sexta-feira, 3 de junho de 2022

JORNALEIROS FOCADOS NO HORTA / SALVADOR, ATÉ RIMA...


 

TEIA DE INTERESSES E INFLUÊNCIAS: A PROMISCUIDADE ENTRE A POLÍTICA E O FC PORTO

 


"A ligação entre o futebol e a política foi um tema que deu (e muito) que falar antes das eleições do Benfica, em outubro 2020, quando os nomes de Fernando Medina, na altura presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e António Costa, primeiro-ministro, surgiram na Comissão de Honra de Luís Filipe Vieira. O assunto parece, no entanto, não suscitar sentimentos de indignação quando os políticos vestem a camisola azul e branca, como é o caso do recém-eleito presidente do Partido Social Democrata, Luís Montenegro.
O ex-líder parlamentar, para além fervoroso adepto portista, é também elemento efetivo do Conselho Superior FC Porto, e não houve vivalma na comunicação social que, agora, pusesse em causa a rigorosa equidistância que se impõe a quem exerce cargos políticos e altos cargos públicos.
A promiscuidade entre o poder político e dirigentes portistas é evidente, e temos assistidos, impávidos e excessivamente serenos, a comportamentos antiéticos e sucessivos casos de absurdo favorecimento ao FC Porto. Uma rede de interesses sem paralelo em Portugal. Importa, por isso, olhar com atenção para alguns nomes da vasta lista de membros do Conselho Superior do FC Porto e refletir sobre a gravidade de se misturar a gestão de cargos públicos com os interesses de um clube.
• Rui Moreira - Distinguido pelo Futebol Clube do Porto como Sócio do ano em 2010, o presidente da Câmara Municipal do Porto justificou a entrega da Medalha de Ouro da cidade a Pinto da Costa, o mais alto galardão do município, como um ato de justiça. Na verdade, a justiça tem falhado nos casos que envolvem o presidente portista...
O Edil da Invicta e membro do Conselho Superior do FC Porto foi, durante algum tempo, apontado como possível sucessor de Pinto da Costa. Não obstante recentemente ter confessado que, dada a sua idade, 65 anos, já seria tarde para cumprir o sonho de ascender à liderança do clube, Rui Moreira serve afincada e apaixonadamente o FC Porto. Está encarregue da concretização da Academia do FC Porto, um sonho do seu presidente, e é de conhecimento público (o que torna tudo ainda mais vergonhoso) que já reuniu com colegas autarcas para discutir assuntos relacionados com a construção da ambicionada academia. Será, certamente, um projeto idêntico ao do Centro de Estágios do Olival, pago por todos nós. A gravidade de toda esta situação em que se misturam a gestão de cargos públicos com os interesses de um clube, e em que o papel do presidente da Câmara do Porto já não se percebe onde começa e acaba e se confunde com o de futuro presidente do Conselho Superior do FCP e eventual sucessor de Pinto da Costa, devia deixar de sobreaviso e em alerta todas as autoridades competentes.
• Bragança Fernandes - Passou de vice para Presidente da CM da Maia em 2002, tendo lá ficado até 2017. Desempenhou vários cargos no FC Porto.
Analisando o concelho vizinho, Vila Nova de Gaia, os episódios grotescos também não param de brotar:
• Eduardo Vítor Rodrigues – Eleito em 2013 como Presidente da Câmara de Gaia, sucedendo a Luís Filipe Menezes, que estava no cargo há 16 anos. Nesse período ofereceu o Centro de Estágios do Olival ao FC Porto, num dos negócios mais escabrosos e que mais lesaram o erário público. Expoente máximo da afetação de recursos públicos em benefício de um clube de futebol, a fundação Porto-Gaia, criada em 1999 para construir e gerir o centro de estágios do FC Porto, obteve uma das piores avaliações no censo efetuado pelo Governo em 2012. 84,4% das suas receitas provêm de dinheiros públicos. Já em 2004, um relatório da Inspeção-Geral de Finanças, com base numa fiscalização à Câmara de Gaia, concluiu que a autarquia pagou a totalidade dos custos do centro de treinos: 16 milhões de euros. O FC Porto assegurou o direito de superfície dos terrenos por 50 anos e apenas paga uma renda mensal de 500 euros pelo centro de estágio. Para que os portistas conseguissem ressarcir todo o investimento da autarquia tinham de estar no centro de treinos durante... 2666 anos. Sim, dois mil seiscentos e sessenta e seis anos! - mas o contrato é de apenas 50 anos. Ou seja, 300 mil euros de renda, no total.
Como se não bastasse, a CM de Gaia, pela mão do seu presidente, Eduardo Vítor Rodrigues, cedeu também à equipa B de futebol do FC Porto, em regime de exclusividade, a utilização do Estádio Jorge Sampaio, em Pedroso, mediante o pagamento de uma renda simbólica e manutenção do relvado. E as regalias não ficaram por aí, a secção de andebol tem o uso regular do Pavilhão Municipal da Lavandeira sem pagar quaisquer contrapartidas financeiras. É caso para dizer: amigos, amigos, negócios em toda a parte!
Será que estas benesses ao FC Porto seriam aprovadas se fossem referendadas diretamente pelos munícipes de Gaia? Lembramos que a CM de Gaia é uma das mais endividadas do país. Porque será?
• Nuno Cardoso - Presidente da CM do Porto pelo PS entre 1999 e 2002, sucedendo na altura a Fernando Gomes que é, atualmente, vice-presidente do FC Porto para a área financeira. Este foi o responsável pela dimensão assumida pelo Plano de Pormenor das Antas (PPA), o qual levava a cabo uma intervenção urbana que o próprio considerou «só ter paralelo com o que aconteceu nos anos 50, quando foi desenhada a Avenida dos Aliados». Ora, na sequência deste processo, Nuno Cardoso terá lesado deliberadamente a autarquia em favorecimento do FC Porto, tendo o Ministério Público concluído que os cofres municipais foram prejudicados em 2,5 milhões de euros. Mais: na altura, ao mesmo tempo que exercia funções autárquicas, Nuno Cardoso detinha um cargo no Conselho Consultivo da SAD portista. Em 2000 havia sido distinguido como sócio do ano, nos Dragões de Ouro. Tendo em conta os factos e circunstâncias acima expostas, teria sido descabido acusar Nuno Cardoso de conduta dolosa relacionada com a permuta de terrenos entre a autarquia e o FC Porto, no âmbito do PPA?
• Luís Montenegro – Acaba de ser eleito líder do Partido Social Democrata, vencendo por maioria em todas as concelhias do distrito do Porto, com exceção de Baião e Felgueiras. A sua alegada pertença à mesma loja maçónica do ex-diretor dos serviços de informação Jorge Silva Carvalho - na anterior campanha interna negou alguma vez ter pertencido à maçonaria - e as faltas parlamentares para assistir a jogos do FC Porto, clube do qual é adepto e membro efetivo do Conselho Superior, foram algumas das polémicas que viveu na Assembleia da República. Em Junho de 2019, foi constituído arguido - a par dos então deputados Hugo Soares e Luís Campos Ferreira - por alegado recebimento indevido de vantagem no caso das viagens do Euro 2016, tendo negado então a prática de qualquer crime e garantido que as viagens foram pagas a expensas próprias, num processo entretanto arquivado. Boa carta de apresentação para quem se acaba de assumir como candidato a primeiro-ministro, em 2026.
• Tiago Barbosa Ribeiro - Entre 2018 e 2020 exerceu o cargo de Presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia do PS Porto. Desde cedo tem um registo sujo, destacando-se a suspeita dos crimes de falsificação de documentos no preenchimento de fichas de filiação no partido na concelhia de Coimbra. Fez um acordo para que o caso não prosseguisse para julgamento: assunção de culpa. Mas Tiago Barbosa Ribeiro ganhou mediatismo após se ter descoberto que fazia parte de uma rede montada pelo FC Porto para atacar o SL Benfica, no sórdido caso dos emails. Personagem bastante próxima de Pedro Bragança, coautor de 'Os Truques da Imprensa Portuguesa' e autor do 'Baluarte Dragão' - os diáconos Remédios da vida são sempre homens de públicas virtudes e vícios privados, não é? Nos dias que não denunciava os truques da imprensa portuguesa, o Pedro fazia truques na imprensa portuguesa. Um craque em técnicas pidescas da manipulação de massas. Tiago Barbosa Ribeiro poderá, decerto, aspirar a altos voos com amigos destes.
• Emídio Mendes – ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), foi parte fundamental na entrega ao FC Porto do Complexo da Piscina da Campanhã onde o FC Porto passou a albergar a natação, o pugilismo e o desporto adaptado, em novembro de 2015. Mais uma bela negociata. Tudo embrulhado com um lacinho pelo presidente da CM Porto, Rui Moreira. O dinheiro para a reabilitação, cerca de 2 milhões de euros, foi aprovado pela organização presidida por Emídio Gomes. O préstimo foi tão grande que no mandato seguinte Pinto da Costa agraciou Emídio com o cargo de vice-presidente do FC Porto. E 4 anos depois convidou Rui Moreira para o seu Conselho Superior. Favor com favor se paga...
Tudo o que aqui relatamos pode ser facilmente comprovado. Os municípios do Porto, Gaia, Maia, Gondomar e a CCDR-N estão, há muitos anos, despudoradamente ao serviço do FC Porto, mas também as câmaras de Chaves, Póvoa do Varzim, Matosinhos e Gondomar se curvam e beijam a mão que ostenta o anel papal, prestando-lhe obsequiosa vassalagem. E disso falamos no último ponto que trazemos à colação: o escabroso esquema de financiamento encapotado com dinheiros públicos e fundos comunitários ao Porto Canal.
• PortoCanalGate – Em 2018, através de uma investigação do Jornal i, ficámos a saber que o Porto Canal, que se dedicou durante dois anos a expor e-mails roubados ao SL Benfica, continua a ser financiado por câmaras municipais da região Norte. Contas somadas, foram mais de 402 mil euros que entraram no canal do FC Porto através um conjunto de duas dezenas de contratos comerciais assinados no período de 2014 a 2018 entre aquele operador televisivo – detido pela Avenida dos Aliados S.A., empresa controlada de forma direta (82,4%) pela Futebol Clube do Porto SAD, através da FCP Media – e diversas entidades, entre as quais as autarquias das Terras de Santa Maria, Chaves, Póvoa do Varzim, Matosinhos, Porto, Gondomar e Braga. Mas as sem-vergonhices não ficam por aqui. Ao tomar conhecimento desse esquema de financiamento encapotado, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) encarregou o diretor do Departamento Jurídico de interpor um procedimento cautelar ao operador televisivo, que já era reincidente. Porém, terminou tudo quatro anos depois. O diretor jurídico da ERC, Rui Mouta, procrastinou e “engavetou” durante mais de quatro anos o procedimento oficioso, poupando assim o Porto Canal, na esfera do Futebol Clube do Porto, a sofrer coima máxima de 150 mil euros. O procedimento, que deveria ter culminado num processo de contraordenação, foi, entretanto, arquivado por “caducidade”. E ninguém se surpreendeu. Foi apenas mais um escândalo nacional com o FC Porto como denominador comum e a culpa a morrer solteira, como sempre.
A instrumentalização de autarquias e entidades do Norte do país em proteção do FC Porto é absolutamente incontestável. E perante as evidencias há um silêncio ensurdecedor no país.
Recorde-se quando Mário Centeno, então ministro das finanças, foi convidado a estar na tribuna com o filho num jogo do Estádio da Luz? Instalou-se um escândalo nacional. Passados poucos dias, o Ministério Público promovia a emissão de mandados de busca para o Terreiro do Paço. O caso, como é lógico, foi rapidamente arquivado. Poucos meses depois, Rui Moreira apareceu em plena tribuna do Estádio do Dragão. Lembram-se o que aconteceu? Rigorosamente nada. A situação foi encarada com total normalidade. Também não foram levantadas quaisquer suspeitas em relação ao antigo Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, presença assídua na Tribuna do Dragão, que por mera coincidência é filho do ex-presidente da AG do FC Porto, o juiz jubilado José Manuel Matos Fernandes, que, em 2009, como testemunha de defesa de Pinto da Costa no julgamento do Envelope, no âmbito do processo Apito Dourado, enalteceu no tribunal "a seriedade" do dirigente e afirmou nunca lhe ter constado qualquer tentativa de suborno na arbitragem. Repare-se na diferença de tratamento dado a um caso, o que envolve o SL Benfica, em comparação com os supracitados. Assim se expõe a hipocrisia de todos aqueles que se indignaram com a banal oferta de dois bilhetes para um jogo a um responsável político, mas que, perante a situação de desastre financeiro do FC Porto, demonstram que afinal vale tudo, desde financiamentos públicos avultados para o Porto Canal à oferta de terrenos, infraestruturas e gestão de projetos de construção, passando por uma lista para o Conselho Superior manifestamente incompatível com a necessária transparência e salvaguarda do interesse geral. É tempo de acabar, de uma vez por todas, com este sentimento de inimputabilidade.
Algumas figuras políticas envergonham-se e envergonham as funções que desempenham."

quinta-feira, 2 de junho de 2022

FC PORTO E CONSELHO DE ARBITRAGEM: UMA RELAÇÃO DE AMOR

 


"Há cerca de 2 anos ficámos a saber de uma investigação do Ministério Público ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Em causa estariam denúncias do árbitro (despromovido de forma fraudulenta) Jorge Ferreira, sobre crimes de corrupção e falsificação de documentos.
A RTP, por intermédio do jornalista Hélder Silva, entrevistou o visado árbitro que confirmou as pressões do Conselho de Arbitragem sobre os árbitros para favorecerem determinados clubes, prática que, sem qualquer pudor, todos assistimos na época que findou. O mesmo jornalista contactou outros árbitros (incluindo internacionais) que, quando confrontados com a veracidade das informações de Jorge Ferreira, responderam «Não me pergunte isso, por favor».
As suspeitas que recaem sobre o Conselho de Arbitragem tornam-se ainda mais interessantes quando investigamos as ligações familiares dos seus membros.
O Presidente do Conselho de Arbitragem, Fontelas Gomes, é casado com a observadora Eliana Pinelo. Logo aqui existe uma clara incompatibilidade de funções. Um dos dois deveria ter-se demitido pois não podem ambos exercer ao mesmo tempo uma vez que os dois cargos são inconciliáveis. Fontelas Gomes esteve também envolvido numa transferência do filho ainda menor para o Sporting e, embora receba cerca de 10 mil euros por mês, os gastos que realiza são incompatíveis com o nível de vida que faz, assim como as despesas que suporta e que realiza.
O Vice-Presidente da Secção não profissional, Dr. Paulo Costa, tem como irmão o árbitro (C1) Rui Costa, que sendo irmão de quem é, não poderia também ele exercer funções. Mais um claro conflito de interesses. De acordo com o regulamento de arbitragem, um árbitro não pode pertencer aos quadros federativos se tiver um observador na família ou se tiver relações com familiares diretos. A título de exemplo, o árbitro Alfredo Braga - que tem um sobrinho observador - também não podia ter relações familiares com ele, mas o certo é que a situação, apesar de denunciada, permaneceu impune.
O referido Vice-Presidente, Dr. Paulo Costa, atuou e atua nas classificações C1 e C2. Ficou provado por acórdão proferido em 2017 pelo Conselho de Justiça que este atuava nas notas dos árbitros da C1. Correm rumores que ele dizia aos árbitros para "não favorecerem A ou B". Isto passou-se várias vezes e era reportado pelos árbitros e árbitros assistentes visados.
O Vogal de Secção Profissional, Bertino Miranda, decide as classificações dos assistentes. Sabemos que no passado falou pessoalmente a José Braga e a Tiago Rocha - árbitros que tinham todo o interesse em recorrer - para saber da disponibilidade de ambos atuarem como colaboradores na academia da arbitragem. Após o decurso do prazo de recurso, não mais foram contactados, evitando assim reclamações e alaridos públicos por uma eventual decisão contrária a sair do recurso que aqueles pretendiam interpor.
Álvaro Mesquita, árbitro auxiliar, chegou a ter 8/9 notas negativas em épocas passadas, contudo, acabou nas últimas jornadas com notas de "Muito Bom". Este fazia parte da equipa de Jorge Sousa. E quem era colega de equipa de Jorge Sousa? Bertino Miranda, que avalia os árbitros assistentes.
Ricardo Duarte, membro do Conselho de Arbitragem, está ligado a um grupo que atua próximo dos árbitros e árbitros assistentes, condicionando jogos e pressionando-os a comportamentos que implicam decisões contrárias ao regulamento de jogo.
Lucílio Baptista, Pedro Portugal e Albano Fialho, membros da Secção de Classificações, são os responsáveis pela alteração das notas introduzidas na plataforma informática. São eles quem têm o poder de alterar as notas a seu bel-prazer (podendo penalizar quem age corretamente) e protegem os interesses de quem atua, submetendo na plataforma online as notas que lhes são transmitidas conforme as diretrizes de Ricardo Duarte. Estes não dão acesso dos documentos aos árbitros. Qual a razão? Será para modificar as notas na plataforma sem que ninguém saiba? Volvidos meses, nenhum observador vai ver a nota que aparece na plataforma informática, até porque o que aparece no critério de descida é apenas a não classificação.
Vasco Santos, videoárbitro, é um elemento necessário para as respetivas informações. Este manteve a categoria de arbitro C1 e foi para VAR. Não conseguia passar sequer nas provas físicas, mas foi sempre classificado e avaliado por pessoas que, possivelmente, adulteravam os valores de classificação. Todos os árbitros são testemunhas deste facto. Querem provas? Na época 2017/18, durante as primeiras provas de aferição realizadas no Luso, o Sr. Vasco Santos passou sem cumprir os mínimos das provas físicas.
E não menos importante, nunca é demais relembrar que a Unilabs tem como Diretor Executivo de Operações Sérgio Gomes da Silva, filho de Fernando Gomes (presidente da Federação Portuguesa de Futebol), e tem como Chefe Executivo Luís Menezes, adepto fanático do FC Porto que não se coíbe de assumir isso publicamente. E quem é Luís Menezes? É “somente” filho de Luís Filipe Menezes.
A promiscuidade e os poderes instalados no atual Conselho de Arbitragem falam por si, e os resultados nas arbitragens são evidentes. Não acreditam? Vejamos:
Nas últimas 4 épocas, o FC Porto teve 47 penáltis a favor, o Sporting 44 e o SL Benfica 25. Diz a cartilha anti-Benfica que “nos anos do Tetra o Benfica era beneficiado pelos padres”. Mais uma mentira. E das grandes. Nas últimas 3 temporadas, o FC Porto teve 39 penáltis assinalados a seu favor. O SL Benfica, nas 4 temporadas do Tetra, teve 27. Fica clara e evidente a anormalidade estatística destes últimos 4 anos. Os números falam por si e são avassaladores. Com menos 34 jogos, o FC Porto conseguiu, mesmo assim, ter mais 12 penáltis que o Benfica nos anos do Tetra. Não existe competição em Portugal, é tudo uma autêntica farsa onde as mentiras disseminadas pela cartilha portista se tornam verdades absolutas.
O FC Porto foi, também, o líder incontestado – pelas piores razões - no ranking dos 5 primeiros classificados dos campeonatos dos 15 países com melhor ranking europeu de clubes da UEFA, com 11 expulsões a favor. O Sporting e SL Benfica, juntos, não chegaram para igualar os números do FC Porto. Quanto ao tempo de jogo em superioridade numérica (incluindo minutos adicionais), o Sporting teve 108 minutos, o SL Benfica teve 178 e o FC Porto teve uns estonteantes 479 minutos, equivalentes a 5 jogos completos a jogar em superioridade numérica. Pior, em mais de metade desses jogos, o FC Porto ainda não se encontrava em vantagem no marcador quando ficou com mais um jogador em campo (2 a perder e 3 empatado). Sempre a bater recordes.
Ao longo dos últimos anos, o SL Benfica precisou de 849 minutos para que fosse assinalado um penálti a seu favor, o Sporting de 283 minutos e o FC Porto apenas de 238 minutos. O SL Benfica precisa, em média, de mais 611 minutos que o FC Porto para que lhe seja concedida uma grande penalidade. Não se trata de falta de ocasiões, quando ambos terminaram o campeonato com praticamente as mesmas oportunidades criadas. Trata-se, pura e simplesmente, de medo dos árbitros. Medo de ajuizarem a favor do SL Benfica, mesmo que justo. Medo de sofrerem represálias, verem os seus negócios vandalizados e as suas famílias ameaçadas de morte. Medo de beneficiarem o SL Benfica e irem para a verdadeira jarra, não aquela que premeia o Artur Soares Dias e outros tais com viagens ao estrangeiro, a ganharem fortunas.
As evidências são irrefutáveis e a ligação obscena entre o Conselho de Arbitragem e o FC Porto é inegável. Os números não enganam, porém insistem em fazer de nós parvos.
Não há quaisquer dúvidas de que Fontelas Gomes e o Conselho de Arbitragem estão numa missão: Destruir o SL Benfica e beneficiar o FC Porto e o Sporting com sucessivas entradas diretas na Liga dos Campeões. É tão descarado que só não vê quem não quer.
É tempo para uma reflexão profunda e abrangente sobre o papel da arbitragem em Portugal. É tempo de uma limpeza no futebol português. É tempo de reestruturar o Conselho de Arbitragem e as pessoas que o compõem. É imperioso que o VAR não se cristalize como mais um instrumento de subjetividade e potencial manipulação no futebol português. A próxima época não pode ter início sem que estejam reunidos os pressupostos fundamentais que garantam a verdade desportiva dentro das quatro linhas. Não podemos continuar neste clima de suspeita, obscuridade e promiscuidade. Chegou o momento de nos unirmos pelo bem do desporto nacional.
Chegou o momento de denunciarmos, sem medo, quem tanto mal tem feito ao desporto rei.

𝗔𝗯𝗮𝗶𝘅𝗼 𝗼 𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝗯𝗶𝘁𝗿𝗮𝗴𝗲𝗺!
𝗔𝗯𝗮𝗶𝘅𝗼 𝗼 𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝘀𝗰𝗶𝗽𝗹𝗶𝗻𝗮!
𝗔𝘀𝘀𝗶𝗻𝗲𝗺 𝗮 𝗣𝗲𝘁𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼

ALMOÇOS E JANTARES !!!



 

"O almoço entre Roger Schmidt e alguns jornalistas e comentadores tem feito correr muita tinta. Um dos que se mostrou mais ressabiado, provavelmente por não ter sido convidado, foi o José Manuel Freitas, que no auge da indignação chegou mesmo a dizer que jamais aceitaria um convite para almoçar com dirigentes ou treinadores.
Ora, sabemos que não é verdade, porque o agora comentador da CMTV almoçava todas as semanas com o Jorge Jesus no restaurante Coelho da Rocha. Talvez isso justifique os muitos elogios que lhe faz, alguns estapafúrdios, como ontem ter dito que o Fenerbahce será o maior desafio da carreira do treinador natural da Amadora.
O que não sabíamos, mas ficámos a saber, é que o José Manuel Freitas também anda em almoçaradas com o selecionador nacional. Será que foi uma «operação de charme» levada a cabo pela comunicação da FPF?
O Benfica que ofereça rapidamente um almoço ao homem. Levem-no ao Chimarrão e ele que coma tudo o que quiser para ver se a azia lhe passa."

AS MANCHETES DO DIA: UM PEDREIRO ENTERRADO E UM FAZEDOR DE OURO, DIZEM, O PUTEDO É SEMPRE A MESMA COISA...


 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

TUDO LÁ FORA, NADA CÁ DENTRO

 


"Este fim de semana, a secção de andebol do Benfica alcançou a mais heróica conquista da história da modalidade no nosso país. A nível nacional, no entanto, temos um campeonato que continua manchado por polémicas, como um ex-funcionário do Sporting que foi este mês pronunciado para julgamento no caso 'Cashball' devido a um esquema de corrupção para beneficiar o clube de Alvalade. Por razões obscuras, em diferentes modalidades, parece por vezes mais simples ganhar no estrangeiro do que em Portugal.

Até no futebol podemos testemunhar cenas verdadeiramente inusitadas. No escalão de juniores, por exemplo, onde o Benfica se sagrou campeão europeu, vimos alguns dirigentes do Sp. Braga a perderem no Seixal mas a festejarem à distância golos da equipa do FC Porto, que disputava o título nacional contra o Benfica. Mesmo nos seniores, a equipa que por cá bate recordes sucessivos foi incapaz de ultrapassar o Lyon nos oitavos-de-final da Liga Europa, após ser a única das três equipas portuguesas participantes a ficar pelo caminho na fase de grupos da Liga dos Campeões.
Estranhamente, a taxa de sucesso do FC porto parece bastante inferior quando disputa jogos dirigidos por árbitros estrangeiros. Mera coincidência ou não, as declarações de Frederico Varandas, presidente do Sporting, lembram-nos que o clima hostil e intimidatório que se vive no desporto nacional tem um claro responsável. O reino de Pinto da Costa envergonha-nos a todos e as declarações do novo Secretário de Estado sobre o assunto lembram, mais uma vez, a tolerância excessiva das autoridades para com quem procura conspurcar o desporto nacional há quarenta anos.
No final do emocionante jogo na Altice Arena, uma camisola de Quintana erguida aos céus lembrava aquilo que distingue o Sport Lisboa e Benfica dos restantes clubes nacionais. Enquanto outros consideram o achincalhamento e a baixeza moral uma espécie de ritual de iniciação, nós sabemos honrar os nossos adversários. Mas não é por sermos feitos de outra fibra que podemos abdicar da defesa intransigente do Benfica. Basta de abraços, homenagens e idolatria! Todos os benfiquistas vibraram ao ver o seu Presidente festejar apaixonadamente na bancada o triunfo europeu no andebol. Agora, queremos todos ver esse mesmo benfiquismo no combate àqueles que há quatro décadas não olham a meios para prejudicar o Benfica."

NOTAS...

 


"Não é este o propósito desta página desde que a criámos, mas não podemos deixar de assinalar o feito absolutamente notável que o nosso Andebol protagonizou ontem. O Benfica venceu a EHF contra um dos adversários mais fortes do Mundo neste momento. Para muitos mesmo, é considerada a melhor equipa Mundial de momento. Fomos a primeira equipa não-alemã a vencer a competição desde o Pick Szeged em 2014 e segunda desde 2003 quando ganhou o Barcelona! Para que se perceba bem o feito alcançado ontem. Parabéns a todos os jogadores, funcionários e dirigentes directamente envolvidos nesta conquista. São um orgulho para nós e ficarão para sempre na nossa história como os protagonistas do maior feito Europeu das nossas modalidades de Pavilhão (sem menosprezar todas as anteriores conquistas Europeias das outras secções mas esta foi sem dúvida a mais épica, pelas circunstâncias do jogo, e a mais improvável).

Os nossos Parabéns também à postura dos nossos adeptos durante todo o fim de semana e na altura da conquista da Taça. Um pavilhão onde só se cantou pelo Benfica e ainda se pôde homenagear um malogrado da modalidade que vestiu as cores do Calor da Noite. Este gesto enobreceu ainda mais a nossa vitória. Esta vitória é para ti também, Quintana! Sabemos o quanto irias vibrar por esta conquista também, e sabemos que o fizeste aí em cima! Somos, de facto, um clube muito diferente dos clubes da Aliança do Altis, um deles mais Organização Criminosa que propriamente clube desportivo. No pavilhão do Calor da Noite, tudo o que vemos são cânticos insultuosos e uma falta de formação e educação gritante da maior parte dos grunhos que o frequentam. “Antes puta que Benfiquista”, são algumas das camisolas a que já tivemos a infelicidade de ver nesse antro de crime, o que diz tudo sobre a forma de estar desta Associação Criminosa no desporto. Imaginamos o melão gigantesco daquela escumalha por ser o único inimigo deles a conquistar o maior feito da história do andebol Português, depois de anos de milhões acumulados de investimento na equipa de Andebol deles.

De forma oficial, o Calor da Noite não nos felicitou. Sinceramente, até preferimos que não o façam. Estamos a falar duma instituição mafiosa que se alimenta do anti-benfiquismo. Isso quer dizer que mesmo que pareça o contrário, essa escumalha tem sempre segundas e más intenções. Preferimos saudar e agradecer às dezenas (centenas?) de verdadeiros adeptos do desporto simpatizantes desse clube que não tiveram qualquer receio de dar os parabéns ao Benfica e enaltecer o grande feito conseguido pelo Benfica pelas redes sociais de uma forma geral.
Uma última palavra para a RTP. Que mudem definitivamente o nome para Radio Televisão do Putedo. Benfica numa final europeia sem precedentes em termos de importância para Portugal e o canal público a dar ginástica e um filme de pipocas. No Jornal da Tarde de hoje, passaram a notícia uma única vez e depois de 5 notícias de desporto, onde até incluíram os festejos da Champions do Real Madrid na Praça Cibeles! De facto, estes festejos são de um enorme interesse público para os Portugueses. No Telejornal agora da Noite, ZERO! Nem uma palavra. Estamos fartos de denunciar casos ao provedor da RTP, seja por causa do lagarto do atletismo que insulta o Português Pichardo, seja pela parcialidade dos comentários nos jogos de Basquetebol, seja por ter o fanático andrade Helder Marques de Sousa há anos a berrar pelo Calor da Noite, etc, etc, etc. Recebemos sempre um email automático a dizer que o último provedor terminou funções em Dezembro de 2020 e que o próximo será nomeado brevemente. A primeira vez que recebemos este email foi 5 minutos depois de uma queixa que fizemos em Fevereiro de 2021. A última foi de Março deste ano. Já percebemos que não adianta. A única preocupação e interesse público na definição desses fanáticos andrades que inundam a RTPorto é definido pelo Senhor Rui Cerqueira, que tantos anos andou lá dentro a disfarçar uma suposta isenção de serviço público. Está agora a nu o interesse de sempre do Senhor Rui Cerqueira. Daqui a uns anos, saltará da RTPorto mais um Rui Cerqueira desta vida para a Torre das Antas e tudo será normal. Ninguém faz nada porque é a Associação Criminosa a beneficiar do controlo da TV Pública. É repugnante!"

29 DE MAIO. BOLA NA MÃO E REMATE PARA A HISTÓRIA

 


"Já no dia anterior, 28 de maio, lá havíamos estado.
Em menor número. Menos ruidosos. Com o mesmo amor.
A vivenciar as meias finais de uma Competição Europeia.
Que muito poucos, ao início da época, e no contexto de uma modalidade que no nosso clube tem tido uma travessia no deserto no que a títulos diz respeito, se arriscariam a dizer que o Benfica ia disputar.
Ganhámos. Frente a um adversário poderoso.
Que disputou até ao fim os últimos campeonatos polacos frente a um dos atuais gigantes da Modalidade.
Ganhámos, até para nossa surpresa, com alguma tranquilidade.
Até que chegou o grande dia. Dia 29. Dia de Final.
Por todo o Altice Arena se sentia um ambiente de excitação e muita ansiedade.
Por quem está mais atento à modalidade e conhece o contexto, muito orgulho por ver o Benfica nestas andanças. E consciência que havia uma montanha muito alta para escalar. 18:00, inicia-se o jogo.
E com o tempo a passar, a excitação aumenta. E a ansiedade também.
O Benfica batia-se bem, contra os poderosos alemães, campeões do Mundo e quase certos campeões da Bundesliga, melhor liga do Mundo.
Ao intervalo, um pouco de descompressão. Mas pouca.
Plantel menos profundo. Menos habituado a jogos desta intensidade em dias consecutivos.
Receio de não conseguirmos aguentar o ritmo do adversário.
Recomeça o jogo.
À medida que o tempo avança, uns são tomados pela excitação. Outros são tomados pela ansiedade.
Chegávamos a 3 segundos do fim. E o Benfica perdia por um.
E um milagre aconteceu.
Aposto que enquanto aguardávamos pela confirmação desse milagre, muitos iam perdendo as forças. Assim como eu as perdi.
Assim como tantos vi ao meu lado em lágrimas.
Mas estávamos vivos.
E vem um prolongamento.
Quase todos os nossos jogadores de rastos. Muitos nas bancadas à beira do colapso nervoso.
Até que chega o momento.
A poucos segundos do fim.
Alexis Borges pega na bola e com a força de todos os Benfiquistas naquele pavilhão e por esse Mundo espalhados no seu braço direito, remata para o 40-38, o golo que selava a vitória.
O golo que nos permitiu abraçarmo-nos. Gritar que nem loucos. Chorar que nem crianças. Sentirmo-nos unos.
Dia 29 de Maio de 2022
Dia de vitória.
Dia de fazer das mais brilhantes páginas da Gloriosa História do Sport Lisboa e Benfica.
Dia de criar novos Ídolos. De criar novos Heróis.
Dia de mandar uma pedrada gigante no charco e dizer que o Desporto não é só Futebol.
De fazermos uma Festa incrível, para a qual todos deram o seu contributo, dentro e fora do campo, Benfiquistas e não Benfiquistas, Portugueses e Estrangeiros.
De mostrar que Desporto tem de ser sinal de respeito de todos por todos.
De demonstrar os valores do nosso Benfica homenageando o grande e malogrado Alfredo Quintana.
Foi dia de Amor. Amor ao nosso Benfica.
Em que andámos constantemente na corda bamba entre o abismo da derrota e a glória da vitória.
Parecido com isto? Não me lembro.
Talvez Leverkusen. Com a diferença de que aqui, parafraseando Toni, íamos do Céu ao Inferno e do Inferno ao Céu em poucos segundos, constantemente durante todo o jogo e prolongamento.
Perdoem-me a lamechice. Perdoem-me o romanticismo. Perdoem-me talvez até a falta de clarividência.
Creio que ainda não recuperei de dia 29 de Maio.
Mas sinto-me um sortudo.
Vivenciar esta História. Na minha modalidade. Rodeado da minha gente, a família Benfiquista. Que posso eu pedir mais?
Um abraço. De um Benfiquista feliz."

O FUTEBOL DA IMAGINAÇÃO

 


"Ao ler a nova biografia de Fernando Pessoa, escrita por Richard Zenith, deparamo-nos com um daqueles livros que, segundo Cavaleiro de Oliveira escreveu sobre os Lusíadas, tem apenas dois defeitos: é demasiado grande para se saber de cor e demasiado curto para ser infinito.

No dia 5 de julho de 1904, uma terça-feira, pontualmente às 14h30, teve início um importantíssimo jogo de futebol entre o Anchor Club e o Marine Football Club. Na verdade, se partirmos em busca destes dois desconhecidos adversários, que desenvolveram uma ferrenha rivalidade, encontraremos alguns homónimos, sobretudo em Inglaterra, na Austrália e nos Estados Unidos, mas tendo em conta as informações recebidas em relação ao encontro em causa, que teve lugar em Durban, na Província de Natal, não é possível adiantar muito mais pormenores. Sabe-se que o capitão e treinador do Anchor Club era um fulano chamado Nat Gould, que a constituição das equipas foi publicada num quadro, mas o cartão com o resultado final da partida perdeu-se pelo caminho. O estádio, esse, era bem mais pequeno do que os habituais campos de futebol, e situava-se no pequeno quarto de Fernando Pessoa, no bairro de Berea, uma das zonas nobres da Durban daquele tempo. Um papel, um par de dados e a suprema imaginação do maior génio da literatura portuguesa resolviam o resto. Fernando tinha 16 anos e adorava futebol e críquete. Ainda não tinha escrito Autopsicografia:
“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente”.
Mas fingia tudo o que podia, até jogos físicos para os quais a sua estrutura débil não estava preparada para disputar em pessoa. Inventou rivalidades e clubes, tanto num desporto como no outro: Cato Lodge Cricket Club, Dives County, Pennyghast, Anchor e Marine. Nathaniel Rattan Gould era um atleta multifacetado que não se contentava em ser capitão e treinador do Anchor como era, igualmente, o melhor jogador da equipa de cricket do clube. Ao ler a nova biografia de Fernando Pessoa, escrita por Richard Zenith, deparamo-nos com um daqueles livros que, segundo Cavaleiro de Oliveira escreveu sobre os Lusíadas, tem apenas dois defeitos: é demasiado grande para se saber de cor e demasiado curto para ser infinito. Tal e qual como a obra de Pessoa, aliás, embora esta esteja mais próxima do infinito."

SUCESSO ORGANIZACIONAL E DESPORTIVO DA EUROLIGA

 


"No início desta época desportiva (2021/22), a mais prestigiada competição europeia de clubes profissionais de basquetebol (Euroliga) era composta por 18 clubes em representação das mais importantes ligas nacionais de diferentes países do velho continente: Barcelona, Baskonia Vitoria e Real Madrid (Espanha), CSKA Moscovo, Unics Kazan e Zenit São Petersburgo (Rússia), Anadolu e Fenerbace Istambul (Turquia), Olympiacos Pireu e Panathinaikos Atenas (Grécia), Alba Berlim e Bayern Munique (Alemanha), Monaco e Asvel Villeurbanne (França), Maccabi Tel Aviv (Israel), Olimpia Milão (Itália), Zalgiris Kaunas (Lituânia) e Estrela Vermelha (Sérvia).
Decorridas diversas jornadas da fase regular da competição, o mundo foi surpreendido com a invasão da Ucrânia pelo exército russo (24.Fev.2022). A Euroliga tomou, de imediato, uma posição relativamente à presença das 3 equipas russas na competição. Quer dizer, a Euroliga analisou serenamente a situação tendo considerado inacreditável a invasão militar e cortou o mal pela raíz suspendendo não só os futuros confrontos com as equipas oriundas do país invasor, como também as deslocações das equipas dos outros países à Rússia. A Euroliga foi o primeiro organismo desportivo, independente da hierarquia federada europeia e internacional, a tomar uma posição contra a guerra desencadeada pela Rússia. Daqui em diante, a presença das equipas russas na competição não era sómente uma situação inaceitável, mas também uma situação insustentável para a sobrevivência da própria Euroliga. Esta decisão implicou a eliminação imediata das 3 equipas russas da competição, a anulação dos jogos efectuados, um acerto da calendarização dos encontros por disputar e naturalmente uma nova ordenação da classificação das 15 equipas que se mantiveram em prova. Se não se tivesse tomada esta decisão, a continuação do quadro competitivo da Euroliga com a participação das equipas russas ficaria comprometido atendendo a que as outras equipas se recusavam a jogar com elas.
Entretanto, a fase regular continuou o seu normal percurso competitivo, ao longo do período inicialmente previsto, com a realização dos encontros programados entre as 15 equipas. Concluída a fase regular com as equipas ordenadas numa classificação actualizada, a competição avançou para a fase seguinte com a disputa dos playoffs, à melhor de 5 jogos, entre os 8 clubes melhor posicionados. Classificação da fase regular:
1º Barcelona (21 vitórias e 7 derrotas),
2º Olympiacos (19-9),
3º Milão (19-9),
4º R.Madrid (18-10),
5º Maccabi (17-11),
6º Anadolu (16-12),
7º Monaco (15-13),
8º Bayern (14-14),
9º Baskonia (12-16),
10 º Alba Berlim (12-16),
11º Estrela Vermelha (12-16),
12º Fenebarhce (10-18),
13º Panathinaikos (9-19),
14º Villeurbanne (8-20) e
15º Zalgiris (8-20).

Apuramento para os Playoffs e Final Four
A manutenção do apuramento das equipas classificadas nos primeiros 8 lugares da fase regular para a fase seguinte (playoffs à melhor de 5 Jogos) foi importante porque se tratava da seleção das 4 melhores formações para a fase derradeira (Final Four).
Resultados dos Playoffs e Final Four (2021/22):
Quartos de final:
- Barcelona - Bayern (3-2) - (77-67) (75-90) (75-66) (52-59) (81-72);
- Real Madrid - Maccabi (3-0 - (84-74) (95-66) (87-76);
- Olympiacos - Monaco (3-2) - (71-54) (72-96) (87-83) (77-78) (94-88);
- Milão - Anadolu (1-3) – (48-64) (73-66) (65-77) (70-75).

Final Four Meias Finais (eliminátória directa)
- Barcelona – 83 Real Madrid – 86;
- Olympiacos – 74 Anadolu – 77

Disputa do 3º e 4º classificado:
- Barcelona - 84 Olympiacos - 74

Final da Euroliga
- Real Madrid - 57 Anadolu – 58

Campeão da Euroliga: Anadolu Istambul

CONSIDERAÇÕES:
QUADRO COMPETITIVO
Uma fase regular com a participação de 18 ou 20 clubes (a 2 voltas com 1 jogo fora/casa a meio da semana) obriga a que cada equipa efectue, no mínimo, mais 34 ou 38 jogos para além dos cerca de 40 que realiza nas competições nacionais. Se o objectivo principal da Euroliga é ter uma liga profissional na Europa, com a participação dos melhores clubes de basquetebol, tão exigente quanto possível como a NBA, não vejo outra alternativa que não seja manter e aperfeiçoar o actual modelo organizativo.

SUSTENTABILIDADE DA EUROLIGA
A sustentabilidade financeira da Euroliga depende essencialmente das receitas de bilheteira, dos contratos de transmissão televisiva das diferentes fases da competição e da rede de patrocinadores da própria Euroliga, assim como do financiamento dos clubes que nela participam. Para que isto seja exequível é necessário haver um quadro competitivo com 1 jogo semanal para todas as equipas, em Arenas com capacidade mínima para 10.000 espectadores, transmissões directas por diversas estações de televisão e importantes patrocinadores locais independentes dos já existentes com a Euroliga.

CAPACIDADE DAS ARENAS DE DESPORTOS
Se verificarmos a lotação existente das actuais instalações desportivas utilizadas pelos clubes nas competições da Euroliga, constatamos que algumas não dão resposta às exigências de curto prazo (10.000 lugares), para se alcançar as verbas previstas através das receitas de bilheteira. Se esta medida fôr aprovada equipas como o Barcelona, Monaco, Bayern e Villeurbanne terão que encontrar outras Arenas desportivas para a realização dos seus jogos. Mercedes-Benz Arena (14.500 espectadores) Berlim; Sinan Erdem Dome (16,000) Istambul; Salle Gaston Medecin (3.000) Monaco; Mediolanum Forum (12.700) Milão; Stark Arena (18.386) Belgrado; Palau Blaugrana (7.585) Barcelona; Audi Dome (6.700) Munique; Ulker Sports Arena (13.059) Istambul; Astroballe (5.556) Villeurbanne; Arena Menora Mivtachim (10.383) Tel Aviv; Estádio Paz Amizade (11.640) Pireu; OACA (18.989) Atenas; Wizink Center (15.000) Madrid; Arena Fernando Buesa (15.504) Vitoria; Arena Zalgiris (15.552) Kaunas.

SISTEMA DE APURAMENTO PARA OS PLAYOFFS
O apuramento das 8 primeiras classificadas da fase regular para a fase seguinte, disputada no sistema de playoffs à melhor de 5 encontros, é fundamental para a manutenção das melhores equipas em competição no percurso para a conquista do título europeu.

O ÊXITO DESPORTIVO DA EUROLIGA
Foi bem visível pelos adeptos do basquetebol, que tiveram a oportunidade de assistir aos jogos da fase dos playoffs, a intensidade e qualidade do basquetebol praticado pelas equipas que a disputaram. Por sua vez, a organização da “Final Four” da Euroliga efectuada na Stark Arena (cerca de 18.000 espectadores), na cidade de Belgrado (Sérvia), foi excelente, tendo correspondido inteiramente ao que se pretendia num evento desportivo desta natureza. Os encontros da competição, que envolveram as quatro melhores equipas saídas dos playoffs, decorreram num ambiente entusiasmante e de incerteza com a maioria dos encontros a serem decididos nos momentos finais.
A ausência das equipas russas em nada prejudicou este grande evento desportivo. Bem pelo contrário, só veio reforçar a unidade dos clubes profissionais dos restantes países do basquetebol europeu. Os atletas estrangeiros que na sua maioria alinhavam pelas equipas russas, quando confrontados com a situação de guerra na Ucrânia, abandonaram imediatamente o país em busca de novas paragens mais tranquilas. Entretanto, as participações a nível internacional das equipas e seleções russas foram suspensas pelas instituições que supervisionam o basquetebol a nível europeu e mundial.
Paz na Ucrânia"