quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ROLO COMPRESSOR FEZ ESTRAGOS

Objetivo cumprido com solidez e qualidade
Foi com nova exibição assertiva que o Benfica somou mais 3 pontos no Campeonato, ao vencer por 0-4 no terreno do Moreirense, no jogo em atraso da 3.ª jornada da Liga Betclic.
No jogo de acerto da 3.ª jornada da Liga Betclic, o Benfica goleou o Moreirense, por 0-4, na noite desta quarta-feira, 9 de setembro. Em Moreira de Cónegos, as águias dominaram, controlaram e até podiam ter fechado o embate com mais golos do que aqueles que foram assinados por Pavlidis, Schjelderup, Prestianni e Aursnes.
Em relação ao encontro anterior, frente ao Marítimo, Marco Silva promoveu duas alterações no onze inicial, com as entradas de Banjaqui e Schjelderup para os lugares de Bah (lesionado) e de Sudakov, respetivamente. Assim, de início alinharam pelas águias: Samuel Soares, Banjaqui, Tomás Araújo, Lenglet, Dahl, João Palhinha, Barreiro, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
Logo no primeiro minuto, Prestianni descobriu Pavlidis nas costas da defesa e o avançado obrigou André Ferreira a uma defesa apertada, embora o lance tenha sido invalidado por fora de jogo. O aviso deu o mote para uma entrada dominadora das águias, que procuraram desde cedo criar desequilíbrios pelos corredores e aproveitar a mobilidade dos homens da frente.
O Benfica assumiu as rédeas da partida e ficou muito perto de inaugurar o marcador aos 6'. Lenglet levantou a bola para a área, Prestianni surgiu em boa posição e obrigou André Ferreira a uma defesa de recurso. Na recarga, Rafa disparou de primeira, mas um desvio fez o esférico passar a escassos centímetros do poste esquerdo. Na sequência do canto, Lenglet cabeceou para nova intervenção do guarda-redes dos anfitriões.
A equipa da casa procurava aliviar a pressão através de bolas paradas e jogo direto. Aos 11', Dahl afastou o perigo após um canto cobrado por Manuel Mendonça e, na segunda vaga, Francisco Domingues rematou muito por cima.
Aos 15', surgiu o primeiro lance polémico da partida. Lenglet colocou a bola com precisão na área e Pavlidis caiu depois de sofrer um contacto de Maracás pelas costas. O árbitro Fábio Veríssimo mandou prosseguir.
Carregava o Benfica, respondia o Moreirense com faltas e entradas mais duras, nem sempre assinaladas pelo árbitro da partida.
A bola rondava a área dos cónegos e o domínio encarnado intensificava-se. Aos 27', num canto estudado, Schjelderup cruzou para o segundo poste, Tomás Araújo assistiu de cabeça para o centro da área, mas a defesa minhota conseguiu aliviar o perigo. No minuto seguinte, Pavlidis encontrou Prestianni, que serviu Schjelderup para um remate colocado já dentro da área, ligeiramente ao lado.
A pressão manteve-se e, aos 35', o Benfica voltou a ficar muito perto de se colocar em vantagem. Primeiro, Prestianni cruzou da direita e tanto Dahl como Pavlidis ficaram a centímetros de concretizar a emenda. Na insistência, Rafa rematou com perigo, encontrando um defesa do Moreirense a bloquear praticamente sobre a linha de baliza.
Os encarnados empurravam o adversário para junto da sua área e eram acompanhados pelo apoio constante dos muitos Benfiquistas, que se faziam ouvir nas bancadas e nunca se silenciaram.
O Moreirense apenas criou perigo aos 40', numa bola longa. Samuel Soares saiu da baliza com coragem para se antecipar a Parsemain e, na sobra, Landerson ainda tentou aproveitar, falhando o alvo. A resposta benfiquista voltou a ser imediata. Aos 42', Schjelderup cobrou um livre direto com qualidade e fez a bola passar muito perto do ângulo superior esquerdo.
Foi já nos descontos que as águias desbloquearam o marcador. Na sequência de um cruzamento de Schjelderup, Lenglet cabeceou, mas foi atingido na cabeça por Parsemain no momento da disputa. Alertado pelo VAR, Fábio Veríssimo foi rever as imagens e assinalou grande penalidade, explicando que o avançado do Moreirense atingira "o adversário com o pé na cabeça". Na marca dos onze metros, Pavlidis não vacilou e atirou para o meio da baliza do Moreirense: 0-1, aos 45'+4'.
Antes da ida para os balneários, mais duas ocasiões para as águias faturarem: um cabeceamento por cima de Pavlidis (45'+6') e um corte de Stjepanovic no limite a um cruzamento à esquerda, feito por Schjelderup (45'+7'), que levava selo de golo.
Veio o intervalo e este não trouxe nem mexidas nos dois elencos das equipas, nem no cariz do jogo. Assim, o Benfica manteve-se por cima, controlando o ritmo e mostrando querer marcar mais vezes. Tal aconteceu aos 55': Prestianni voltou a desequilibrar no um para um pela esquerda, ultrapassou Dinis Pinto e esculpiu um cruzamento rasteiro e atrasado para Schjelderup. O internacional norueguês surgiu em boa posição e rematou de primeira. André Ferreira ainda tocou na bola, mas não evitou que esta terminasse no fundo das redes (0-2).
Embalados, os encarnados voltaram a faturar quatro minutos depois. Prestianni recebeu a bola ainda no meio-campo ofensivo, junto ao lado esquerdo, e acelerou. Já dentro da área, o camisola 25 encarnado esperou pelo momento certo para definir e bateu André Ferreira com um remate rasteiro e colocado, junto ao poste. Um grande golo, numa excelente iniciativa individual (0-3, aos 59').
Marco Silva começou a gerir o esforço da equipa, que recebe o Gil Vicente no domingo, 13 de setembro, para a Liga, e visita o AC Milan no dia 16, na estreia para a Liga Europa. Assim, aos 66', houve uma tripla substituição, com as entradas de Aursnes, Jhon Durán e Lukebakio para os lugares de Barreiro, Pavlidis e Prestianni.
Aos 72', Schjelderup voltou a assumir protagonismo pelo corredor esquerdo e colocou um cruzamento rasteiro para o interior da área. Jhon Durán fez um movimento inteligente, simulando a receção e deixando a bola passar. Aursnes apareceu vindo de trás, completamente solto de marcação, e finalizou com tranquilidade para o 0-4.
Na reta final, tempo ainda para a estreia de El Karouani com a camisola encarnada, que substituiu Dahl aos 78', e a troca de Rafa por Sudakov, aos 86'.
Com esta goleada, as águias têm o melhor ataque do Campeonato neste momento (18 golos marcados) e voltaram a não consentir golos. Depois dos triunfos sobre o Marítimo e o Moreirense, fora de casa, o Benfica voltará a jogar no Estádio da Luz às 18h00 de domingo, em jogo da 6.ª jornada da Liga Betclic.
SL Benfica


AS NOTAS DOS JOGADORES DO BENFICA:
Argentino e norueguês endiabrados na goleada das águias em Moreira de Cónegos, 3.ª jornada do campeonato.
Melhor em campo - Prestianni (8)
Mais um jogo incrível do argentino de 20 anos, desta vez não na posição de extremo, mas ao centro, como número 10, onde até aqui jogava Sudakov. Prestianni voltou a colocar talento, alma e eficácia no jogo e voltou, igualmente, a ser o elemento mais entusiasmante da equipa. Logo no primeiro minuto do jogo colocou Pavlidis na cara do golo, mas o grego estava em posição irregular. Aos 6’, Prestianni rematou para boa defesa de André Ferreira, aos 18’ disparou por cima da trave, aos 28’ fez novo remate em zona frontal à baliza, aos 29’ ofereceu a Schjelderup a possibilidade de rematar com perigo. Voltou a vestir a pele de assistente quando, aos 35’, deixou Dahl em situação perfeita para finalizar e, no intervalo de tanto, Prestianni foi ainda mais: intenso e agressivo na recuperação, inteligente a recuar para receber bola e ligar a equipa. E parecendo difícil, ainda conseguiu melhor: depois de grande jogada ofereceu o segundo golo a Schjelderup e aos 59’ correu meio-campo fora e finalizou com classe, para o terceiro golo das águias.
(6) SAMUEL SOARES - Exibição sólida e segura, entre os postes e também fora deles. Aos 13 minutos percebeu que Parcemain iria ficar isolado e antecipou-se fora da área. Merece destaque o lance, aos 40’, em que o guarda-redes se projetou em voo e a soco, com muita coragem, negando possibilidade de remate potencialmente perigoso, novamente a Parcemain.
(5) BANJAQUI - Estreia absoluta, e a titular, o jovem lateral-direito de 18 anos começou um pouco nervoso, perdendo alguns passes em zona defensiva. Foi crescendo, jogando pelo seguro e sobretudo ganhou atrevimento para se projetar pelo flanco, no ataque. Até final do jogo alternou entre a insegurança e a vontade de mostrar serviço.
(6) TOMÁS ARAÚJO - Esteve perto de marcar de cabeça (36’), mas André Ferreira fez uma grande defesa. Globalmente atento e prático a limpar lances defensivos, mas aos 40’ deixou-se bater em velocidade e não teve força para travar Parcemain; valeu Samuel Soares à equipa.
(7) LENGLET - Primeira parte de grande nível, com o central a juntar a competência defensiva a uma invulgar capacidade no passe longo. Dessa forma, aos 6 minutos descobriu Prestianni solto na área do Moreirense e Pavlidis, aos 15’. Aos 7’ subiu e rematou de cabeça com perigo, fazendo o mesmo aos 38’ e aos 44’; neste último lance ‘ganhou’ penálti para o primeiro golo da equipa.
(5) DAHL - Certinho como um relógio a defender e na segurança do passe, mas com impacto discreto no ataque. Aos 35 minutos teve possibilidade de se destacar, mas falhou incrivelmente o remate, no coração da área, na sequência de grande passe de Prestianni.
(6) JOÃO PALHINHA - Lutou muito no meio-campo, recuperou muitas bolas, dobrou bem os laterais, mas também se precipitou um pouco no passe e perdeu alguns lances. Aos 51 minutos fez um belo passe longo para a velocidade de Prestianni e depois seria o próprio Palhinha a finalizar, com um remate ao lado do poste. Aos 65’ voltou a ter qualidade para lançar Rafa na área.
(6) LEANDRO BARREIRO - Batalhador e contribuição preciosa para uma reação forte à perda da bola. Aos 28 minutos quase conseguia desviar para a baliza do Moreirense um remate deficiente de Prestianni e aos 39’ conseguiu ganhar espaço e com mais qualidade no domínio da bola poderia ter causado muito perigo.
(7) RAFA - Sempre à espreita do espaço para finalizar e influente na circulação de bola. Aos 6 minutos teve grande oportunidade, mas rematou ao lado do poste. Aos 35’ voltou a tentar a sorte, e desta vez foi André Ferreira a travar a intenção. Rafa também foi solidário a defender.
(8)SCHJELDERUP - Estreou-se a titular na Liga. Revelou entendimento perfeito com Prestianni, somando lances, cruzamentos, remates que colocaram em água a cabeça dos defesas do Moreirense. Aos 7 minutos colocou a bola na cabeça de Lenglet e aos 29’ rematou com perigo, ao lado do poste. Aos 42’ o extremo norueguês voltou a ficar perto do golo, num livre direto, aos 55’ marcou mesmo, de primeira, na sequência de novo lance de entendimento com Prestianni. Aos 72’ assistiu, ainda que de forma involuntária, no golo de Aursnes. Até final, Schjelderup continuou a acelerar na direção do golo.
(7) PAVLIDIS - Logo no minuto 1 surgiu solto na área e rematou com perigo, mas estava em posição irregular. Recuou, jogou de costas para a baliza para ligar a transição, esticou a equipa pelas alas, serviu companheiros e procurou espaço para o remate. Aos 45+3’ não tremeu e concretizou o penálti para o primeiro golo.
(6) AURSNES - Entou aos 72 minutos e precisou apenas de mais 6 para marcar o quarto golo da equipa, aparecendo com oportunidade a aproveitar um passe de Schjelderup que nem era para ele. De resto, sem mácula: critério no passe, geometria em favor da equipa. Procura ainda o melhor ritmo.
(5) LUKEBAKIO - Tentou ser influente e teve momentos interessantes no flanco.
(5) DURÁN - Dinâmico e disponível para ser o primeiro defesa. Não teve espaço, nem bola para ser mais influente.
(5) EL KAROUANI - Estreia do lateral-esquerdo ainda com pouco para registar. A defender foi competente, a atacar teve pouco espaço para se projetar.
(—) SUDAKOV - Entrou no final e manteve a ideia da equipa, sem tempo para mais.
In a Bola

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