sábado, 1 de novembro de 2025

DE QUE CLUBE SOU EU?

 


"Esta pergunta tem a resposta mais obvia e mais importante de toda a minha vida, sou do Benfica. A beleza e o orgulho que é quando me perguntam o clube e me dão a oportunidade de dizer, sou do Benfica sou do histórico glorioso Sport Lisboa e Benfica! Então, se eu sei de uma forma clara que sou do Benfica, porque faço a pergunta de que clube sou eu?
Lembro-me desde pequeno querer ser adulto e sócio do Benfica, sócio o meu pai fez-me, adulto tive de esperar o mesmo tempo que alguns já esperaram para ganhar 1 campeonato (e se custa a passar), uma das vantagens que eu via em ser adulto era poder acompanhar o Benfica sempre e como quisesse, até aos 18 anos ia ao Benfica quando o meu querido pai me levava, depois dos 18 tirei a carta, fiz red pass e lá comecei eu esta aventura que passados 18 anos ainda permanece, acompanhar o clube de forma a que me sinta útil e importante, nem que seja num grito.
Acompanhar o Benfica trouxe-me os meus melhores amigos, melhores momentos, melhores sentimentos, os dias mais esperados de sempre… “toda a semana a pensar neste dia”, todas as noites pensar no 11, pensar em jogadas, fazer contas aos 3 resultados, adormecer e acordar a pensar no Benfica!
Então vamos lá esclarecer as minhas dúvidas, depois destes 35 anos de vida, 24 de sócio e 18 de cativo, faz sentido duvidar de que clube somos? NÃO!
Faz sentido analisar no que o clube se tornou nos últimos anos para que esta pergunta me passe pela cabeça? FAZ!
Quando comecei a acompanhar o clube era uma criança a passar a adolescente, vivíamos no que nós sócios apelidamos de “vietnam” antes do ano de 2000 (há mais de 25 anos), secura de títulos, jogadores fracos, treinadores fracos, estádios vazios, pouco associativismo, contas por pagar, falta de dinheiro, enfim era o que era. Tínhamos como presidente Vale e Azevedo que sucedeu a Manuel Damásio.
27 de Outubro de 2000, eleições para o Sport Lisboa e Benfica entre o então presidente João Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho, lembro-me de promessas de jogadores, se de um lado prometiam Jardel do outro o regresso de Rui costa, míticos debates televisivos e míticas assembleias que me relataram. Lembrar que Vale e Azevedo teve um mandato terrível a nível desportivo e dispensou João Vieira Pinto. Nessas eleições não podia votar (tinha 10 anos), porém também tive uma promessa, se Manuel Vilarinho ganhasse as eleições o meu pai fazia-me de sócio. Tive na fila de mão dada e lembro-me das conversas, falavam muito do Eusébio, passados alguns anos entendi o motivo. (Vale e Azevedo que viria a ser detido por defraudar o clube.)
Manuel Vilarinho trouxe Benfica ao Benfica, nessa altura éramos um clube atabalhoado a nível administrativo, financeiro e desportivamente não contávamos para o Totobola. Todas as ajudas eram poucas, nem que fosse uma ajuda do ex-presidente do Alverca que era sócio do Porto e do Sporting. Manuel Vilarinho cumpre 1 mandato de 3 anos e não se recandidata.
Passados 3 anos, dia 31 de outubro de 2003 Luís Filipe Vieira foi eleito pelos sócios do Benfica como presidente, teve no clube tantos anos quantos quis (saiu em 2021 detido), nunca teve oposição que colocasse em causa o seu trono, a não ser quando em 2020 aparece João Noronha Lopes. Luís Filipe Vieira era um presidente com muito pouco Benfica ninguém sabia que ligação de afeto tinha ao clube um homem que era presidente do Alverca e sócio de mais clubes até dos principais rivais do Benfica, frio, responsável a sua maneira, ambicioso nas áreas de infraestruturas e em quem os sócios sabiam o que esperar. Luís Filipe Vieira era acima de tudo um homem muito esperto que queria perpetuar o seu poder até quando não lhe interessasse mais, alterou estatutos, criou um programa de alargamento de sócios que possibilitou ao Benfica chegar a clube com mais sócios no mundo, chamou sempre para si a oposição e colocou o Benfica como capa de negociatas, interesses e processos duvidosos que ainda hoje estão em julgamento. Devolveu, no entanto, ao Benfica a competência desportiva e a estabilidade financeira que durante tantos anos fugiram ao clube.
Entre prós e contras cada sócio fará a sua análise.
Luís Filipe Vieira consegue trazer de volta aos 34 anos Rui Costa, ídolo dos benfiquistas por quem todos sempre sonharam com o regresso, passados 2 anos Rui Costa não tem nenhuma influencia positiva no futebol do Benfica, na época de 2006/2007 ficamos em 3º na liga, perdemos com o Varzim nos oitavos da taça, na liga dos campeões ficamos em 3º no grupo e fomos aos quartos de final na taça UEFA, no torneio Guadiana ficamos em 3º. Na época de 2007/2008 alcançamos um 4º lugar na liga, meias finais na taça de Portugal, voltamos a ficar em 3º no grupo da liga dos campeões e na taça uefa perdemos com o Getafe nos oitavos, nesta época Rui costa levanta o seu último título pelo Benfica, torneio Guadiana.
Luís Filipe Vieira viu em Rui Costa o que mais ninguém via, e que mais tarde se veio a arrepender de pensar que tinha visto, pensou o presidente que tinha ali um diretor desportivo que poderia dar um bom administrador de SAD e quem sabe até um dia presidente do Benfica.
Será que esta visão era mesmo assim? Ou era mais um argumento para o perpetuar no poder?
Quem melhor que Rui Costa a seu lado para que os sócios ficassem descansados com as suas intenções perante o Benfica?
Ano de 2021. Rui Costa assume a presidência do Benfica por motivos especiais, mas pouco surpreendentes, Rui Costa Já foi tudo no Benfica, jogador, diretor desportivo, administrador da SAD, vice-presidente do clube e mão direita do presidente. Passados 4 anos de presidência temos um Benfica com um presidente que se diz impreparado, pouco atento, assume responsabilidades, mas não tem consequências e as vezes assina sem ler, contrata jogadores em que o perfil não falha, mas o jogador pode falhar coloca um miúdo de 18 anos a falar aos jornalistas depois de lavar 5 no dragão 1 semana após a morte da sua mãe, despede treinadores consecutivamente em setembro quando estes prepararam época e plantel, planeia planteis sem a mínima estruturação, afasta os sócios do clube, tem o porto campeão no seu estádio, não consegue ganhar ao rival em casa num jogo que daria 1 campeonato, fez do rival bicampeão e vencedor de 1 dobradinha, tem um investimento brutal em modalidades sem retorno desportivo, faz investimentos de 130 milhões de euros e despede o treinador a 3ª jornada para num ato eleitoralista José Mourinho lhe salvar a pele…
Mas não se preocupem porque Luís Filipe Vieira que trabalhou com Rui Costa durante anos já falou várias vezes dele e não nos meteu medo até nos tranquilizou, só disse que ele era calão, ignorante, incompetente, sem noção e também pediu desculpa aos benfiquistas por o indicar aos sócios como alternativa para presidente, além de Luís Filipe Vieira todos os ex vice-presidentes e colaboradores do Benfica têm tido o mesmo tipo de elogios para Rui Costa.
Chegamos a 1 semana das eleições, eleições para o grande Sport Lisboa e Benfica e como têm lido neste resumo este é o meu clube, o que eu amo, o que eu nunca vou largar e o que me faz rir e chorar!
Nestas alturas os sócios do Benfica dizem sempre presente. Nenhum sócio é mais que outro para se achar dono de razão ou sabedoria.
Eu gostava que daqui a 35 anos a minha filha (tem 1 ano) estivesse em frente a 1 computador e escrevesse que no dia 8 de novembro de 2025 os sócios do Benfica saíram a rua, percorreram o mundo para votar e que com esses votos esta tendência de derrota e comodismo se afastou de vez do clube que o pai a ensinou a amar, que no dia 8 de novembro os interesses de quem governa o clube são mesmo só governar o clube. Daqui a 35 anos espero que a minha filha possa falar de um Benfica vencedor, ambicioso, com ideais e valores de 1904, daqui a 35 anos espero ter tantos anos como campeonatos ganhos, daqui a 1 semana dia 8 de novembro espero ter um dos dias mais felizes da minha vida, por isso voto numa mudança de ideias de valores de formas de ser e de estar perante o clube.
Espero que o meu pai esteja a festejar vitorias do Benfica junto aos grandes que já partiram, estou eternamente agradecido pela melhor herança que me deixou, cá por baixo vou fazendo o que posso para que um dia a minha filha tenha muito orgulho em ser do BENFICA.

PS: Quando votamos não estamos a votar numa só pessoa, votamos no que achamos que essa pessoa pode trazer com ela, e acho que já nos chega de porrada, o Benfica precisa da nossa ajuda e nos temos a obrigação de ajudar o Sport Lisboa e Benfica!
E PLURIBUS UNUM"

André Leonardo, in Benfica Independente

DAZN EUROPA - Fejsa sobre Ruben Amorim, Mourinho, e a dificuldade de jog...

                          

CENTRALIZAÇÃO E DIREITOS TELEVISIVOS

 


O futebol profissional em Portugal conhecerá, nos próximos três anos, um período de profunda transformação, na decorrência do processo de centralização dos direitos de transmissão televisivos vertido no Decreto-Lei n.º 22-B/2021.

A decisão legislativa visa assegurar uma redistribuição mais equitativa das receitas entre os diferentes clubes competidores, mitigando a atual discrepância entre os maiores e os mais pequenos e permitindo o reequilíbrio orçamental de uns e outros. No plano estritamente conceptual, a decisão afigura-se como justa quanto aos propósitos e acertada quanto aos fins que se propõe atingir. Competições compostas por clubes assentes em realidades competitivas muito díspares, em condições financeiras desequilibradas, nunca serão verdadeiramente aliciantes nem apetecíveis de acompanhar. Veja-se, a este propósito, o interesse que os jogos da Premier League despertam, baseado na imprevisibilidade dos resultados, fruto do evidente equilíbrio entre a maioria das equipas em competição. Estes resultados podem aferir-se quer nas notáveis audiências televisivas semanalmente atingidas, quer nas imagens que nos chegam de estádios repletos de adeptos vibrantes.
O exemplo inglês, entre outros que coexistem por essa Europa fora, comprova que a agregação dos direitos televisivos potencia o valor global do produto-futebol. Se replicarmos este modelo ajustado à realidade portuguesa, dúvidas não subsistirão de que um processo de centralização tratado de forma profissional poderá contribuir decisivamente para diminuir diferenças competitivas entre clubes nacionais, permitindo desde logo uma repartição ajustada dos valores sobre os direitos das ligas profissionais.
Assente em mecanismos de avaliação de performance perfeitamente claros e critérios objetivos quanto à valorização que cada um dos clubes entrega à competição, será possível desenhar um quadro de centralização transparente, previsível e aceite pelos diferentes stakeholders envolvidos no negócio.
Acontece que a necessidade de valorizar os campeonatos profissionais (I e II ligas), tornando-os produtos internacionalmente apetecíveis (tanto para adeptos como para operadores televisivos), impõe a adoção de um novo modelo de competição. Um formato que seja mais apelativo, de onde resultem mais clássicos, mais dérbis regionais, mais jogos disputados com outra intensidade e onde o tempo útil de cada jogo e a incerteza de cada partida relativamente ao resultado final sejam os ingredientes essenciais. Uma liga que concilie emoção e imprevisibilidade e permita o recrutamento de atletas de alto nível sairá reforçada e estará mais próxima de se transformar num produto audiovisual interessante para disputar a atenção de públicos internacionais tão diversos e que têm ao seu dispor tantas e tão variadas opções de entretenimento.
É neste contexto que a valorização dos conteúdos audiovisuais está intimamente dependente da qualidade da transmissão, dos protagonistas e da organização do espetáculo de futebol que se desenrola dentro do retângulo de jogo. Torna-se, por isso, fundamental reconhecer que, simultaneamente à discussão sobre o modelo de redistribuição de direitos televisivos, urge dar igualmente o pontapé de saída quanto à discussão relativamente ao formato do modelo de competição profissional que se pretende implementar e desenvolver em Portugal.
Com os calendários de competições nacionais e internacionais cada vez mais sobrecarregados (com compromissos europeus no âmbito da FIFA e da UEFA), impõe-se uma reflexão aprofundada sobre estas várias condicionantes tendo em vista a melhoria do atual quadro de competições. Desde logo: devem a I e II ligas ver reduzidos o número de clubes que nelas participam? Deve ser ponderada a introdução de uma 2ª fase de competição, após a primeira volta, que proporcione a divisão clara entre, por um lado, as equipas que vão disputar o acesso ao título nacional e às competições europeias e, por outro, as equipas que disputarão a permanência nas divisões profissionais? Fará ainda sentido ponderar, em alternativa, uma fase de play-off para apurar quais os participantes que disputarão a primeira metade da tabela qualificativa e o título de campeão nacional?
A definição do número de equipas em contenda, a eventual adoção de duas fases de torneio/competição, o número de jogos e a adoção e promoção de jogos-cartaz deverão ser consideradas as variáveis que poderão impactar de forma determinante o valor dos conteúdos que serão transacionados com os eventuais operadores interessados na aquisição dos direitos.
Estas, entre variadíssimas outras reflexões, devem iniciar-se o quanto antes e devem ser promovidas pelas principais instituições que regulam e dirigem o futebol português, tendo em vista não só o incremento de competitividade interna e a sustentabilidade futura do modelo de negócio, mas também a salvaguarda do bem-estar físico e emocional dos jogadores, equipas técnicas e staff de apoio, que não raras vezes se veem envolvidos em sobrecargas competitivas cujo interesse desportivo e comercial é, no mínimo, questionável.
Certamente que a eventual introdução de alterações aos quadros competitivos deverá obedecer à compatibilização entre competições europeias (FIFA e UEFA), competições nacionais e a todas as demais exigências que se constituem com as transmissões e produção de conteúdos televisivos.
Por tudo isto, o futebol profissional em Portugal vive um momento de viragem profundo, assim queiram os principais dirigentes nacionais aproveitá-lo. A óbvia necessidade de ter um produto futebolisticamente competitivo e menos desigual nas receitas encontrará resposta em dois vetores que são entre si interdependentes: só concretizando a reforma do modelo de competição será possível alavancar uma negociação mais ambiciosa da centralização dos direitos televisivos.
Ricardo Gonçalves Cerqueira, in a Bola

BENFICA: NADA MUDOU COM O "DEBATE" MULTISCREEN

 


Mais de uma hora em quatro TV's não permitiu a qualquer dos candidatos à presidência do Benfica dizer algo de novo ou determinante. Sobra a ironia de o eleitorado de Vieira vir a revelar-se decisivo.

Nenhum dos dois candidatos à presidência do Benfica é um verdadeiro político. O que não é necessariamente mau, apenas pode contribuir para pouco ou nada mudar de cada vez que falam e tentam apelar aos sócios.
Explicando melhor: quero acreditar que qualquer dos candidatos saberia responder à pergunta «como vê o Benfica em 2029, quando houver de novo eleições?». A culpa de a pergunta não ter sido feita não é obviamente deles, como não foi dos outros quatro que ficaram para trás na primeira volta, mas um verdadeiro político teria sabido dar o salto para o futuro. Rui Costa escusava de ouvir que deu equipas a treinadores já depois de o campeonato começar, Noronha Lopes tinha evitado contradições em relação ao que foi dizendo ao longo dos anos.
Em 70 minutos de debate, falou-se duas vezes e meia do futuro: sobre o que pode acontecer em janeiro (na verdade não é futuro); sobre a relação com os grupos organizados de adeptos (ninguém disse nada, como ninguém nada diz há anos quando está à vista de todos que o Benfica os tem); sobre os direitos televisivos (finalmente foi assumido o que estava na cara há muitos meses — o Benfica tudo fará para atrasar a aplicação da lei, e Pedro Proença bem ajudou à festa quando acenou com utópicos 300 milhões aqui há uns tempos).
nas eleições do Benfica, como em qualquer outra, permita-se o exagero, três dimensões fundamentais para a decisão antes de se colocar a cruz no boletim: o julgamento sobre o passado recente, a perceção e a convicção.
Em relação ao passado, a questão fulcral é se Rui Costa se demarcou suficientemente de Luis Filipe Vieira ou representa a continuidade. Não sendo certo que os sócios do Benfica queiram uma rotura total.
Sobre a perceção: se um candidato admite não ter lido o programa de outro, quantas pessoas achamos que leram o programa de alguém em quaisquer eleições em que tenham votado?
A convicção parece ser o ponto essencial. Os fenómenos do clubismo, da religião e do partidarismo contam à partida com muitos fiéis que o serão sempre, não importa o que se faça.
O debate foi civilizado, as TV fizeram o que puderam nesta nova modalidade de igualitarismo mediático que transforma debates em conjuntos de entrevistas, mas na verdade pouco terá mudado desde dia 25. E a chave, ironicamente, parece ficar no eleitorado de Luís Filipe Vieira...
Alexandre Pereira, in a Bola

VITÓRIA SC x SL BENFICA | ANTEVISÃO J10

                           

BENFICA-REVISTA IMPRENSA 1 Novembro GLORIOSO VOLA A ENTRAR EM CAMPO NUMA...

                           

Liga 25-26 Jornada 10 ⚪ VITÓRIA SC VS BENFICA 🔴 (ANTEVISÃO) ● Qual vai s...

                           

VANTAGENS DE VENCER EM GUIMARÃES E... MOURINHO!

                           

JOAQUIM FERREIRA BOGALHO | PRESIDENTE DO BENFICA

                           

PORQUE VOTO NORONHA LOPES NA SEGUNDA VOLTA?


"Para chegar à pergunta do título do texto, sinto-me na obrigação de contextualizar os leitores para a mesma. Como sabem, o Sport Lisboa e Benfica foi eleições no passado dia 25, numas eleições históricas, quer pelo número de votantes (foi atingindo o recorde mundial de mais de 85000 associados), pelo número de candidatos à Presidência da direção (6), pela primeira candidatura independente de um só órgão social (liderada por João Leite e apoiada pelo movimento Servir o Benfica e pela candidatura Benfica Vencerá), mas também pela possibilidade de uma segunda volta, caso nenhum dos candidatos consiga uma maioria absoluta.
E foi exatamente este cenário que se verificou no dia 25, com o Presidente em funções, Rui Costa, obter cerca de 43% dos votos e o segundo candidato mais votado, João Noronha Lopes, obter cerca de 30% dos votos, obrigando, assim, as eleições a ter uma segunda volta, que se realizará no próximo dia 8 de novembro.
Quem me conhece, sabe que votei na lista C, encabeçada por João Diogo Manteigas, mas como não passou à segunda volta, abriu-se-me um dilema: em quem votarei na segunda volta? Após algum pensamento, que já o tinha feito, em análise dos diversos cenários eleitorais prováveis, acabei por decidir o meu voto, que será para João Noronha Lopes. E passo a explicar o porquê.
João Noronha Lopes não representa a mudança que eu considero que o Benfica urgentemente necessita (pessoalmente, considero que o Benfica precisa de uma mudança e uma rutura ao nível de 1926), mas apesar disso, não deixa de representar uma mudança face ao regime que temos instalado no clube desde 2003.
O Sport Lisboa e Benfica está envolvido numa teia de conflitos de interesses e negociatas que apenas prejudicam e têm prejudicado o clube nas últimas décadas. O Presidente em funções, Rui Costa, ao contrário do que se indica, não tenho pouca experiência associativa no Benfica, tendo sido diretor desportivo e administrador da SAD durante cerca de 13 anos, conhecendo bem portanto, as teias que estão envolvidas no clube.
Ao mesmo tempo, Rui Costa foi sempre apontado como o “sucessor natural” de Luís Filipe Vieira, o que NOS leva a pensar qual será o interesse do Rui Costa em acabar com essas mesmas teias (pessoalmente, acho que nenhum).
É verdade que Rui Costa cumpriu uma das suas grandes bandeiras eleitorais, o processo de revisão estatutária, que foi muito participado e do qual eu sinto um profundo orgulho de ter contribuído. Mas logo a seguir, durante mais de 6 meses nunca se ouviu falar de um regulamento eleitoral, sendo que é apresentado em setembro uma espécie de regulamento, quase uma cópia chapado do regulamento de 2021, numa Assembleia Geral em que nem foi permitida a discussão nem a admissão de propostas de alteração ao mesmo documento. Por mais evidente, tornou-se natural que o chumbo fosse inevitável; pessoalmente, considero que foi uma jogada da direção para ter argumentos para se justificar do facto de não ter feito o seu simples trabalho (Sílvio Cervan deve ter estado muito ocupado para não ter tido tempo de fazer um simples regulamento).
Passemos ao plano desportivo, talvez aquele que mais envergonha os benfiquistas - um mandato simplesmente desastroso. Um campeonato, uma taça da liga e duas supertaças em 16 títulos oficiais disputados é manifestamente miserável para a dimensão do Sport Lisboa e Benfica. Um mandato em que existiu um autêntico corrupio de jogadores e treinadores, não sei naturalmente possível a criação de estabilidade num plantel, o que dificulta a manutenção da já pouca cultura ganha dor existente atualmente no clube.
O ponto financeiro também não está em muito melhores condições, pois o Benfica não se conseguiu qualificar para a Liga dos Campeões, uma época em que as contas podem rapidamente descer para níveis vermelhos e preocupantes.
Este é o Benfica do Rui Costa; este é um Benfica que, honestamente, acho que nenhum benfiquista quer ver e, por isso, acima de tudo, não quero que Rui Costa continue à frente dos destinos do Sport Lisboa e Benfica.
E se numa segunda volta, temos uma candidatura de mudança e uma do status quo, quem defende a mudança deve votar nessa candidatura, mesmo não acreditando não há 100%, como é o meu caso, mas sei que o Benfica irá mudar alguma coisa.
Citando Vasco Gonçalves, um grande benfiquista e filho do treinador que venceu o primeiro campeonato nacional de Sport Lisboa Benfica, Vítor Gonçalves: “ou se está com revolução ou se está com reação!! Não terceiras vias nem pode haver neutros”.
Por isso, por tudo o que escrevi acima, no dia 8 votarei João Noranha Lopes. Estarei com ele até ao fim desta corrida eleitoral. Desejo muito boa sorte a Noronha Lopes e que dia 8 seja eleito o 35º Presidente da história do Sport Lisboa e Benfica.
Viva o Velho Clube Campeão,

viva o Sport Lisboa e Benfica"

Iúri Barros, in Benfica Independente