O Benfica bateu, este domingo, o GDESSA Barreiro, por 76-56 (18-16, 14-16, 24-12, 20-12), e conquistou a Taça de Portugal de basquetebol feminino, numa final que teve lugar no Pavilhão Multiusos de Paredes. Depois de terem perdido a final no ano passado, para o Quinta dos Lombos, as encarnadas reconquistam o troféu, somando a quarta vitória na prova nas últimas seis temporadas, nas quais chegou sempre à finalíssima.
Depois de o equilíbrio no marcador ter durado toda a primeira parte — ao intervalo registava-se empate a 32 —, o terceiro quarto foi largamente favorável ao Benfica (24-12), que aí embalou para a vitória.
Na equipa de Eugénio Rodrigues brilharam Schaquilla Nunn, assinando duplo-duplo com 25 pontos e 12 ressaltos, e Maria Bettencourt, com 16 pontos anotados. No conjunto do Barreiro, Maicana Umabano assinou 20 pontos ao longo do encontro.
DECLARAÇÕES
Eugénio Rodrigues (treinador do Benfica): "Apetecia-me dizer tanta coisa, e não... Acho que não foram inventadas palavras para poder descrever o que é ganhar pelo Benfica e o que é conquistar troféus pelo Benfica. Sobretudo, sentimento de missão cumprida. Trabalhámos muito para aqui chegar, trabalhámos muito para reconquistar esta Taça. As outras duas que tínhamos perdido tinham sido no Norte, e o Norte também faz parte da nação benfiquista, e era importante reconquistarmos a Taça onde a perdemos.
Um sentimento de muito orgulho nestas mulheres. Tivemos uma 1.ª parte muito equilibrada, com alguns pequenos erros aqui e ali, que o adversário foi explorando. Quando, na 2.ª parte, depois de virmos do balneário, acertámos melhor a estratégia defensiva, sobretudo com as trocas, conseguimos condicionar muito o ataque do GDESSA e, com alguma consistência no ataque, melhorámos a nossa eficácia, que tínhamos abaixo dos 20%, não obstante o adversário ter ido a zona. Abrimos aí um espaço de mais de 10 pontos, e, numa final com equipas tão equilibradas, quando se abre um gap de dois dígitos, já é difícil ir atrás. Basicamente, foi isso. Acertar nos detalhes e ter o equilíbrio emocional para picar e castigar no ataque."


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