domingo, 29 de maio de 2022

PRIORIDADES...!!!

 


"O futebol português está tão manipulado a favor do anti-Benfica, que um jantar de apresentação do Roger Schmidt aos jornalistas causa mais polémica do que o Cashball ir a tribunal por corrupção desportiva.
Incrível, não é?"

DA PEDAGOGIA - OU DA FALTA DELA

 


"Na Grécia Clássica, o escravo que conduzia a criança até à palestra era denominado de pedagogo. Era aquele que a acompanhava e aproveitava o caminho para a ir educando…
Genericamente, a pedagogia é definida como a ciência que tem por objecto o estudo da educação. Ela fornece-nos os métodos e os meios para atingirmos resultados que beneficiem e valorizem o ser humano, tanto individual como colectivamente.
A pedagogia aplicada ao desporto resulta num campo do conhecimento que investiga a prática educativa pela atividade desportiva. A abordagem pedagógica do desporto releva questões não só de educação, mas também de formação e desenvolvimento. Falamos então de «pedagogia do desporto».
Mas mais importante do que abordarmos a pedagogia do desporto seria abordarmos a pedagogia no desporto. Porque para além de métodos e procedimentos, a pedagogia no desporto é acima de tudo uma ética pedagógica.
No momento em que o desporto é atravessado todos os dias por factos que nos mostram violência, xenofobia, fraude, corrupção e muitos outros comportamentos desviantes e disruptivos, mais do que nos preocuparmos com as causas deveríamos preocupar-nos com as consequências. Mais do que andarmos preocupados com a sensibilização, deveríamos andar preocupados com a formação. Com a formação integral do ser humano… Mais do que recorrermos à ética, ao cartão branco ou ao cartão do adepto (já em desuso), a mais legislação e a mais sanções, deveríamos recorrer à pedagogia. Sabemos e conhecemos da fragilidade e da imperfeição do ser humano.
Sabemos e conhecemos da incompletude da democracia. Sabemos e conhecemos como o sistema económico submete, aprisiona, tritura e elimina.
O próprio desporto – a actividade em si – colocou-se a jeito (ou foi colocado a jeito, talvez com intenções mercantilistas já na sua génese) e não esqueçamos que é uma actividade criada, desenvolvida e gerida pelo ser humano. Para além de muitas modalidades desportivas serem originárias das chamadas «artes da guerra» (salto com vara, lançamento do dardo, tiro com arco, judo, esgrima, tiro olímpico) o desporto assumiu um vocabulário castrense (ataque, defesa, tiro, lançamento, simulação, estratégia, contra-ataque). Os próprios J. O. da era moderna, que desde o seu início representaram o confronto entre as várias nações, adoptaram muitos dos elementos simbólicos da guerra (os desfiles com as bandeiras nacionais, as equipas uniformizadas, a atribuição de medalhas, a entoação dos hinos nacionais).
Dever-se-ia pedir aos jogadores que jogassem demonstrando pedagogia. Aos treinadores que fossem pedagogos. Aos árbitros que julgassem pedagogicamente. Aos dirigentes que executassem a sua gestão com uma base pedagógica. Aos políticos que actuassem dando exemplo de pedagogia. Tal desiderato não nos é no entanto possível dada a nossa imperfeição. Pior ainda quando não estamos preocupados com a verticalidade da nossa coluna vertebral. Recorremos muito ao chavão «é preciso mudar mentalidades», sim, mas sempre a dos outros, nunca a nossa. Esquecemo-nos amiúde que não é a doença que temos de tratar. É o doente que tem de ser tratado!
Portugal não vai ter nenhum árbitro no Mundial de futebol no Catar. Tendo sido escolhidos 36 árbitros, 69 árbitros assistentes e 24 para operarem o VAR, Pierluigi Collina, presidente do Comité de Árbitros da FIFA declarou que o critério utilizado foi o da qualidade. Informa-nos Duarte Gomes, através da sua página pessoal do Facebook (21.05.2022), que um dos árbitros assistentes seleccionado foi Tevita Makasini, do Tonga (arquipélago nos arredores da Polinésia), que, no entanto, nesta época não fez um único jogo no campeonato local. Triste pedagogia esta!
Disse o Presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol: “Ficamos tristes por não termos nenhum representante no Mundial”. Antes pelo contrário, deveríamos estar contentes, alegres por não termos ninguém num Mundial de futebol que vai ser realizado num país em que se questionam os direitos humanos, entre eles o da igualdade de género, mas para o qual foram escolhidas três senhoras – pela primeira vez – para arbitrarem no mesmo. Escolha pela qualidade, pela competência, ou por motivos políticos? Deveríamos estar felizes por os nossos árbitros não fazerem parte de um quadro de uma organização quando a Human Rights Watch exige que a FIFA indemnize (consta-se que são 418 milhões de euros) as famílias dos cerca de mais de seis milhares e meio de trabalhadores mortos na construção dos estádios e respectivas infraestruturas. Por aqui se vê por onde anda a pedagogia…
Exemplos flagrantes também a decisão do TIC do Porto de levar a julgamento dois empresários de futebol e um funcionário de um clube acusados do crime de corrupção por, alegadamente, tentarem favorecer esse clube não só nos resultados dos jogos de futebol mas também nos de andebol, assim como a irradiação de um árbitro português de ténis por manipulação de pontuações introduzidas num evento em 2020 e que facilitou ganhos a vários apostadores.
Entretanto a Federação Portuguesa de Futebol recebeu 400 mil euros da União Europeia para financiar o programa ‘Sport Against Match-Fixing’ a fim de combater a viciação de resultados… Segundo a sua pedagogia, e de acordo com a nota divulgada no ‘site’ da FPF, o projecto pretende “sensibilizar atletas da formação de várias modalidades desportivas para os perigos do ‘match-fixing’ e o impacto negativo que a associação a este fenómeno tem nas suas carreiras”. Mais uma campanha de sensibilização? E será a entidade que gere o futebol que se irá dedicar a outras modalidades desportivas? Vivemos numa sociedade em que o superficialismo e o facilitismo são pedra de toque para muitas realizações. Com a consequente projecção mediática.
Vivemos numa sociedade em que uns pedem mais armas, alguns mais sanções e outros pedem mais financiamento. Mas, tal como nos perguntava Jorge Valdano («A Bola», 21.05.2022), “por que razão nos custa tanto reconhecer a honra e a ética?». Questão que poderemos reformular com um pequeno acrescento: por que razão nos custa tanto reconhecer a honra, a ética, a moral e a pedagogia? Porque se a ética é prescritiva e a moral normativa, é a pedagogia que é actuante!
Exemplo pedagógico foi o protagonizado por Steve Kerr, treinador dos Warriors na NBA e adjunto da selecção norte-americana, na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com os Mavericks. “Hoje não vou falar de basquetebol. Não quero responder a perguntas sobre basquetebol, o basquetebol hoje não interessa.” Referia-se ao massacre em Uvalde, no Texas, em que foram assassinadas dezanove crianças e duas professoras. “Quando vamos fazer alguma coisa? Isto é patético. Estou cansado dos minutos de silêncio. Basta!”"

EIS A MERDA DO PAPEL RECICLADO COM UM PORCO NO JORNAL DO PUTEDO


 

sábado, 28 de maio de 2022

HIPÓCRITAS. QUEM PAGA ALMOÇOS E VIAGENS A QUEM?



O insolvente Francisco Marques, com o ataque abjeto e vergonhoso que fez ao Luís Vilar, corroborou tudo o que este disse a seu respeito e do FC Porto. Foi uma tentativa mesquinha de silenciar a voz incómoda do comentador da CNN Portugal. E, segundo consta, surtiu o efeito pretendido: o Luís Vilar, diz-se nos corredores, irá ser afastado da CNN. Algo que, a confirmar-se, será um escândalo, um «baixar as calças» absolutamente inadmissível da estação televisiva de Queluz de Baixo.

O 'modus operandi' da comunicação do clube da fruta é sobejamente conhecido: atiram a pedra, intimidam, levam resposta, indignam-se, fazem-se de vítimas. Rinse and repeat. É um ciclo interminável que já não convence rigorosamente ninguém.
Já a respeito dos infindáveis telhados de vidro que têm, nem um piu. Gostávamos de ouvir o Chico falido falar dos jantares anuais do presidente do FC Porto com deputados de vários partidos no restaurante da Assembleia da República, ou das inúmeras viagens pagas pelo FC Porto, com alojamento incluído, a alguns comentadores, nomeadamente aos «fazedores de opinião» Paulo Baldaia e Pedro Marques Lopes.
Nesses casos não houve tentativa de condicionar e seduzir os participantes? Não se tratou de «operações de charme»?
Hipócritas!
Não confundamos o essencial com o acessório. O essencial é que um clube que ficou conhecido por distribuir fruta e café com leite aos árbitros e por desenhar um plano para condicionar decisões judiciais, de arbitragem, de media, etc, anos volvidos mantém as mesmas práticas de condicionamento. E pior, ainda resultam!
A De Águia ao Peito está com o Luís Vilar e todos os jornalistas e comentadores que, ao longo das últimas 4 décadas, foram vítimas de perseguição por parte de dirigentes e guarda pretoriana do FC Porto, e desafiamos todos aqueles que desejam erradicar estas práticas de coação e intimidação a unirem-se a nós numa corrente solidária.
É hora de, todos juntos - adeptos, jornalistas e comentadores, acabarmos com isto de vez.

CAMPEÕES NACIONAIS



 Campeões Nacionais!

Juniores do Benfica bateram o Braga por 3-0 e conquistaram o 25.º título nacional de Sub-19 do Clube.
É nosso! Os Juniores do Benfica conquistaram o 25.º título nacional de Sub-19 do palmarés na tarde deste sábado, 28 de maio, ao vencerem o Braga por 3-0 no Benfica Campus. Em encontro da 14.ª e última jornada da fase de apuramento de campeão, num jogo digno de uma final, a vitória só ficou decidida nos últimos minutos da partida. Emocionante!
Tarde de decisão do Campeonato Nacional de Juniores, com o líder Benfica e o FC Porto (em 2.º lugar com os mesmos 30 pontos que as águias) a discutirem o título em partidas distintas. No Benfica Campus, os comandados por Luís Araújo tinham pela frente um Braga com "uma identidade muito própria", como disse o técnico na antevisão ao encontro; à mesma hora (17h00), o FC Porto defrontava o Estoril em Vila Nova de Gaia.
Bola ao centro, apito inicial da partida e muito equilíbrio em campo. O Benfica apresentava-se mais cauteloso, a analisar sem se precipitar, num jogo sem grandes oportunidades de parte a parte nos primeiros minutos.
Aos 10', Nuno Félix criou o primeiro momento de perigo ao cabecear uma bola de canto batida por Hugo Félix, mas o esférico saiu por cima da baliza. Com mais posse de bola, o Benfica tentava, através dos três corredores, instalar-se e levar perigo à área do Braga.
Volvidos cinco minutos (15'), Hugo Félix foi travado numa jogada promissora. Na marcação do livre direto, o médio encarnado atirou contra a compacta barreira bracarense e, na recarga, o esférico passou ao lado da baliza de João Carvalho.
O Benfica colecionou mais oportunidades, nomeadamente aos 33', por Diogo Prioste e António Silva, mas foi aos 38' que se viu o melhor momento até então. Fora da área, Hugo Félix rematou forte e colocado, para grande defesa de João Carvalho. Até ao intervalo a igualdade a zero não se alterou.
No reatamento, as equipas conferiram o mesmo ritmo ao jogo, mas abriram mais espaço entre as linhas. Aos 57', boa oportunidade para o Benfica, através de João Resende, a cabecear para as mãos do guardião do Braga.
Os minutos corriam e o resultado não mexia no Seixal, enquanto o FC Porto vencia o Estoril no Norte do país. Aos 63', o treinador Luís Araújo promoveu a três alterações no xadrez benfiquista: saíram Guilherme Montoia, Diogo Spencer e Hugo Félix e entraram Zan Jevsenak, José Marques e Franculino Djú.
Seguiram-se momentos mais ofensivos das águias, com ocasiões flagrantes, nomeadamente aos 65', por Diego Moreira, aos 77', através de Pedro Santos e aos 81', por Nuno Félix. A bola persistia em não entrar, até ir a jogo a peça-chave que desbloqueou o marcador...
Minuto 82 e mais uma troca na equipa do Benfica: saída de Pedro Santos para a entrada de Iuri Moreira. Aos 84' quase se cantou vitória, quando Franculino Djú, isolado em frente a João Carvalho, rematou para as mãos do guarda-redes. No minuto seguinte (84'), o Seixal ficou em pé! Cruzamento de Diego Moreira para finalização de Iuri Moreira. Finalmente o golo! Mas ainda não era certo, dado o 4-0 do FC Porto no momento.
Jogo intenso, emoções à flor da pele, o tempo a esgotar-se e o título a escorregar por entre os dedos. Aos 89', mais um golo, o mesmo marcador! Novamente a passe de Diego Moreira, Iuri Moreira cabeceou para o fundo das redes bracarenses. 2-0 e Benfica Campus ao rubro, dentro e fora do campo, com o Presidente Rui Costa a vibrar com a vitória nas bancadas, onde também se encontrava João Félix.
Já na compensação, aos 90'+5', momento em que o FC Porto vencia por 6-0, Franculino Djú marcou o 3-0 e carimbou o triunfo do Benfica com selo de "campeão nacional". Sofrido, incerto e emocionante até ao último minuto! As equipas terminam a competição com os mesmo pontos, mas um golo apenas fez a diferença... e o Benfica é Campeão!
Olhando para o percurso do Clube no Campeonato Nacional 2021/22, não podia ter começado melhor! Conquistou a 1.ª fase — Série Sul, com 53 pontos. Na fase de apuramento de campeão, as águias, que chegaram à 14.ª jornada na liderança, averbaram dez vitórias, três empates e uma derrota em 14 jogos, detendo o ataque mais concretizador desta etapa, com 35 finalizações. Uma época de excelência para os Juniores, que depois da conquista da UEFA Youth League, coroam a temporada com o título de Campeões Nacionais.
DECLARAÇÕES
Luís Araújo (treinador do Benfica): "Este título representa muito o que é a formação. Neste Campeonato jogaram desde Sub-16 até à equipa B. É um trabalho de toda a formação e staff e só é possível pela comunicação que há entre as equipas técnicas. Partilho o título com os meus colegas. Estamos muito satisfeitos por termos conseguido um título importante para o Clube. Agradeço ao míster Veríssimo, ao míster Oliveira e ao míster Luís Castro. Os títulos são conquistas pelo ADN do Clube. O maior troféu será vê-los chegar à equipa A. Sabíamos que íamos sofrer hoje, as oito equipas desta fase final têm muita qualidade. Ser decidido nos últimos instantes, com a mesma pontuação, pela diferença de golos, mostra o quão renhido é. Estão todos os jogadores e equipas de parabéns."
Iuri Moreira (avançado do Benfica): "É um sentimento inexplicável. Nunca tinha ganho nenhum Campeonato, foi bom ajudar a equipa, agora é festejar. Eu disse aos meus colegas e aos adjuntos que estava confiante que ia marcar. Resultou. O nosso grupo é uma família e estamos sempre abertos a novos jogadores."
Diogo Prioste (médio do Benfica): "Muitas emoções até ao fim. Trabalhamos há muitos meses por isto, é um dos dias mais felizes da minha vida. Quero continuar a conquistar títulos pelo Clube."
José Müller (defesa do Benfica): "Significa muito. Foi uma época longa e sabe bem. Estávamos mental e psicologicamente cansados. Estávamos cansados, mas a acreditar. Foi até ao final. Tem um sabor melhor, principalmente depois da pandemia"
António Silva (defesa do Benfica): "Precisávamos ganhar este título. Depois da Youth League era importantíssimo fazermos a dobradinha. Estando mais perto do final sabíamos que tínhamos de fazer golos. Soubemos dos golos do FC Porto e era cada vez mais preciso. Conseguimos"
Hugo Félix (médio do Benfica): "É muito bom. Depois de nove meses de muito trabalho, acabar com o troféu é o maior desfecho. Tendo o meu irmão [João Félix] aqui é ainda melhor. Conseguimos a maior dobradinha. É incrível, o Benfica é o maior clube do Mundo e jogar e ser campeão pelo Benfica é incrível."
Diego Moreira (extremo do Benfica): "Não há palavras. É a minha segunda época aqui e não tenho palavras. É incrível, não consigo explicar. Vamos aproveitar e fazer a festa. O Benfica é família, já não é uma equipa."
Benfica-Braga
3-0
Benfica Campus (campo n.º 1)
Onze do Benfica
André Gomes, Guilherme Montoia (Zan Jevsenak, aos 63'), José Müller, António Silva, Diogo Spencer (José Marques, 63'), Nuno Félix, Diogo Prioste, Hugo Félix (Franculino Djú, 63'), Pedro Santos (Iuri Moreira, aos 82'), Diego Moreira e João Resende
Suplentes
Alexander Sandahl, Gustavo Mendonça, Zan Jevsenak (63'), José Marques (63'), Ricardo Nóbrega, Iuri Moreira (82') e Franculino Djú (63')
Onze do Braga
João Carvalho, Tomás Marques, Jonatas Noro, Marco Torres, Nuno Matos, João Santos, Idalécio Dias, Mateus Santos, Rodrigo Macedo, Dinis Gama e Vicente Durand
Suplentes
Zé Pedro, Nuno Teixeira, Francisco Conceição, Gustavo Barge, Edu Santos, Pedro Rocha e Guilherme Smith
Ao intervalo 0-0
Golos
Benfica: Iuri Moreira (87' e 89') e Franculino Djú (90'+5')

NA FINAL DA EHF



 Final garantida!

O Benfica venceu (19-26) o Orlen Wisla Plock, em jogo da meia-final da EHF European League. Na final as águias vão defrontar os alemães do Magdeburgo, que são detentores do título.
O Benfica venceu (19-26) os polacos do Orlen Wisla Plock nesta tarde de sábado, 28 de maio, em jogo referente à meia-final da EHF European League, que se realizou no Altice Arena, garantindo a presença na final da prova, onde irá enfrentar os alemães do Magdeburgo.
A primeira parte ficou marcada pela superioridade das defesas em relação aos ataques, com particular destaque para o guarda-redes do Benfica, Sergey Hernández. O equilíbrio nos primeiros 10 minutos foi desfeito paulatinamente pelos comandados de Chema Rodríguez, mais objetivos no ataque às redes guardadas por Morawski.
Nesta fase, o guardião internacional espanhol do Benfica, com várias intervenções de categoria, adiou, com algum desacerto dos polacos, a aproximação no marcador, que, aos 19 minutos ditava um 2-5 para as águias.
As pretensões polacas pela zona central foram quase sempre anuladas pela agressividade dos centrais do Benfica, pressionantes e intensos a impedir o jogo para o pivot. Porém, a verdade é que os encarnados foram acumulando erros no ataque e não conseguiram, por isso mesmo, disparar no marcador.
O Orlen Wisla Plock reduziu para 5-6, Chema Rodríguez parou o jogo e o fio condutor do mesmo voltou a ficar na mão do Benfica, que atingiu o intervalo a vencer por 8-10.
Na segunda parte o Benfica entrou com a mesma dinâmica e, fundamentalmente, eficaz nos processos defensivos. Os polacos continuaram a esbarrar na determinação encarnada e começaram a dar sinais de desnorte. Aos 26', Krajewski foi expulso por acertar com a bola na cabeça de Gustavo Capdeville na marcação de um livre de sete metros.
Aos 43' a vantagem do Benfica subiu para os 11-17 e daí em diante o coletivo revelou maior facilidade no controlo das emoções, sempre apoiado pelos entusiastas Benfiquistas presentes no Altice Arena, e construíram um triunfo robusto e notável, fazendo história no Clube e na modalidade. Com o 19-26 final, o Benfica assegurou assim a presença na sua primeira final europeia na modalidade, que será disputada neste domingo, 29 de maio, às 18h00, frente aos alemães do Magdeburgo, que bateram o RK Nexe por 34-29. O Magdeburgo, recorde-se, é o detentor do troféu e atual líder do Campeonato Nacional do seu país.
DECLARAÇÕES
Chema Rodríguez (treinador do Benfica): "É incrível poder estar na final da EHF European League, estes rapazes ganharam ao Orlen Wisla Plock que é uma equipa brutal. Foi um jogo excecional, uma vitória do grupo e dos Benfiquistas. É histórico para nós, queremos ganhar a final. Vamos tentar fazer algo ainda mais histórico. É curioso que as equipas que mais golos marcaram na competição, marcaram hoje poucos golos. As defesas estiveram por cima dos ataques. O Sergey Hernández esteve brutal. Que amanhã o pavilhão esteja cheio de Benfiquistas. Que possamos fazer algo histórico. O apoio foi impressionante. Parecia que estávamos a jogar no Estádio da Luz, no campo de futebol. Esperemos corresponder com uma vitória. Fizemos uma exibição impressionante. Não temos tanta experiência, mas com estes adeptos e a vontade de ganhar desta equipa, por vezes, torna-se muito difícil ganharem-nos. Vamos defrontar o Magdeburgo, é uma equipa fora do normal! É o líder da Liga alemã, que, a par da francesa, é a mais forte. Tem um grande treinador, jogam muito bem, não podemos dar-lhes nada. Será um jogo muito complicado, mas estamos em casa e com vontade de fazer algo grande. Também será difícil para eles."
Sergey Hernández (guarda-redes): "A chave foi tudo, sobretudo a equipa. Os adeptos foram muito importantes, fizemos um grande jogo na defesa, na baliza e no ataque. Fizemos um grande trabalho. De todos fomos um. Estive firme e fiz o melhor possível. Será uma final frente ao Magdeburgo, merecemos depois de um ano longo de trabalho. Espero que ainda esteja mais gente no pavilhão."
Orlen Wisla Plock-Benfica
19-26
Altice Arena
Formação inicial do Benfica
Sergey Hernández, Jonas Källman, Rogério Moraes, Lazar Kukic, Demis Grigoras, Ole Rahmel e Alexis Borges
Suplentes
Gustavo Capdeville, Mahamadou Keita, Bélone Moreira, Paulo Moreno, Carlos Martins, Petar Djordjic, Tadej Kljun, Luciano da Silva e Francisco Pereira
Formação inicial do Orlen Wisla Plock
Adam Morawski, Daszek, Jurecic, Serdio, Susnja, Krajewski e Kosorotov
Suplentes
Witkowski, Lucin, Kaminski, Mitrovic, Alonso Fernández, Szita, Terzic, Mihic, Czaplinski e Zhitnikov
Ao intervalo 8-10
Marcadores do Benfica
Petar Djordjic (9), Lazar Kukic (5), Jonas Källman (2), Ole Rahmel (2), Demis Grigoras (2), Rogério Moraes (2), Bélone Moreira (1), Paulo Moreno (1), Alexis Borges (1) e Luciano da Silva (1)

PRIMEIRAS PÁGINAS DO JORNALIXO USANDO COMO SEMPRE O NOME DO BENFICA


 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

OS DONOS DA BOLA

 


"Muitos não o saberão: Guilherme Pinto Basto foi o introdutor do futebol em Portugal. Tenho a sorte e a honra de ser seu bisneto.
Quando hoje associo aquilo que ele fez, com um enorme orgulho de ter introduzido neste país um pouco mais da cultura do "sportsman", com a realidade atual do que representa o futebol, acredito que ele estará muito pouco orgulhoso da herança que nos deixou.
Na sequência das primeiras partidas realizadas com a comunidade inglesa que vivia no nosso país foi sendo criada uma estrutura organizada de torneios que permitiriam a promoção do desporto e a sua valorização.
Nessa altura, os membros da família Pinto Basto, que eram bastantes, promoveram a criação do Club Internacional de Football e aí se entregaram à deliciosa prática deste novo desporto que ganhou enorme adesão no povo português.
Nesse tempo o futebol era ainda amador, mas cedo se começou a promover a sua profissionalização, seguindo a tendência que se verificava já no seu país de origem.
A posição dos membros da família Pinto Basto foi completamente contrária a este movimento e acabaram por manter o CIF como um clube não profissional, mantendo ainda hoje a realização do campeonato amador de Lisboa.
Várias foram, com certeza, as razões que levaram o clã Pinto Basto a bater-se pela manutenção do desporto amador, mas uma é certa: a convicção de que a profissionalização do desporto o tornaria em negócio e sujeito às maiores tentações que a geração de riqueza sempre traz consigo.
Passados estes anos, tenho que dizer que não sou incondicionalmente alinhado com aquela posição sobre a profissionalização e que esta serviu para promover este desporto e para a sua democratização, principalmente no que respeita ao acesso dos jogadores de menos posses a poderem praticá-lo.
E acho também que, apesar de ser evidente que a exposição ao dinheiro iria permitir uma maior tentação de caminhos errados, toda a nossa vida tem sempre presente esse risco e que somos nós que, conscientemente, podemos dizer sim ou não aos comportamentos que são sérios ou menos sérios.
Não tem sido aquilo que mais temos visto na gestão dos clubes de futebol, nas organizações internacionais, e nem sequer nas estruturas de apoio aos clubes, as chamadas claques.
Mas também não vemos, nas instituições responsáveis pela regulação destas atividades, uma vontade de conseguir transformar aquilo que permite que o futebol continue a ser aquilo que o resto da sociedade condena.
Um ambiente de negócios escuros em que muitos se tornam milionários sem qualquer justificação.
O medo de enfrentar estas questões, que terão reações muito fortes por parte daqueles que delas dependem e vivem, permitiu, no passado, que alguns dirigentes destes clubes não fossem julgados, ou só o fossem depois de deixarem as suas funções, ou ainda, que fossem brandamente punidos.
A responsabilidade está no Estado e nos dirigentes, principalmente dos maiores clubes, mas a sociedade civil também deve começar a fazer pressão junto daqueles para que se possa voltar a viver o futebol com o espírito com que ele chegou ao nosso país, mas sem medo de que se tenha tornado profissional.
Não se trata de tentar santificar o futebol, mas apenas de regular e fiscalizar esta atividade com o mesmo vigor com que se vigiam as pequenas empresas, entidades anónimas e sem vedetas ou meios para lutar contra os abusos de quem fiscaliza."

SONHO EUROPEU



 "O Benfica tem, neste fim de semana, em Lisboa, a oportunidade de uma conquista europeia. A presença inédita na EHF Finals Men de andebol é o tema em destaque, hoje, na News Benfica. E há mais.


1
É já amanhã, no Altice Arena, às 17h30, que a nossa equipa de andebol enfrenta o Orlen Wisla Plock nas meias-finais da EHF European League. A outra meia-final começa às 15h00, entre SC Magdeburgo e RX Nexe.
É fundamental que os Benfiquistas estejam junto da equipa e a ajudem a ultrapassar este adversário muito difícil.
Vencer uma prova europeia de andebol pela primeira vez é o objetivo.

2
Chema Rodríguez, treinador da nossa equipa de andebol, releva o facto de o adversário polaco ter "muitos jogadores internacionais, que jogaram este tipo de final four muitas vezes, com muita experiência", mas realça que "nós temos outras virtudes, como jogar em casa perante os nossos adeptos" e a "vontade de ganhar", considerando que "essa fome é que nos torna perigosos, capazes de ganhar a estas equipas fortes".
O nosso ponta-direita, Ole Rahmel, relembra que "é importante ter muitos adeptos" e que a equipa dará "tudo para ganhar", realçando ainda a "grande oportunidade de ver alguns dos melhores atletas europeus nesta modalidade".

3
Entrámos a ganhar nos quartos de final dos play-offs do Campeonato Nacional de futsal. Leia a reportagem e veja o resumo da vitória, por 1-3, na visita ao Leões Porto Salvo, aqui.

4
Sábado, às 17h00, há jogo decisivo dos Sub-19, no Benfica Campus. Um triunfo frente ao Braga, na última jornada, garante o título nacional. Não deixe de apoiar a nossa equipa!

5
Domingo, às 15h00 no Pavilhão João Rocha, tem início a meia-final do Campeonato Nacional de hóquei em patins. Benfica e Sporting discutem o acesso à final, sendo necessárias três vitórias para obter o apuramento.

6
Amanhã, a nossa equipa feminina de futsal disputa o primeiro jogo da meia-final do Campeonato, em visita ao Novasemente (21h30). E, no andebol feminino, as campeãs nacionais têm jornada dupla com receções ao CS Madeira e ao Madeira, SAD. Terminar invencíveis a prova é o objetivo. Há também meias-finais da Taça de Portugal de râguebi e polo aquático (feminino). Para estes e outros jogos, confira a agenda no Site Oficial."

RISTIC

 


É oficial, Ristic, é jogador do Benfica!
Sérvio, ex-Montpellier, vem como defesa-esquerdo, apesar de ser polivalente, e recentemente até ter jogado a extremo-direito!!!
Ainda existe muito indefinição no plantel, não sei se vem como potencial titular, ou se como alternativa, ao Grimaldo, ou a outra contratação mais 'reconhecida', e por isso não é fácil analisar o potencial impacto!

Para já, observando a carreira, parece-me um jogador agressivo, tecnicamente bom, mas que também usa o físico, mais ofensivo do que defensivo... mesmo assim, muito provavelmente, melhor defensivamente que o Grimaldo!

Pela forma como actua e até pela palavras de hoje, parece-me um jogador bastante focado e competitivo, estando em final de contrato, parece-me uma boa opção, mas só quando vestir o manto sagrado, poderemos tirar as dúvidas!