sábado, 26 de julho de 2025

BENFICA 25/26

 


"A época está quase a arrancar, e com ela os sonhos e aspirações de milhões de Benfiquistas, estamos no defeso de uma pré-época mais curta do que o habitual mas por bons motivos, não há €€€ que paguem o prestígio de participar nas primeira edições de provas a nível global como foi o Mundial de clubes, felizmente já não vivemos no Salazarismo, caso contrário ainda enviavam do Sporting em nossa representação como sucedeu na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus…🙃
Com esperanças renovadas já contamos com alguns reforços, uma saída que irá deixar saudades (Carreras) e outra, que pelo que vi ontem, foi um alívio…
A nível de reforços já contamos com:
Dahl - 22 anos
Obrador - 21 anos
Dedic - 22 anos
Barrenechea - 24 anos
Ríos - 25 anos
Penso que ainda faltará mais um ou dois reforços, eu pessoalmente adoraria o regresso de João Félix, acredito que poderia fazer uma carreira à imagem do “menino de ouro” mas sem a ida para os sapos, era o melhor para ele e para nós se tal acontecesse!
Precisamos de ídolos, jogadores que não olhem apenas aos €€€ e que queiram ficar por amor à camisola como sucedeu com por exemplo Francesco Totti na Roma…se bem que isso não se consegue com meia dúzia de tostões, é preciso encontrar formas criativas de manter os atletas satisfeitos apesar de poderem perder alguns milhões ao longo da carreira…
Veremos o que sucede, mas aparenta ser um plantel bastante equilibrado, contando também que Manu e Bah recuperam na plenitude…Manu, que já em Janeiro eu acreditava que iria ser a chave para o sucesso, mas que infelizmente quis o destino que fosse traído por uma lesão gravíssima que acabou por ser também ela um revés duríssimo para as aspirações do Benfica, tenho a certeza de que com ele o desfecho seria muito diferente…acredito que pode ser o grande reforço da temporada, assim o joelho o ajude!
Viva o Benfica!
Rumo ao 39!"

A Gola do Sabry, in Facebook

A CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TV E O FUTURO DO FUTEBOL PROFISSIONAL EM PORTUGAL



 Como de resto é tradição nesta altura da temporada desportiva, as atenções estão concentradas no mercado de transferências de jogadores. As movimentações, as entradas e as saídas, as contratações mais ou menos sonantes, os reajustamentos aos plantéis, as cláusulas que são batidas, negociadas, espremidas por clubes de ligas mais competitivas, os adeptos que se entusiasmam com as estatísticas e as promessas de performance de encher as medidas dos que chegam, as televisões em direto contínuo do aeroporto em busca da imagem exclusiva e da declaração mais promissora. É todo um ecossistema que fervilha e que alimenta a novidade, o suspense, a incerteza, a um ritmo diário e que está na génese de dezenas de manchetes (umas mais certeiras do que outras) e muitas horas de comentário, seguramente até ao final do mês de agosto.

Ainda assim, e para lá desta agitação conjuntural, há um tema que, pelo seu impacto económico-financeiro e pelas consequências estruturais que provavelmente introduzirá nos modelos competitivos, promete transformar as fundações do futebol profissional em Portugal. A centralização dos direitos televisivos é uma decisão política, estabelecida desde 2021, irreversível e apresentada como crucial para a sustentabilidade e competitividade da Liga Portugal.
A matéria é regida pelo Decreto-Lei 22B/2021, aprovado pelo Governo em março de 2021, onde se estabelece a titularidade dos direitos de transmissão televisiva, multimédia e demais conteúdos audiovisuais relativos aos campeonatos de futebol das I e II Ligas, bem como as regras relativas à sua comercialização. Em concreto, o diploma determina que tais direitos deverão começar a ser comercializados de forma centralizada a partir da época de 2028/29, ficando vedada a possibilidade de os clubes o fazerem individualmente. Embora os contratos vigentes se mantenham até 2027/28, o diploma impõe que a FPF e a Liga Portugal apresentem uma proposta de modelo de centralização até ao final da época de 2025/26, que será apreciada pela Autoridade da Concorrência.
A fórmula que tem estado sujeita a debate assenta essencialmente na distribuição em duas componentes principais: 50% do valor distribuído de forma equitativa por todos os clubes e os restantes 50% distribuídos com base no mérito desportivo e implantação social, considerando o número de adeptos de cada clube, a audiência média apresentada, a afluência aos recintos de jogo, entre outras variáveis.
De acordo com informação veiculada pela Liga, estudos recentes apontam para um valor anual entre 150 e 170M€, caso os clubes continuassem a comercializar os direitos individualmente. Com a venda centralizada, na formulação que tem sido estudada, apresentam-se projeções mais otimistas, estimando um valor agregado entre 275 e 325M€ por ano, o que representaria um incremento de 56% a 85% face à hipótese de cada clube negociar per si.
De entre as vantagens que têm sido identificadas no futuro modelo, destaca-se o reforço do equilíbrio concorrencial, considerada a potencial redução de disparidade entre os clubes maiores e os de menor dimensão. Atualmente, o ratio situa-se em 1 para 15 e, nesta nova reformulação, estima-se que poderá situar-se em 1 para 4, promovendo uma redistribuição de proventos mais equitativa entre contendores. Ao nível da projeção internacional da Liga Portugal, onde atualmente as receitas representam somente 5 a 10%, o futuro modelo centralizado promete abrir oportunidades de transmissão em mercados como os dos PALOP, do Médio Oriente e da América do Norte. A isto acrescem as melhorias na componente audiovisual, ao permitir padronizar e elevar a qualidade da transmissão dos jogos, melhorar a capacidade e conforto das infraestruturas e, com isso, beneficiar a experiência do adepto nos estádios, melhorias que visam fortalecer o valor comercial da competição nacional nas multiplataformas de difusão internacional.
Registam-se, ainda assim, algumas inquietações que exigem o aprofundamento das condições efetivas em que o processo de centralização avançará, desde logo a iminente perda de receita para os três clubes mais representativos, que, de acordo com projeções recentes, pode cifrar-se em quebras anuais entre os 10 e os 25M€. Acresce a avaliação ao cenário macroeconómico potencialmente adverso no futuro, de particular instabilidade geoeconómica à escala global, com a subida da inflação e das taxas de juro, que poderá impactar de forma determinante o poder de compra de potenciais operadores interessados em participar das negociações para adquirir os direitos de transmissão.
Não subsistem dúvidas de que o processo de centralização dos direitos televisivos em Portugal representará uma mudança estrutural com elevado potencial de valorização do produto audiovisual, mitigando desigualdades, e que contribuirá para o fortalecimento do futebol profissional. O sucesso da operação está intimamente dependente da conceção e adoção de um modelo robusto de distribuição que combine desempenho e mérito desportivo, representatividade e potencial de crescimento, assim como da capacidade de atrair novos mercados de transmissão e diferentes operadores, em ambiente concorrencial. Face à fortíssima concorrência de mercados como o inglês, o espanhol e o italiano, onde coabitam jogadores de primeiríssima linha, equipas altamente competitivas e emoção da primeira à última jornada, os clubes profissionais portugueses devem preparar o processo de implementação de um novo modelo de direitos televisivos com prudência e realismo e tomar decisões tendo por base evidências.
Ricardo G. Cerqueira, in a Bola

sexta-feira, 25 de julho de 2025

SPORT ELEIÇÕES E BENFICA



 1 Um mercado de transferências e uma pré-campanha eleitoral, uma pré-campanha eleitoral e outra pré-campanha eleitoral dentro da anterior. Confuso? Nada disso, Rui Costa a ter de construir uma equipa com urgências de mês de agosto cheio, com Supertaça Cândido de Oliveira a 31 de julho, mas sobretudo com a qualificação para a fase de Liga da Champions, em que os resultado desportivos — a conquista do troféu no dérbi com o Sporting já na próxima quinta-feira mas acima de tudo a qualificação europeia — vão ditar não apenas muito do que se vai jogar em 2025/2026 mas também as eleições de outubro… Por isso este tempo de mercado não é só de mercado, é também de campanha eleitoral e a altura certa para lançar um projeto megalómano para entusiasmar o povo benfiquista. E nada melhor do que o povo benfiquista para entusiasmar um já sempre entusiasmado e aos saltinhos presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que olhou para este projeto (que ainda nem no papel está, não passa de um esboço sem outras preocupações seja de que natureza for...) como ouro sobre encarnado para gritar hosana às portas de outras eleições por sinal também em outubro… E como é tentador o chamamento na nação encarnada, com o governante sempre pronto para aparecer na fotografia, e por isso não podia faltar a ministra da Cultura, Juventude e Desporto também a dizer estou aqui, também fazemos parte deste novo mundo cheio de encarnado, com arenas e pavilhões, centros comerciais e hotéis, espetáculos de luz e cor num país onde há gente sem casa para morar.

São cinco os candidatos à presidência do Benfica, mas foi quando o fantasma Luís Filipe Vieira, bem palpável, começou a pairar na Luz que o líder benfiquista acelerou com as contratações e com projetos que muitas vezes vemos anunciados com pompa o circunstância mas que uma vez entusiasmadas as hostes, feito o efeito eleitoral, acabam por não sair do papel. Não seria o primeiro, não seria o último. O que sabemos é que são anunciados ao mundo sempre nestas alturas, 220 milhões de euros 100% financiados por «entidades internacionais», um projeto que Rui Costa leva às urnas e por isso um compromisso que não pode ser defraudado e com a grandiosidade apresentada. Caso ganhe as eleições. Mas se antes falhar a Champions e a bola estiver a bater na trave, tenho para mim que não haverá projeto que salve o líder encarnado. Porque o maior desígnio do Benfica são sempre os títulos e um campeonato em seis anos, com o Sporting a ganhar três, é muito pouco para um clube tão grande, mais ainda no contexto de Portugal. No final das contas, a nação benfiquista o que quer é ganhar títulos, que é para isso que puxa com alma pela equipa.
2 Está a terminar a novela Gyokeres. Pode ter havido, certamente que houve, mas talvez por estar tão presente e de forma tão longa, não me lembro de uma negociação assim no futebol português neste século.
Um processo desgastante, para todas as partes, até para nós jornalistas (mas essas queixas o estimado leitor não tem de levar com elas, jornalista não é notícia). Mas contas feitas, o presidente do Sporting, Frederico Varandas, acabou por levar a sua por diante.
Mas dizer que há um vencedor neste processo parece-me exagerado. O jogador acabou por ir para onde mais queria, os verdes e brancos por conseguirem o valor que queriam, o agente, sim, teve de abdicar e o Arsenal de ir além do que imaginava. Porém certamente que este exemplo poderá um dia ter peso noutro processo, as marcas ficam e outros jogadores e agentes e clubes podem alguma vez recordar que houve uma novela Gyokeres de que podem eles mesmos não ficar livres de um dia lhes acontecer. Varandas sai por cima, sem dúvida, mas agora há um novo Gyokeres para encontrar, espera o treinador Rui Borges que não demore o mesmo tempo. Afinal, a Supertaça é já ali e os leões nesta altura só têm ainda o jovem Conrad Harder para lançar às feras…
Nuno Raposo, in a Bola

O BENFICA PRECISA DE VOLTAR A SER O CLUBE DE TODOS


"O Sport Lisboa e Benfica não é apenas um clube de futebol. O Benfica é um símbolo, uma paixão que une milhares de corações, um clube com uma história ímpar e de adeptos fiéis até ao tutano. Mas, ao longo dos últimos anos, o clube tem falhado em algo fundamental: ligar-se às pessoas! Seja os seus adeptos atuais ou potenciais.
A política Benfica TV, que transmite os jogos em casa, tem sido uma barreira, uma verdadeira muralha invisível entre o clube e os novos simpatizantes. Como é possível que um clube com a grandeza do Benfica limite o acesso a tantos que gostariam de conhecer a experiência única do Estádio da Luz? Ao manter a transmissão dos jogos restrita a um público fechado, o Benfica perde a oportunidade de fazer o que sempre fez de melhor: conquistar novos adeptos, novos corações, novas vidas que poderiam ser transformadas pela paixão benfiquista. O Benfica não é só para quem já é sócio ou adepto. O Benfica deve ser para todos! Para aqueles que, ainda por descobrir a magia do Estádio da Luz, se poderiam tornar parte desta grande nação.
O erro na estratégia de comunicação vai muito além da Benfica TV. Ao fechar nas cores do símbolo do clube nos equipamentos, ou até as suas cores, Benfica está a criar uma conexão limitada, reservada apenas para aqueles que já fazem parte da família. Estamos a perder uma grande oportunidade de ir mais longe, de atrair mais gente, de conquistar mais apaixonados pela nossa história, pela nossa camisola. Fomos pioneiros ao criar camisolas retro que fizeram história, mas agora, ficamos presos ao básico. Falta ousadia, falta inovação! Temos um fabricante que está connosco desde os anos 90 e que, em vez de explorar novos horizontes, acaba por manter o mesmo estilo de sempre, seguro, sem aproveitar o enorme potencial que temos de criar algo único e inconfundível.
E quando olhamos para os nossos jogadores/atletas vemos outra falha: as equipas parecem cada vez mais distante dos adeptos. Os jogadores/atletas podem até interagir nas suas redes sociais pessoais, de forma avulsa, mas onde está a verdadeira conexão com o público? Onde está aquele laço, aquele contacto genuíno, aquela relação de proximidade que faz o Benfica ser um clube especial? Enquanto os nossos rivais sabem como aproximar os jogadores dos seus adeptos, o Benfica, infelizmente, parece estar a perder esse elo e sem vontade de contrariar este facto. Não é através do isolamento que vamos crescer, não é vivendo de forma fechada sobre nós mesmos que vamos fortalecer a nossa base de apoio.
O Benfica sempre foi o clube do povo, o clube de todos, aquele que apostava em crescer, em abraçar o mundo e em transformar desconhecidos em fãs apaixonados. É hora de voltarmos a ser esse clube. A hora de nos abrirmos ao mundo, de voltar a ter uma comunicação que celebre a nossa história, a nossa cultura, mas que também se olhe para o futuro, sem medo de ser ousado, sem receio de inovar.

A nossa força sempre esteve em sermos um clube inclusivo, vibrante e próximo dos nossos adeptos. Não podemos continuar a caminhar para dentro, isolados do mundo. O Benfica tem a capacidade de ser muito mais do que é hoje. Vamos aproveitar essa força, essa paixão, e garantir que o futuro seja tão grandioso quanto o nosso passado. O Benfica é de todos, e é hora de fazer isso mais uma vez, com toda a força e paixão que nos caracteriza." 

Luís Martins, in Benfica Independente

CARTA DE UM BENFIQUISTA CANSADO: OU O QUE AINDA ME VAI RESTANDO DO BENFICA

 


"Há dias em que me pergunto se o Benfica ainda é o Benfica. Ou melhor, se ainda é o meu Benfica.
Cresci com o meu pai a gritar os golos do Isaías - ídolo máximo do meu velhote - e com o antigo Estádio da Luz como fotografia colada no meu quarto da minha infância. O Benfica, nesse tempo, mesmo no seu Vietname, era vivido com amor e esperança. Mas hoje, com 38 anos, o que sinto é que me estão a empurrar para fora do meu grande amor. Aos poucos, às escondidas, com luvas brancas e sorriso falso, tratam-me como um mero cliente, seja na loja, no site ou até numa visita impessoal ao museu.
A atual direção — e sim, falo de Rui Costa com o peso do desgosto — parece ter feito um curso acelerado de desumanização do clube. A ligação entre adeptos e a estrutura está completamente arruinada. Tudo cheira a plástico, a marketing feito em PowerPoint por gente que se esqueceu que o Benfica é feito pelo e para o povo.
As contas? É olhar para os relatórios com calma — e uma caixa de ansiolíticos. Um passivo que teima em crescer, um clube refém de empréstimos obrigacionistas, com vendas cirúrgicas só para equilibrar colunas no Excel. Onde está a sustentabilidade? Onde está a transparência? Onde está a verdade? Há um nevoeiro à volta das contas que nem o nevoeiro da Luz do velho Coluna era tão cerrado. E ao contrário deste, este não tem nada de romântico. É só preocupante.
Mas talvez o que mais me doa — e nisto a dor é literal — é o abandono da formação. O Seixal, outrora a jóia da coroa, foi transformado num cenário de filme parado. O que se fez ao talento? Onde estão os nossos miúdos? Substituímos a aposta nos nossos por um festival grotesco de jogadores medianos, contratados com selo de agentes que conhecem bem as portas giratórias do futebol moderno. Cada contratação tem cheiro de comissão. E o que nos sobra é um plantel gordo, sem identidade, onde o benfiquismo é vendido por atacado e sem garantia de devolução.
Depois temos o Benfica District, esse parque temático da ilusão. Uma espécie de Disneyland para adeptos ingénuos. Um projeto que mistura Zaras, Mangos e sonhos em leasing. Populismo puro. Como se construir paredes fosse resgatar valores. Como se betão fosse alma. O Benfica é desporto, não imobiliário.
Falo aqui de direção, de rumo, de verdade. Falo de paixão maltratada. Porque a maior derrota que estamos a viver é emocional: é o afastamento silencioso dos adeptos. O estádio enche mas os adeptos sentem menos. E no fim de cada época, o que devia ser esperança transformou-se em fadiga.
Mas ainda acredito. Porque o Benfica, apesar de tudo, não é isto. É maior do que as pessoas que o gerem. É o povo. Somos nós. E por isso, não podemos falhar. A mudança não é uma opção. É uma urgência. Porque quando o Benfica volta aos benfiquistas, tudo volta a fazer sentido. Unidos. Só assim. Como fomos. Como ainda podemos ser."

Gonçalo Marcos, in Benfica Independente

QUEDA PARA A ALDRABICE

 




O LIVRE TRÂNSITO Q O FCP TEM AQUI NA TERRINHA PARA A ALDRABICE!

Comunica à CMVM q vendeu Otávio por 17M + 3 por objectivos...
ENTRETANTO EM FRANÇA UM DOS JORNAIS DESPORTIVOS MAIS PRESTIGIADOS DO PLANETA AFIRMA Q O PARIS FC VAI PAGAR POR OTÁVIO 10 A 12 MILHÕES!!!
TRADUÇÃO DA NOTÍCIA:
«O PFC, recém promovido da Ligue 1, terá gasto entre 10 e 12 milhões de euros para adquirir o defesa brasileiro Otávio, ao FC Porto. Um recorde para o jogador formado no Flamengo, que tem um futuro promissor, mas é instável e recentemente envolvido num processo disciplinar. A terceira contratação do recém promovido clube parisiense, depois de Moses Simon (Nantes) e Nhoa Sangui (Reims, Ligue 2), é também a mais cara da história do clube. O Paris FC terá pago entre 10 e 12 milhões de euros para comprar Otávio Ataíde, defesa brasileiro de 23 anos, ao FC Porto, que deverá assinar um contrato de cinco anos esta terça-feira.»
A CMVM NÃO VAI FAZER NADINHA, IMAGINE-SE SE FOSSE COM O BENFICA!
Como já aconteceu no passado implicarem com o Benfica sem qq justificação!

Benfica Book, in Facebook

quinta-feira, 24 de julho de 2025

"BENFICA DISTRICT"



 Timing' eleitoralista, como não podia deixar de ser, mas um projeto que coloca o Benfica em linha com os maiores clubes do mundo. O vento não se pára com as mãos, e o futuro é já ali...

O ‘timing’ escolhido por Rui Costa para apresentar o projeto do ‘Benfica District’ (não tarda e os adeptos dos rivais vão chamar-lhe ‘Red Light District’...) foi eleitoralista? É claro que foi, como não podia deixar de ser. São essas as regras, não escritas, da Democracia, em que, antes de uma ida às urnas, cada candidato apresenta os projetos para o mandato seguinte, guardando o ‘filet mignon’ para essa altura.
No caso do Benfica, o incumbente, pela data das eleições, tem ainda outra vantagem, que é a de poder devolver esperança aos sócios e adeptos, através de contratações sonantes. Quando garantiu Richard Ríos, Barrenechea, Obrador e Dedic, e se prepara para apresentar João Félix, Rui Costa está a ganhar espaço e votos; porém, mesmo nesta vantagem de recandidato, sobre a concorrência, existe, associado, o reverso da medalha: se o início da temporada, leia-se a entrada na Champions e as primeiras oito jornadas da I Liga, não correrem desportivamente bem, a cobrança será inevitável e, nesse caso, a vantagem passa para o lado dos opositores.
Mas regressemos ao ‘Benfica District’, apadrinhado pela CM Lisboa, pelo Governo e pela FIFA, que por ter de estar concluído antes do Mundial de 2030 não será como as obras de Santa Engrácia. Trata-se de um projeto de futuro e com futuro, na linha do que está a ser feito pelos maiores clubes do mundo, visando não só melhorar a experiência dos adeptos (até pela ‘democratização’ decorrente do aumento da lotação do estádio) mas também criando condições de monetarização das infraestruturas, em consonância com a crescente internacionalização de Lisboa e com a multiplicação de espetáculos da mais variada ordem na capital portuguesa.
Bem feito, bem planeado e sustentável, o ‘Benfica District’ não pode ser um projeto de Rui Costa, mas deve ser um projeto do Benfica, ganhe quem ganhar as eleições. É certo que a tendência, em tempos de campanha, é da oposição dizer mal de tudo o que o ‘governo’ faz, e este bater em tudo o que vier dos restantes candidatos, mas há que saber separar o trigo do joio, a estrutura da conjuntura. Tal como a Nova Luz ou o Seixal, este ‘Benfica District’ só faz sentido se for de todos os benfiquistas, e isso é algo que deve merecer meditação de quem decidir optar por uma política de terra queimada.
No universo benfiquista, muita água correrá debaixo das pontes até 25 de outubro, entre vitórias, derrotas, promessas e acusações. Mas o vento não pode ser parado com as mãos, e o futuro é já ali.
José Manuel Delgado, in a Bola

RUI COSTA ENTRA EM CAMPO



 Se não estavam, os candidatos à presidência do Benfica pareceram baralhados na reação à apresentação do Benfica District, que, sendo cartada de Rui Costa, é projeto do Benfica.

Rui Costa ainda não entrou, formalmente, em ações de campanha eleitoral e, no entanto, enquanto presidente em exercício até às eleições, tudo o que fará será julgado, também, nessa qualidade de candidato. Para o bem e para o mal.
Apresentou um projeto arrojado de renovação do Estádio da Luz e revolução de toda a zona envolvente, na linha do que os melhores clubes europeus fizeram ou estão a fazer. Não poderá, concordemos, ter nascido de um dia para outro, como também não foi inocente, aceitemos, a data e a forma da apresentação, com a solenidade das presenças institucionais do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
A impreparação dos candidatos à presidência — João Diogo Manteigas, João Noronha Lopes, Martim Mayer e Cristóvão Carvalho — para reagir ao Benfica District foi óbvia e alguns pareceram baralhados, se não estavam mesmo baralhados. O que até é compreensível, considerando que desconheciam o projeto. Fizeram críticas legítimas, levantaram dúvidas justificadas, protestaram, acusaram, reclamaram, sem, no entanto, refletirem sobre o essencial — este é um projeto bom para o Benfica? É isso, no fim do dia, que os benfiquistas vão querer saber. E é isso que os candidatos terão de dizer e explicar aos benfiquistas. Queiram ou não serão também julgados por isso. Para já ficou claro que para Rui Costa é bom para o Benfica, sem prejuízo de dar mais explicações.
Quanto aos candidatos — não basta dizer que já se pensava na revitalização da zona envolvente para melhorar a experiência do adepto no dia do jogo e depois a melhor coisa que vem à cabeça é a casa do sócio; não basta dizer que se anda a vender João Neves e Gonçalo Ramos para se criar um centro comercial, como se a política desportiva e o investimento num projeto, segundo disse o CFO do Benfica «autosustentável», não pudessem andar de mãos dadas; não basta dizer que o Benfica District é um projeto vazio e sem impacto real no futuro sem se apresentar dados concretos; não basta considerar estranho que o presidente da Câmara de Lisboa e a ministra da Cultura, Juventude e Desporto se tenham prestado a dar a cara pela cerimónia organizada pela Direção do Benfica.
Este Benfica District representa, verdadeiramente, a entrada em campo de Rui Costa na campanha, depois da publicação de modesto vídeo de anúncio da recandidatura. Pelo visto e ouvido — houve promessa de que em breve haverá novidades sobre a Cidade Benfica —não tardará a conhecer-se mais novidades. O Benfica District marcou e vai marcar a agenda durante algum tempo. E Rui Costa terá, seguramente, outros trunfos na manga.
Seria positivo, para o Benfica, que todos os candidatos, incluindo Rui Costa, fossem julgados pelo passado, pelo presente e pelo que podem oferecer no futuro, pelas presenças e ausências quando o clube deles precisou. Mas, como outros, também acredito que as eleições podem ser decididas mais pelo que acontecerá em campo até 25 de outubro.
Nuno Paralvas, in a Bola

🔴 BENFICA BEM. RUI COSTA BEM.

 


"Nada me dá mais prazer do que ver o nosso Benfica a fazer bem.
Chegou o momento certo para preparar o futuro até 2050 e aproveitar o impulso global do Mundial de Clubes. Este é sempre o caminho: sonhar, planear e executar.
O projeto Benfica District tem de avançar. Deixo, com espírito construtivo, algumas sugestões que já tinha partilhado n’ A Nossa Camisola:
🏟️ Cobertura integral do estádio e rebaixamento do relvado, permitindo concertos durante todo o ano
👥 Aumento da capacidade para 80.000 lugares, com zonas de safe standing (peão)
🏛️ Museu e loja do Benfica dentro do próprio estádio — para que cada visitante conheça a nossa história e termine na nossa loja
🚫 Não faria residências para atletas neste terreno: o potencial de rentabilização é demasiado valioso. Essa função deve estar noutro espaço.
Tudo o resto: venha o futuro.
Benfica Primeiro.

📝 Nota final: este projeto é do Benfica. E como tal, qualquer direção eleita pode melhorá-lo. Não é preciso dizer mal de tudo o que se faz no Benfica."

Mauro Xavier, in Facebook

quarta-feira, 23 de julho de 2025

É PARA AQUI QUE CAMINHAMOS?

 


"O recém-anunciado “Benfica District” é tudo o que um projecto não devia ser: megalómano, eleitoralista e profundamente desconectado da realidade financeira, desportiva e identitária do Sport Lisboa e Benfica. Vendido com pompa e circunstância como um “admirável mundo novo”, para além de afastado da realidade sócio-económica do país, este plano mais parece um delírio arquitetónico de quem confunde relevância internacional com betão armado.
Quando um clube que falhou sucessivamente em reforçar uma equipa de futebol competitiva nos momentos decisivos decide apostar numa fachada LED para “melhorar o conforto dos espectadores”, é legítimo perguntar: quem é que está a gerir as prioridades aqui?
Em vez de investir em scouting de excelência, formação de elite ou retenção de talento, não só no futebol mas nas mais diversas modalidades, o projecto esconde uma profunda desorientação estratégica, uma tentativa desesperada de mostrar obra onde o futebol tem falhado, e uma perigosa inversão de prioridades - o clube anuncia um aumento irrealista do Estádio da Luz, quando nada fez anteriormente para diminuir a lista de espera de Red Pass. Uma arena multiusos para concertos e eSports mais três novos pavilhões, quando nem o pavilhão atual enche nos jogos decisivos de basquetebol, voleibol e hóquei. Um centro comercial, uma piscina, um hotel, um teatro, escritórios e até uma nova praça. É a urbanização total do Benfica. É o franchising de um símbolo. É a Disneyficação de um clube. Um projecto digno de um catálogo de renderizações em 3D. Um cenário saído de um feira imobiliária. Mas o que nos devemos perguntar é: para que serve isto? E a quem serve isto?
Aliado ao perigoso facto de os sócios não terem voto na matéria, de não serem consultados previamente nem poderem exercer a opção democrática de concordarem ou não com tal investimento, convenientemente, o licenciamento está previsto para Novembro, logo após as eleições do clube. O início das obras? Claro, em 2027 – o famoso “amanhã distante” que ninguém poderá cobrar a quem hoje promete. A sua conclusão? 2030, ano do Mundial. Simbólico, mas altamente especulativo. Esta sincronia com o ciclo eleitoral é tudo menos inocente.
Este projecto serve, em primeiro lugar, como arma eleitoral. Rui Costa e atual direção sabem que falharam nas mais variadas áreas, que não têm resultados desportivos para apresentar. E como tal não dá votos, nada como prometer uma obra excêntrica e LED dinâmico.
Fala-se em “sustentabilidade financeira”, mas nada é dito sobre como será financiado este Titanic de betão. Vendas de ativos? Endividamento bancário? Direitos de nome, edifícios ou espaços? Empréstimos obrigacionistas? Os sócios e adeptos do maior clube do mundo merecem a resposta a todas estas questões. O Benfica é um clube popular. Este projecto afasta-se dessa matriz e aproxima-se de um conceito elitista, corporativo e, ironicamente, impessoal.
O Benfica é um dos maiores clubes do mundo. E não, não por ter hotéis, lojas ou restaurantes. É-o porque tem uma história, uma base popular, milhões de adeptos, sócios com voz e uma cultura que atravessa gerações. Transformar o Benfica num parque de diversões com bandeiras (bandeiras essas que não são permitidas dentro do estádio, até, pasme-se, para uma coreografia organizada), é reduzir toda a nossa história centenária a uma operação de marketing. É tratar a memória de Cosme Damião, Eusébio, Coluna, Chalana e tantos outros como atrativos turísticos de uma zona franca urbanística. O clube que se dizia dos sócios, agora apresenta projectos sem consulta participativa.
O clube que nasceu do povo, que resistiu à ditadura, que atravessa fronteiras, aposta agora num modelo elitista, vertical, cosmético. O clube que devia investir em formação, estrutura técnica, saúde financeira e competitividade desportiva, opta por construir algo que vai para lá do desporto, com a desculpa da modernidade feita aos olhos de quem já não sente o Benfica por dentro.
No fundo, anuncia-se o futuro, não se responde ao presente. Promete-se um sonho, esconde-se o custo. Apresenta-se um vídeo, disfarça-se a ausência de resultados. Não há uma única linha sobre financiamento. Não há uma única medida para reforço competitivo das nossas equipas. Não há uma palavra sobre sustentabilidade real, além das vagas promessas de “atração de investimento”. E tudo isto perante um clube que, apesar de receitas milionárias, continua sem se afirmar na Europa. Que vende os seus melhores jogadores ano após anos. Que vai perdendo ídolos, se algures neste passado recente os teve. Que distancia os adeptos do nosso autocarro e dos nossos jogadores. Que se preocupa cada vez menos se vencemos finais. Que demora a conquistar hegemonia. Que tem medo de ser feliz.
Caminhamos para onde, afinal?
Esta é a pergunta que os sócios devem colocar-se agora:
Queremos isto para o nosso clube?
Queremos um clube que troca títulos por tijolos?
Queremos uma direção que se esconde atrás de arquitectos para mascarar a sua impotência desportiva?
Queremos um clube que já não escuta os seus sócios, mas apenas investidores, promotores e patrocinadores?
A proposta do Benfica District não é apenas urbanística – é ideológica. É a materialização de um clube que deixa de ser associativo para se tornar uma marca transacional, uma máquina de eventos, um simulacro de grandeza que esquece a sua origem.
Está na hora de exigir seriedade, visão e foco no essencial.
O Benfica precisa de um modelo desportivo sustentado. Precisa de competência no futebol e nas modalidades. Precisa de reaproximar-se dos seus sócios e adeptos. Precisa de recuperar a mística, a voz e a alma.
Porque se seguirmos este caminho, daqui a uns anos estaremos todos na tal “praça de 10 mil pessoas,” rodeados de ecrãs e luzes coloridas, mas sem identidade, sem paixão, sem futebol – e, pior, sem Benfica.
A pergunta final é esta: é para aqui que caminhamos? E, mais ainda: é aqui que queremos chegar?"

Jorge Mota, in Benfica Independente