sábado, 15 de agosto de 2026

BENFICA LUTA POR HARWOOD-BELLIS! DEDIC FECHADO NO NEWCASTLE! JOVEM EXTREMO PERTO DAS ÁGUIAS!

                   

BENFICA AINDA COM 5 SAÍDAS POR RESOLVER!

                   

PONTARIA FOI A CHAVE DA VITÓRIA



Neste sábado, 15 de agosto, União de Leiria e Benfica B entraram em campo no Estádio Dr. Magalhães Pessoa para o jogo da 2.ª jornada da Liga 2. Vitória das águias por 1-2.
Com Gonçalo Moreira em destaque, o Benfica B derrotou a União de Leiria por 1-2. Depois de um início com oportunidades para a formação leiriense, o médio adiantou as águias aos 27 minutos, na conversão de uma grande penalidade.
A União de Leiria reagiu e Juan Muñoz empatou aos 31', mas o Benfica B voltou a colocar-se na frente aos 84', novamente por Gonçalo Moreira na conversão de outro penálti. O camisola 77 das águias, autor dos dois golos, foi eleito Homem do Jogo.
Na 3.ª jornada, os encarnados recebem o Portimonense. O duelo está agendado para as 18h00 de sexta-feira, 21 de agosto, no Campo n.º 1 do Benfica Campus.




NÉLSON VERÍSSIMO | Declarações à Sport TV
Análise à partida
"Foi claramente um jogo em que alguns dos nossos jogadores, aqueles que têm menos experiência em contexto de Segunda Liga, aqueles que se estrearam, sentiram o que é jogar contra homens, contra equipas e contra jogadores que têm o andamento da Segunda Liga. Nós acabámos por fazer, dentro de algumas limitações e de alguns condicionantes que tínhamos, um bom jogo. Acho que foi um jogo equilibrado. No fim, acabámos por concretizar mais do que o Leiria. A perceção que tenho é que, na 1.ª parte, houve equilíbrio, mais para nós, com melhores situações para nós, e finalizámos. Na 2.ª parte, foi precisamente o contrário."
Competitividade e satisfação
"Portanto, no fim, a ilação que nós temos de tirar é que foi um jogo em que fomos competitivos. Temos essa mentalidade, que é também o desafio que temos para os nossos jogadores. Fomos competitivos, jogámos de peito aberto com o Leiria, que é uma das equipas que, certamente, pelo que vimos, vai andar lá em cima para tentar uma subida de Divisão. Está tudo em aberto, mas, acima de tudo, há um grande sentimento de satisfação porque viemos pontuar a uma casa que é difícil."
Maturidade competitiva
"Por comparação à última época, é uma equipa que tem mais maturidade competitiva. O ano passado, quando começámos a época, tínhamos muitos jogadores que não tinham experiência de Liga 2. Este ano, houve algum transfer para esta época e existe essa almofada relativamente à maturidade e à experiência competitiva. Não significa, no entanto, que o Campeonato vá ser mais fácil, porque nós sabemos o que é competir na Segunda Liga. Sabemos que facilmente o primeiro perde com o último classificado. Portanto, não podemos nunca desviar-nos daquilo que é o nosso caminho e, como eu disse há pouco, o caminho é potenciar os jogadores, fazer a equipa crescer e somar um conjunto de pontos que nos permita dar alguma tranquilidade naquilo que é a nossa Liga."
Foco no próximo jogo
"Ainda assim, da mesma forma que eu disse há pouco – acho que toquei nisso e disse agora aos jogadores –, já lá vai. Nós vamos agora olhar para o próximo jogo, com o Portimonense, que terá outras características. Portanto, não nos podemos deixar enganar por aquilo que têm sido estes dois resultados positivos, mas olhar para aquilo que é o crescimento dos jogadores e da equipa e sentir que ainda temos muito para crescer. O próximo jogo é agora com o Portimonense. De certeza que vamos ter muitas dificuldades. É preparar esse jogo, recuperá-los e preparar o próximo jogo."



GONÇALO MOREIRA | Declarações à Sport TV
Prémio de Homem do Jogo
"Não me foco nisso, o foco é o coletivo. Foi um jogo muito dividido. A União de Leiria tem também uma excelente equipa, com uma base que já vem do ano passado. Mas esta malta é um grupo de guerreiros e foi isso que demonstrámos durante os 90 minutos. Caiu para nós, com dois penáltis, mas também tivemos algumas oportunidades para marcar. Hoje calhou-me a mim fazer os dois golos e receber este prémio, mas acho que este prémio é de toda a equipa, pelo esforço que fizemos hoje, e os 3 pontos são merecidos."
SL Benfica

Benfica vai encaixar milhões com Dedic | MERCADO FLASH

                  

BENFICA ATACA EM FORÇA! Ryan Flamingo E Harwood-Bellis Na Mira?

                   

Fomos a Edimburgo no AVIÃO DO BENFICA!

                   

BENFICA-IMPRENSA 15 Agosto TRAGÉDIA NA VOLTA E GLORIOSO COM MERCADO AO RUBRO!!🦅

                    

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

BENFICA: A REVOLUÇÃO DE UM HOMEM SÓ



 Marco Silva tenta transformar o Benfica sem massa crítica para uma ideia de equipa grande. É precisamente quando o mercado é ainda mais decisivo que a resposta falha copiosamente

Escrevi aqui várias vezes que quanto mais o Benfica insistisse em treinadores com modelo assente em transição ofensiva mais longe estaria do sucesso e de ter um plantel capaz de dar resposta quando viesse alguém com ideias mais próximas do que deve ser uma equipa grande a jogar na Liga portuguesa.
Depois de Roger Schmidt, tanto com Bruno Lage como com José Mourinho, os encarnados não só se afastaram do seu ADN e cultura, por via das ideias de ambos os técnicos, como também a maior parte dos atletas contratados — €200M investidos em duas épocas — empurraram uma equipa que deveria ser dominadora para uma outra a vestir outra pele, a de uma que não consegue dominar e controlar. Perante a distância entre as classes alta e média, já para não falar de outras, essa é a morte do artista. Falhar ultrapassar defesas baixas pode resultar em títulos perdidos. Depois do quase com Lage, Mourinho não perdeu um jogo no campeonato e, mesmo assim, só conseguiu um terceiro lugar. O que mostra o quão errada pode estar uma abordagem que não seja global. Ou seja, estará sempre mais perto de vencer quem tiver mais soluções em transição ou ataque rápido e também na sua organização posicional com bola, impactante não só a atacar como a defender. E é preciso não esquecer a importância da coesão a defender, e de se ser sólido e disruptivo, consoante a baliza que se defende ou ataca, nas bolas paradas.
Não acredito que Marco Silva tenha trazido consigo de Londres essa ideia de futebol hiper-associativo, de elevadas percentagens de posse e de um ataque mais envolvente do que vertical e progressivo. No entanto, reconheço que a química que os jogadores da frente apresentam — a mobilidade, criatividade e as dinâmicas que se observam — apresenta-se superior ao que trouxeram à luz do dia os antecessores. Os mesmos que mostraram dificuldades, com planos ou sem planos específicos divulgados publicamente, em perceber que talentos puros como Schjelderup e Prestianni tinham ultrapassado o ponto de fricção e já era visível para quase toda a gente que estavam prontos. Claro que a definição no momento de finalizar tem deixado a desejar, mas nota-se evolução.
Uma boa evolução num tecido coletivo sem caras novas à exceção de Kaminski, o que contrasta com a instabilidade que resulta da falta de massa crítica no setor defensivo, há muito anunciada e há muito por resolver. A mesma falta de plano que explica o salto entre treinadores a olhar para o nome (ou para o passado) e pouco para as ideias também esclarece a quantidade de potenciais reforços que se perseguem para a posição de central, para logo depois se riscar porque são demasiado caros ou há demasiada gente atrás. O mercado do Benfica é o exemplo perfeito daquilo que não se deve fazer. E essa conclusão ficará mesmo que os encarnados ainda encontrem um grande negócio, o melhor do verão. Irá sempre parecer um acidente.
Tomás Araújo e Lenglet complementam-se na velocidade e são mais jogadores do que defesas. Sabem o que fazer com a bola. Isso é um upgrade em relação ao passado. No entanto, não gostam do choque, do duelo físico e, dos dois, apenas o francês disputa a bola pelo ar, sem esconder algum desconforto. O mesmo se passa com Enzo e será apenas um pouco melhor com Aursnes. Tal como com os vários laterais à disposição, entre os quais Bah é o mais disponível para o momento. Em cima, Marco Silva acrescentou mais um factor de instabilidade: mudou de guarda-redes. E a defesa está a sofrer demais. Precisa de tempo. Mas também precisa de um ou dois jogadores diferentes — um central e um médio defensivo mais agressivo, que dificilmente já será Palhinha —, ficando a dúvida, que terá de ser Samuel a dissipar, se não necessita também de um número 1. O próprio técnico não escondeu algum nervosismo em Edinburgo perante uma pergunta normal do jornalista sobre o tema.
Marco Silva está no meio de uma revolução e sem homens de confiança ao seu lado. Vai ter de encontrar quem o siga cegamente para o que aí vem. Terá de descobrir passe vertical onde só se movimenta a bola para o lado ou se bate longo. De incutir agressividade a quem só quer fazer contenção. De obrigar a saltar quem deixa a bola bater. E de disciplinar quem já teve episódios de explosão. Isto num clube que se movimenta como se continuasse anos 90, mesmo com os títulos conquistados depois disso. Se o conseguir será o seu melhor trabalho, todavia também o mais difícil. De longe.
O mercado é o reflexo de como se vive no Benfica. Se há dúvidas com Lenglet, estas aumentam com Kaminski. Está longe de ser, para já, um reforço. O que não quer dizer que seja um flop. Ainda. O polaco, percebe-se, é um jogador para receber a bola no espaço, não para encontrá-lo para si próprio, através do drible. Poderá ser útil em estágios mais avançados da Liga Europa, mas de costas para a baliza contrária e sob pressão tem sido desastroso. Aí, seja ansiedade ou falta de treino, mostra debilidades pouco naturais para um jogador já internacional. Foram sim 17 milhões de euros gastos com um perfil para uma mão-cheia de jogos, num setor em que havia soluções e, sobretudo, tempo. Quando já faltava um central e um 6, e agora talvez se pense num guarda-redes e, acrescento eu, num cenário ideal, num 8 diferente.
Os sinais dizem-nos que a pressão vai tornar-se mais duradoura, o terceiro homem vai aparecer e o moral vai provavelmente crescer, podendo empurrar a equipa para a tal velocidade de cruzeiro, de triunfo atrás de triunfo. O calendário, esse, apertará ainda mais e, para ser bem-sucedido, o técnico tem a plena consciência de que, neste microclima, não poderá perder os rivais de vista. Entretanto, já ganhou tempo suficiente para que finalmente chegue ajuda! Ainda que já devesse ter percebido que talvez tenha de esperar que quem assina os cheques se ajude a si próprio. Ainda que isso passe por se perceber as próprias limitações, o que nem com os constantes pedidos de desculpas tem acontecido. Uma delas é não perceber que quando se bate a tantas portas não se trata de esperar para escolher bem. É apenas não saber o que escolher.
Luís Mateus, in a Bola

OS TREINOS DO BENFICA ANDAM MESMO INTENSOS



 Faltou à águia sentido de urgência para parecer que aquilo na Escócia era um jogo, mas nem Marco Silva ajudou com onze e substituições ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de ganhar

Há muito que os jornalistas deixaram de poder assistir aos treinos das equipas de futebol — eu ainda tive oportunidade de ver muitos, no campo 3 da Luz, na Reboleira, no Restelo, em Alverca, no Bonfim, em Campo Maior... —, por isso foi um privilégio, ontem, estar no sofá a ver a equipa de Marco Silva a trabalhar.
Sim, a desculpa é que se tratava de um suposto jogo oficial, a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Europa League. Mas isso foi apenas o que obrigou o Benfica a abrir o treino, e não apenas aqueles 15 minutos que a UEFA obriga e que são apenas o aquecimento antes de começar, já à porta fechada, o que realmente interessa.
Ontem, não. Ontem, a águia foi mesmo obrigada a ter o treino todo aberto, e logo um treino de conjunto, com uns convidados escoceses esforçados. Só faltou Marco Silva entrar campo dentro para corrigir posicionamentos para a sensação ser completa.
Porque por muito que se queira, por muito que um treinador tente puxar pelos seus jogadores, é quase impossível que a segunda mão duma pré-eliminatória de agosto, depois de 6-1 na primeira, saiba a ou tenha a intensidade de um jogo. Falta o sentido de urgência, falta o receio de perder pontos, ou de ficar pelo caminho.
E nem Marco Silva ajudou a passar esse sentido de urgência, quando as substituições que fez foram ditadas pelo plano de minutos traçado antes (45' a cada central; Barrenechea e Sudakov, os outros titulares de campo na Escócia que já tinham começado o jogo com o Académico de Viseu, substituídos pouco depois de uma hora), e não pelo que o jogo ditava. Até as últimas trocas foram ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de vencer o encontro, como confirmou o próprio treinador das águias, caso contrário Durán não teria jogado 90'.
Com tudo isto, acho que se pode dizer que foi bem bom. Para treino, teve uma intensidade invulgar. Melhor a dos primeiros 45 minutos do que a dos segundos, claro, porque muitos dos titulares de ontem ainda não tinham estado num treino de conjunto tão forte esta época.
E para Marco Silva sobrará a esperança de que, com melhorias físicas, a equipa possa pressionar nos jogos melhor do que fez no treino de ontem; e que, em jogo, a concentração seja maior, para evitar tantas falhas na concretização, ou distrações como as de José Neto (ultrapassado no um para um) ou Richard Ríos (que deixou o autor do golo do Hearts sozinho para ir marcar quem já estava a ser marcado por Manu) no lance do 1-0.
Hugo Vasconcelos, in a Bola