segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

JUMISSE INDIGNADO COM ARBITRAGENS DE JOGOS DOS MAMBAS

Jumisse foi para Angola para tentar ser campeão pelo 1.º de Agosto (foto ASF)

Deixou Moçambique em 2010 para prosseguir o sonho que jogar ao mais alto nível do futebol. Como não joga no País natal não era qualificável para ser convocado para o CHAN da África do Sul mas isso não impediu Jumisse de sofrer juntamente com os seus Mambas, eliminados na fase de grupos.


O jogador encontra-se em Portugal a estagiar com o 1.º de Agosto, equipa angolana para a qual se transferiu este ano do FC Vaslui, da Roménia, e falou a A BOLA sobre a eliminação da Selecção Nacional do CHAN, depois de ter perdido com a África do Sul (1-3), Nigéria (2-4) e Mali (1-2), jogos que suscitaram larga polémica na arbitragem.

«Fomos muito prejudicados com dois penalties inexistentes e ridículos, frente à África do Sul e, em especial, Nigéria. Foi pena», solta.

A sua experiência no futebol internacional dá-lhe a bagagem para comentar aquilo que se passou com Moçambique. «Há factores extra futebol», diz, que acabaram por «condicionar» o desempenho dos Mambas no Grupo A.

«Quando o País é pequeno no mundo do futebol fica difícil. Ainda não somos grandes como outros países, como a Nigéria», critica, acrescentando que alguma passividade também ajuda a que estas situações aconteçam.

«Nós já estamos habituados a que estas coisas aconteçam com Moçambique e quando isto acontece não fazemos nada e os países vão pisando cada vez mais em nós. Não podemos deixar que nos pisem»


Confiança em João Chissano


Ainda assim, o jogador dos militares de Angola mostra-se satisfeito com a evolução do futebol em Moçambique: «O meu País tem muitos bons talentos, tanto que temos o Mexer, o Zainadine e o Reginaldo a jogar no Nacional, em Portugal, e o Simão Mate no Levante [Espanha], mas às vezes falta-nos alguma organização interna para que as coisas corram melhor».

Quanto ao desempenho do novo seleccionador dos Mambas, João Chissano, o jogador de 28 anos não se alarga, por ainda não ter treinado sob as suas ordens, mas mostra-se satisfeito.

«Nunca trabalhei com ele como seleccionador principal, só quando era adjunto [n. d. r. do alemão Gert Engels]. Mas pelo que conheço dele, é uma pessoa competente, trabalhadora e a convocatória que fez para o CHAN pareceu-me justa. Estive em Moçambique a acompanhar a parte final do campeonato e os jogadores que ele chamou foram, de facto, os que realmente estavam na melhor forma. Ele tem sido justo e isso é muito importante.»

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