segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

JURÁSEK, KOKÇU E...VLACHODIMOS?

 


"O sorteio para a fase final do Euro 2024 arrancou sorrisos aos adeptos portugueses – e não foi só por aquele inusitado momento dos estranhos e intrusos gemidos…
Turquia, Chéquia e alguém que venha do play-off teoricamente mais fraco. Nada mau!
Agora que já esfregámos as mãos de contentamento, convém parar e olhar para trás, antes de pensar no que está pela frente.
Sempre disse que tenho medo é dos grupos ‘fáceis’ ou ‘acessíveis’. As favas contadas, para Portugal, foram sempre difíceis de contar.
É verdade que, no atual modelo, a fase de grupos do Europeu serve mais para encontrar as oito piores equipas do que apurar as melhores. Mas é bom não facilitar. Afinal, mesmo quando fomos campeões estivemos tão perto de ser eliminados.
A Turquia tem uma boa equipa. Talvez muitos adeptos portugueses só conheçam o benfiquista Kokçu, mas há muito mais.
Vincenzo Montella só pegou na seleção em setembro, a tempo de vencer o grupo de apuramento.
Tem guarda-redes fiáveis, defesas rijos (Soyuncu, Demiral ou Çelik) talento num meio-campo liderado por Çalhanoglu – e à espera que Arda Guler jogue no Real Madrid - e avançados competentes (Yazici, Karaman, ainda Under e os jovens talentos Yildirim ou Yildiz). Acima de tudo, os turcos têm um conjunto coeso e equilibrado, que pode ser forte.
A Chéquia não tem selecionador. Deverá ser um checo (nunca teve um estrangeiro) mas até poderá ser um alemão ou um português – porque não?
Seja como for, os checos, liderados pelo ‘farol’ Soucek, podem ser difíceis de bater. É certo que já não têm o talento de 1996 ou 2008 (em 2012 já em fim de linha) mas podem ser guerreiros incómodos.
A escola de Praga exporta facilmente talentos para Alemanha, Itália, Países Baixos – e Portugal. Há uma nova geração ansiosa por brilhar nos grandes palcos. Convém não subestimar.
Depois, o play-off. Uma incógnita, claro. Serão Grécia e Geórgia mais fortes do que Cazaquistão e Luxemburgo? Março dirá. E haverá tempo de preparar o adversário que daí sair.
Seria interessante reencontrar os gregos (ai 2004…) já que vamos tropeçar na história de outros europeus, como 2008, quando tivemos República Checa e Turquia no caminho – e vencemos ambos.
Pela terceira vez consecutiva, Portugal fica no Grupo F, o tal que dá mais tempo para preparar o primeiro jogo, como recordou Roberto Martínez.
As semelhanças podem terminar por aí. Preferimos passar em primeiro. Nas últimas duas edições fomos terceiros no grupo. E como estivemos perto de fazer as malas em 2016…"

INQUALIFICÁVEL...

 


"Inqualificável o que se está a passar no futebol português. Bem sabemos que a Liga Portugal não pode deixar cair o FC Porto devido à calamitosa situação financeira, mas isto extravasa todos os limites. Isto é corrupção pura e dura aos olhos de todos. Isto são os anos 90 ao vivo e a cores.
E toda a roubalheira em direto e com o selo de aprovação de Luís Freitas Lobo e da Sport TV, que insiste em dar palco a este adepto fanático portista travestido de comentador imparcial.
Até quando as pessoas que gostam de futebol vão tolerar isto?
Para que serve, afinal, o VAR em Portugal?"

domingo, 3 de dezembro de 2023

EMPATE FRUSTRANTE



Um nulo (0-0), que podia ter sido desfeito por João Mário (golo anulado aos 72'), determinou a repartição de pontos entre Benfica e Moreirense, no encontro disputado neste domingo, 3 de dezembro, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, referente à 12.ª jornada da Liga Betclic.
Alinhando de início com o mesmo onze que entrou em campo frente ao Inter de Milão, para a Liga dos Campeões, o Benfica encontrou uma formação abnegada e vertical na procura da baliza de Trubin nos primeiros minutos do desafio.
Alanzinho (4') e Kodisang (10') atiraram para defesas seguras do internacional ucraniano, enquanto Madson, nos dois minutos seguintes, criou as melhores oportunidades de golo para os Cónegos. Primeiro, aos 11', com um remate ao lado, com a bola a passar perto do poste direito; depois, aos 12', com um disparo à barra, no qual foi Otamendi a afastar de cabeça o perigo.
O Benfica reagiu e impôs-se. Aos 16' foi Florentino a desperdiçar a primeira grande ocasião das águias para abrir a contagem. Canto de Di María no lado direito do ataque, a bola tensa para o primeiro poste é desviada pelo cabeceamento de Otamendi, e Florentino, no lado oposto, na pequena área, cabeceou-a ao lado. O esférico passou rente ao poste direito.
Seguiu-se um período de parada e resposta, e, aos 19', Di María por pouco não iludiu Kewin Silva. Excelente a ação do campeão do mundo na área dos da casa, mas o remate pronto de pé esquerdo levou a bola na direção da luva direita do guardião contrário.
Aos 23' Rafa foi travado quando conduzia um rápido e perigoso contra-ataque dos encarnados junto à área do Moreirense. O consequente livre, batido já nos 24' por Di María, esbarrou na barreira dos minhotos.
O Moreirense soltou-se de novo aos 26', com Madson a finalizar fraco para defesa de Trubin, e aos 28' André Luís chegou a introduzir a bola no fundo das redes do Benfica, mas estava em posição irregular por 98 centímetros.
Tengstedt mostrou-se aos 29' a finalizar com perigo, ao segundo poste, de pronto, a cruzamento de Di Maria na direita, isto após jogada de insistência do ataque das águias. O Benfica, com mais posse de bola e iniciativa de jogo, teve ainda mais dois momentos de perigo junto da baliza do Moreirense antes do período de descanso.
Aos 43' foi Aursnes, lançado por Otamendi com um excelente passe do lado oposto, a furar pela direita, entrar na área e finalizar para defesa de Kewin Silva. Este voltou a surgir na frente de Morato, aos 45'+5', quando o central foi solicitado pelo cruzamento de Di María, a partir da direita.
Roger Schmidt, ao intervalo, decidiu operar duas mudanças na equipa, lançando Chiquinho e Kökcü para os lugares de João Neves e Florentino.
O Benfica surgiu com maior capacidade no controlo do jogo, na procura do desejado golo. Aos 49', Di María esteve perto de o fazer com um remate descaído sobre a esquerda, já dentro da área, que levou a bola a passar por cima da barra. Destaque para o passe vertical de Kökcü no início da jogada e a insistência de Tengstedt junto do central contrário, levando a bola até ao camisola 11.
Aos 50', uma entrada de pitons por parte de Marcelo sobre Kökcü foi sancionada com a exibição de um cartão amarelo...
Numa etapa complementar em que Trubin foi mero espectador, o Moreirense conseguiu finalizar aos 53' por Madson, que rematou muito por cima.
O jogo continuou amarrado e a formação da casa foi baixando o bloco, fechando os caminhos para a sua baliza. O Benfica, paciente, já com Arthur Cabral em campo, chegou ao golo aos 72'.
Excelente passe de Di María por cima do bloco defensivo contrário, para a esquerda, onde, na área, Kökcü assistiu João Mário. Este, na passada, vindo de trás, colocou a bola no fundo das redes de Kewin Silva. No entanto, por indicação do VAR, o golo foi invalidado por posição irregular o internacional turco. Kökcü, no momento do passe de Di María, estava 31 centímetros adiantado face ao penúltimo defensor dos Cónegos.
Kökcü, aos 75', rematou forte, fora da área, para defesa por instinto do guarda-redes do Moreirense. Guedes e João Victor foram as últimas cartadas de Roger Schmidt no jogo, em detrimento de João Mário e Morato, aos 88'.
Cinco minutos depois, no terceiro minuto do período de compensação, Di María bateu o canto diretamente para a baliza de Kewin Silva, e este, por instinto, intercetou a bola. Aos 90'+5' e 90'+6' dois cruzamentos da esquerda do ataque do Benfica solicitaram a ação decisiva de Arthur Cabral, mas este não conseguiu o desejado desvio para a baliza.
O Benfica, que terminou o encontro com 66% de posse de bola, ficou pela primeira vez em branco na presente edição da Liga Betclic – frente a uma formação que não sofre golos no Campeonato há 429 minutos –, competição para a qual volta a entrar em campo na sexta-feira, 8 de dezembro, às 18h00, no Estádio da Luz, frente ao Farense, duelo referente à 13.ª jornada.

CIRCO!

 


PEITADAS!!!

 


"VAR - Rui Costa
Comentador - Luis Freitas Lobo: "É no peito!"
Cúmplice - Rui Costa, Presidente do Benfica e o silêncio ensurdecedor.
Amanhã há mais em Moreira de Cónegos com Fábio Verdíssimo e Fábio Super Dragão Melo no VAR.
Adepto do Benfica sofre e está completamente abandonado à sua sorte. Assim como o treinador do Benfica, já agora. Quantos anos mais vamos precisar para limpar a trupe Vieirista toda do Benfica e elegermos de uma vez por todas um BENFIQUISTA que não esteja preso pelos tomates para nos defender de toda a corrupção e tráfico de influências que voltou a dominar o futebol em Portugal?

P.S.- Luis Freitas Lobo, és uma vergonha de um ser humano. É triste ser-se como tu. Um fanático andrade contratado para mentir a todo o Portugal. Ainda tiveste vergonha há uns anos atrás quando toda a gente te topou, mas perdeste-a novamente voltando ao activo. Há um Presidente do Putedo para eleger em 2024 e os soldados foram todos chamados para o combate. És repugnante."

CADA VEZ MAIS ATACADO: 10 BOAS RAZÕES PARA DEFENDER ROGER SCHMIDT

 

"1. Por princípio, qualquer treinador do Benfica é para defender até à morte.
2. Sempre que um dos nossos é alvo de uma campanha de bota-abaixo, eu estou do lado dele.
3. O valor da estabilidade é fundamental para atingir o sucesso em futebol. O Benfica não pode ser um cemitério de treinadores campeões (Rui Vitória, Bruno Lage...).
4. Depois de longas três épocas de frustrações imensas, Roger Schmidt devolveu-nos a alegria de festejarmos um empolgante título de campeão.
5. Lideramos a Liga quando estão disputadas 11 jornadas (1/3 da prova) e apresentamos a melhor diferença entre golos marcados e sofridos. Temos, inclusivamente, mais 3 pontos do que nos mesmos 11 jogos da época passada (contra os mesmos adversários nos mesmos estádios).
6. Para a Liga, vencemos o Porto (1-0) e o Sporting (2-1) na Luz, coisa que não acontecia desde 2013/14. Neste século (desde 1999-2000), só tínhamos conseguido essas duas vitórias 3 vezes (agora 4). Desde que chegou, Roger Schmidt tem 4 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota em 7 clássicos e dérbis.
7. Vencemos clara e merecidamente o primeiro troféu oficial da época. Note-se que não ganhávamos uma Supertaça ao Porto desde 1985 e íamos numa série de 8 finais perdidas com eles.
8. Estamos na luta pelas taças de Portugal (nos 1/8 final) e da Liga (a um empate caseiro do apuramento para a Final Four).
9. Rui Costa não é infalível, toma, como todos, decisões erradas, mas está seguramente mais habilitado do que nós para ajuizar o trabalho de Schmidt e decidir o melhor para o Benfica.
10. O apoio massivo dos adeptos não é uma condição suficiente, mas é uma condição necessária para uma equipa
se sagrar campeã."

INQUALIFICÁVEL CAMPANHA CONTRA O BENFICA

 


"Pensávamos que já nada nos iria surpreender depois de semanas seguidas a vermos o Benfica e Roger Schmidt serem alvo de ataques cerrados completamente injustificáveis por parte de várias personalidades reconhecidamente anti-Benfica, mas Pedro Henriques, ex-árbitro e ex-avençado do Sporting, conseguiu a proeza de ultrapassar todos os limites. No podcast "E o campeão é", da Rádio Observador, o comentador desportivo foi longe demais, afirmando que «Roger Schmidt revela algum autismo. Ao menos que faça uma coisa, aprenda a falar português, que já estou farto de ter alguém que não respeita o meu país e a minha língua».
1. Estas declarações absolutamente inaceitáveis a resvalar a xenofobia e o insulto demonstram uma patologia evidente: amnésia. Bobby Robson, Graeme Souness, Co Adriaanse, Ronald Koeman, Frank Vercauteren, todos eles estrangeiros e nenhum falava português. Onde andava a indignação de Pedro Henriques? Onde andavam os jornalistas que combinaram o ataque concertado contra Roger Schmidt na semana passada? Das duas uma, ou todos estes jornalistas e comentadores estão agora mais burros e subitamente deixaram de perceber inglês, ou então precisamos do regresso dos programas e-oportunidades e e-escolas para que estes indivíduos e outros tais possam tirar uma formação na língua mais falada do mundo, atualmente com 1.5 biliões de falantes (onde claramente Pedro Henriques e os referidos jornalistas não se inserem, pois só percebem português de Portugal e mirandês).
2. Talvez Pedro Henriques se esqueça do contexto altamente desfavorável com que Roger Schmidt se deparou quando chegou ao maior clube de Portugal, enfrentado uma crise desportiva que persistia há 3 anos. Ao treinador alemão não se exigia que aprendesse português. Ao treinador alemão exigia-se trabalho, empenho e resultados. E foi exatamente isso que fez. Montou uma equipa de alto nível que logo na primeira época alcançou o título nacional. Na segunda época, já conquistou uma Supertaça, venceu todos os jogos contra os rivais e encontra-se em 1.º lugar no campeonato português, com todo o mérito.
3. Na Europa, difícil é ganhar ao Autuérpia, empatar com o Raków e perder com a Atalanta. Empatar com o Inter, atualmente vice-campeão europeu, é coisa de clube pequeno. Em Portugal, ao contrário do FC Porto, que ganhou ao Montalegre - atualmente 3.º classificado do Campeonato de Portugal, e do Sporting, que goleou o poderosíssimo Dumiense - atualmente no último lugar do Campeonato de Portugal (14.º, com apenas uma vitória), o Benfica enfrentou e derrotou o Famalicão, uma das equipas complicadas da liga portuguesa. Tivesse o Benfica goleado por 8-0, e teríamos assistido a uma tempestade dos jornalistas e comentadores devido «à falta de competitividade». Como foi o Sporting, tratou-se de «respeitar os adeptos» e «garantir espectáculo». 
4. Os jornalistas, comentadores e especialistas desportivos ligados aos rivais (esmagadora avençados, como foi o próprio Pedro Henriques) sabem que enquanto o Benfica continuar a despedir treinadores, estará sempre mais perto do fracasso e da instabilidade. Ainda assim, não deixa de ser curioso que quando Amorim ficou em 4.º lugar e fez uma campanha miserável nas competições europeias, não vimos ninguém a falar em crise nem a pedir o seu despedimento. A memória é tramada. «Dores de crescimento», não era?
5. Uma Supertaça, três jogos frente aos rivais, três vitórias, cinco golos marcados e apenas um sofrido, primeiro lugar no campeonato com apenas uma derrota na primeira jornada, oitavos de final da Taça de Portugal e, por fim, um jogo na Taça da Liga, uma vitória e primeiro lugar do grupo. Esta é a nossa crise.
Que continuem as campanhas para nos tentar derrubar que nós continuaremos o nosso caminho.
Sempre pelo Sport Lisboa e Benfica! 🔴⚪️"

UM DUCHE GELADO DE REALIDADE

 


"Os números dão conta do declínio português no ‘ranking’ da UEFA. Quem faz o quê?


Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, foi eleito presidente da Associação de Ligas Europeias, cargo prestigiante que confirma a imagem de competência associada ao ex-árbitro.
E quais são os propósitos da Associação de Ligas Europeias? Consultando o site desta entidade, lê-se: «A Associação de Ligas Europeias reúne 40 Ligas de futebol profissional, que representam mais de 1150 clubes em 34 países da Europa. Enquanto voz comum dos organizadores de competições a nível nacional, e das entidades patronais de clubes de futebol profissional a nível europeu, a Associação de Ligas Europeias procura melhorar e proteger o equilíbrio competitivo das competições de futebol profissional no futebol europeu. A Associação de Ligas Europeias acredita que é do interesse de todas as Ligas nacionais, de todas as associações nacionais e da grande maioria dos clubes europeus defender e fortalecer o equilíbrio competitivo do futebol para o bem do jogo, dos jogadores, dos adeptos e dos clubes.»
Estamos perante princípios orientadores bastante saudáveis, que apontam o equilíbrio como a via certa para o fortalecimento das competições. Ora, equilíbrio é o que falta à Liga portuguesa, onde quatro clubes dispõem de meios muito superiores aos restantes, onde está por fazer (e quando se fizer será tarde demais) a venda centralizada dos direitos televisivos, e onde existe uma competição profissional que não traduz a realidade do País, baseada em clubes a mais e numa fórmula competitiva ultrapassada.
Prova de tudo isto, que tem a ver com a falência completa da classe média do nosso futebol, é o facto de em três edições da Liga Conferência, importante para as contas do ranking da UEFA, Portugal nunca ter conseguido meter uma equipa que fosse na fase de grupos. As consequências, para quem estiver minimamente atento, são desastrosas: na corrente temporada, partimos na sétima posição do ranking (correspondente às últimas cinco épocas) e, apenas levando em conta os jogos disputados em 2023/2024, ocupamos o 14.º lugar, atrás de República Checa, Turquia, Grécia, Dinamarca, Noruega e Polónia, e pouco à frente de Israel, o 15.º.
Se Pedro Proença não convencer, dentro do espírito da organização internacional que passou a presidir, os clubes nacionais da necessidade urgente de mudança, no sentido do equilíbrio, o futebol português não abandonará o plano descendente em que se encontra e que teve como custo mais próximo a perda de pelo menos uma equipa na Liga dos Campeões de 2024/2025, a tal que vai acrescentar milhões aos milhões que a UEFA já paga.
Há clubes a mais na I Liga, o modelo competitivo é retrógrado e a distribuição das receitas televisivas permite diferenças de um para quinze, entre quem recebe menos e quem recebe mais. Depois, estão à espera de quê?"

José Manuel Delgado, in A Bola

ROGER SCHMIDT, VAMOS LÁ FALAR DO NOSSO TREINADOR.

 


"O que tenho assistido nos últimos meses, sim meses e não semanas, não é nada de novo, assistimos a folclore idêntico com todos os que passaram pelo nosso banco com especial incidência sobre aqueles que triunfaram.
Jorge Jesus era alvo de escárnio e gozo por parte de tudo e todos, mesmo da comunicação social dita sua amiga não havia um que não o atacasse pelas suas incapacidades em matéria de vocabulário, ou por não se saber expressar em português correto;
Rui Vitória, um senhor exemplar no banco e fora dele, teve de dar o corpo às balas na fase do maior ataque levado a cabo a uma instituição nacional, defendendo e clube com unhas e dentes, sempre presente sem virar as costas, foi trucidado por tudo e todos, principalmente os Benfiquistas, que nunca lhe perdoaram os zero pontos na Champions, esquecendo a fase de reconstrução da equipa e plantel pelo qual passávamos e também o feroz ataque que ia desde e-mails a sei lá mais o que é que até à data resultou apenas na queda de treinadores e direção…mais de resto nem uma vitória em tribunal para o lado de quem atacou!
Bruno Lage, o menino bonito das conferências de imprensa, estatuto que só gozou enquanto não limpou tudo e todos com números arrasadores, depois foi um fartas vilanagem, até com um 10-0 foram embirrar, bem sei que não é o mesmo ganhar 10-0 ao Nacional do que 8-0 ao Dumiense…mas prontos…um foi um enxovalho, o outro um resultado glorioso, só lhes faltou a habitual volta olímpica…voltando atrás, Bruno Lage passou do comunicador nato que até do canal panda podia falar, para o homem perdido e confuso que nem para escolher equipas de matraquilhos dava;
Veríssimo esses gozou sempre de boa imprensa, ao final de contas veio sempre para apanhar os cacos que ficaram para trás, mesmo assim quando ganhou uns jogos consecutivos, os escribas afiaram logos as penas e as bocas de ressonância para o atacar;
Jorge Jesus novamente, acho que nem vale a pena mencionar, marcado por tudo e todos que não o queriam de volta, foi esmagado por tudo e todos e pelo próprio ego. Faz parte, foi um erro de casting, mas não teve complacência da comunicação social em nenhum momento, o novo normal;
Roger Schmidt, chegou com “If you love football you love Benfica”, com o seu gegenpressing é futebol atraente, falando em inglês apesar de ser alemão e que não fazia comichão, como não fez com Mortimore, Robson, Boloni, Vercauterem, Camacho, Lopetegui etc etc que nunca esboçaram um português correto, mas agora, e eu percebo, é constrangedor ouvir indivíduos formados em comunicação social, que na maioria das vezes nem conseguem articular um português correto para ler as encomendas que lhes fazem quando mais ainda ter de traduzir isso para inglês, é uma trabalheira danada e as avenças da santa aliança não incluem serviço de tradução, logo levas com o bom português algum do Brasil inclusivamente que é para aprenderes que se vens para o Benfica para ganhar vais levar connosco experts de coisa nenhuma que nem o curso de treinador conseguimos tirar apesar de falarmos com eles todos os dias!
E é nisto que se transformou a comunicação social portuguesa, sem um pingo de isenção, sem um pingo de dignidade ou profissionalismo…o código deontológico dessa profissão nem para substituir papel higiénico hoje em dia serve.
Juntamos a isso ex tudo e mais alguma coisa que na maioria dos casos todos juntos tem menos conquistas do que o Diogo Luís…perdão que este mesmo tendo jogado no Benfica não ganhou merda nenhuma apenas um grande contributo durante o nosso Vietnam para rechear as suas e as nossas vitrines de ar!
A estes artistas quase circenses juntam-se agora ex avençados verdes cuja carreira arbitral todos conhecem e que resolvem ser xenófobos só porque sim, o novo normal na boca destes indivíduos que vivem em regime de protetorado azul e verde!
Dito isto tudo, não pensem que estou embevecido por RS, mas é o meu/nosso treinador, e se não formos nós Benfiquistas a defendermos os nossos quem o fará??
Bem sei que nós não podemos aceitar viver com “tranquilidade” ou em constante “crescimento”, muito menos podemos chamar os “bois” no Jamor ou mandar bocas xenófobas sempre que nos apetece “Veio a dormir, tem de perceber que tem um treinador português, não espanhol", mas não podendo isto tudo com as gargalhadas da plateia de escribas, ao menos que defendamos agora o Roger Schmidt para não voltarmos a repetir o passado recente!
Lembrem-se que eles não querem o nosso bem, nunca o quiseram nem nunca irão querer, para eles um Benfica bom e digno é o que terminou há umas décadas em 6 lugar!"

GOLEADAS



 "O conceito futebolístico de goleada é cada vez mais somítico, sendo que ganhar por 3 golos passou a ser como tal considerado e ganhar por 2-0 se aproxima vertiginosamente da goleada. Foi, aliás, o que aconteceu na Luz em sentidos opostos: na 1.ª parte o Benfica goleou e na 2.ª o Inter goleou.

Todavia, é sempre de sublinhar uma goleada à moda antiga. No passado fim de semana houve duas, que foram profusamente exaltadas nos media. Refiro-me aos 8 golos sem resposta do Sporting ao amador Dumiense, último classificado do seu grupo na 4.ª divisão nacional, ora chamada estranhamente Campeonato de Portugal, e aos 9-0 da equipa de Jorge Jesus nas Arábias, jogando em terreno alheio, frente ao lanterna-vermelha saudita. Há uns tempos, também Portugal goleou o Luxemburgo por 9-0 e na última jornada europeia constatámos o absurdo da lógica de apuramento nas qualificações europeias com a França a esmagar o rochedo de Gibraltar por 14-0.
Especificamente quanto aos jogos de Alvalade e da nossa Selecção, ouvi e li comentários exuberantemente laudatórios sobre tais façanhas. Que assim é que é, pois trata-se de uma forma de respeito pelos (pobres) adversários. Que assim os jogadores foram 100% profissionais, exprimindo no relvado uma deontologia como deve ser. Tendo a concordar com este tipo de abordagem, pois a comiseração e as acções caritativas são para outras esferas.
Acontece que logo me surgiram na memória comentários feitos quando, em 10 de Fevereiro de 2019, o Benfica venceu o Nacional da Madeira por 10-0. Então, ouvi e li argumentos à volta de tudo ter sido imoral (sic) por falta de respeito (sic) pelo outro contendor. Falou-se da «ética de (não) golear» (!), com assomos de verdadeiros tratados sobre a moral do resultado que não deve colidir com o moral das equipas. Que então o Benfica deveria ter parado de marcar (sic), ainda que ninguém se atrevesse a sugerir que pedisse ao árbitro para acabar o jogo aos cinco. Que, no alto rendimento, não se deve humilhar, nem espezinhar (sic). Que «houve coisas esquisitas» (sic). Que é preciso saber ganhar (sic). Etc., etc. Na altura, até foram vertidas várias teses doutrinárias sobre a invocada falta de competitividade do futebol português. Gostaria de saber qual a bitola moral (e científica) para dizer a partir de quantos golos uma goleada é eticamente desadequada e se tal limite é universal, nacional, paroquial ou clubista. Onde estavam estes teorizadores dos «limites para as goleadas por respeito ao adversário» quando, por exemplo, a Alemanha esmagou por 7-1 o Brasil no Mundial, ou quando até o golear abundantemente é visto como um alvo individual de acrescer golos e recordes de hat tricks, pokers e manitas, de que sempre se fala quando Ronaldo é o protagonista.
Para esta duplicidade, só encontro duas explicações: ou por no jogo dos 10-0 ter sido ultrapassado a barreira do som (dois dígitos), ou por ter sido obra do Benfica. Afinal, o costume. Nada de novo."