciso levantar a cabeça". Acontece que não é apenas isso que é necessário. Filipe Augusto precisa sim de levantar a cabeça, mas para marcar uma consulta num neurologista, perceber quanto tempo terá de esperar por um transplante cerebral, esperar que os potenciais dadores não se ofendam, ser submetido com sucesso à cirurgia e só depois pensar no próximo jogo.
PIZZI
Não lê Saramago, mas consegue citar de cabeça as passagens mais importantes de A Arte da Guerra para Treinadores. Infelizmente, o treinador da equipa adversária também sabe ler, facto que cortou as vazas a todo o meio-campo benfiquista, incluindo o nosso génio. Foi ainda assim um dos poucos capaz de percorrer uma linha recta sem se desequilibrar.
CERVI
Segundo grande parte dos presentes na Casa do Benfica de Grândola, não fez grande jogo mas também não é por causa dele que o barco irá ao fundo. A sabedoria das multidões a funcionar mais uma vez.
RAFA
A preços de 2017 vale uma unha de Neymar. Ainda dizem que o mercado é irrealista. Volta Salvio, estás perdoado. Se nos conseguires perdoar, claro.
JONAS
Safou um penalty que só deixa dúvidas em gente mal formada e ajudou a desenhar alguns lances perigosos na parte final do jogo, mesmo ao jeito de um tal de Cássio.
SEFEROVIC
Poucos dias depois de ter dito que o Estádio da Luz lhe dava "tesão", Seferovic terá agora que aviar uma receita de Viagra para restabelecer os níveis anímicos, voltar a confiar nos seus colegas, e eventualmente satisfazer a sua esposa.
LISANDRO
Bons olhos o vejam!
ZIVKOVIC
Será excessivo dizer que foi o melhor jogador do Benfica? Que se lixe, agora já está.
JIMENEZ
Quantas máscaras de luchador terá Jimenez guardado no aconchego das partes podengas até ter marcado um golo? Fica a pergunta.

ANÁLISE BENFICA TV HD :: RIO AVE 1 X 1 BENFICA :: 4ª JORNADA LIGA NOS 27-08-2017

                                           

sábado, 26 de agosto de 2017

QUANDO NÃO TER BOLA É MEIO CAMINHO PARA NÃO GANHAR


Chamem-me óbvia, discípula de Jacques de La Palice, mas parece-me que há mesmo muito mais probabilidades de não sofrer um golo quando se tem a bola no pé do que quando não se tem a bola no pé. Uma probabilidade assim de, sei lá, 100%. E, por incrível que pareça, a lógica serve tanto para os três grandes como para as restantes equipas do campeonato.
Serve isto para dizer que há equipas pequenas que jogam como equipas pequenas e há equipas pequenas que jogam como equipas grandes: o Rio Ave faz parte do último grupo. Se resulta sempre? Não, de facto. O Chaves, por exemplo, joga bom futebol e já leva três derrotas no campeonato, uma delas frente ao Benfica num jogo que fez em muito lembrar o que se viu esta noite no Estádio dos Arcos, principalmente na 1.ª parte. Uma 1.ª parte em que o Benfica foi dominado pelo futebol positivo do Rio Ave, o tal futebol de equipa grande que de alguma forma tem feito parte do ADN do Rio Ave nos últimos anos e que tem em Miguel Cardoso mais um seguidor.

Em Vila do Conde, a recusa do autocarro, do jogar 'para o pontinho', dos 10 atrás da linha da bola tem resultado: à 4.ª jornada, é uma das equipas que ainda não perdeu e, desta vez, fez o Benfica marcar passo.
Tal como em Chaves, o Benfica teve muitas dificuldades perante uma equipa que gosta de ter a bola, que não tem medo de assumir o jogo e avançar no terreno em ataque apoiado. E se em Trás-os-Montes o encarnados acabariam por aproveitar a falência física do adversário marcando nos últimos instantes do jogo, esta noite tiveram pela frente uma equipa mais preparada para a ofensiva final dos encarnados.
Um jogo que começou debaixo de um lusco-fusco violento e com um Benfica tão apagado como a noite que caía. Pizzi não apareceu e quando Pizzi não aparece, dificilmente há Benfica. E do outro lado, uma equipa ambiciosa, com Rúben Ribeiro e Francisco Geraldes a darem o mote para um jogo de ataque rápido, fluido, com pressão alta constante.




A 1.ª parte pertenceu por completo ao Rio Ave, que nos primeiros 10 minutos já tinha 5 ataques e aos 20 já levava 4 remates. O Benfica tinha zero. O único momento de atrapalhação dos da casa apareceu exatamente a seguir aos 20 minutos, quando o guardião Cássio fez uma série de más intervenções - das quais se redimiria lá mais para o final do jogo - que o Benfica não aproveitou. Tal como não aproveitou Guedes as duas oportunidades que teve, uma aos 21’, quando sozinho não chegou por pouco a um cruzamento na esquerda e aos 33’ quando rematou muito por cima após receber uma bola da cabeça de Marcão.

Tal como em Chaves, o jogo mudou após o intervalo, mas com o Rio Ave a não deixar de lado a sua proposta de jogo. E perante um Benfica mais organizado e mais atacante, os da casa não ficaram na retranca, avançando para a área encarnada a cada oportunidade. Por esta altura, o jogo estava mais partido, mais equilibrado na qualidade, mais imprevisível.
E os golos, naturalmente, apareceram.
Marcaram primeiro os da casa, aos 61’, numa jogada em que Geraldes abriu na esquerda para Teles (sempre muito em jogo) na esquerda, que cruzou para a área, onde surgia Guedes. Varela atirou-se à bola, mas esta acabou por ressaltar em Lisandro, entrando na baliza encarnada. Azar para o argentino, mas não se pode dizer que o golo era injusto.
O Benfica marcaria apenas seis minutos depois: Jonas é puxado por Marcão na área e grande penalidade que o brasileiro, com a segurança e frieza do costume, não falhou.
A partir daqui o Rio Ave baixou os níveis físicos, começou a ter mais dificuldades, mas nunca recusou a procura do golo. E quem quer vencer expõe-se. Com mais espaço, o Benfica teve então até final algumas oportunidades, com Rafa e Seferovic a aparecerem sozinhos à frente de Cássio, mas com o brasileiro a manter a sua baliza fechada a sete chaves. A última oportunidade surgiria aos 88 minutos, com Jiménez, que deu a vitória ao Benfica nas duas últimas temporadas nos Arcos, a falhar por pouco uma terceira gracinha. Mais uma vez Cássio defendeu e foi mesmo com um empate que as duas equipas voltaram aos balneários, um empate que mantém o Rio Ave invicto e rouba os primeiros pontos ao Benfica esta temporada.
E também um empate que prova que, mesmo com orçamentos infinitamente mais baixos, com menos infraestruturas e menos atenção mediática, é possível ter uma ideia de jogo capaz de travar os grandes e dormir descansado nos primeiros lugares da tabela. E, pelo menos até domingo, o Rio Ave será líder, em igualdade pontual com a equipa que travou. Jogando futebol.
Fica a proposta.



O Sport Lisboa e Benfica alinhou com Bruno Varela; André Almeida, Luisão, Jardel (Lisandro, 15’), Eliseu; Filipe Augusto, Pizzi, Rafa (Raúl Jiménez, 79’), Cervi (Zivkovic, 62’); Jonas e Seferovic.

BENFICA - BARCELONA, 1-1


 As equipas de futsal do Benfica e do Barcelona abriram a Record Masters Cup com um empate a uma bola na Portimão Arena.
O torneio de elevado prestígio onde participam também o Inter Movistar e o Sporting cativou as gentes do Algarve, que se fizeram notar nas bancadas.
Um jogo típico de pré-temporada, com as duas equipas a tentarem melhorar as dinâmicas de jogo coletivo, as ações ofensivas e defensivas, e também adquirir a melhor forma física tendo em vista as respetivas épocas competitivas.
Começou melhor o Barcelona, que chegou ao intervalo na frente do marcador através de Ferrão. Na segunda parte, o Benfica reagiu e esteve, por diversas vezes, perto do golo do empate. O mesmo chegou a 30 segundos do apito final por intermédio de Bruno Coelho.
O Benfica enfrenta o Inter Movistar no domingo, às 19h00.




BENFICA VENCE TORNEIO DE VIANA


Três vitórias em três jogos. 
A equipa feminina de Futsal do Benfica conquistou, este sábado, a 2.ª edição do Torneio Internacional Cidade Viana do Castelo, depois de bater na final, o VV Pernis por 3-0.
Numa prova disputada nos dias 25 e 26 de agosto, as encarnadas começaram por defrontar, ontem, o Pescamar por 2-0 com golos de Ana Sofia e Nina.

Novo dia, nova vitória. Este sábado, o primeiro encontro foi com o Santa Luzia, e o Benfica venceu por 8-2 (golos de Ana Alves (2), Ana Sofia (2), Nina, Raquel Santos, Sara Ferreira e Janice).
Na final, diante das holandesas do VV Pernis, três golos sem resposta. Marcaram Inês Fernandes e Nina (2).

COMISSÃO DE INSTRUÍDOS DA LIGA


Tivesse a Comissão de Instrutores da Liga as devidas preocupações ambientais e, certamente, teria elaborado "um auto de flagrante delito" ao Eliseu por ter andado a queimar gasóleo à tripa-forra na "zona técnica" das cabinas do Estádio da Luz para depois, não contente com a desfaçatez, ter o mesmo Eliseu continuado a queimar gasóleo no relvado do referido recinto em piruetas motorizadas para depois, como se não bastasse, ter-se enfiado com o veículo de duas rodas dentro de um autocarro de quatro rodas – o que é proibido pelo código dos transitários – para, finalmente, o mesmíssimo Eliseu desembocar em mais e maiores emissões de dióxido de carbono em voltinhas na Praça do Marquês causando aquele "alarme social" que varreu o país de lés-a-lés na noite do dia 13 de Maio passado. Fosse a Comissão de Instrutores da Liga uma Comissão de Instruídos da Liga, instruídos naturalmente em questões civilizacionais básicas, e o Eliseu estaria algemado desde a festa do "tetra" pelo horror que causou a uma quantidade de gente alérgica a estas coisas. Mas, infelizmente para o bom nome das competições profissionais no nosso país, existe uma Comissão de Instrutores da Liga mas uma Comissão de Instruídos da Liga é coisa que não existe. Pensem nisso.

Um voo proveniente de Bruxelas aterrou em Lisboa trazendo a bordo um adolescente de 17 anos a quem, presume-se, um dia será confiada a baliza do Benfica. É verdade que os fora-de-série Oblak e Ederson eram muito jovens quando se viram de pedra e cal no onze titular mas nenhum deles era propriamente um "teenager" quando Jorge Jesus, no caso do esloveno, e Rui Vitória, no caso do brasileiro, os fizeram alinhar pela primeira vez na equipa principal. O que pretenderá fazer o Benfica com Mile Svilar até ao momento em que o belgazinho estiver maduro para as altas tarefas da competição no mundo dos adultos? Ou já está? O mais jovem guarda-redes que alinhou alguma vez pelo Benfica em mais de um século de história foi Rui Nereu que se estreou aos 19 anos num jogo da Liga dos Campeões com o Villareal. O "teenager" Nereu substituiu Quim que se lesionou à meia hora do jogo no El Madrigal e fez os 90 minutos inteiros na receção ao mesmo Villareal porque, à data, Quim continuava inoperacional e Moreira também tinha caído à enfermaria. Não foi nada feliz Rui Nereu nessa ocasião com o Villareal no Estádio da Luz e, desde então, a ideia de guarda-redes adolescentes de águia ao peito sempre horripilou um bocadinho os adeptos. A qualidade excecional de Oblak e de Ederson ajudou, entretanto, a desfazer o preconceito contra a juventude extrema num lugar de tanta responsabilidade. Confiantes depois destes dois magníficos exemplos do passado recentíssimo, os benfiquistas anseiam agora por ver a alegada qualidade excecional de Mile Svilar estabelecer um novo marco etário nos registos da casa. Ou isso ou esperar.
Leonor Pinhão, in Record

ELISEU PROMOVE INSTRUTORES A ÁRBITROS


"Sumaríssimo a benfiquista abre precedente perigoso

Na terça-feira será tomada uma decisão sobre o auto de flagrante delito levantado a Eliseu por causa da entrada sobre Diogo Viana no Benfica-Belenenses. Seja qual for a decisão, está aberto um precedente que me parece perigoso. Não está em causa a justiça de um eventual castigo. Esclareço: a ação de Eliseu era passível de expulsão, indiscutivelmente. O problema que se coloca é este: a partir de agora, a comissão de instrutores da Liga (que deu provimento à queixa apresentada pelo Sporting) terá a obrigação de analisar todos os lances que possam ter aquele enquadramento. É claro que há a esperança que os árbitros e os vídeo--árbitros não deixem passar infracções tão graves como a que Eliseu protagonizou, mas a verdade é que há muitas que não são assinaladas ou não têm a merecida acção disciplinar. Logo, todas essas podem ser reclamadas. Cria-se, pois, a oportunidade para que os clubes façam mais queixas e os ‘juízes’ das comissões e dos conselhos sejam confrontados com a necessidade de avaliar situações de jogo que não foram observadas pelos árbitros ou às quais estes tenham feito vista grossa.
Convenhamos, não deveria ser essa a sua função. Quando há dez anos o sumaríssimo foi regulamentado, estabeleceu-se um critério: partindo do princípio que todos os lances de disputa de bola teriam, obrigatoriamente, de ser vistos pelo árbitro (e, como tal, julgados), apenas aqueles que escapavam à sua visão poderiam cair na alçada do sumaríssimo. Nesta sua nova ‘vida’, parece-me que seria aconselhável recuperar esse critério.
(...)"

PRIMEIRAS PÁGINAS


UMA QUESTÃO DE VÍRGULAS


A gravação das palavras de Jorge Sousa não foi autorizada por um juiz.
Éinjusta, deselegante e discriminatória a pena de três jogos de suspensão aplicada pelo Conselho de Disciplina da FPF ao árbitro Jorge Sousa. Foi-lhe aplicado esta semana o castigo por ter posto na ordem um jogador de futebol dirigindo-se--lhe, é verdade que autoritariamente – mas não é essa a sua função? – em termos isentos de perfídia, isentos de deseducação e de vulgaridade tendo em conta (e foi isto, precisamente, que os doutos juízes e conselheiros da justiça desportiva não tiveram em conta!) que o sobredito cidadão Manuel Jorge Sousa nasceu no Porto. Lá nasceu há 42 anos e lá, no Porto, deve ter sido criado desde o berço pelo que, à luz da Academia da Língua Portuguesa – que não existe mas devia de existir – está o árbitro em questão superior e civilizacionalmente autorizado a proferir a palavra "c……" no princípio, no meio ou no fim da cada frase, como soar melhor, sem que se lhe possa atribuir intenções de ofender quem quer que seja ou de se ofender a si próprio por recorrer a baixezas, a grosserias ou a coisas ainda piores. A condenação absurda de Jorge Sousa começa logo por incorrer num gravíssimo erro formal. A gravação das suas palavras não foi autorizada por um juiz!!! E, no entanto, já todo o país as ouviu. Ora aqui está o famosíssimo erro formal que, em tempos não muito distantes, serviu para safar das garras da lei uma catrefada de acusados de um outro processo em que o vernáculo era rei e senhor num rol infindo de palavras, de metáforas pecaminosas e de interjeições da mais variada estirpe que nada valeram em tribunal mas que continuam disponíveis no Youtube para os estudiosos destas coisas do linguarejar das nossas regiões. Ao infeliz Jorge Sousa bastou-lhe uns poucos "c……." para se ver castigado pela FPF que tem sede em Lisboa e está, por certo, contaminada pelos falares de uma Capital de snobes onde as frases mais ouvidas nas suas ruas terminam invariavelmente num horrível "ok" – será por causa dos turistas? – e não em "c……" que sempre é nosso porque é português. Deixem que vos relate um caso que vivi há meia dúzia de anos e que ajudará, espero, a ilibar Jorge Sousa perante a opinião pública. Conversava eu com uma simpática portuense que era professora de Língua Portuguesa no secundário quando, ao trigésimo oitavo "c……" em cinco minutos de diálogo, lhe perguntei sem agastamento mas com curiosidade. "Oh senhora doutora, não serão ‘c…….’ a mais?" E que resposta sublime recebi: "Oh, não ligue, sabe que no Porto ‘c……’ é como se fosse uma vírgula!" E com isto logo se me calou a sobranceria alfacinha. E por isto não posso aceitar o castigo a um árbitro só porque abusou das vírgulas quando utilizava o discurso direto numa ação pedagógica. Liberdade para Jorge Sousa! Outras Histórias Conspirações internacionais A questão da máquina de lavar não tem importância formal Uma fonte colocada na Comissão de Instrutores da Liga jurou-nos que a dita Comissão, dando provimento à queixa do diretor de comunicação do Sporting, acaba de abrir um auto disciplinar ao jornaleco "New York Times", esse bastião lampião a um oceano de distância, por se ter atrevido a escrever erradamente o nome do clube português. Aconteceu que o pasquim elaborou uma maçadora peça jornalística e, a propósito não se sabe de quê, entendeu arrolar o "Sporting Lisbon" a uma quantidade de dislates inspirados na teoria, absurda, de que o nosso país se transformou numa "máquina de lavar dinheiro" de uma antiga colónia. A questão da máquina de lavar não tem importância formal porque sendo coisa singela da área dos eletrodomésticos nem sequer é notícia. Já o caso da troca do nome do clube configura, em todo o seu esplendor, uma conspiração internacional que foi prontamente denunciada. Como se dirá ao "jornaleiro" do NYT, e em língua americana, "anda lá o quê, c……!"?.
Leonor Pinhão, in Correio da Manhã