"1. O Marítimo é livre de aumentar o preço dos bilhetes para o jogo com o Benfica dada a procura que as visitas do maior de Portugal sempre suscitam. Acontece que não deveria poder aumentar os preços entre duas a três vezes mais.
2. Dir-se-á que se trata de uma questão de mercado, uma questão de oferta e procura. Pois então que apliquem o mesmo exato princípio das regras de mercado ao processo de centralização de direitos televisivos.
3. A UEFA obriga a respeitar valores máximos para a fixação de preços dos bilhetes dos jogos para os adeptos visitantes. É uma regra que deveria ser aplicada também em Portugal.
4. Se a Liga não trata do assunto, talvez não seja desajustado o Benfica tomar uma posição de força: a) não promover a venda de bilhetes dos jogos fora em que os adversários abusem do preço; b) em simultâneo, aconselhar os seus adeptos a não marcar presença nesses jogos.
5. O Benfica já é o abono de família do futebol português, não pode ser também tapa-buracos de clubes mal geridos.
6. O estádio dos Barreiros tem sido, ademais, palco de atos de prepotência que obrigam adeptos do Benfica a deixar de fora do recinto os respetivos adereços do clube. Ou seja, não só descaradamente os exploram, tiram-lhes também o direito de apoiar o clube da forma pacífica que muito bem entenderem."
Jime Cancella de Abreu, in Facebook

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