domingo, 30 de agosto de 2020

EM VANTAGEM

 

Benfica 28 - 26 Fivers
(15-12)

Primeiro jogo da época, no regresso das modalidades de pavilhão, com muitas caras novas, mas mesmo descontando o período de adaptação dos reforços e do treinador... mesmo descontando a falta de ritmo e automatismos nesta fase da época, notou-se a falta de profundidade no banco! Deixando a eliminatória em aberto para a 2.ª mão, quando devia ter ficado 'fechada', contra um adversário bastante acessível...

MULHER ATLETA E GRAVIDEZ


 "Nos últimos anos, a presença feminina no desporto registou um aumento notável. Tomemos como exemplo o caso dos Jogos Olímpicos de Londres, onde 44% dos atletas participantes eram atletas femininos.

Certamente que tal facto significa um grande avanço no que toca à igualdade de género na prática do desporto de alta competição. Foquemo-nos agora na percentagem dentro destes 44% de mulheres. Quantas eram mães? Embora não se consiga obter um número concreto, é com segurança que se pode afirmar que a percentagem é muito reduzida, por vários motivos. Comecemos por analisar as dificuldades que o desporto de alta competição pode originar na gravidez.
Citando a especialista em medicina reprodutiva e directora do Fertility Medical Group de Campo Grande, Suely Resende, “embora o sedentarismo seja um problema de grandes proporções, a prática de exercícios físicos intensos pode dificultar uma gravidez, exigindo, inclusive, ajuda médica especializada para ter um bebé. Sendo assim, é muito importante intercalar um tempo de recuperação para o corpo e a mente.” Como explica Suely Resende, o stress físico e emocional pode ter graves repercussões hormonais nas atletas Olímpicas, pois a mulher atleta ainda sofre bastante com a pressão imposta não só pelos treinadores e pelos patrocínios, como também pela vontade própria de alcançar resultados. Ainda segundo Suely, os problemas mais comuns entre atletas de alta performance são: a baixa produção de progesterona, menstruações escassas ou, em alguns casos, interrupção completa da menstruação. “É válido considerar, também, outros problemas que podem agravar o quadro da paciente, como baixo peso e teor de gordura corporal, além de estados hipoestrogénicos, que podem resultar em perda prematura de massa óssea”, diz a especialista.
Não só as dificuldades na gravidez se apresentam como entrave à maternidade no desporto de alta competição, também a carência de apoios financeiros e as dificuldades em termos psicológicos têm influência.
A dificuldade começa logo no planeamento do tempo certo para engravidar. A vida da maioria dos atletas é organizada em ciclos quatro anos, de acordo com a realização dos Jogos Olímpicos. Então importa planear muito bem qual a melhor altura para engravidar, de forma a ser ainda possível regressar a tempo de estar em forma e garantir o apuramento para os Jogos.
E quando menciono dificuldades psicológicas que uma mãe atleta enfrenta refiro-me ao seu calendário desportivo, tão rigoroso, que a obriga a passar grande parte da infância do seu ou dos seus filhos longe, e por vezes, inclusive, com problemas de natureza diversa, difíceis de resolver devido à distância. Estes fatores prejudicam o rendimento desportivo, pois afectam o lado psicológico. Como todos sabemos, quando se trata de um familiar que não está bem, ficamos afectados psicologicamente, mas quando é um filho nosso a necessitar de ajuda o caso afecta-nos a um nível acima do preocupante.
Para analisar a falta de suporte financeiro basta recuarmos dois anos para verificar um exemplo da falta de apoio financeiro às atletas mães, quando, em 2018, a Nike propôs à velocista olímpica Allyson Felix um corte de 70% do salário antes de engravidar. A atleta pediu garantias de que não seria penalizada se rendesse abaixo do seu nível nos meses que antecedem e sucedem o parto, tendo recebido uma resposta negativa.
“Nós, atletas, temos muito medo de dizer publicamente que se tivermos filhos corremos o risco de os nossos patrocinadores nos cortarem o salário durante e depois da gravidez. É um claro exemplo de uma indústria desportiva onde as regras são feitas maioritariamente por homens”, escreveu, visto que não se registam casos onde entre os homens que são pais tenha havido qualquer tipo de penalização. Também Alysia Montaño e mais de uma dúzia de atletas olímpicas deram o seu depoimento no que toca à discriminação feita às mães atletas. Três meses após o artigo de Alysia Montaño ser publicado no jornal The New York Times, a Nike, assim como outras empresas, mudou a sua política no que toca às mães atletas. No entanto, tal não significa que o problema esteja erradicado. Um atleta de alta competição recebe em função do seu desempenho desportivo, verifica-se portanto uma brecha no que toca ao apoio na maternidade, pois, com excepção de alguns casos, como a manutenção da bolsa do Projecto Olímpico para as atletas que estejam integradas, uma atleta mãe não recebe qualquer tipo de apoio financeiro durante a gravidez.
Ser mãe não é o final de uma carreira, pois muitos são os casos onde se verificam resultados desportivos semelhantes e até superiores após a gravidez, como é o exemplo da tenista americana Serena Williams, que depois de ter sido mãe venceu o torneio de Auckland, sendo a segunda maior campeã da história de torneios “major”, apenas a um título de igualar a australiana Margaret Smith Court; a velocista americana Alysson Felix foi campeã do Mundo; a velocista jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce foi também campeã do mundo dos 100 metros. Passando agora para alguns exemplos nacionais, eu mesma conquistei um bronze europeu, classifiquei-me no 5.º lugar no Mundial e fui aos Jogos Olímpicos de Londres; a maratonista Sara Moreira foi 3.ª na maratona de Nova Iorque; Jéssica Augusto foi 3.ª na meia-maratona de Amesterdão; a mesatenista Fu Yu obteve uma medalha de ouro nos Jogos Europeus de Minsk 2019, entre muitas outras atletas que após serem mães obtiveram resultados excepcionais, inclusive superando os resultados anteriores à gravidez. Com todos estes exemplos podemos concluir que ser mãe não significa um impedimento à prática do desporto de alta competição.
Em suma, gostaria de apelar ao incremento de apoios e até mesmo à criação de alguns novos, pois é de facto preocupante que o desporto aos olhos da sociedade não tenha a devida consideração – inclusive, o Governo demonstrou não reconhecer o desporto o suficiente, tendo-o deixado de fora do Programa de Estabilização Económica e Social. Algumas das medidas que gostaria de sugerir de modo a melhorar a situação da maternidade no desporto de alta competição são, por exemplo: a criação de um subsídio de maternidade, sendo disponibilizada ajuda financeira durante os meses de gravidez, visto que nós, mães, temos de suspender a prática da actividade desportiva; estender o seguro de saúde fornecido aos atletas aos seus filhos, sem custos adicionais nos primeiros anos de vida; existir prioridade de vaga nos infantários, dado que tanto os infantários públicos como os privados estão na sua maioria lotados - é uma necessidade para uma mãe atleta inscrever o seu filho, pois está muito ausente em competições internacionais; ajuda nas despesas, nos campos de férias, pois as férias de verão dos seus filhos coincidem com provas importantes como o Campeonato do Mundo e os Jogos Olímpicos; a clarificação do contrato de preparação Olímpica, de modo a tornar mais perceptível o tópico da gravidez e os apoios disponibilizados, nomeadamente a extensão da bolsa garantida durante o período da gravidez e do período expectável de regresso à competição, pois, volto a referir, ser mãe não é um ponto final na carreira de uma atleta mas sim uma vírgula que separa uma fase de outra."

O PAI NÃO É PESCADOR E MIGUEL ESTEVE NAQUELA ÚLTIMA CURVA

 "Nas motos não há retrovisores, os espelhos são os instintos e o que está decalcado nas entranhas de cada piloto, escrevo eu, que nunca sentei o traseiro sobre duas rodas capazes de acelerar até aos 300 km/h e jamais sentarei. Essas tripas de inconsciência perante a velocidade terão talvez feito Jack Miller pensar que, bloqueando a ultrapassagem de Pol Espargaró por fora, travando também tarde para o empurrar além pista, estaria a defender-se com mestria do derradeiro ataque, dali faltando apenas um endireitar da moto e uma última contorção de pulso para garantir o primeiro lugar no Grande Prémio da Estíria, numa lógica tão lisa como o são os pneus e a pista que confluem no MotoGP.

Mas, como tantos maravilhosos 'mas' no desporto que nos fazem maravilhar e nos agarram, atrás vinha o português, esperto enquanto se aproximava da picardia que o precedia, paciente quando manteve a trajectória e glorioso ao acelerar assim que as consequências da luta alheia lhe abriram o caminho para, voltando a pegar na minha ignorância, poder desenfrear os gestos que todo o piloto dedicado a esta categoria de motociclismo deve sonhar: abanar o corpo agarrado ao guiador, soltar um braço em gancho, contorcido pela força da alegria, socando o ar e presumivelmente enchendo o capacete de berraria festiva.
Miguel Oliveira ganhou uma corrida de MotoGP, um português logrou o que nunca um português conseguira.
Ele nasceu num país pequeno em território, em número de gente e em dinheiros para apoiar outras modalidades que não o futebol todo-conquistador de afectos, como o é na maioria dos países no planeta redondo que se arredondou neste gosto, que afunila a atenção mediática, uma e outra vez, para a mais circular das bolas, mundialmente gerida pela FIFA, organização em que há mais membros (211) do que países reconhecidos pelas Nações Unidas (195). É um círculo vicioso ao qual, esta segunda-feira, os três jornais desportivos portugueses escaparam, engrandecendo nas primeiras páginas quem escapou, ainda imberbe, ao que teria sido um gosto natural por futebol.
Miguel Oliveira ganhou na última curva do Red Bull Ring, na Áustria, no circuito da marca que patrocina o português e a Tech3, equipa de segunda da KTM, ultrapassando o piloto sentado na moto da equipa principal da construtora - Espargaró, que substituirá na próxima época - porque, obviamente, é um grande piloto, foi o maior deles todos no domingo, mas, eis o 'mas', sobretudo porque era ele ainda canalha, como se diz na terra de onde vem a Lídia Paralta Gomes, que segue e percebe de motociclismo bem mais do que eu, e o pai deu-lhe um exemplar de corrida de duas rodas que o agarrou à paixão do progenitor, já ele um divergente no gosto desportivo generalizado de um país, que ensinou e deu condições ao filho para também ele apanhar o gosto e tornar-se no melhor português de sempre a aparecer no motociclismo.
E Miguel começou por ser o mais lento em todas as corridas nas quais participou, na primeira vez em que correu o circuito nacional de velocidade. Já se espetou várias vezes e cicatrizes tem que o provem. Diz que não tem medo da quase inevitabilidade de cair em pista, da única vez que com ele falei até tentou explicar que é quase como desligar um botão mental do medo e acelerar por aí fora, esquivando-se de outros motos e tentando ultrapassar um contexto que sempre estaria contra ele, por se ter dedicado, como o pai, a uma modalidade sem tradição na cultura desportiva portuguesa. "Se tivesse sido pescador, hoje estaria a pescar", confessou o piloto, num perfil que lhe filmaram há tempos, remetendo, sim, para o que é bem mais português do que andar montado em cima de uma moto a desafiar a sorte com velocidade.
Bem português, claro, é o futebol, e honra teve Portugal e Lisboa em acolherem a fase final improvisada da Liga dos Campeões. A final jogou-se no mesmo dia de Miguel Oliveira e o PSG inflacionado pelos milhões de injeção qatari perdeu com o Bayern de Munique milionária por tradição. E Neymar, o mais caro dos futebolistas por quem uma fortuna foi paga para inspirar o clube até a vitória que nunca estivera tão perto, chorou copiosamente, talvez porque o brasileiro é cobrado e escrutinado como ninguém e ele exigem costas larguíssimas para lhe caberem nas cavalitas todo um desejo que continua a canalizar investimento para Paris.
Não é uma nota de rodapé, nem poderia ser, mas, puxando dos 'mas', a Champions não teve um clube ou jogador português presente em estádios sem gente para os ver, apesar da pomposa magnitude com que a competição foi apresentada, a meio de junho, com Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Fernando Medina, Eduardo Ferro Rodrigues e Fernando Gomes a discursarem na cerimónia. A prova, vendida pelo primeiro-ministro como "uma vitória antecipada para todos os portugueses", um prémio inexistente que premeia ninguém, já foi jogada, e nenhuma das figuras então presentes veio, nos dois meses já passados, dizer, por exemplo, se haverá, ou não, futebol de formação na próxima época. 
Qualquer miúdo ou miúda que jogue futebol em qualquer clube prefirirá jogar futebol do que apenas vê-lo, ainda por cima só pela televisão. Mas o futebol de formação não é a Liga dos Campeões."

PRIMEIRAS PÁGINAS: JUNTA LETRAS PREOCUPADOS COM O GLORIOSO...


 

sábado, 29 de agosto de 2020

NORONHA: UM ERRO DE "CASTING"


 

A NOVELA CAVANI


 "Estava na altura de escrever sobre o Cavani não estava?

Eu ainda evitei durante alguns anos que foi o tempo que isto tem durado.
Mas antes de tudo parece-me importante dizer o seguinte.
A minha novela preferida foi a Tieta do Agreste.
Ai Betty Faria, Betty Faria.
O que eu faria naqueles tempos.
Enfim.
Como novela achei mais completa.
A Única Mulher da Rita Pereira e a Vingança com o Diogo Morgado também não eram más.
Mas esta do Benfica com o Cavani tem mais acção.
É suspense e ao mesmo tempo tem um argumento recheado com mentiras e traições.
Como uma boa novela deve ter.
Mas vamos lá por partes.
Primeiro uma dúvida que me assombra.
Qual a diferença da Novela Cavani.
Para a Novela Taremi?
Será por uma ser dobrada em uruguaio e a outra em iraniano?
Porque se fala tanto do avançado do PSG e das suas indecisões em aceitar.
E não se fala mais no avançado do Rio Ave e nas suas iguais indecisões.
São negócios díspares.
De acordo.
Mas se tivermos em conta a música do genérico “vai ser apresentado amanhã”.
Acho que andam muito equiparados.
Talvez um passe mais em horário nobre na Rede Globo.
E o outro às cinco da manhã na RTP2.
A dança até pode ser diferente.
Mas o baile parece-me o mesmo.
Cavani foi claramente um passo maior que a perna de Luís Filipe Vieira.
As eleições obrigavam a isso.
Mas era o único passo possível para meter o pé no coração dos benfiquistas.
Os valores parecem-me incomportáveis para o futebol português.
Se for o que o irmão e empresário pede.
Até para o futebol chinês.
E duvido bastante que uma estrela desta dimensão aceite jogar no campeonato português.
Assim como não acredito que algum dia jogue por cá um tal Peter Schmeichel.
Ou um super titulado Iker Casillas.
Já nem falando em Aimar ou Saviola.
Portanto acho que a nível de mediatismo ficamos apresentados.
Se é verdade que o uruguaio é de outro mundo.
Já cá tivemos outros de outras galáxias.
Sobre o negócio.
Parece-me simples.
O Benfica fez uma proposta.
E Cavani virá se não tiver uma superior.
E quando digo superior não me refiro apenas a dinheiro.
Que na minha opinião é algo que não será determinante na sua escolha.
Falo em campeonatos mais atractivos.
E em projectos onde a Liga dos Campeões não seja apenas um sonho.
Cavani não está a dormir.
Até agora ainda não teve nada deste género.
E sabe que o tempo está a esgotar-se.
O Benfica até contratar outro ponta de lança vai sempre esperar.
E este é o impasse. Cavani acha a hipótese Benfica a melhor.
Dentro de todas as que não teve.
Mas isso são todos os jogadores com o chamado “mercado dos tubarões”.
Que é muito raro nos nossos oceanos.
Normalmente pescamos petinga.
O Benfica quis pescar este tubarão com a mão e com uma linha de pesca.
E tem que o aguentar e cansar até o puxar para terra.
Até lá.
É rezar para não aparecer um navio com canas maiores."

BIAITES...

                                                                           

"1. O TAD confirmou a descida administrativa do Vitória de Setúbal... ou como se diz em futebolês-português; o TAD confirmou o alargamento da I Liga no prazo máximo de 10 anos.

2. Ontem surgiu a noticia de que o Sporting CP está a tentar desviar Taremi do FC Porto... portanto, o Rio Ave já tem garantido que vai vender o iraniano, só não sabe quem lhe vai ficar a dever 5 milhões de euros. 
3. Apesar de Mariano Diaz não querer sair do Real Madrid, mesmo sabendo que não entra nas contas do Zidane, o SL Benfica continua muito interessado no dominicano... o avançado merengue é uma excelente alternativa a Zivkovic para a posição de "estou-me a cagar se jogo, quero é o meu todo certinho na conta ao fim do mês".
4. Em 2019 a Liga de Clubes distinguiu Joaquim Oliveira. Este ano o contemplado foi Valentim Loureiro... curiosamente, o prémio foi uma bola dourada, mas vá... coincidências...
5. Brincadeiras à parte, desde o primeiro dia desta página que tenho tentado passar uma mensagem de fair play, porque é assim que devemos estar no desporto... é por isso e porque nunca devemos guardar rancores de ninguém que desejo aqui publicamente, as maiores felicidades e sucessos ao Makaridze nos derbys contra Pinhalnovense, Amora e Olímpico do Montijo."

LUISÃO: "JORGE JESUS VOLTOU MUITO MAIOR PARA O BENFICA"


 Antigo capitão é agora diretor técnico dos encarnados e elogia o treinador.

Luisão, antigo capitão do Benfica, foi convidado do programa Seleção SporTV, da Globo, no qual abordou o regresso de Jorge Jesus ao Benfica. O atual diretor técnico dos encarnados considerou que a experiência do técnico no Brasil, ao serviço do Flamengo, tornou Jesus ainda mais conceituado.
"Trabalhei com ele durante seis anos. Sou fã incondicional do Jorge Jesus e, quando ele foi para o Brasil, eu estava muito confiante do que ele iria fazer e foi espetacular. Ele voltou maior para o Benfica. Ele diz sempre que o Flamengo é muito grande e ele conquistou muitos fãs aí no Brasil", afirmou o antigo defesa central, que está agradado com as novas funções.
"Comecei há dois anos no Benfica como embaixador, e foram anos de muita aprendizagem. Estamos a terminar a terceira semana com o Jorge Jesus e está a ser incrível. Estou a aprender muito. Aprendi como atleta e agora fora do campo também.

AINDA NÃO FOI DESTA



 "Custa, claro. Mas com certeza que não me custa mais a mim do que aos jogadores e equipa técnica que estiveram presentes na final da Liga Jovem da UEFA com o Real Madrid FC. Foi duro e inglório, sentir que se tinha mais equipa e acabar por perder o jogo decisivo. Temos tudo do nosso lado: qualidade, organização, matéria-prima, infraestruturas e teima em não chegar a vitória. Quem ainda tiver dúvidas que o Sport Lisboa e Benfica é a melhor academia de jovens talentos do momento, basta olhar para o historial e para os nomes que têm singrado, não só na equipa principal do SLB, mas noutras grandes equipas europeias. Não existam dúvidas: este é o caminho, formar homens e jogadores bem acima da média.

O jogo poderia ter caído para qualquer um dos lados. Infelizmente sorriram os espanhóis, depois de melhor terem aproveitado as oportunidades, um auto-golo e uma desatenção defensiva. A segunda parte mostrou que era possível, mas ainda não foi desta.
Não posso estar mais orgulhoso com o que é feito no Benfica Campus, só falta mesmo o ceptro para que os mais incautos fiquem clarificados. Em primeiro lugar, há que ir Às finais de forma consistente, não obras do acaso. Em segundo, há que ganhá-las, claro, e acredito que isso vai acontecer. E quanto aos sempre presentes profetas das desgraça que, a cada final europeia (e já são muitas), gostam de acenar com uma hipotética profecia do treinador húngaro, deixo-lhes uma mensagem: cada vez que levantam essa questão é porque estamos lá, na decisão. E isso não é para todos. Sem mezinhas, sem bruxos adivinhos, sem peregrinações a Fátima, sem trabalhinhos encomendados em encruzilhadas, só com trabalho. É assim que vamos, é esse o caminho a trilhar. Nos juniores, nos seniores, no futebol masculino e feminino, nas modalidades em todos os géneros. É acreditar, porque o melhor está mesmo para vir."

Ricardo Santos, in O Benfica

ELOGIOS À FORMAÇÃO



 "Diz-se que 'à terceira é de vez', assim como se evoca que 'não há duas sem três'. Estes dois aforismos contradizem-se, mas ao povo pouco ou nada interessa e credibilidade das suas máximas, nem tal afecta, que se saiba, o omnipresente PIB, o sacrossanto saldo da balança comercial ou as inúteis sondagens online de jornais. Mas hoje, enquanto escrevo esta crónica - falta agora meia hora para o início da final da UEFA Youth League - torna-se problemático encontrar conforto na sabedoria popular supostamente inerente à consagração de aforismos, especialmente de antitéticos.

É de ressalvar, no entanto, que a terceira final disputada em sete edições da UEFA Youth League, independentemente do seu desfecho, justifica o elogio ao projecto de formação que tem sido desenvolvido pelo Sport Lisboa e Benfica.
Embora considere que o 'resultadismo' e a 'campeonite' podem prejudicar o retorno que a formação deve dar, há que reconhecer que os títulos são uma consequência natural do trabalho bem feito. Não po acaso, desde que a aposta benfiquista na formação passou a dar retorno, também os títulos surgiram e a presença em finais da 'champions' dos juniores passou a ser quase normal.
Do meu ponto de vista, a formação serve unicamente para aumentar a competitividade do nosso plante profissional. Seja pelo contributo desportivo de atletas formados no Benfica Campus, seja porque, pela alienação de passe destes atletas, aumentamos a nossa capacidade de investimento, é-me indiferente. Só me importa que, no final de cada temporada, a nossa equipa sénior arrecade troféus. E é inegável que, nos últimos sete anos, a nossa formação tenha sido instrumental nos muitos títulos conquistados. Obrigado!"

João Tomás, in O Benfica