quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
DOMÍNIO AVASSALADOR BEM RECOMPENSADO
Com uma brilhante exibição na totalidade do embate dos oitavos de final da UEFA Youth League, o Benfica superou o AZ Alkmaar, por 6-2, e assegurou a passagem para os quartos da prova.
Com uma exibição e um resultado igualmente categórico, a equipa Sub-19 do Benfica venceu a congénere do AZ Alkmaar, por 6-2, nos oitavos de final da UEFA Youth League. O duelo realizado nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, no Benfica Campus (Campo n.º 1), valeu o apuramento para os quartos da Liga dos Campeões jovem.
Tendo apelado à organização e à concentração dos seus comandados na antevisão do embate, Vítor Vinha escalou um onze inicial composto por Leonardo Lopes, Daniel Banjaqui, João Fonseca, Gonçalo Oliveira, Nilson Semedo, Rafael Quintas, Miguel Figueiredo, Gonçalo Moreira, Federico Coletta, Jaden Umeh e Francisco Silva.
Pela frente, os jovens benfiquistas, 2.ᵒˢ classificados da fase de liga da competição, tinham um adversário com "qualidade individual e coletiva para fazer a diferença", que havia eliminado o Glorioso na edição anterior do certame e que, na presente temporada, chegou a esta fase da prova pelo caminho dos campeões nacionais, deixando para trás o Lincoln Red Imps, o Aston Villa e o Borussia Dortmund.
A contenda não poderia ter começado melhor para as águias. Após uma defesa confortável de Leonardo Lopes face a remate exterior de Budko, o guarda-redes lançou uma boa saída de bola coletiva. No seguimento, Gonçalo Moreira abriu para Federico Coletta à direita, o qual, com um cruzamento preciso, fez a assistência para o cabeceamento certeiro de Francisco Silva (1-0). Marcador inaugurado no decorrer do 2.º minuto!
Sem abrandar, os encarnados continuaram a criar perigo, com Federico Coletta a disparar cruzado para intervenção apertada de Schipper (5') e Francisco Silva a fazer um desvio ligeiramente ao lado do poste esquerdo (6').
Assim, foi com justiça e naturalidade que o Benfica aumentou a sua vantagem. À passagem dos 20', novamente pela direita, Daniel Banjaqui cruzou tenso, e Jaden Umeh surgiu no meio a finalizar de pé direito, em vólei, colocado ao canto inferior direito da baliza (2-0).
Já depois de Leonardo Lopes se aplicar com grande categoria para sacudir uma tentativa de Kovács a partir do meio-campo (22'), os comandados de Vítor Vinha voltaram a abanar as redes. Aos 24', João Fonseca executou um excelente passe longo para Jaden Umeh, que disparou para bloqueio providencial adversário. O esférico sobrou para Francisco Silva na área, e este não perdoou de posição privilegiada (3-0). Dois golos de rajada!
Contudo, contra a corrente do jogo, o AZ Alkmaar reduziu a discrepância de grande penalidade, assinalada devido a uma dividida entre João Fonseca e Hessel de Wit na área. Chamado à cobrança, Kovács converteu o castigo máximo, no 27.º minuto (3-1).
Apesar do revés, o Glorioso não tremeu e voltou à carga, com Schipper a bloquear um remate cruzado de Rafael Quintas com uma mancha (30'), a segurar um cabeceamento de Francisco Silva (34') e a desviar um tiro de Federico Coletta para o poste (37').
Deste modo, a formação benfiquista tornou a marcar antes do descanso. À direita, Gonçalo Moreira bateu um canto para a área, a bola ressaltou e sobrou para Francisco Silva, que, oportuno, atirou a contar para completar o seu hat-trick, aos 38' (4-1).
Até ao final do 1.º tempo, Gonçalo Moreira rematou prensado em Tycho de Wit, com a bola a sair um pouco ao lado do alvo (42').
O Benfica manteve a seriedade e intensidade na 2.ª metade, e, consequentemente, continuou a criar múltiplas oportunidades: Jaden Umeh (48'), Gonçalo Moreira (51') e Federico Coletta (57') dispararam desenquadrado na área, e Schipper afastou um cruzamento/remate de Gonçalo Moreira vindo de um livre (56').
Fruto deste domínio, as águias sentenciaram o triunfo com mais 2 tentos em menos de 10 minutos. Aos 58', numa veloz arrancada pela esquerda, Jaden Umeh progrediu do meio-campo até à área e cruzou para Gonçalo Moreira, que aplicou uma cabeçada potente na bola para o 5-1.
Embora Schipper ainda tenha feito uma enorme defesa perante um remate em arco de Rafael Quintas de fora da área (61'), o guarda-redes não teve hipóteses de evitar o 6.º golo encarnado, à passagem dos 65'. Num canto à direita, Gonçalo Moreira cruzou para o centro, e João Fonseca endossou para o segundo poste, onde Miguel Figueiredo, igualmente de cabeça, emendou para o fundo da baliza (6-1).
Resultado de tamanho desnível no placar, o ritmo foi mais lento até ao fim da partida, e a ameaça seguinte verificou-se aos 74', quando Jaden Umeh atirou à entrada da área para defesa a dois tempos de Schipper. No contra-ataque deste lance, os neerlandeses diminuíram a sua desvantagem, por intermédio de Kovács, que bisou com um tiro à entrada da área (6-2).
Sereno, o coletivo vermelho e branco continuou por cima e geriu o remanescente do encontro, deixando mais duas ameaças, protagonizadas por jogadores vindos do banco: João Afonso, à direita da área, rematou por cima (76'), e Stevan Manuel, no semicírculo, fez o esférico sair muito próximo do poste direito (86').
O apito final confirmou a justíssima passagem do Benfica para os quartos de final da UEFA Youth League, fase na qual medirá forças com o Inter, na condição de visitante, no dia 17 ou 18 de março.
DECLARAÇÕES
Vítor Vinha (treinador do Benfica): "Creio que foi um jogo quase perfeito da nossa parte. Os nossos jogadores conseguiram perceber muito bem, muito rapidamente, aquilo que eram as dinâmicas ofensivas e defensivas do AZ. Estão de parabéns, fizeram um excelente jogo. Estivemos muito organizados, muito fortes. Explorámos muito bem o que tínhamos trabalhado. Marcámos 6 golos, creio que poderíamos ter marcado mais um ou outro. Sofremos 2, mas o objetivo está cumprido. Valorizámos os nossos jogadores, contribuímos para a sua formação, vencemos o jogo e estamos na próxima fase. [Campanha na prova] Tem sido um percurso excelente. Creio que com este resultado provavelmente seremos agora o melhor ataque da competição. Temos apenas uma derrota neste percurso [Chelsea, 5-2] em que o resultado podia ter sido outro. Temos feito um percurso muito meritório, jogue quem jogar. Temos utilizado diferentes jogadores. Tivemos de sacrificar aqui o [Tiago] Freitas, que tinha estado connosco, para colocar o [João] Fonseca e ajudar-nos aqui com um bocadinho mais de solidez defensiva. Têm-se revelado apostas acertadas. Temos de continuar o nosso caminho, e quando chegarmos a Milão logo teremos de decidir, pensar sobre o jogo. Até lá, ainda temos muito pela frente, temos jogos de campeonato, em diferentes competições dos nossos jogadores, e, quando lá chegarmos, havemos de pensar sobre o assunto. Mas sempre com o intuito de honrar o nosso símbolo e passar mais uma eliminatória. [Geração cheia de talento] Nestes 3 dias a mensagem foi muito clara para os nossos jogadores: nós somos a melhor formação do mundo, ou uma das melhores formações do mundo, porque temos muitos e bons jogadores, muito talento. Agora é preciso trabalhar o talento, é preciso que eles cresçam, é preciso que eles entendam o que é o jogo, o que é o futebol, subindo patamares, ou seja, a exigência de cada patamar, o que é necessário, o que é preciso, a mentalidade, sobretudo a mentalidade, o que é o nosso clube, aquilo que vão encontrar no mais alto patamar, que é a nossa equipa principal, se lá chegarem. O que é jogar no Estádio de Luz, ter a exigência dos nossos adeptos em grande número, e, portanto, é para isso que trabalhamos. Tentamos que eles se preparem ao máximo, mas hoje deram uma grande demonstração de que estamos no caminho certo com eles. Portanto, estão de parabéns."
SL Benfica
NOITE EM MADRID
Esta é uma noite para campeões. O recente descarrilamento do Real Madrid em Pamplona foi uma boa notícia, mas ajudará? Na verdade, é sempre melhor que o adversário perca antes de uma decisão europeia... A confiança de quem perde sempre decresce e quem vem a seguir reforça a esperança na vitória.
Recordando o jogo da Luz e como decorreu, os quatro médios do Real estiveram em destaque e acabariam por se superiorizar aos do Benfica, Aursnes e Barreiro, mesmo que apoiados por Rafa mais à frente e por Schjelderup e Prestianni, nas alas. Feitas as contas, cinco unidades contra quatro para o Benfica, mas sem conseguir efetiva vantagem no centro do jogo. Depois, já se sabe, Mbappé e Vinícius não precisam de mais ninguém para individualmente fazer estragos e obrigam sempre a uma concentração defensiva reforçada.
No jogo desta noite, poderão a ausência de Prestianni e as dificuldades do primeiro jogo levar Mourinho a acrescentar um médio à sua estrutura? Rafa manterá a sua posição no centro do ataque ou deriva para Mourinho fortalecer a zona central? Estas, são dúvidas que dependem também da disponibilidade de Aursnes e Sudakov, jogadores capazes de cumprir várias posições. Veremos o que acontece e se, no final, a noite de hoje se torna especial.
A ausência de Mourinho no banco, embora desconfortável, penso não ser impeditiva de uma boa resposta. A preparação da estratégia está definida ao detalhe e isso é aquilo que mais importa. É sempre uma alteração de um hábito, mas ninguém melhor que o treinador do Benfica, para agilizar a comunicação com o seu banco.
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Ciclone
Voltando atrás, o Benfica viveu um rescaldo duro da derrota caseira para a Liga dos Campeões. A carga negativa foi enorme, resultante não só de um desaire, que põe em risco a desejada qualificação, mas também de um episódio grave e triste.
É sabido que Vinícius Júnior é tão famoso pela sua qualidade de jogador, como pela sua veia conflituosa. No entanto, a provocação, por muito estúpida que seja, não pode nunca justificar qualquer ato de racismo. É esta uma luta da sociedade atual, seja ou não desportiva. Falta saber se o alegado insulto racista realmente aconteceu e, para isso, o que conta não são os comentários de quem viu de fora, mas sim a investigação, que vai tomar o seu rumo. Mas o dano deste episódio ficou. Para o Benfica e para Prestianni. Em relação ao jovem jogador argentino, fica desde logo uma importante lição, antes de concluído o processo.
Não é fácil o controlo emocional, mas num ambiente competitivo, face a uma provocação, pede-se contenção e desprezo. Bem sei que é mais fácil dizer do que fazer. Quanto a um eventual castigo, se for culpado do que o acusam, restar-lhe-á aprender com ele. Episódios destes não podem caber, nem no futebol, nem em lado algum. Esperemos que a sua inocência se prove.
Relativamente à equipa como um todo, a meta é tentar que os dias desgastantes emocionalmente — como descreveu Mourinho —, não entrem para dentro de campo em Madrid. Imagina-se que o Bernabéu vá estar incendiado com tudo o que aconteceu. Mesmo assim, penso que a suspensão preventiva de Prestianni pode suavizar o ambiente. Cabe à equipa concentrar-se na luta por mais uma grande noite europeia, numa eliminatória que, embora em desvantagem, não deixa de estar em aberto.
Saudoso AFS
O AFS, vulgo Aves SAD, foi o parceiro ideal para um regresso calmo às vitórias no campeonato, depois do ciclone mediático criado na Liga dos Campeões.
José Neto foi a maior surpresa que Mourinho trouxe ao jogo e respondeu com brilho à aposta do treinador, tendo sido um dos melhores em campo. Em definitivo, a equipa já conta, no imediato, com um verdadeiro concorrente a Dahl, o jovem sueco que era antes desvalorizado, mas que vem defendendo a sua posição com regularidade, brio e qualidade.
Como Dahl, Neto é um exemplo de lateral que não se distingue só pela sua técnica ou capacidade ofensiva, esta até superior ao seu colega. Em muitos casos, erradamente, os laterais são classificados e distinguidos pelas suas habilidades ofensivas e não por aquilo que deve ser básico num defesa: saber defender. José Neto marcou a sua estreia com qualidade. Já Schjelderup foi o jogador mais desequilibrador, prosseguindo firme na defesa da sua titularidade.
Quanto ao jogo, o domínio do Benfica foi evidente, ajudado pela obtenção bem cedo do primeiro golo, que desde logo estabilizou a equipa e a sua marcada superioridade.
Regressos
Destaque para o feliz regresso de Bah e logo a marcar, depois de uma recuperação complicada, com alguns recuos. Na entrevista depois do jogo, o lateral dinamarquês chamaria a atenção para algo sempre importante e que o combate ao desânimo desenvolve: o fortalecimento mental de um atleta que vive um trajeto tão longo e penoso. Nem tudo foi mau.
Admirável a atitude de Ivanovic, mesmo vindo a ser pouco utilizado e, frente ao Aves SAD, desviado da sua posição natural. Tentar fazer o melhor independentemente do momento e da missão que lhe é confiada é um excelente sinal de profissionalismo. Belíssima atitude, mesmo não vivendo o melhor momento, no que diz respeito a oportunidades. Assumindo a posição de avançado esquerdo contra o Aves SAD, o avançado croata vestiu a pele de extremo e assumiu o confronto com o lateral adversário com personalidade. Também sem bola, cumpriu a recuperação posicional e o apoio ao lateral do seu lado, fazendo inveja a muitos extremos de origem. Excelente exemplo para os colegas menos utilizados.
Rui Águas, in a Bola
Mourinho y Prestianni disfrutan del Santiago Bernabéu
TUDO O QUE SE DIZ SOBRE O REAL MADRID X BENFICA!
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