O Sporting-FC Porto veio mostrar que o Benfica é muito mais candidato ao título do que os mais cépticos podem pensar porque o fraco jogo e a debilidade física dos rivais pode tornar se um assunto sério agora que a época entra na fase decisiva.
Mais do que medir forças entre leões e dragões, ou abrir um ciclo de quatro confrontos entre ambas - dois factos que serviram acima de tudo como campanha de promoção, o desafio do Minho talvez não seja muito lembrado quando houver novos jogos para a Taça e para a Liga porque o tempo fará o seu trabalho e nenhum de nós sabe como as equipas lá chegarão. Falta tempo.
A fragilidade evidenciada de parte a parte é o dado que fica, independentemente do esforço que todos fizeram.
A fragilidade evidenciada de parte a parte é o dado que fica, independentemente do esforço que todos fizeram.
A saída de cena absolutamente extemporânea de dois jogadores nucleares, como Danilo e Gelson, é uma péssima notícia para qualquer dos lados, pior para o Sporting porque se viu que, sem o seu homem móvel - hoje já não é um (só) extremo - os leões perdem capacidade de desequilíbrio, de improviso. E Bas Dost perde o seu melhor parceiro e transforma de num ponta de lança banal, mesmo inexistente. Bruno Fernandes não chega e longe da baliza não pode resolver.
O Sporting foi inofensivo e Jorge Jesus mesmo que saiba que a Liga não se ganha nos jogos entre os grandes deve pensar porque é que frente à Porto (e Benfica) a equipa mostrou se incapaz não só só de impor o seu jogo como de criar situações de golo, a excepção foi o cabeceamento de Coates.
O FC Porto foi melhor, mas não muito melhor. Esteve longe de ser dominador. A estrela de Brahimi empalideceu o que faz toda a diferença. Marega pareceu extenuado, Aboubakar entrou com a força que tinha e não era muita.
Numa visão desapaixonada não será justo, apesar do tom crítico, dizer que o jogo foi mau. Houve tensão. Mas não houve bom futebol, nem emoção até ao momento fatal, sempre dramático, dos pénaltis
Cheio de estrangeiros foi um jogo muito português. Um jogo assim-assim. Sem aquecer, nem arrefecer. O facto de ter sido decidido na lotaria dos pênaltis não deixa marcas em quem perde. Na verdade ambos seguem invictos e com as ambições intactas nas provas mais importantes - Campeonato e Taça de Portugal.
A Taça da Liga será apresentada como uma prova menor pelo FC Porto, enquanto o Sporting fará das tripas coração para ganhar um título que ficará bem na vitrine de um museu para o qual o futebol não tem contribuído. Mas, atenção, ainda falta o Vitória de Setúbal e o jogo do fim de semana deve permanecer no espírito dos jogadores.
A Taça da Liga será apresentada como uma prova menor pelo FC Porto, enquanto o Sporting fará das tripas coração para ganhar um título que ficará bem na vitrine de um museu para o qual o futebol não tem contribuído. Mas, atenção, ainda falta o Vitória de Setúbal e o jogo do fim de semana deve permanecer no espírito dos jogadores.
Ganhar é, sejamos claros, um tónico. A imagem de Jorge Jesus no relvado abraçado aos jogadores, de sorriso rasgado, é o que de melhor o Sporting leva da noite de Braga. Hoje ele esperou pelo "momento", como costuma dizer e teve a sorte do seu lado. O tónico da final, como que desmentindo o título desta crónica, o Benfica não tem.
O INSUSTENTÁVEL JANELA
Carlos Janela tem o direito à presunção de inocência e todos nós temos o dever de lho conceder. Mas Janela escusa de tentar fazer dos outros parvos porque - aqui chegados - quanto mais fala pior fica. Ouvi lo dizer que pensou num blog "quando era estudante universitário" ou que existindo mais tarde, de forma efémera, um blog chamado Verdade Desportiva ele nada tinha a ver com o mesmo porque o que pretendia fazer seria "uma coisa séria" e não uma arma de arremesso de comunicação rasteira é apenas ridículo. Já nem vou à forma penosa como foi desmascarado em directo reclamando um ataque quase ao nível do ciberterrorismo.
Não vem mal ao mundo que Carlos Janela trabalhe para o Benfica e faça parte da estratégia de comunicação - mesmo da mais "negra" do clube. Oficialmente esse tema não existe - nunca existe - mas entende se que todas as grandes organizações criem capacidade estratégica e táctica para comunicarem. Tudo estaria bem se Janela permanecesse, como permaneceu tanto tempo, na sombra. Neste momento devia sair de cena. Para o Benfica a sua visibilidade, disfarçado de comentador independente, é péssima. Para a CMTV é ótima
Não vem mal ao mundo que Carlos Janela trabalhe para o Benfica e faça parte da estratégia de comunicação - mesmo da mais "negra" do clube. Oficialmente esse tema não existe - nunca existe - mas entende se que todas as grandes organizações criem capacidade estratégica e táctica para comunicarem. Tudo estaria bem se Janela permanecesse, como permaneceu tanto tempo, na sombra. Neste momento devia sair de cena. Para o Benfica a sua visibilidade, disfarçado de comentador independente, é péssima. Para a CMTV é ótima
ALEXIS SÁNCHEZ - É a transferência mais importante do mercado de Inverno num movimento de antecipação do Manchester United que, com muito dinheiro e com Mkhitarian no outro prato da balança, terá conseguido superar a concorrência do vizinho da cidade e ficar com um dos jogadores mais desejados do mundo. Um dos mais desejados por ser um dos melhores. Numa equipa de jovens avançados que falha tantas incríveis oportunidades de golo a chegada de um matador multifunções como Alexis é importante ainda esta época e mais ainda na próxima
NEYMAR - Os relatos diários de que Neymar Jr. não está "feliz" nem "confortável" em Paris sucedem-se, sobretudo na imprensa espanhola. A de Madrid insiste na ideia como uma forma de ver na eventual situação os benefícios de uma mudança para o Real Madrid; a de Barcelona como quem relata a má decisão da conturbada mudança do Verão. Uma coisa é certa: há fontes credíveis e há sinais visíveis - das zangas com Cavani às lesões de ocasião, mesmo que os números, de golos e assistências, sejam muito bons. Para Neymar a Champions será a prova dos nove.
Nuno Santos, in Record

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