Com um resultado agregado de 5-1 ante o SC Braga nas meias-finais, o Benfica selou a passagem para a final da Taça de Portugal.
Após vencer a 1.ª mão por 0-1, o Benfica voltou a levar a melhor sobre o SC Braga, por 4-1, e garantiu a presença na final da Taça de Portugal. A partida da 2.ª mão das meias-finais da prova-rainha realizou-se nesta quarta-feira, 18 de março, no Benfica Campus.
Encarando o desafio "com o máximo de seriedade" – ideia transmitida na antevisão do confronto –, Ivan Baptista escalou um onze inicial composto por Lena Pauels, Marit Lund, Nycole Raysla, Caroline Møller, Lúcia Alves, Carole Costa, Diana Silva, Catarina Amado, Pauleta, Diana Gomes e Anna Gasper.
No primeiro remate da contenda, concretizou-se o 0-1. Logo no 3.º minuto, ainda no círculo do meio-campo, Malu Schmidt encheu o pé e executou um impressionante chapéu a Lena Pauels, empatando a eliminatória (1-1).
Apesar da contrariedade madrugadora, as águias reagiram bem. Aos 6', na área, Nycole Raysla disparou à malha lateral, e, aos 9', num canto, Maria Miller cortou um desvio de Caroline Møller em cima da linha.
Embora as encarnadas dominassem, as bracarenses conseguiram ripostar numa transição. No minuto 12, Malu Schmidt fugiu pela esquerda e, já na área, a meias com Carole Costa, atirou ligeiramente ao lado.
Continuando a pressionar em busca da reviravolta, Diana Silva fez um cruzamento/remate de fora da área para defesa de Patrícia Morais (13'), Nycole Raysla viu a sua tentativa prometedora na área ser bloqueada por Inês Maia (16'), e Catarina Amado, à direita da área, rematou a rasar o poste direito (22').
Após tamanha insistência, o golo surgiu, com justiça, à passagem do minuto 26. À direita, Lúcia Alves encontrou Anna Gasper na área, a qual picou para o centro, onde Nycole Raysla, de costas para a baliza e sob pressão, conseguiu controlar, rodar e finalizar de forma colocada (1-1). As Inspiradoras recolocavam-se em vantagem nas meias-finais.
Na resposta, volvidos 3 minutos (29'), Malu Schmidt apareceu na quina da pequena área, mas errou o alvo.
De seguida, o duelo afastou-se das balizas, e, até ao descanso, só Lúcia Alves é que tornou a criar perigo, já no tempo de compensação (45'+4'), com um tiro potente e cruzado para defesa apertada de Patrícia Morais.
Com uma entrada a todo o gás na etapa complementar, as comandadas de Ivan Baptista sentenciaram a passagem para a final da prova-rainha. Aos 49', num canto à esquerda, Marit Lund colocou na área, a defesa visitante bloqueou um disparo de Caroline Møller, e a bola sobrou para Diana Silva, que, de posição privilegiada, completou a cambalhota no marcador (2-1).
Na sequência de mais duas ameaças – remate de Diana Silva na pequena área intercetado por Inês Maia (59'), e tentativa longínqua de Pauleta por cima da trave (60') –, as benfiquistas apontaram um par de tentos de rajada.
No 61.º minuto, lançada à direita por Lúcia Alves, Diana Silva cruzou para o coração da área, onde Caroline Møller cabeceou em força ao canto inferior esquerdo para o 3-1.
Já depois de Lúcia Alves também ter tentado a sua sorte do meio-campo – Patrícia Morais segurou a dois tempos (63') –, Catarina Amado tabelou com a camisola 13 à direita, entrou na área e, de ângulo reduzido, fez a bola sobrevoar a guarda-redes e aninhar-se no fundo das redes. Grande execução a fixar o resultado final em 4-1, aos 67'.
Com o vencedor da eliminatória praticamente definido, o ritmo de jogo diminuiu, mas o Glorioso ainda ficou perto de dilatar o desnível, nomeadamente aos 80', quando Anna Gasper correspondeu a um cruzamento de Nycole Raysla vindo da esquerda com um desvio para a barra.
Para além deste lance, Lúcia Alves (85') e Ana Clara Oliveira (90'+2'), sob forte pressão adversária, remataram para intervenções de Patrícia Morais, e, do lado minhoto, Cris Vieira finalizou ao lado (90'+2'), e Maria Alagoa, de longe, testou a atenção de Lena Pauels, que amarrou o esférico (90'+5').
Com o bilhete para o Jamor assegurado – onde vai encontrar o FC Porto –, o Benfica volta a entrar em ação já às 11h00 de domingo, 22 de março, na Madeira, visitando o Estádio da Imaculada Conceição, casa do Marítimo, num encontro da 14.ª jornada da Liga BPI.
DECLARAÇÕES
Ivan Baptista (treinador do Benfica): "Fica o caráter. Não é fácil, depois de termos feito 90 minutos em Braga, trazermos uma vantagem que era uma vantagem importante, mas que era muito marginal. Sofremos um golo aqui – da forma como foi – logo no 1.º minuto. O caráter que a equipa demonstrou foi o que nos valeu. Foi uma equipa que dominou o jogo de início a fim. Ficou 4-1, teria ficado um resultado bem mais dilatado. Também não espelha aquilo que é a qualidade do nosso adversário: é uma equipa positiva, que gosta de jogar bem futebol. Hoje o Benfica foi simplesmente melhor. Foi melhor e tem sido melhor em toda esta prova. Foi o primeiro jogo em casa que fizemos na Taça de Portugal. Precisamente o último jogo antes de conseguirmos chegar à final. Isso demonstra muito aquilo que foram as dificuldades que fomos encontrando nesta prova. Assumimos naturalmente o favoritismo, assumimos naturalmente que tínhamos de dominar este jogo, embora tivéssemos essa vantagem e essa margem muito pequena no início do jogo. Fica o caráter de uma equipa vencedora, que quer muito conquistar esta prova e demonstrou hoje, mais uma vez, a qualidade que tem. Vamos agora novamente focar naquilo que é o principal objetivo da época: o Campeonato."
SL Benfica
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