Deixou Moçambique em 2010 para prosseguir o sonho que jogar ao mais alto nível do futebol. Como não joga no País natal não era qualificável para ser convocado para o CHAN da África do Sul mas isso não impediu Jumisse de sofrer juntamente com os seus Mambas, eliminados na fase de grupos.
O jogador encontra-se em Portugal a estagiar com o 1.º de Agosto, equipa angolana para a qual se transferiu este ano do FC Vaslui, da Roménia, e falou a A BOLA sobre a eliminação da Selecção Nacional do CHAN, depois de ter perdido com a África do Sul (1-3), Nigéria (2-4) e Mali (1-2), jogos que suscitaram larga polémica na arbitragem.
«Fomos muito prejudicados com dois penalties inexistentes e ridículos, frente à África do Sul e, em especial, Nigéria. Foi pena», solta.
A sua experiência no futebol internacional dá-lhe a bagagem para comentar aquilo que se passou com Moçambique. «Há factores extra futebol», diz, que acabaram por «condicionar» o desempenho dos Mambas no Grupo A.
«Quando o País é pequeno no mundo do futebol fica difícil. Ainda não somos grandes como outros países, como a Nigéria», critica, acrescentando que alguma passividade também ajuda a que estas situações aconteçam.
«Nós já estamos habituados a que estas coisas aconteçam com Moçambique e quando isto acontece não fazemos nada e os países vão pisando cada vez mais em nós. Não podemos deixar que nos pisem»
Confiança em João Chissano
Ainda assim, o jogador dos militares de Angola mostra-se satisfeito com a evolução do futebol em Moçambique: «O meu País tem muitos bons talentos, tanto que temos o Mexer, o Zainadine e o Reginaldo a jogar no Nacional, em Portugal, e o Simão Mate no Levante [Espanha], mas às vezes falta-nos alguma organização interna para que as coisas corram melhor».
Quanto ao desempenho do novo seleccionador dos Mambas, João Chissano, o jogador de 28 anos não se alarga, por ainda não ter treinado sob as suas ordens, mas mostra-se satisfeito.
«Nunca trabalhei com ele como seleccionador principal, só quando era adjunto [n. d. r. do alemão Gert Engels]. Mas pelo que conheço dele, é uma pessoa competente, trabalhadora e a convocatória que fez para o CHAN pareceu-me justa. Estive em Moçambique a acompanhar a parte final do campeonato e os jogadores que ele chamou foram, de facto, os que realmente estavam na melhor forma. Ele tem sido justo e isso é muito importante.»
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