Brasil-Uruguai pode ser suspenso
CHEFE DA POLÍCIA TEME CONFRONTOS
O ambiente de tensão e contestação popular nas ruas das cidades brasileira volta a assombrar a Taça das Confederações ao ponto de esta terça-feira diversas entidades, entre elas o próprio promotor de Justiça de Belo Horizonte, terem pedido o cancelamento do jogo das meias-finais entre as seleções do Brasil e do Uruguai marcado para quarta-feira, naquela cidade.
Numa declaração pública dirigida ao governador do estado de Mina Gerais, António Anastasia, Fábio Reis disse que o adiamento do jogo era “a melhor forma de garantir a segurança pública”, uma vez que as forças policiais parecem não dar garantias de controlar uma manifestação agendada para a tarde de quarta-feira, horas antes do início do jogo.
O ambiente ficou ainda mais difícil quando o próprio comandante da Polícia Militar de Belo Horizonte, o coronel Márcio Martins, admitiu esta terça-feira que “não há como evitar os confrontos” com os 100 mil manifestantes esperados. O responsável disse temer “a chegada de desordeiros vindos de fora do estado de Minas Gerais” e reconheceu que a Polícia “terá uma abordagem diferente” daquela verificada aquando da primeira manifestação, na semana passada.
Um perímetro de segurança foi criado dois quilómetros antes de todos os acessos ao estádio Mineirão.
Em frente do próprio hotel onde está instalada a seleção do Brasil, funcionários limparam os jardins de todas as pedras e outros materiais que pudessem ser utilizados como armas de arremesso.
Blatter cancela evento
E para aumentar as desconfianças em relação às garantias de segurança que (não) estão a ser dadas pela Polícia, o próprio presidente da FIFA, Josep Batter, cancelou a presença na abertura do evento “Footbal for Hope” (Futebol pela Esperança), que está marcado para quarta-feira à tarde na sede da câmara municipal de Belo Horizonte. O evento é patrocinado pela FIFA e a presença de Blatter havia sido reconfirmada na semana passada.
Mas o suíço foi das personalidades que mais acusou, sem o disfarçar, as manifestações populares contra os gastos na preparação da Taça das Confederações. No passado dia 15, no jogo inaugural da prova, Blatter e a presidente do Brasil, Dilma Roussef, foram fortemente assobiados por milhares de adeptos. Dois dias depois, sem avisar os responsáveis brasileiros para organização da prova, voou para a Turquia com a desculpa de participar na abertura do Mundial de Sub-20, apesar de ainda em março passado ter garantido que ficaria no Brasil durante toda a Taça das Confederações aproveitando o tempo entre os jogos para visitar todas as cidades que em 2014 receberão o Mundial de futebol.
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