Rui Pedro Silva, integrado no alto rendimento até ao final do ano, terminou os 10 quilómetros da corrida de triagem dos candidatos à Seleção Nacional em 31.31 minutos, com 17 segundos de vantagem sobre António Silva e 18 em relação a Luís Pinto, ambos do Sporting. Em princípio, o atleta da Trofa carimbou o passaporte para Belgrado, Sérvia, palco do Europeu, no próximo dia 8, mas desconhece «se vale a pena ir». E explicou: «Vou falar com o meu treinador [João Campos]. Quando só temos apoio do clube, temos de representá-lo. Até parece que pretendem que as equipas paguem para os atletas correrem pela Seleção Nacional». Faltam apoios «médicos no Porto» e «financeiros» para a preparação.
O treinador nacional do meio fundo, Pedro Rocha, presente no Parque do Serrado, remeteu as explicações para a Direção da FPA, mas não se esquivou a esclarecer um juvenil, Igor Valente, sobre a alteração dos critérios de seleção dos juniores para o Europeu. A FPA excluiu os juvenis dos eventos internacionais da categoria acima, após ter permitido que discutissem a qualificação no crosse de Torres Vedras, no último dia 10, o que motivou revolta.
Também Rui Pedro Silva, que compete nas São Silvestre de Porto, Madeira e Amadora, criticou o silêncio em torno das comitivas: «Ninguém diz algo sobre os critérios. Viemos aqui sem saber se vão um ou cinco ao Europeu.»
A diretora da secção de atletismo do Benfica, Ana Oliveira, foi mais longe e sugeriu que os apoios dos clubes não serão suficientes para corresponder «às exigências nacionais e internacionais» impostas aos atletas. «O desporto português sobrevive graças aos clubes. É um esforço financeiro muito grande. O Benfica e as restantes equipas, com os seus atletas, são os patrocinadores da FPA neste momento. Se fosse um esforço direto do bolso dos atletas, não haveria representantes no Europeu», rematou a responsável.
Salomé Rocha confirma favoritismo
Salomé Rocha confirmou o favoritismo no Corta-Mato Cidade da Amora ao cortar a meta na primeira posição, seguida da também sportinguista Catarina Ribeiro e de Anália Rosa, do Maratona, que ocupou o último lugar do pódio.
A vencedora fez-se acompanhar de Catarina Ribeiro no início dos seis quilómetros do percurso «um pouco duro», mas isolou-se e concluiu-o em 21.12 minutos. «Trata-se de corrida de apuramento, com o objetivo dos lugares da frente. Tive a felicidade de sair bem. No final ganhava quem fosse mais forte. Estou muito contente», explicou a campeã nacional de corta-mato curto.
O teste realizado em França, onde terminou o Crosse de Allones na quinta posição (20.01 m), no último dia 17, permitiu à sportinguista encarar a principal prova de observação dos candidatos ao Europeu com otimismo. «Correu bastante bem. Optei desta forma para poder estar aqui e lutar pelo pódio.» Catarina Ribeiro, que venceu o corta-mato de Torres Vedras, a 10 deste mês, precisou de 21.32 minutos para concluir as três voltas (a 20 segundos da companheira), enquanto Anália Rosa registou 21,41 (mais 29 segundos).
A triatleta benfiquista Vanessa Fernandes, a regressar de mansinho à competição, após quase três anos de paragem, terminou a corrida na 13.ª posição, com 23.24 minutos. «Foi um bom teste. Permitiu-me ter uma ideia do ponto em que me encontro, após dois meses de trabalho», afirmou a vice-campeã olímpica de 2008. Vanessa Fernandes, que admitiu progredir para uma São Silvestre, confessou-se satisfeita pela experiência de estar «no meio do público e de outros atletas» e por confrontar-se «com as sensações de sacrifício e de esforço».
A Federação anuncia, hoje, os convocados nas categorias sénior, sub-23 e júnior.
fonte:abola
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