sexta-feira, 7 de agosto de 2026

EXIBIÇÃO CONVINCENTE



Com uma goleada aplicada ao Hearts na Luz (6-1), o Benfica deu um passo importante para alcançar o play-off de acesso da Liga Europa.
O Benfica venceu o Hearts no Estádio da Luz, por 6-1, nesta quinta-feira, 6 de agosto, em jogo da 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa. Com uma exibição dominante e personalizada, a equipa de Marco Silva goleou de forma clara a formação escocesa e deixou a passagem ao play-off de acesso à Liga Europa muito bem encaminhada.
Em relação à receção ao St. Gallen, na 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, Marco Silva promoveu 3 alterações no onze inicial das águias: Samuel Soares, Tomás Araújo e Prestianni renderam Trubin, António Silva (entretanto transferido para o Bournemouth) e Kamiński, respetivamente. Assim, o Benfica alinhou com Samuel Soares, Bah, Tomás Araújo, Lenglet, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Sudakov, Rafa, Prestianni e Pavlidis.




O Benfica assumiu desde cedo o controlo da partida, entrou pressionante e criou a primeira grande oportunidade logo aos 2'. Após uma recuperação alta de Sudakov, Prestianni recebeu à entrada da área, descaído sobre a esquerda, e obrigou Reus a uma defesa apertada. No minuto seguinte, o Benfica inaugurou o marcador. Bah progrediu pela direita, Barreiro assistiu junto à linha de fundo, com um passe atrasado, e Rafa surgiu na zona central para finalizar de primeira e fazer o 1-0 (3').
Numa Catedral ao rubro – 60 776 espectadores marcaram presença –, a equipa encarnada manteve a iniciativa e o pé no acelerador, voltando a ameaçar aos 5'. Na sequência de um corte incompleto da defesa escocesa, Barreiro apareceu na área contrária, à direita, e rematou cruzado. Reus voltou a impedir o golo.
Aos 11', Prestianni criou mais uma situação de alerta, ao receber um excelente passe longo de Tomás Araújo e rematar para mais uma intervenção apertada do guarda-redes do Hearts.
O Benfica forçava e voltou a criar uma ocasião clara aos 22': Lenglet surgiu em zona adiantada e colocou a bola na área, onde Barreiro cabeceou para nova defesa exigente do keeper dos britânicos, que cedeu canto. Na sequência desse lance, aos 23', Sudakov cobrou a bola parada e Tomás Araújo saltou mais alto do que os adversários para cabecear para o fundo das redes e ampliar a vantagem: 2-0!
Confiantes, as águias insistiam na carga sobre o Hearts e, aos 26', Prestianni cruzou de trivela para o segundo poste, onde Barreiro, em esforço, atirou à malha lateral.
Aos 30', Tomás Araújo surgiu, de novo, em destaque na área contrária, mas o cabeceamento, após novo cruzamento de Sudakov num pontapé de canto, saiu ao lado. À meia hora de jogo, as estatísticas refletiam a superioridade do Glorioso, com 9 remates contra 1 do Hearts, 6 enquadrados e 70 por cento de posse de bola.




O Hearts criou o seu lance mais perigoso da 1.ª parte aos 34', quando, na sequência de um livre, Spittal cruzou para o segundo poste, aparecendo Mendy a cabecear à barra, antes de Pavlidis afastar o perigo da área benfiquista.
Aos 41', Prestianni caiu tocado por Mendy no interior da área escocesa e o castigo máximo foi prontamente assinalado. Na conversão da grande penalidade, Pavlidis rematou para o centro da baliza, fixando o 3-0 (42').
Já em tempo de compensação, o Benfica colocou a bola no fundo das redes mais uma vez. Após defesa incompleta de Reus, Barreiro assistiu Pavlidis, que desviou para golo. No entanto, o lance foi anulado por fora de jogo do avançado grego, mantendo-se o 3-0 ao intervalo.
HOMENAGEM AOS CAMPEÕES, E MAIS TRÊS GOLOS CELEBRADOS
Durante o descanso, houve lugar a uma homenagem às equipas masculina e feminina de futsal do Benfica pelos títulos nacionais conquistados na temporada 2025/26. Os campeões receberam uma longa ovação dos milhares de adeptos presentes no Estádio da Luz.




No reatamento, o Hearts trouxe duas alterações, promovendo as entradas de McCart e de Renaud para os lugares de Milne e Mendy, enquanto o Benfica, sem alterações, manteve-se por cima e no controlo das operações.
Aos 54', Dahl isolou Pavlidis, que contornou Reus antes de ver McCart cortar sobre a linha de golo. O lance acabaria, no entanto, invalidado por fora de jogo, apesar de as repetições indicarem que a posição do avançado benfiquista era legal.
Depois de nova tentativa de Barreiro, travada pela defesa escocesa, o 4.º golo apareceu aos 59'. Prestianni recuperou a bola em zona adiantada, beneficiando da pressão alta dos comandados de Marco Silva, e, à entrada da área, colocou a bola junto ao poste com um remate em arco de pé direito, ampliando a vantagem (4-0).
O Hearts procurou responder em transição e, aos 63', Barrenechea protagonizou um corte decisivo sobre Kabore, impedindo que o avançado visitante surgisse isolado perante Samuel Soares.
À passagem do minuto 65, Marco Silva refrescou a equipa, lançando Jhon Durán, Richard Ríos e Schjelderup para os lugares de Pavlidis, Barrenechea e Sudakov. Dois minutos depois, Durán ficou perto de marcar, mas Reus evitou o golo.
De forma algo fortuita, a equipa escocesa reduziu: após uma boa combinação ofensiva, Guendouz assistiu Renaud, que, na grande área, descaído na direita, rematou cruzado para o 4-1 (72').
O Benfica não perdeu o controlo da partida e aumentou, em dose dupla, a diferença nos minutos finais. Aos 86', Schjelderup conduziu um rápido contra-ataque pela esquerda, tabelou com Jhon Durán e devolveu a bola ao avançado colombiano, que finalizou de primeira para o 5-1.
Já em período de compensação, Rafa acertou no poste após um passe de Schjelderup, mas, pouco depois, o árbitro assinalou nova grande penalidade. Após revisão das imagens, McEntee foi punido por usar a mão dentro da sua grande área. Schjelderup assumiu a cobrança da falta e estabeleceu o resultado final em 6-1, aos 90'+4'.




A exibição das águias, assim como os contornos da goleada, ficaram bem patentes nos números estatísticos finais, que confirmaram a superioridade benfiquista: 19 remates contra 7 do Hearts, 11 enquadrados e 67 por cento de posse de bola.
Será, assim, com uma vantagem de cinco golos e muito mais próximo do play-off de acesso à Liga Europa, que o Benfica segue para a 2.ª mão da eliminatória, a disputar-se em Edimburgo no dia 13 de agosto (quinta-feira), às 19h45.
Antes, os encarnados estreiam-se na Liga Betclic, com a receção ao Académico de Viseu, no domingo, 9 de agosto, às 20h30, no Estádio da Luz.
SL Benfica
NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Argentino sofreu a falta para o penálti de Pavlidis e marcou golaço, com a bola a viajar em arco. Barrenechea bem melhor e Schjelderup e Jhon Durán entraram para mostrar que, com eles, o Benfica pode subir ainda mais de rendimento




Prestianni (8)
Ei-lo de volta. E voltou em grande. Rápido, intenso e virtuoso, transformando jogadas sem aparente perigo e bolas complicadas para a defesa escocesa. Andou a maior parte do tempo na esquerda, mas, ao longo do tempo, foi trocando de posição com Rafa e Sudakov. Na esquerda, aos 11’, passou por Altena como quem passa por um velhinho e rematou, cruzado, para uma defesa apertada de Reus. Sacrificou-se aos 33', travando Miller junto à área, vendo o cartão amarelo. Pertinho do intervalo, na direita, recebeu de calcanhar a bola do ucraniano. O lance poderia ter sido, de imediato, muito perigoso, mas Mendy derrubou Prestianni e, no penálti, Pavlidis fez o 3-0. Quase em cima da hora de jogo, foi ao chão para recuperar a bola, levantando-se de imediato e rematando, em arco, para o golo. Aliás, para o golaço. Com a entrada de Schjelderup passou, em definitivo, para a direita. Aí, talvez por coincidir com a subida de rendimento do Hearts, foi menos influente. O Benfica cresceu com Prestianni e Prestianni está a crescer com o Benfica. Apareceu frente ao Hearts a lei Prestianni que ajudou a calar a bola a quem pensava que a águia de Marco Silva não teria capacidade para altos voos...
(6) Samuel Soares - Noite histórica para o jovem guarda-redes, pois tratou-se da estreia nas provas europeias, relegando Trubin para o banco. O futuro dirá se foi opção meramente circunstancial de Marco Silva ou se SS veio para ficar. De resto, nas últimas três épocas, números bem razoáveis na equipa principal: 0,45 golos por jogo. Começou por mostrar quão bom é o seu jogo com os pés, embora sempre sem qualquer oposição. Depois, perto da meia hora, dois lances antagónicos: muito bem a sair dos postes na sequência de um canto e a apanhar a bola a dois tempos (28’); mal a sair dos postes, não chegando à bola e permitindo que Mendy cabeceasse à barra. Sem hipótese no golo de Renaud, pois a bola entrou junto ao poste direito.




(6) Bah - Repetiu a abertura que esteve na base do primeiro golo, tal como fizera frente ao St. Gallen. Com os suíços foi Rafa a receber a bola de Bah e a oferecer o golo a Pavlidis; ontem, foi Barreiro a receber a bola do dinamarquês e a dar o golo a Rafa.
(7) Tomás Araújo - Capitão que é capitão é uma espécie de boss. Tomás Araújo começou por dar nas vistas em aberturas longas, teve depois um corte importante no lado direito da defesa e, aos 23’, subiu para, na sequência de um canto de Sudakov, fazer o 2-0 com uma cabeçada fulgurante. Teria ainda, à meia hora, nova tentativa de golo de cabeça, mas o desvio não teve o mesmo êxito.
(6) Lenglet - Um defesa é para defender, mas Lenglet, aos 22’, quis mais e, de muito longe, fez um passe teleguiado para Leandro Barreiro desviar, de cabeça, para grande defesa de Reus. Poderia ter sido mais forte na marcação a Renaud no remate para o 4-1.
(6) Dahl - Intenso a atacar e intenso a defender, teve apenas uma falha no primeiro tempo, quando deixou que Miller fugisse pela direita, obrigando Prestianni a fazer falta e a ver o amarelo.
(7) Barrenechea - Tinha quase um latifúndio vazio perto de si, pois o Hearts nunca colocou alguém a marcá-lo ou, no mínimo, a tentar complicar-lhe a gestão do meio-campo. Assim, sem oposição, passou o tempo a receber a bola e a passá-la. Muitas vezes com perigo. Bem, perto dos 60’, a aventurar-se na área adversária, tentando o passe para Barreiro. Muito bem ainda, pouco depois, a evitar que Cláudio Braga e Kaboré se isolassem, executando um corte precioso.
(7) Leandro Barreiro - A bola foi, obediente, do pé direito de Bah para o pé direito de Barreiro. Este, com visão periférica, reparou que Rafa estava sozinho na área. Colocou a bola, bem suave, no pé direito de Rafa. E este, claro, marcou: 1-0. Mais tarde, recebeu a bola longa de Lenglet e, de cabeça, obrigou Reus a uma defesa apertada.
(7) Rafa - Num dos primeiros toques na bola apontou o 1-0, recebendo a bola dos pés de Leandro Barreiro. Até ao intervalo, andou também pela esquerda e por zonas mais recuadas, usando sempre a sua velocidade de ponta. Andou mais escondido no início da segunda parte e, a caminho do final, ressurgiu. Teve o 6-1 nos pés, mas o remate, aos 90’, saiu ao poste esquerdo. Bem a tabelar com Schjelderup na jogada do penálti do 6-1 final.


(7) Sudakov - Mais leve, mais fresco, mais rápido e também mais envolvido em tarefas defensivas: mais, mais, mais, mais. Começou por dar nas vistas ao minuto 5 numa abertura excelente para o remate perigoso de Barreiro. Era o tiro de partida para o melhor primeiro tempo com a camisola do Benfica. Andou pelo meio e, por vezes, pelo lado esquerdo e teve o segundo grande momento quando foi ao lado direito marcar o pontapé de canto que permitiu a Tomás Araújo o desvio para o 2-0. Por fim, a terminar a etapa inicial, o ponto mais alto: calcanhar brilhante, bem de costas para a baliza, na direção de Prestianni. Mendy derrubou o argentino: penálti. Que Pavlidis transformou no 3-0.
(6) Pavlidis - Fechou julho com quatro golos ao St. Gallen e entrou em agosto a marcar. Fê-lo irrepreensivelmente de penálti, mandando a bola para o meio da baliza: 3-0 aos 42’. Reentrou muito bem na segunda parte, desviando para a baliza deserta o que seria o 4-0, mas Findlay apareceu a tempo de evitar o golo.
(7) Jhon Durán - Entrou para o lugar de Pavlidis e rematou logo, forte e de pé esquerdo, à entrada da área, para uma defesa de Reus. Logo de seguida, talvez de forma surpreendente, foi importante em tarefas defensivas. Muito bem, aos 83', a combinar com Rafa. Ficou com a baliza à mercê, mas, desta vez, o remate saiu para as nuvens. Quase a fechar o jogo, lançou Schjelderup na esquerda, ficou a pedir o passe do norueguês e, quando este surgiu, rematou, fulgurante, de pé esquerdo, para a manita do Benfica. Menos de meia hora em campo, mas a mostrar que é uma belíssima contratação.
(6) Richard Ríos - Entrou bem para o lugar de Barrenechea. Não teve o mesmo espaço para jogar que teve o argentino, mas mostrou poder físico nos duelos a meio-campo e até junto à linha de fundo defensiva. Bem, perto do fim, a combinar com Prestianni e a ir à linha de fundo com um cruzamento perigoso.
(7) Schjelderup - Entrou aos 65’ e andava quase escondido quando, aos 87’, recebeu um passe açucarado de Jhon Durán. Correu, correu, correu e atrasou a bola para o remate fatal do colombiano. O lance tornou Schjelderup num diabo. Pouco depois, de trivela, isolou Rafa, que rematou ao poste. Sacou o penálti que, aos 90+4', transformou no 6-1 final. Meia horinha em campo e a mostrar que continua igual ao Schjelderup da segunda metade da época, quer no Benfica, quer na Noruega.
(-) Manu - Entrou para o lugar de Lenglet e não teve muito trabalho, quase se limitando a ocupar os espaços de maneira eficaz.
(-) Kaminski - Com tanto craque em campo, não teve tempo para mostrar o que vale.
In a Bola

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