terça-feira, 29 de setembro de 2026

BOLA AO CENTRO (T4)- Ep. 235: O FUTEBOL PORTUGUES ESTA PODRE! 🦅🔴

                 

DEVE O BENFICA TESTAR SCHJELDERUP NO CORREDOR DIREITO?

                   

MARCO SILVA CHAMA TRIO DA FORMAÇÃO! BENFICA ATENTO A GILBERTO MORA! BAYERN VAI TENTAR TOMÁS ARAÚJO!

                  

O QUE O CLÁSSICO NOS MOSTROU

 


Para que a credibilidade não seja colocada em causa, é imperioso que quem esteja a ver o jogo não tenha a sensação de estar perante um campo inclinado. Foi essa sensação que ficou no Dragão.

Os grandes jogos são aqueles que nos deveriam promover melhor no estrangeiro. Com o processo de centralização nas etapas finais, todos temos a noção de que estes eventos são muito importantes para elevar o nosso produto para outro patamar. Se estivermos atentos, o que se passou dentro e fora das quatro linhas dá-nos uma ideia muito clara da realidade do futebol profissional em Portugal.
FC Porto: preparação ao pormenor
N o relvado, a equipa de Farioli tem uma forma de jogar facilmente identificável. Processos simples, mas automatizados. Humildade para dar a iniciativa de jogo aos adversários. Capacidade de luta e de sofrimento. Nas bolas paradas, defensivas e ofensivas, é uma equipa muito forte. Junta a tudo isto uma enorme dose de agressividade. Neste contexto e nesta forma de jogar, o FC Porto é uma equipa muito competente. Tem ainda individualidades que, pela sua capacidade e qualidade, desbloqueiam adversários e seguram vitórias. À cabeça, encontram-se Diogo Costa e Froholdt.
A vertente mental também é muito bem trabalhada. Os jogadores do FC Porto estão preparados para jogar nos limites, para desestabilizar os adversários com palavras e disputas de bola. Aproveitam o ambiente do estádio para condicionar os adversários. Nem todos têm a capacidade de se adaptar a esta exigência, mas, quando se consegue criar este espírito, a probabilidade de sucesso aumenta. Este ADN é um dos pontos fortes do FC Porto.
Fora do relvado criam-se condições para os adeptos entrarem no jogo. A pressão que se coloca nos adversários é enorme e exige um grande autocontrolo, algo que faltou em alguns momentos ao Benfica. Percebemos que todos os pormenores contam quando olhamos para o banco do FC Porto. Está constantemente ativo. Nos momentos de maior tensão, há sempre um adjunto ou um diretor que assume a frente e acaba por absorver parte dessa pressão, deixando o treinador mais resguardado para intervir quando entende ser necessário. Em comparação, no Benfica vê-se precisamente o contrário: o desgaste fica para o treinador.
O FC Porto sabe criar o seu ambiente e utilizá-lo a seu favor. Faz parte da preparação do jogo e é uma das suas formas de competir. A responsabilidade de controlar esse ambiente, dentro das regras, não é do FC Porto. É de quem tem essa função. Se não o fizer, o FC Porto, naturalmente, aproveita.
Pode-se gostar ou não da forma como o FC Porto joga ou como cria adversidades para os adversários. A realidade é que o clube trabalha em conjunto. Existe uma grande organização e nenhum pormenor é descurado.
A experiência conta
Todos sabíamos que o jogo entre FC Porto e Benfica iria ser muito exigente a todos os níveis. A questão da arbitragem é sempre um tema muito polémico, mas fundamental. Por norma, costumamos dizer que os melhores devem estar nos melhores jogos. A definição de melhor não tem só a ver com a qualidade técnica do árbitro. A experiência deve ser um ponderador muito importante nestes encontros. Refiro isto porque os clássicos são muito exigentes e obrigam a que a equipa de arbitragem não se foque apenas na bola, mas em tudo o que se passa no relvado.
Não tenho dúvidas de que Miguel Nogueira ajuizou bem praticamente todos os lances que estiveram no seu raio de ação. A questão é que o jogo também se foi desenrolando no ângulo morto do árbitro e, nesse caso, a equipa de arbitragem tem de ter uma visão mais abrangente do que se passa no relvado. Se, por exemplo, Lenglet foi admoestado por ter tocado na cabeça de André Silva, porque motivo existiu um critério diferente para Alberto Costa ou Samu? Uma equipa de arbitragem mais experiente estaria mais alerta para este tipo de situações.
Pior, destes lances, não só Alberto Costa e Samu não foram admoestados, como Prestianni e Bah, as vítimas, levaram cartão amarelo. Sendo a agressividade nos duelos uma das características do jogo do FC Porto, o facto de não ter visto cartões amarelos deu-lhe a vantagem de os seus jogadores poderem jogar tranquilos e sem condicionamentos praticamente durante todo o jogo, algo que não aconteceu com o Benfica. Para que a credibilidade não seja colocada em causa, é imperioso que quem esteja a ver o jogo não tenha a sensação de estar perante um campo inclinado. Foi essa sensação que ficou no Dragão.
Rui Costa: a (não) reação
Depois de um jogo exigente, com dualidade de critérios, o presidente do Benfica tinha duas hipóteses: falar de uma forma dura ou não falar e ignorar o pedido do seu treinador. O primeiro erro foi ter falado com o símbolo do FC Porto atrás de si. É uma questão básica, um pormenor que demonstra precisamente o contrário daquilo que vemos no FC Porto: fora do relvado, o Benfica não esteve tão atento aos detalhes.
O segundo erro foi o discurso. Nestas ocasiões, os presidentes têm dois minutos para passar a sua mensagem, que deve ser clara e objetiva. Ora, Rui Costa começou por fazer uma análise ao jogo, que é mais o trabalho de um comentador ou treinador, apontou o dedo ao seu jogador, Lenglet, referindo que não deveria ter feito o que fez e, no fim, falou de dualidade de critérios sem tocar em exemplos.
Com esta mensagem, Rui Costa conseguiu transmitir o que queria? Claro que não. Um presidente tem também uma responsabilidade institucional: garantir respeito pelo clube, pelos seus adeptos e pelos seus funcionários.
No final do jogo, o FC Porto passou duas músicas de galinhas, o que demonstrou falta de respeito pelo adversário e pelos seus adeptos. Rui Costa não reagiu a este episódio quando o deveria ter feito e com firmeza. Deste caso saem duas conclusões: a primeira é que o respeito nunca pode faltar entre instituições e que, para que a centralização funcione, este é um pilar fundamental. A segunda é que as grandes instituições também se distinguem pela forma como sabem ganhar. Este tipo de comportamento não contribui para a valorização do produto que todos queremos promover.
A valorizar: Petit
Está a fazer um arranque de Liga muito bom. Santa Clara tem a segunda melhor defesa e o quinto melhor ataque.
A desvalorizar: Vasco Matos
Está a ter um início de época complicado. Ganhou um voto de confiança e uma segunda oportunidade para deixar a sua marca no Estoril.
Diogo Luís, in a Bola

A “Santa Aliança”: a recriação do “fantasma” que tudo justifica

 


"André Villas-Boas (AVB) afastou Pinto da Costa mas agora parece empenhado no espírito da sua recriação. Outra vez com a recuperação da narrativa do “contra tudo e contra todos”, talvez a única forma de se convencer a si próprio que não se verga para afirmar, internamente, a sua liderança…

1. .… Mas já vergou: AVB não seguiu o seu caminho, está a ser no pensamento uma cópia mal acabada de Pinto da Costa, não percebendo que os sequazes do ex-líder portista nunca lhe perdoarão. A “Santa Aliança” é apenas uma invenção para tentar manter unido um clube (fundamental para o futebol português) que se apresenta ainda muito dividido. As vitórias estão a dar-lhe alento para recuperar a ideia do bastião. Do ADN. Da perseguição territorial. Do discurso divisionista. E dos plantadores da ideia de que “o resto do País” não quer que o FC Porto ganhe. Não é verdade. São fantasmas. São imagens (antigas) agora utilizadas em forma de holograma. Realidades virtuais. Convenientes. Que têm o condão de atemorizar. Como, aliás, se viu agora no “clássico” com a recriação de um clima e de um ambiente emocionais tendentes a levar o adversário e a arbitragem para uma evidente zona de conforto. Entre méritos e alavancas sistémicas que tornam o futebol em Portugal uma actividade com “coisas muito estranhas”. Mas não apenas de um lado. De muitos lados. O futebol português tem de valer por aquilo que se joga, com base na qualidade do treino e da gestão. E não através de técnicas que não se importam com o lado marginal desta indústria e que ainda dominam o torrão pátrio.

2. No pós-clássico entre o FC Porto e o Benfica houve uma Gala. Glamour, muitos sorrisos, luzes, cumprimentos, abraços, reencontros, prémios e consagrações, palmadinhas nas costas, o ramalhete perfeito. Dois presidentes dos clubes dominantes: André Villas-Boas, presidente-campeão, e Frederico Varandas, questionado acima de tudo sobre o presente e o futuro de Rui Borges. O presidente do Benfica, ausente.

3. E, na plateia, José Fontelas Gomes, vice-presidente da FPF, ex-presidente do CA da FPF, entre Pedro Proença e Reinaldo Teixeira, presidente da Liga. Interessante. Nas declarações à imprensa, André Villas-Boas, vencedor do “clássico”. Nas Galas, somos de facto brilhantes (no sentido da emanação do brilho, mesmo que seja meio natural, meio artificial), mas no intervalo das Galas é que percebemos a realidade do futebol, tipo “Titanic”. Uns de boquilha, outros de salva-vidas. A realidade, extra-Gala, aponta-nos para uma guerrilha institucional, para cenas que não deveriam acontecer nos jogos entre oficiais do mesmo ofício, como ambientes difíceis pré-construídos, acentuada agora pelas declarações de André Villas-Boas (AVB), que relançou o tema da… “Santa Aliança”.

4. Santa Aliança?! Onde? Na segunda Circular ou na narrativa que André Villas-Boas percebe que tem de utilizar porque continua a ter o clube dividido, porque há uma ala que interpreta — apesar dos elogios cirúrgicos — a forma como AVB tratou Pinto da Costa nos seus últimos tempos de vida como uma “traição” irreparável? Villas-Boas apresentou-se como regenerador, como elo de ligação capaz de acabar de elevar o nível do discurso e para, ele próprio, recusar certas técnicas de antanho, sustentadas na promoção interna através da escolha do inimigo externo. E qual foi sempre o “inimigo externo”? Os clubes de Lisboa, a comunicação social de Lisboa e todos os movimentos que não dessem cobertura à dinâmica da vitimização contra o “centralismo”. André Villas-Boas utilizou, de início, um discurso elevado de agregação e, sobretudo, de crítica em relação à gestão de Pinto da Costa e prometeu não dar tréguas a todos aqueles que, dentro do clube, tivessem prejudicado o FC Porto. Onde está essa “limpeza” que prometeu? O grau de satisfação terminou quando o ex-líder da claque [F. Madureira] foi preso? E quem alimentou a estratégia anti-democrática e de abuso da qual AVB se confessou prejudicado e só teve consequências mais visíveis para o ex-líder da claque? Onde estão os resultados da sugerida conduta ética? Onde ficou a crítica de AVB a todos aqueles que deixaram o FC Porto na exaustão financeira e nas condutas paralelas anti-desportivas?

5. Esta asserção da “Santa Aliança”, que é um fantasma e uma asserção de um certo complexo de inferioridade que não tem adesão à realidade de um clube com expressão nacional e internacional, caiu logo pela base no local onde AVB a proferiu, porque se houve esse Santa Aliança Frederico Varandas e Rui Costa estariam alinhados no tema da centralização e estariam alinhados no posicionamento contra o actual presidente da FPF. E não estão.

6. Tivemos no Dragão duas ‘escolas’ de futebol e ganhou aquela que melhor preparou o jogo em termos emocionais, ao seu estilo e sem contemplações.
O FC Porto não é apenas uma equipa com bons executantes e com uma forma de expressar os seus talentos futebolísticos que o leva a gerar supremacias.
O FC Porto, nestas partidas mais quentes, sobretudo com os rivais, transporta o jogo para o patamar que mais lhe convém, porque tem uma história que se convencionou chamar o tal ADN à qual junta, hoje, com André Villas-Boas, a certeza de que é preciso criar um determinado ambiente a partir do qual — quando é necessário — os adversários se sintam desconfortáveis.
O FC Porto aguentou o ‘forcing’ inicial do Benfica, mas nesse embate foi criando as condições necessárias para emocionalmente o Benfica se sentir desconfortável. E o Benfica, com alguns jogadores sem experiência de “clássicos” em Portugal, caiu redondamente na esparrela.
Pôs a funcionar a máquina do seu próprio conforto e, repito, levou o jogo para onde queria, em relação ao rival e também em relação à arbitragem. O árbitro Miguel Nogueira até viu coisas que mais ninguém viu e não viu coisas que deveria ter visto (excesso de dureza).

7. Não me pareceu que Marco Silva, como muitos fazem após derrotas, quisesse tapar o sol com a peneira. Assumiu, aliás, os erros próprios, deixando, no entanto, uma mensagem muito clara, do tipo: eu vim de outra realidade, onde se joga futebol e onde o respeito pelo público e o respeito por oficiais do mesmo ofício e a noção de competir se sobrepõem ao jogo rasteiro e subterrâneo que continua a dominar o futebol em Portugal, em muitas latitudes.

8. O que Marco Silva quis dizer é que, para se sobreviver neste contexto de toxicidade que se cultiva há anos no futebol indígena, é preciso que os homens se transformem em monstros. Sem respeito por ninguém. E isto é dramático. São centenas de mensagens que me chegam a dizer: ‘já não gosto deste futebol que se respira em Portugal, ninguém faz nada para mudar, é sempre a mesma coisa’. E depois vem a lengalenga e as técnicas do costume, muito alavancadas nas redes sociais, em que nada é por acaso. Há muita coisa concertada. Existe uma obsessão de difamar todos aqueles que não dizem ámen a esse tipo de técnicas, gente da televisão — os chamados comentadores-adeptos que, nalguns casos, atiram mesmo o futebol para as profundezas do esgoto — e todos assistimos a este degradante espectáculo com uma permissividade total, sejam governantes, presidentes de câmaras, alegados ilustres cidadãos deste país, gente com ligações à comunicação social e “tutti quanti” de uma “fauna futebolística” sem uma centelha de vergonha e de nível, com preocupações até ao nível de uma certa paz social.
As regras têm de ser iguais para todos. Repito: para todos.

9. Tudo o que vemos sobre os relvados, em termos da capacidade de resposta de um FC Porto forte, nos limites da sã competitividade, é de aplaudir e não venham dizer que esse apego à competição de uma forma militante é uma resposta ao “centralismo”, que já cansa de tanto ouvir e, hoje por hoje, passadas décadas, é uma conveniente mas mera falácia. O problema é o resto: a falta de desportivismo, a procura do conflito gratuito e as pressões feitas sobre quem não se deixa capturar e alinha nessa narrativa ou na exteriorização dessas estratégias.

10. Um dos problemas do futebol português é o corporativismo entre os agentes (nem todos mas muitos ex-treinadores, ex-jogadores, ex-árbitros, candidatos a novos empregos, que, para ganharem os seus milhõezinhos e/ou participarem em ações que lhes dão visibilidade, têm de se calar e fazer de conta que não veem nada e que é tudo uma confabulação anti-futebol. Não se importam de fazer a defesa da corporação, mesmo que ela não ultrapassasse a fasquia de uma certa corrupção intelectual.
Não nos enganem!
Uma vergonha, ainda por cima, cheia de sorrisos falsos e hipócritas! Somos, de facto, um país de “chicos-espertos”!…
Metam a mão na consciência e parem enquanto for tempo!"

Rui Santos, in Sol

S8E10 - O Parreira vai falar! | Benfica

                   

Samu deve ser castigado?

                   

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

PARECE FICÇÃO, MAS NÃO É..


DAZN F1 - Baku ao milésimo

                   

4ª SUPERTAÇA



O Benfica conquistou a Supertaça feminina de basquetebol ao derrotar o GDESSA, por 73-31, na final disputada este domingo, 27 de setembro, no Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada.
As tricampeãs nacionais iniciaram a nova temporada da melhor forma, conquistando o primeiro troféu oficial da época com uma exibição de grande nível, marcada pela intensidade defensiva e pela eficácia ofensiva.
As encarnadas entraram fortes na partida e rapidamente assumiram o comando do marcador, fechando o 1.º quarto com uma vantagem de 20-10. A superioridade manteve-se até ao intervalo, altura em que o Benfica já vencia por 39-17, com Schaquilla Nunn em destaque, ao somar 13 pontos nos primeiros 20 minutos.
Na segunda parte, a formação benfiquista não abrandou o ritmo. Com uma circulação de bola fluida, boa percentagem de lançamento e uma defesa consistente, foi ampliando a diferença ao longo do 3.º e do 4.º quartos, não dando qualquer hipótese ao GDESSA.
O resultado final de 73-31 espelha o domínio das águias, que começam a temporada da melhor maneira, juntando mais uma Supertaça ao seu palmarés – elevam para 4 o número de troféus.
RICARDO VASCONCELOS | Declarações
Diferença no marcador
"Eu acho que é uma mistura das duas situações. Nós tivemos uma intensidade para a qual o GDESSA não estava preparado e, nessa altura, elas quebraram. Perderam a confiança e perderam a certeza daquilo que estavam a fazer. Então, tiveram um desacerto acima daquilo que também é normal. Ainda assim, acho que fomos nós que provocámos esse momento. Acredito que o GDESSA vai ser melhor do que isto ao longo do ano, mas nós esperamos melhorar também. Portanto, esse é o objetivo. Nem todos os jogos vão ficar com esta diferença, porque as finais também têm sempre um lado emocional e, quando a gente sente que já não chega, tem tendência a quebrar. E isso aconteceu hoje. Elas desligaram pela nossa forma de estarmos conectadas. E eu acho que estou satisfeito com a equipa, acima de tudo por isso, porque mantivemos sempre uma intensidade alta e muita ligação entre o grupo. Foi bom."




Análise à exibição
"Há muitos minutos que não são bons e há muitas decisões que não são felizes, mas faz parte do jogo. Isto é quase pré-temporada. A verdade é que já conta um troféu, mas quantos jogos temos? Quatro jogos feitos. Portanto, estamos todos numa fase de descoberta. Com cerca de 30 treinos, vamos à procura de perceber-nos uns aos outros, mas já temos uma identidade neste momento, o que é muito bom ao fim deste tempo. Portanto, eu acho que o trabalho é positivo, a análise tem de ser positiva, mas queremos mais e melhor."
Importância da conquista
"Foi uma boa maneira de encher o depósito. E a gasolina está cara, portanto foi uma ótima maneira de ganharmos o fôlego de que precisamos para continuar a trabalhar forte e entender que este é o caminho, que não há outra maneira, que não podemos relaxar para manter a supremacia que queremos, para podermos encarar todos os jogos com esta positividade, que é para ganhar, e, nomeadamente, quando começar a competição europeia, estarmos ainda mais preparados para o que vem pela frente."
SL Benfica

BATOTEIROS!!!


BENFICA-IMPRENSA 28 Setembro PORTUGAL VENCE, TEMOS CAMPEÃO DO MUNDO E GLORIOSO MUITO TRABALHADOR! 🦅

                   

NORUEGA 1-2 PORTUGAL! 😱 JORGE JESUS VENCE HAALAND E ASSUME A LIDERANÇA!

                   

MARCO SILVA PUXA POR 4 JOGADORES QUE PODEM DAR MAIS AO BENFICA!

                 

domingo, 27 de setembro de 2026

UM CAFÉ NO TERCEIRO ANEL-EP. 25: EMANUEL ALMEIRANTE, UM BENFIQUISTA COM MUITO SENTIDO DE HUMOR! 🦅🔴☕️

                 

BENFICA 2026-27 ● TRÊS PORTUGUESES QUE PODIAM SER BOA APOSTA PARA O BENFICA!

                 

NORUEGA 1-2 PORTUGAL!! PUPILOS DE JJ LIDERAM GRUPO ISOLADOS APESAR DO SOFRIMENTO EM TERRAS VIKINGAS!

                 

Bayer PREPARA-SE para INVESTIDA MILIONÁRIA por ESTRELA do Benfica!

                 

BENFICA DISTRICT VS ALVALADE 2.0: RUI COSTA E VARANDAS ESTÃO A ARRISCAR 420 MILHÕES?

                  

BENFICA-IMPRENSA 27 Setembro PORTUGAL VAI HOJE A JOGO E NO BENFICA HA MAIS PREOCUPAÇÕES!🦅

                  

LUFADA "BAFIENTA"...

 


"Ainda sou do tempo em que apregoavam aos sete ventos que este indivíduo de má índole era a “Lufada de ar fresco” que faltava ao futebol nacional, ele e o seu amigo Varandas, que eram a nouvel vougue do dirigismo do futebol português.
Infelizmente o tempo continua a dar-me razão.
Villas Boas foi um produto do sistema, para quem viu Tropa de Elite sabe bem o que isso quer dizer, ele vestiu a pele de cordeiro quando lhe interessou, numas eleições camufladas que apenas serviam de passagem de testemunho, o cheiro imundo a pocilga e podridão do sistema estava apenas disfarço por patchouli caro, comprado à custa da corrupção do clube da invicta que fez deste indivíduo campeão, algo que não almejou em mais nenhum lado em futebol de primeira divisão.
Como dirigente é o fiel herdeiro de Pinto da Costa, o mesmo discurso provinciano, o mesmo acicatar de ódios, a mesma postura e mentalidade da equipa com a mesma proteção de antigamente, todos com dois dedos de testa perceberam o que foi o Canelas FC o braço armado da triagem arbitral no norte, por lá tiveram de passar todos os que almejaram chegar à primeira liga e por lá se fizeram peões do sistema. 
O sistema fede, o sistema está podre, e o manto verde teve algum poder apenas porque alguém assim o entendeu como forma de atacar o Benfica enquanto o Porto se reestruturava e aproveitava a armadilha dos emails para se recolocar nos lugares de soberania do futebol português.
Travar isto demora décadas, há quem apregoe que com ele à frente do Benfica nada disso sucedia, mas o engraçado é que quem apregoa isso fez parte da comandita que regurgitava “não me revejo no meu clube se os emails forem verdadeiros”, algo que acabou provado em tribunal como tendo sido usurpado e deturpado tão somente para isto, obter o domínio dos bastidores!
Dormiram com o inimigo e agora julgam-se os maiores da sua rua.
Enfim…sem me desviar mais do bafiento de fato novo!
Espero que aprendam a lição, que andar a tecer loas ao inimigo sai sempre furado, eles nunca nos tecem loas, jamais, porque sabem que mais tarde ou mais cedo o cuspe que mandam para o ar lhes vai acertar na testa!"

A Gola do Sabry, in Facebook

E O FOOTBALL GLOBE PARA A PERSONALIDADE MAIS VOLÚVEL VAI PARA...

 


"Nos Portugal Football Globes entregaram-se ontem prémios para todos os gostos. Faltou apenas um, talvez o mais adequado à noite: Personalidade Mais Volúvel. O candidato estava lá, discursou e até explicou, com particular clareza, a razão pela qual o troféu lhe assentaria tão bem.
Em abril de 2024, quando ainda era candidato, André Villas-Boas defendia para Benfica e Sporting “uma relação de conversa para criar o melhor produto” e lembrava que “todos os clubes precisam de bons rivais e é preciso lutar pelo bem comum do futebol português” (22.04.2024). Em março do mesmo ano, explicava que o FC Porto se tinha tornado “um clube fechado, bairrista” e que 88% dos seus sócios estavam concentrados em Porto, Braga e Aveiro (08.03.2024). A solução passava por abrir o clube ao país.
Chegado à presidência, a conversa continuou. Em outubro de 2025, garantia que “os três presidentes não se podem ver uns aos outros, mas temos um caminho obrigatório a percorrer”. No mesmo mês, sobre a centralização, era igualmente cristalino: “somos apoiantes da centralização, o Benfica é o único que está contra” (10.10.2025). E, três dias antes, à porta dos Globes, tinha perguntado, a propósito da arbitragem: “Quem é o Calimero do Ano?” — acrescentando que “não queremos estar nessa posição e entrar no mesmo jogo dos outros” (07.10.2025).
Pois bem. Um ano depois, a centralização já não é exactamente uma diferença de opinião: é prova de uma “santa aliança entre Benfica e Sporting”. A relação entre os três grandes já não é uma via de diálogo: foi “um dois contra um”. E aquele FC Porto que tinha de se tornar mais nacional reaparece agora no papel de clube do Norte cercado por “clubes de Lisboa”.
Entretanto, convém não esquecer que Benfica e Sporting também tiveram a sua pequena experiência de “santa aliança”: não fosse, claro, uma certa final da Taça de Portugal, em maio de 2025, azedar a relação institucional entre Rui Costa e Frederico Varandas...
E quanto ao Calimero, a metamorfose também é interessante. Em 2025 era coisa dos outros. Em 2026, “o FC Porto tem de expor os problemas do futebol português quando acha necessário e relevante”. Há personagens que mudam de nome; outras limitam-se a mudar de papel.
Por tudo isto, ficou ontem uma injustiça por reparar. O prémio de Personalidade Mais Volúvel merecia existir.
E, para lhe entregar o troféu, talvez Pedro Proença. Há cerimónias em que a escolha do anfitrião também parece fazer parte do argumento."

Nazir Karmali, in Linkedin

📈 TIER LIST DO BENFICA ● QUEM SÃO OS MELHORES E OS PIORES JOGADORES EM 2026-27? 📉

                  

MERCADO: SANTIAGO BELTRÁN, ARTHUR DIAS E TETTEH APONTADOS AO BENFICA!

                 

sábado, 26 de setembro de 2026

Resumo | Grande Prémio do Azerbaijão | Formula 1 2026

                  

CAMERAS ESCONDIDAS!

A LAGARTADA NUNCA DESILUDE !!!


A “PADARIA DO PORTO” ESTÁ ABERTA! 😂 PÃO ATINGE RICARDO ROCHA NO DRAGÃO

                  

BENFICA-IMPRENSA 26 Setembro GLORIOSO ENTUSIASMADO E PREOCUPADO COM OS INTERNACIONAIS!🦅

                  

OS 9 JOGADORES EMPRESTADOS PELO BENFICA EM 26-27: QUEM É QUE ESTÁ A BRILHAR E QUEM ESTÁ A DESILUDIR?

                  

ESTES VÃO SER OS JOGADORES MAIS IMPORTANTES DO BENFICA!

                  

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Conversas Gloriosas #68, roubo no Dragão, vitória em Turim e modalidades

                  

Guerra e Paz: um livro já lido | CANTO DO BENFICA

                  

COMEÇÁMOS BEM A NOVA ÉPOCA #58 | FM26 - MODO CARREIRA SL BENFICA

                  

A SEMANA MAIS QUENTE DA ÉPOCA! 🔥 PORTO 3-1 BENFICA, SPORTING TROPEÇA E AS ESCOLHAS DE JJ

                  

⚽ O Clássico, Rui Borges e convocatória de Jorge Jesus - DELETRA (EP.54)

                  

LÁ VAI PÃO! 😂 RICARDO ROCHA ATINGIDO NO DRAGÃO E PORTUGAL VENCE NA ESTREIA DE JORGE JESUS! 🇵🇹

                  

BENFICA-IMPRENSA 25 Setembro PORTUGAL ARRANCA COM VITÓRIA E GLORIOSO TRABALHA DURO PARA O REGRESSO!🦅

                  

QUEREM ESCONDER O QUÊ?



 1.

O dérbi de Madrid entre o Atlético e o Real teve uma arbitragem polémica, com decisões controversas. O que fez o Comité de Árbitros responsável pela gestão da arbitragem em Espanha? Sem receios da transparência, sem receio das consequências, a bem da verdade desportiva, admitiu os erros e explicou os erros.
2.
Por cá, o Conselho de Arbitragem presidido por Luciano Gonçalves - suspeito de más práticas sob investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público - não explica nada a ninguém, fecha-se cada vez mais sobre si mesmo, recuou na publicação das classificações dos desempenhos dos árbitros, eliminou os programas de explicação de lances polémicos, alimenta continuadamente a suspeição com nomeações absurdas, arbitragens carregadas de erros grotescos e sucessivas VARgonhices na sala de videoarbitragem da Cidade do Futebol.
3.
Que medo têm Luciano Gonçalves e os seus pares de adoptar a transparência nas decisões relacionadas com as nomeações, as classificações, os castigos? Que medo têm da publicação dos áudios do VAR? Que medo têm de tornar as coisas claras e óbvias? O que escondem com tanto segredo e tanta opacidade? Não há como não perguntar: que interesses obscuros defendem?
4.
As principais vítimas desta criminosa opacidade começam por ser os próprios árbitros, nomeada e especialmente aqueles que são sérios e cujos erros são, por consequência, levados também à conta da vigarice, da batota e da corrupção.
5.
A arbitragem vive o seu pior momento desde a implementação do VAR. O que espera o governo para deitar a mão ao problema? Só interessa aos políticos a bizarra centralização de direitos televisivos? A credibilidade do produto que se quer vender não é importante? A verdade desportiva não conta para nada? O futebol e o seu brutal impacto social interessa aos políticos apenas para a ele se associarem quando há vitórias que o povo festeja?
6.
A queda de Luciano Gonçalves é mais do que uma necessidade: é uma urgência! Em nome da credibilidade das competições, isto é, em nome da credibilidade do futebol português. Se não for antes, que a justiça acabe com ele. O mais rapidamente possível!

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

QUEM VAI JOGAR: O PLANO PARA OS JOVENS DA FORMAÇÃO DO BENFICA!

                  

COISAS ESTRANHAS QUE ACONTECEM



 "Depois da vitória em Milão, onde o Benfica confirmou que tem um plantel bastante melhor do que muitos antecipavam e com uma arbitragem excelente de um senhor australiano que apita na Liga inglesa, o que é estranho, o Benfica desceu à liga do burgo para ir jogar um clássico com arbitragem do recordista mundial dos descontos (que fez jus aos seus irrepetíveis 22 minutos) e não foi capaz de ultrapassar todas as coisas estranhas que foram acontecendo depois de ter entrado no jogo a pressionar e a criar oportunidades.

Num jogo em que, estranhamente, Prestianni apareceu com sangue na cara sem que o árbitro, o seletivo assistente, o VAR ou os comentadores de arbitragem consigam ter explicação para tal, o treinador do F. C. Porto tranquilizou-nos assegurando que, e cito, "correu tudo bastante bem". Afinal, como estranhar o que se passou no Dragão quando a arbitragem é dirigida por um presidente investigado por denúncia do seu ex-número dois sobre combinações de nomeações, inconfidências a mais de 200 km/hora e, alegadamente, fins de semana pagos no Algarve perante o silêncio do presidente da Federação que o tutela.
"Sic transit gloria mundi", assim vai o Mundo, de uma Liga que, já se sabe, só com pressão antes, durante (estranho ballet daquele roupeiro que o Mundo ficou a conhecer) e após o jogo às equipas de arbitragem se consegue ter igualdade de tratamento. Marco Silva recordou assim um curso rápido da Liga portuguesa e fez muito bem no final do jogo em ter a arte e a calma de fazer a coisa mais "estranha" em Portugal nestas circunstâncias: falar do jogo e da sua equipa. Assim vai ganhar muitas coisas, mesmo que possa parecer estranho para alguns."

Nuno Magalhães, in Jornal de Notícias

🦅 OS 5 JOGADORES DO BENFICA QUE PRECISAM TER MAIS MINUTOS NO REGRESSO À COMPETIÇÃO! 🦅

                  

PORTUGAL 1-0 PAÍS DE GALES!! JJ ARRANCA A SUA ERA COM VITÓRIA MAS SEM QUALQUER NOTA ARTÍSTICA!! 🇵🇹⚽️

                   

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

FÓRUM BENFICA | O clássico do Dragão 🦅

                  

«O benfiquista deve sair do Clássico frustrado, mas confiante»

                  

RENOVEI COM UM CRAQUE DA FORMAÇÃO #57 | FM26 - MODO CARREIRA SL BENFICA

                  

LIVE | ESTE BENFICA TEM PERSONALIDADE!

                  

Modalidades Benfica | EP.187

                  

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

JUVENTUS 1-2 BENFICA: MÓNICA JORGE VENCEU COM MÉRITO OU COM EFICÁCIA?

                  

NO DRAGÃO



 Não quero desculpas para tudo. Mas também não quero que nos façam de parvos. O Benfica perdeu, sim. Mas não perdeu num jogo limpo de contexto. Perdeu num jogo em que a arbitragem pesou.

O Benfica perdeu 1-3 com o FC Porto. Perdeu e está perdido. Não gosto de derrotas morais, não gosto de apesar de tudo, não gosto daquela conversa de quem tenta arranjar conforto onde ele não existe. O Benfica, quando perde, perde. E perder é sempre mau.
Mas também não consigo olhar para este jogo e fingir que foi normal. Não foi.
Antes do 1-0, o Benfica estava melhor. Não estava a dar baile, não estava a esmagar o FC Porto, não estava a fazer um jogo inesquecível. Mas estava melhor. Tinha mais bola, saía melhor, parecia mais equipa, parecia mais tranquilo. O Benfica tinha entrado bem. E isso tem de ser dito.
Gabri Veiga fez o 1-0 aos 31 minutos. Foi contra aquilo que o jogo estava a mostrar até aí? Um bocado. Mas o futebol é isto. Quem marca fica por cima, mesmo que até aí não tenha estado melhor.
Quatro minutos depois veio a expulsão de Lenglet. Segundo amarelo. E aí acabou o jogo que estava a ser jogado até então.
O lance de Lenglet é parvo. Não acho que seja nada de extraordinário, não acho que mereça o espetáculo todo que se fez à volta. Mas é parvo. Ele já tinha amarelo. Estava no Dragão. Estava num clássico. E qualquer jogador do Benfica tem de saber que ali não pode dar um lance destes ao árbitro. Não pode. Mesmo que seja pouco. Mesmo que o outro exagere. Mesmo que noutro campo aquilo passasse com um aviso. Ali não passa.
E não passa porque no Dragão estas coisas têm sempre outro barulho. O jogador cai, o estádio levanta-se, o banco protesta, o árbitro sente o jogo em cima. E depois decide. Quase sempre para o lado mais fácil. Lenglet deu-lhe essa hipótese. Fez mal.
Mas agora vamos ao ponto principal. Porque isto não pode ficar só em Lenglet. Antes disso, Gabri Veiga tinha pisado Bah. Um pisão. Não foi uma falta qualquer, daquelas que se perdem no meio de cinquenta lances. Foi um pisão. E aí não houve o mesmo rigor. Não houve a mesma vontade de meter ordem no jogo. Foi tratado de outra maneira. Este foi só o primeiro de muitos lances com uma dualidade de critérios olímpica.
É isto que chateia. É isto que tira uma pessoa do sério. É olhar para vários lances e perceber que o peso dado a cada um não foi igual.
O Benfica ficou com dez aos 35 minutos. Aos 35. Ainda faltava uma eternidade de jogo. E não era num jogo qualquer, era no Dragão, já a perder 0-1. Quem quiser fazer de conta que isto é uma coisa pequena, faça. Eu não faço. Jogar quase uma hora com menos um, naquele estádio, naquele ambiente, muda tudo.
Mesmo assim, o Benfica não desapareceu. Foi para o intervalo a perder e com menos um, voltou para a segunda parte e empatou. Bah fez o 1-1. E esse golo é importante para perceber o jogo. Porque uma equipa que está a ser engolida não empata assim. Uma equipa morta não volta do intervalo e faz o 1-1 no Dragão com dez jogadores.
O Benfica ainda estava no jogo. Mesmo condicionado, ainda estava.
Depois veio o 2-1. E aí, sim, o Benfica devia ter sido mais esperto depois do empate. Devia ter fechado mais, devia ter acalmado, devia ter tirado o FC Porto daquele impulso imediato. Mas isso é uma coisa. Outra, muito diferente, é fingir que o jogo estava em condições normais. Não estava.
A equipa estava com menos um desde os 35 minutos. Já tinha sido empurrada para um jogo que não era o mesmo. Tinha conseguido empatar, mas estava a jogar no limite. E quando se joga no limite, qualquer lance pesa o dobro. O FC Porto aproveitou. Fez o que tinha a fazer. Mas não me venham vender a história da vitória limpinha, tranquila, sem casos, sem nada para discutir. Não compro.
Rui Costa falou em dualidade de critérios. Fez bem. Era para falar. O Benfica não pode sair dali calado como se nada tivesse acontecido. E eu sei bem como isto funciona: se o Benfica fala, está a chorar. Se o Benfica não fala, é porque aceitou. Portanto, mais vale falar. Com imagens, com lances, com factos. Sem pedir licença.
O pisão sobre Bah tinha de ser falado. O critério tinha de ser falado. A expulsão tinha de ser enquadrada no jogo todo, não apenas naquele segundo em que Lenglet mexe o braço. Porque o futebol apita-se com critério. E o critério, neste jogo, foi diferente. Mediante a cor da camisola.
Depois há outra coisa. Estou farto dessa mania de que o Benfica tem de ser sempre superior e calar. Superior coisa nenhuma. Defender o Benfica não é falta de nível. Falta de nível é fingir que não se viu. Falta de nível é aceitar que num clássico se aplique uma bitola a uns e outra a outros. Falta de nível é deixar passar.
Claro que a equipa também tem de olhar para dentro. Lenglet não podia dar margem. Depois do 1-1, o Benfica tinha de aguentar melhor. Há coisas a corrigir. Mas isso é secundário neste jogo. O ponto principal é a forma como o jogo foi condicionado. Sem a expulsão aos 35 minutos, com o Benfica já a perder mas ainda bem dentro do jogo, não sabemos o que aconteceria. Ninguém sabe. E é precisamente esse o problema. O jogo que podia ter sido jogado deixou de existir ali.
O FC Porto ganhou 3-1. Está no resultado e ninguém o apaga. Mas os resultados não contam sempre a história toda. Este não conta. Quem olhar só para o 3-1 vai achar que foi uma vitória sem discussão. Quem viu o jogo sabe que houve mais do que isso. Houve um Benfica melhor até ao primeiro golo. Houve um pisão sobre Bah tratado de uma forma. Houve Lenglet tratado de outra. Houve uma expulsão cedo demais. Houve um Benfica com dez a empatar. E houve depois um jogo partido, já completamente diferente.
Não quero desculpas para tudo. Mas também não quero que nos façam de parvos. O Benfica perdeu, sim. Mas não perdeu num jogo limpo de contexto. Perdeu num jogo em que a arbitragem pesou. E pesou muito.
Agora é voltar a ganhar. Porque, no fim, infelizmente, a razão não dá pontos. A indignação não nos faz subir na tabela. O Benfica tem de responder em campo. Tem de ganhar os próximos jogos, tem de transformar esta revolta em futebol, tem de perceber que não pode dar borlas a ninguém. Nem a adversários, nem a árbitros, nem a dirigentes do nosso futebol.
Mas uma coisa não apaga a outra. Ganhar os próximos jogos não deve servir para esquecer o que aconteceu no Dragão. O Benfica tem de jogar mais e melhor, sim. Mas também tem de se defender mais e melhor.
No Dragão, perdemos. E perdemos mal. Mas não foi só por culpa nossa. Longe disso.
Hugo Oliveira, in a Bola