O Benfica venceu sem contestação (0-3) o Marítimo neste sábado, 5 de setembro, em encontro referente à 5.ª jornada da Liga Betclic, em duelo disputado no Estádio do Marítimo. Um bis de Barreiro e um golaço de Prestianni deram a amplitude clara e justa no marcador!
As águias entraram determinadas no Funchal e cedo assumiram o controlo das operações. Logo aos 5', João Palhinha apareceu na área para cabecear por cima, depois de um cruzamento de Dahl, e pouco depois o Benfica voltou a ameaçar na sequência de uma boa incursão de Prestianni pela esquerda.
Aos 7' surgiu o primeiro golo do encontro. Prestianni desembaraçou-se de um adversário pelo corredor esquerdo, puxou para dentro e rematou de pé direito. Alfonso Pastor defendeu para a frente, mas Barreiro apareceu oportuno na segunda vaga e, de pé esquerdo, inaugurou o marcador: 0-1!
O conjunto encarnado manteve a pressão e esteve perto de dilatar a vantagem. Aos 10', Dahl cruzou para João Palhinha, que cabeceou à figura de Alfonso Pastor. Dois minutos depois, o médio internacional português voltou a ficar muito perto do golo, com um remate à entrada da área que saiu a rasar o poste esquerdo da baliza madeirense.
Aos 13', Bah ficou bastante queixoso do braço direito depois de um derrube junto à linha de fundo e teve de receber assistência. A lesão obrigou o lateral-direito a abandonar o relvado aos 17', entrando Kamiński para o seu lugar.
No mesmo minuto, as águias estiveram novamente muito perto de marcar. Rafa recuperou a bola à entrada da grande área, serviu Pavlidis e o avançado grego rematou de pé direito, mas a bola embateu no poste direito da baliza de Alfonso Pastor! A trajetória do esférico ainda foi ligeiramente alterada pelo corpo de um defensor.
O Marítimo procurava responder através de ataques pelos corredores e cruzamentos para a área, mas a organização defensiva benfiquista ia anulando as investidas dos anfitriões. Tomás Araújo esteve particularmente atento, antecipando-se em vários momentos a Adrián Butzke, controlando com qualidade a profundidade.
Aos 22' surgiu um lance polémico na área dos insulares. Prestianni caiu após um contacto com Rodrigo Andrade, mas o árbitro mandou seguir.
O Benfica continuou, contudo, a criar perigo. Aos 26', Prestianni protagonizou uma excelente jogada individual, entrou na área, passou por um adversário e rematou cruzado, obrigando Alfonso Pastor a uma defesa apertada.
O Marítimo tentou aproveitar alguns momentos de transição para chegar à igualdade, mas encontrou uma formação encarnada compacta.
O Benfica continuou a pressionar alto, com João Palhinha a mostrar-se determinante na recuperação de bola, e foi controlando as operações até ao período de descanso. O intervalo chegou com vantagem de 0-1 para as águias.
Na etapa complementar, o Marítimo entrou mais afoito e procurou instalar-se no meio-campo encarnado. Aos 51' e 53', os madeirenses chegaram com perigo à área através de cruzamentos de Raphael Guzzo, mas a defesa do Benfica mostrou-se segura.
As águias foram recuperando o domínio territorial e, aos 63', chegaram a marcar por Pavlidis. O golo, porém, foi anulado por fora de jogo.
Logo depois, o Benfica voltou a ameaçar através de Prestianni, que encontrou Kamiński pela direita. O polaco combinou com o argentino, mas Rafael Fernandes conseguiu desarmar o atacante encarnado.
Com a partida a aproximar-se da última meia hora, o Benfica voltou a acelerar. A partir do minuto 62, contou com Schjelderup e Circati nos lugares de Sudakov e Rafa.
Aos 71', chegou o 0-2. Na sequência de um canto curto, Prestianni progrediu pela esquerda e serviu Schjelderup, que cruzou para o lado contrário. Pavlidis fez uma assistência magistral de cabeça para o 2.º poste, onde Barreiro surgiu para cabecear à matador e bisar na partida.
O segundo golo deu ainda maior tranquilidade às águias. Ainda assim, o ataque encarnado não abrandou. Aos 76', Pavlidis ficou muito perto de marcar o terceiro, rematando de primeira, ligeiramente ao lado, após um cruzamento de Schjelderup na esquerda.
O técnico encarnado foi refrescando a equipa e, aos 82', lançou Jhon Durán e Barrenechea para os lugares de Pavlidis e João Palhinha. Pouco depois, as águias colocaram o ponto final na partida.
Precisamente aos 82', Prestianni assinou um golaço! O argentino recuperou a bola ainda no meio-campo do Benfica, arrancou em velocidade, suportou a carga de um adversário, entrou na grande área, puxou o esférico alguns centímetros para a direita e rematou colocado, junto ao poste mais distante. Alfonso Pastor nada pôde fazer perante a execução de enorme classe: 0-3!
Na fase final, o Marítimo ainda tentou procurar o golo de honra, mas o Benfica controlou sem sobressaltos os derradeiros minutos. Samuel Soares segurou um remate de longe de Nilton Varela e a defesa encarnada continuou a neutralizar as investidas insulares.
Já nos descontos, o Benfica continuou a rondar a área madeirense. Schjelderup teve dois cruzamentos perigosos, mas o resultado não sofreu alterações.
O apito final confirmou o triunfo categórico do Benfica por 0-3, numa exibição em que as águias foram superiores e souberam transformar essa ascendência em eficácia. Barreiro, com um bis, foi decisivo, mas Prestianni também apontou um excelente golo! Eleito Man of the Match, o argentino protagonizou ainda um gesto de altruísmo e reconhecimento: entregou o prémio a Barreiro!
O Benfica volta a jogar na quarta-feira, 9 de setembro, às 20h45, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, em desafio em atraso, referente à 3.ª jornada da Liga Betclic.
SL Benfica
AS NOTAS DOS JOGADPRES DO BENFICA:
Melhor em campo - Prestianni (7)
Prestianni mantém um arranque de temporada acima da média. Leandro Barreiro bisou e atrás de si teve um João Palhinha campeão das recuperações de bola. Pavlidis esteve tão perto do golo...
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— SL Benfica (@SLBenfica) September 5, 2026
Melhor em campo - Prestianni (7)
Assobiado no Caldeirão desde o início do jogo, respondeu da melhor forma: atrevido no um contra um, criou desde logo o lance que deu o primeiro golo. O guarda-redes do Marítimo ainda defendeu o seu remate característico de pé direito, mas a bola sobrou para Leandro Barreiro. Aos 22’ pediu penálti, o que só aumentou o coro de assobios. Na segunda parte esteve temporariamente menos bem na decisão e notoriamente mais cansado, até que Schjelderup entrou e os dois começaram a combinar com excelência. O golaço chegou aos 82', com uma recuperação de bola ainda no meio-campo do Benfica, uma corrida desenfreada a ultrapassar um adversário e o tal movimento do costume, desta vez a entrar em cheio na baliza maritimista. Parece sempre igual, mas travá-lo é que é difícil...
SAMUEL SOARES (5) — Não teve muito trabalho, mesmo no período em que o Marítimo carregou mais. O maior susto foi aos 51’, num pontapé de canto que passou por vários adversários que podiam ter encostado. Foi só olhar...
BAH (4) — Entrou com vontade de dar profundidade ao corredor direito e a pujança levou-o a disputar um lance aos 14 minutos até à linha de fundo com um aparente empurrão do adversário, tendo acabado por abalroar os fotógrafos e lesionar-se no ombro/braço direito. Saiu de imediato.
LENGLET (6) — Joga sempre com um ar tranquilo, de quem controla a situação, que dá certamente segurança aos colegas de equipa. O Benfica encontrou a serenidade que precisava no centro da defesa.
TOMÁS ARAÚJO (6) — A velocidade e boa leitura de jogo valeram-lhe alguns cortes cruciais em lances do Marítimo que podiam ter criado perigo para a baliza de Samuel Soares. No passe também raramente falha. Levou cartão amarelo por um agarrão ao adversário.
DAHL (5) — Teve mais problemas no início da segunda parte, pois era quase sempre por ali que os madeirenses atacavam. Não arriscou muito no aspeto ofensivo, mas também, com Prestianni e Schjelderup por lá, não foi preciso…
JOÃO PALHINHA (7) — Na estreia a titular, começou a partida com uma perda de bola mas foi só para enganar. Foi o campeão das recuperações e ainda mostrou que pode ajudar nas bolas paradas, a aparecer bem ao primeiro poste. Pela amostra, vai ser figura imponente nesta Liga, trazendo um ritmo de outros campeonatos. Saiu aos 82’ para dar lugar a Barrenechea, que nesta altura deve estar a ver um futuro mais no banco…
LEANDRO BARREIRO (7) — Fez parte da avalanche ofensiva que o Benfica levou para os Barreiros no início da partida e apareceu bem na área, logo aos 7 minutos, para o primeiro golo da tarde. Com João Palhinha a 'limpar' tudo atrás, não teve de se preocupar enquanto as águias dominavam o jogo. Depois o jogo mudou e teve de correr mais atrás da bola, até que aos 71’ fez o 'bis', de cabeça. Os treinadores do Benfica nas últimas épocas têm reconhecido a sua utilidade, os adeptos hoje também.
SUDAKOV (4) — Tem talento, custou muito dinheiro, pode dar coisas à equipa que provavelmente mais nenhum jogador do plantel consegue, mas contou com mais uma exibição apagada e que deixa muitas questões sobre a sua titularidade.
RAFA SILVA (4) — Não quis ser protagonista deste jogo além da intervenção no lance que resultou numa bola ao poste e por isso, juntamente com Sudakov, foi o primeiro a sair sem ser por substituição forçada.
PAVLIDIS (6) — Um remate ao poste e um golo anulado por fora de jogo. Esta não era tarde para o grego marcar, o que começa a ser mesmo raro. Não é o elogio que os avançados mais procuram, mas ajudou defensivamente quando a equipa precisou.
KAMINSKI (5) — Entrou para o lugar do lesionado Bah e foi para lateral-direito. Perante a concorrência na frente, há que aproveitar as oportunidades. Gosta de ter espaço mas por vezes peca na execução. Acabou a subir no terreno e parece ser mais feliz por lá.
SCHJELDERUP (6) — Entrou aos 62’ e trouxe outra atividade ao ataque do Benfica. No corredor esquerdo, combinou sempre bem com Prestianni. Por que não jogar com os dois?
CIRCATI (4) — Entrou aos 62’, levando Kaminski a subir no terreno, e viu quase de imediato um cartão amarelo que o prendeu.
ENZO BARRENECHEA (-) — A concorrência é enorme, mas deu bons sinais e ouviu elogios do treinador no fim.
JHON DURÁN (-) — Continua a somar minutos aos poucos, mas o lugar está bem ocupado.
In a Bola







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