domingo, 2 de fevereiro de 2020

SINAL INTERMITENTE


"Benfica deixou o jogo correr na segunda parte e com os golos sofridos, suou até final

Petit foi audaz
1. Foi um Belenenses SAD personalizado e com uma ideia de jogo extremamente positiva e audaz que se apresentou na Luz. Apresentando um sistema em 3-4-3 a atacar e defendendo em 5-4-1, mas posicionado num bloco médio alto de forma a surpreender e pressionar a primeira fase de construção do Benfica, conseguiu criar um certo desconforto ao seu adversário, aliando essa agressividade defensiva a uma boa circulação de bola, procurando a capacidade de Licá atacar a profundidade da defesa contrária.
Silvestre Varela, de livre directo, criou a primeira oportunidade do jogo proporcionando uma grande defesa a Vlachodimos, deixando o alerta que não iria ser uma noite descansada para as hostes encarnadas.

Génio à solta
2. Até que à passagem da meia hora, como se alguém tivesse esfregado uma lâmpada mágica, soltou-se o génio chamado Adel Taarabt, que através da sua irreverência e fantasia concedida a Vinícius mais um desejo e carimbava com a sua assinatura o 2-0. Taarabt é um daqueles jogadores onde nem todos os treinadores conseguem chegar, são diferenciados, diferenças essas que podem elevar um atleta ao Olímpo ou a fazer autênticas travessias no deserto em busca do seu rumo. Lage teve esse dom de descobrir a lâmpada mágica e libertar o génio adormecido do marroquino.

Velocidade de cruzeiro
3. Inconscientemente ou não, o calendário infernal que o Benfica irá ter nas próximas semanas parece ter pesado numa segunda parte que, após os primeiros dez minutos, foi deveras intermitente.
Uma equipa a deixar o jogo correr, com menos intensidade na transição defensiva e na reacção à perda da bola faziam adivinhar o que viria a acontecer com o golo do Belenenses SAD aos 70 minutos. No entanto, a resposta com golo de Chiquinho logo a seguir fazia pensar ter sido apenas um susto.
Puro engano, a equipa azul não baixava os braços e através de uma grande penalidade por Licá reduziu novamente para a margem mínima, obrigando o Benfica a suar até ao fim para garantir os 3 pontos. E são três pontos importantíssimos, que lhe permitem encarar o embate no Dragão com a vantagem mínima de sete pontos adquirida antes deste jogo.

Inconformismo pelos Varelas
4. Num jogo emotivo com cinco golos, pincelados de incerteza pela resposta final do conjunto azul, importa sublinhar os desempenhos muito competentes e valentes de Nilton Varela e do seu tio, o experiente e consagrado Silvestre Varela. Indiferente à sua juventude num palco como o da Luz, o primeiro a deixar sinais bem promissores, ao passo que o antigo extremo do FC Porto provou que tem muito a dar a esta equipa de Petit.
Do lado do Benfica, tendo-se já referido o papel cimeiro de Taarabt, o brasileiro Carlos Vinícius manteve o pé quente e repetiu papel determinante, a marcar e a assistir Chiquinho no 3-1."

Filipe Martins, in A Bola

PRIMEIRAS PÁGINAS


sábado, 1 de fevereiro de 2020

UM AZAR DO KRALJ


A exibição inspiradora de Taarabt, (,,,): foi mais uma mensagem de esperança para todos os vencidos da vida.
"Odysseas
Temos mais um grego que sabe falar português. Depois de quase 90 minutos a evitar todos os percalços que lhe puseram à frente, foi simultaneamente assustador e bonito ver a passividade da nossa equipa enquanto Odysseas dizia “F***-Se, Calma!” Não conheço em detalhe os critérios para obtenção de nacionalidade portuguesa, mas para mim está feito.

André Almeida
Foi pelo flanco dele que aconteceram algumas das incursões mais perigosas do clube virtual defrontado pelo Benfica, mas não é isso que me mais apoquenta. Interessa-me mais saber se daqui a uns meses, quando a Netflix fizer o documentário sobre a vida do Taarabt e se falar do seu primeiro golo ao serviço do Benfica, irão falar do homem que tornou isso possível ao encontrar o marroquino na entrada da pequena área?

Rúben Dias
Esta aguardente velha não me permite precisar, mas eu sei bem o que vi: um desarme monumental, creio que ainda durante a primeira parte, tão bem feito e tão oportuno que deu pena ver o tipo do B SAD sem saber exactamente o que fazer com o seu corpo depois de se ver privado do esférico. Desengane-se no entanto quem acha que a intervenção de Rúben Dias no terceiro golo foi mais um passe vertical executado de forma exímia. Pareceu-me sim uma tentativa de afastar a bola de Ferro tanto quanto possível. Seja o que for resultou.

Ferro
De pouco valeram os gritos de Rúben Dias para o banco pedindo assistência médica, primeiro, depois uma maca, e finalmente a intervenção das autoridades policiais de forma a retirar Ferro do relvado. O jovem central manteve-se impávido e sereno, perdão, aterrorizante, algures entre o centro da nossa defesa e as profundezas do inferno, conseguindo o terceiro autogolo da equipa esta temporada, o segundo da sua autoria. Ferro parece hoje possuído pelo espírito de Tahar el Khalej. Chamem o Nhaga, o Alexandrino ou então o Jardel. Decidam vocês.

Grimaldo
Não fez o melhor dos jogos, mas continua a deixar-me perplexo que ao fim de oito janelas de transferências Grimaldo continue connosco. Sinto-me grato, pelo futebol que ele nos tem dado e por não ter que levar com capas de desportivos a dizer que o Ansaldi está por horas.

Weigl
Ao fim de 4 jogos multiplicam-se as análises que põem em causa o valor de Weigl, apesar de o rapaz quase não cometer erros. Só vejo um problema nisto: o corpo humano não está preparado para engolir um sapo tão grande como o que se avizinha.

Taarabt
Três desarmes, oito recuperações, um slalom sem o qual não teríamos inaugurado o marcador e um golo que valeu por muitos, a terminar em beleza o mais longo ramadão. Foi mais uma mensagem de esperança para todos os vencidos da vida. No final confessou que Rui Costa o avisou que iria marcar hoje. Fez bem em não acrescentar que o Rui disse isto nos últimos oito jogos. Era hoje que tinha de ser e não há mais conversa. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir que a realidade estrague uma história linda como esta. E agora, sem mais demoras:

Pizzi
O maestro compareceu mas a batuta parecia sofrer de disfunção eréctil. Melhores noites virão. 

Cervi
Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”
- um guru qualquer
“Escolhe um trabalho de que gostes, baixa a bolinha e trabalha até caíres para o lado. Repete tudo no dia seguinte e assim sucessivamente, até alguém te passar uma lata de Sagres para a mão." 
- Cervi

Rafa
Não só não marcou como ainda fez um penálti. É evidente que esta micro-crise exibicional terminará no Dragão quando Rafa assistir Seferovic para o 1-3 e pedir ao suíço para se levantar e regressar ao nosso meio-campo porque queremos golear.

Vinicius
Fundamental. Voltou a faturar, tanto a marcar como a assistir. Excelente combinação com a trave no lance do primeiro golo, como se se conhecessem desde sempre. Não me admiraria se vendêssemos aquela baliza ao Espanyol por 40 milhões de euros.

Gabriel
E daquela vez que meia dúzia de nós disseram que o Lage devia sentar o Gabriel? Fogo, éramos mesmo burros nesse tempo. Pelo menos foi isso que pareceu durante alguns minutos.

Chiquinho
Mais um que volta a encontrar o caminho da baliza. É frequente dizermos que Chiquinho não tem golo, quase tão frequente como acharmos que feito o 3-1 num jogo na Luz podemos finalmente descansar. Chiquinho celebrou fazendo uma pose zen como que aconselhando calma aos presentes, mas alguns dos colegas nunca tinham tentado meditar e acabariam por adormecer. Mindfulness o tanas. É preciso cuidado com estas manias new age.

Seferovic
Não me interpretem mal, mas será que ofereceram mesmo 25 milhões e nós recusámos?"

A DANÇA DO NIJINSKI NEGRO...


"Marques Oreole Haynes fazia coisas que ninguém conseguia imitar. Estendia a mão e tocava na cauda dos cometas.

Em Sand Springs, um subúrbio de Tulsa, no Oklahoma, nos meados dos anos 30, a miudagem não tinha muito com que se entreter. O que não deixava de ser contraditório com o projecto inicial de Charles Page, um homem de negócios de sucesso, que criou, em 1911, a Sand Springs Home, um abrigo para órfãos e viúvas, que acabaria por ser a génese da cidadezinha que se ergueu em seu redor.
Os Haynes eram uma família remediada. O pai trabalhava nos caminhos-de-ferro, não havia dinheiro para luxos como electricidade ou água canalizada. Hattie, a mãe, fazia biscates em casa e espreitava pela janela os quatro filhos que se entretinham com uma bola de borracha no baldio empoeirado das traseiras. Marques Oreole Haynes era o mais novo. Nascera em Março de 1926, tinha umas mãos mágicas e um corpo que parecia desconjuntar-se a cada movimento. Muito mais tarde, já era um nome sonante dos Harlem Globetrotters, Ben Green, um dos grandes jornalistas norte-americanos, escreveu sobre ele: «Era etéreo. Driblava por detrás das costas, por entre as pernas. Conseguia bater a bola com ela a cinco centímetros do chão. Certa vez vi-o fazer um movimento tão súbito perante dois adversários que o cercavam que os infelizes acabaram por chocar violentamente um contra o outro»
Só alguém com a arte de Haynes poderia jogar nos Globetrotters e Haynes foi uma das maiores almas do clube que, a despeito de levar o nome de Harlem, nasceu em Chicago. Tal como Sand Springs contrariou a filosofia do seu criador, tornando-se um lugar horrendo para se crescer, órfão ou não, os Globetrotters desafiam a ideologia dos Estados Unidos, mesmo que usem um equipamento copiado da bandeira da confederação: vencer não é assim tão importante. Aliás, importante era dançar com uma bola de basquete. Tal como um grupo de antigos estudantes da Wendell Phillips High School começou a fazer no salão de baile do Hotel Savoy a partir de 1926 sob o nome bastante prosaico de Savoy Big Five. Não tardaram a juntar ao bailado o teatro e a comédia. Até que um tipo vivaço, Abraham Saperstein, se tornou o treinador e promotor da rapaziada. Inventou-lhes um nome que fizesse justiça ao facto de serem todos retintos, Harlem Globetrotters, e levou-os em digressão pelo país. Ficou rico.
Quando era garoto vi os Globetrotters em Lisboa espinafrarem por completo uma espécie de selecção de jogadores portugueses reunidos propositadamente para serem pacientemente esculhambados pelas brincadeiras adversárias. Muitos anos depois levei o meu filho Afonso, ainda pequenino, a vê-los no pavilhão Atlântico. Assistir a uma exibição dos Globetrotters é, para mim, que nem gosto de basquete, uma lição que se deve estudar nem que seja uma vez na vida. Mesmo que se esqueça em seguida, algo que não é fácil. Nunca poderia ser fácil esquecer cinco Nijinskis negros.
Abe Saperstein tinha tanto de esperto como de unhas de fome. Não admira: era judeu. Teve dificuldade em lidar com a crescente popularidade de Marques Haynes e este acabaria por lhe virar as costas em 1953 e fundar os Harlem Magiciens. Porque Haynes era daqueles homens que estendia a mão e tocava na cauda dos cometas. Green outra vez, agora no original: «No one had ever seen anything like this before on a basketball court. And, in truth, there had never been anything like this on any basketball court. Not on any court, anywhere, since Dr. Naismith invented the game. What Marques Haynes was doing with a ball had never been done». Pois: nunca ninguém como Marques Haynes. As pessoas atiravam-lhe chapéus, moedas, até as camisas. Quando saía da quadra, o chão ficava pejado de objectos.
Antes de se tornarem numa equipa para a qual vencer é apenas a menos importante das coisas mais importantes, os Globetrotters venceram e de que maneira. O World Professional Basketball Tournament, em 1940, por exemplo, considerada como a mais dura competição mundial para profissionais. E espancaram com requintes artisticamente sádicos os Minneapolis Lakers que se ufanavam de ser a mais poderosa equipa dos Estados Unidos. Depois demandaram o mundo. Havia quem os conhecesse de cor: Louis Pressly, William ‘Rookie’ Brown, Boyd Buie, Reece ‘Goose’ Tatum, Frank Washington, Marques ‘Markus’ Haynes, Sammy Quee, Clarence Wilson. Negros esplendorosos! Aos 60 anos, ainda Marques Oreole Haynes viajava por toda a parte, ora conduzindo o seu próprio automóvel, ora apanhando comboios e autocarros, dormindo em motéis de beira de estrada, apresentando-se em espectáculos circenses de ‘one man show’, fazendo com as suas mãos mágicas, uma bola e um cesto coisas que mais ninguém conseguiu fazer alguma vez. Tornara-se nómada: «You get lonely on the road, sure. It gets boring. It gets tiring. Sometimes you wonder why you’re out here, out on the road, but then you remember you’ve been here all your life and how you enjoyed it so». Navegava na solidão recusando um cais."

TUDO... OU TUDO


"O antibenfiquismo assume patamares patológicos e une os mais improváveis agentes especializados em truques

Depois de uma Taça da Liga que deixou o Sporting de Braga com o mesmo palmarés do Sporting Clube de Portugal e evitou que o FC Porto pudesse igualar o do Moreirense na prova, voltamos ao Campeonato Nacional. Mesmo que o novo Campeão de Inverno tenha deixado com frio muita gente, não nos podemos iludir com qualquer hipotermia. O antibenfiquismo assume patamares patológicos e une os mais improváveis agentes especializados em truques.
O FC Porto será um adversário até ao fim, a sua história, o seu ADN, o seu treinador são disso garantia. Não haverá facilidades. Foi importante vencer em Paços de Ferreira e foi decisivo jogar bem na Mata Real. Destaques individuais fazem por agora pouco sentido, pois tem de ser a equipa a levar-nos aos objectivos. A alegria no final do jogo e a sintonia com adeptos incansáveis são ingredientes a manter para chegar ao sucesso. São muito mais importantes do que comentar supostas feridas noutras latitudes.
Uma referência obrigatória para Fejsa, esse campeão tantas vezes campeão com o nosso manto. Lesões e contratempos nunca foram impedimentos para um profissional excepcional. Fejsa é dos que têm de voltar em Maio, caso o Benfica chegue ao Marquês, pois ele merece lá estar de forma continuada. Ande por onde andar, Fejsa será sempre dos nossos.
Hoje, frente ao Belenenses, que na última época empatou na Luz, será mais um degrau para subir na escadaria do 38. Esperamos um Benfica forte agora que o calenda´rio vai apertar sem tréguas durante seis semanas. Agora é o tudo ou... tudo para o Benfica.
Numa altura em que o ténis com o Open da Austrália nos mostra os melhores do mundo a jogar de forma galáctica, o mais impressionante não é quando vencem, é quando perdem. Ver os melhores do mundo de todos os tempos a perder e elogiar os adversários, respeitar o jogo e enaltecer os feitos adversários sem relativismo leva-nos ao melhor do desporto. Nadal com Thiem ou Federer com Djokovic atingiram o patamar da excelência sobretudo a perder.
Por isso quando Mathieu é bem expulso em Braga, por entrada excessiva no calor do jogo, e dez minutos depois, com a tristeza da derrota, está a pedir desculpa no balneário adversário mostra que é um senhor deste jogo. Foi bem reduzido o castigo e deve ser sublinhado o exemplo. O desporto tem regras, fair play e decência não significam não querer ganhar, significam saber ganhar e... perder."

Sílvio Cervan, in A Bola

DERAM A VOLTA


FUTEBOL FEMININO
O Benfica, de visita ao terreno do Braga, correu atrás do resultado e virou-o a seu favor na 2.ª jornada da Taça da Liga Feminina.
A força e a qualidade do futebol da equipa feminina do Benfica ficaram bem vincadas no relvado do Estádio Municipal 1.º de Maio, onde as águias bateram o Braga virando o resultado de 1-0 para 1-3 na 2.ª jornada da Taça da Liga.
Com uma cara nova no onze titular – estreia oficial de Julia Spetsmark, um dos reforços de inverno –, o Benfica puxou para si a iniciativa e a responsabilidade de agitar os primeiros minutos do jogo no Minho.
Cloé Lacasse, num remate de fora da área (13'), e Darlene, também num tiro de meia-distância após saída em contra-ataque (14'), lançaram o perigo junto à baliza arsenalista. Ao minuto 19, as águias desenharam uma oportunidade de golo clara: Nycole lançou a entrada de Cloé na esquerda, e a atacante, com espaço, rematou rasteiro, mas com pouca força, permitindo a defesa de Marie Hourihan.
Com um futebol mais direto, o Braga procurou chegar-se à frente e foi bem-sucedido aos 32'. Machia acelerou na esquerda, cruzou e, sobre o segundo poste, Keane cabeceou para as redes (1-0).
A equipa de Luís Andrade não acusou a desvantagem. Com ideias bem definidas, as jogadoras benfiquistas esticaram os seus posicionamentos no relvado, desenvolveram ataques e empataram a partida aos 36'. Desmarcada por Nycole no corredor esquerdo, Cloé meteu velocidade no lance e cruzou à medida da entrada e do remate de pé direito de Darlene (1-1).
Perto de se concluir o primeiro tempo, Catarina Amado (43') e Cloé Lacasse (44') deram trabalho à guarda-redes bracarense, e foi por uma unha negra que o Benfica não obteve antes do intervalo a vantagem que justificava.
Com um futebol mais trabalhado, gizando jogadas de pé para pé, o Benfica chamou novo golo no segundo tempo. Julia Spetsmark tentou ser feliz num remate de fora da área aos 61', mas a guardiã minhota sacudiu a bola por cima da barra. Um minuto volvido, Darlene, pela esquerda, abanou a defensiva bracarense e provocou uma boa ocasião para modificar o resultado, mas a bola seria afastada pela adversárias.
Contratação de inverno, Thembi Kgatlana saltou do banco aos 63' (rendeu Nycole) e marcou aos 66', mas não contou. Foi assinalado fora de jogo!
O golo que o desempenho das encarnadas "reclamava" aconteceu ao minuto 70. Na sequência de um canto batido no lado direito do ataque, a bola sobrou na área para Pauleta, que não foi cerimoniosa e disparou de pé esquerdo para as malhas (1-2).
A réplica do Braga praticamente só foi visível em lances de bola parada, com o esférico a pingar na grande área do Benfica.
Metendo velocidade nas suas movimentações no ataque, as benfiquistas alcançariam o 1-3 final ao minuto 89. Cloé Lacasse, na esquerda da área, usou o pé direito para bater a guarda-redes do Braga, tirando o melhor partido da insistência de Thembi numa dividida na zona de rigor.
CLASSIFICAÇÃO da Taça da Liga Feminina
EQUIPA JOGOS PONTOS GM-GS
Sporting 2 4 11-2
Benfica 2 4 5-3
Braga 2 3 5-3
CF Benfica 2 0 0-13
Próxima jornada: Benfica-CF Benfica (29 de fevereiro, 15h00), Sporting-Braga (29 de fevereiro, 15h00)
A Taça da Liga, recorde-se, é a mais recente prova do futebol feminino, sendo composta pelos quatro primeiros classificados da 1.ª volta da Liga BPI (Benfica, Sporting, SC Braga e CF Benfica). As duas equipas melhores classificadas irão enfrentar-se na final no dia 21 de março, no Estádio Municipal José Santos Pinto, na Covilhã.
Braga-Benfica, 1-3
FICHA
Local Estádio Municipal 1.º de Maio
Onze do Benfica Dani Neuhaus, Catarina Amado, Sílvia Rebelo, Caroline, Yasmim, Pauleta, Andreia Faria (Ana Seiça, 87'), Julia Spetsmark (Lúcia Alves, 79'), Darlene, Nycole (Thembi Kgatlana, 63') e Cloé Lacasse
Suplentes Dida, Ana Seiça, Raquel Infante, Patrícia Llanos, Beatriz Cameirão, Thembi Kgatlana e Lúcia Alves
Ao intervalo 1-1
Marcadoras dos golos do Benfica Darlene (36'), Pauleta (70'), Cloé Lacasse (89')

JUNIORES VENCEM 1.ª FASE DO CAMPEONATO


FUTEBOL
Na 22.ª jornada da Série Sul, o Benfica alcançou a 18.ª vitória à custa do Alverca.
Cinco golos sem resposta na receção ao Alverca moldaram a 18.ª vitória da equipa do Benfica na 22.ª e última jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores, Série Sul.
Invictos, os encarnados terminaram este período da competição no primeiro lugar.

Diogo Nascimento (6'), Jeremy Sarmiento (49'), Martim Neto (64'), Gerson Sousa (67') e Henrique Araújo (78') foram os autores dos remates certeiros da equipa orientada por Luís Araújo, que concluiu a 1.ª fase do Campeonato com um total de 58 pontos, espelhando 18 vitórias e quatro empates. Quanto a golos, marcou 73 e sofreu 11.
Classificação da Série Sul: 1.º Benfica (58 pontos), 2.º Sporting (51 pontos), 3.º Estoril (42 pontos), 4.º Alverca (36 pontos).
Benfica-Alverca, 5-0
FICHA
Local Benfica Campus
Onze do Benfica Pedro Souza, Filipe Cruz, Tomás Araújo, António Silva, Guilherme Montóia, Henrique Jocu, Martim Neto, Diogo Nascimento, Jeremy Sarmiento, Gerson Sousa e Rajmund Molnár
Suplentes Guilherme Fernandes, Renato Matos, Alexandre Penetra, Francisco Saldanha, Francisco Domingues, Henrique Pereira e Henrique Araújo
Ao intervalo 1-0
Golos do Benfica Diogo Nascimento (6'), Jeremy Sarmiento (49'), Martim Neto (64'), Gerson Sousa (67'), Henrique Araújo (78')

DERROTA NO DÉRBI


DÉRBI EMOTIVO DECIDIDO NOS INSTANTES FINAIS
BASQUETEBOL
Segue-se mudança de chip, com o Benfica a viajar até à Dinamarca para disputar a 6.ª jornada da 2.ª fase de grupos da FIBA Europe Cup.
Tarde de emoções no Pavilhão João Rocha, com Sporting e Benfica a enfrentarem-se na 18.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional de basquetebol. Jogo intenso, triunfo para os leões por 81-75.
Frente a frente, antes da bola ao ar do dérbi, as duas equipas líderes da geral, ambas com 33 pontos e com a liderança isolada como meta no horizonte. Início emotivo, com um minuto de silêncio cumprido em memória do malogrado Kobe Bryant, num pavilhão João Rocha muito bem composto e a receber um dérbi histórico… Há mais de 20 anos que não se jogava um Sporting-Benfica em basquetebol na casa dos leões, o último datava de 15 de outubro de 1994, com triunfo para as águias na antiga Nave!
De regresso ao presente, entrada em campo algo estranha das duas equipas, com a redondinha a não cair em nenhum dos cestos. Muitas dificuldades em acertar, com os primeiros pontos a surgirem para os verdes e brancos, já com mais de dois minutos disputados e logo com um afundanço de Abu. Resposta encarnada, com o jogo exterior a ser fulcral e a dar vantagem aos encarnados (6-10), mas o muito equilíbrio em quadra a ser a nota dominante. Alternância no marcador, com sinal mais do Benfica, que chegou ao final do 1.º quarto na frente (16-20).
No 2.º quarto a toada manteve-se, com o Benfica a apresentar-se em bom nível, dilatando a vantagem para 8 pontos (19-27) logo nos primeiros minutos e a dizer claramente ao que ia. O jogo exterior continuou a fazer mossa, com um autêntico festival de triplos, e com a inteligência, raça e ambição das águias a serem determinantes. Os encarnados foram superiores e os números ao intervalo mostravam-no, e até podiam ser mais dilatados: 37-43.
Reentrada em quadra com as águias a apostarem no mesmo cinco inicial, perante um Sporting determinado em reagir rapidamente. E assim foi, com a formação comandada por Luís Magalhães a anular a desvantagem e a conseguir o empate (44-44). A partir daqui, alternância no marcador, empates sucessivos, com as duas equipas a mostrarem por que motivo eram as líderes da classificação geral. 64-62 no fecho do 3.º quarto e tudo em aberto!
E foi até ao último soar da buzina! Intensidade máxima, apoio das bancadas, cada posse de bola disputada como se da última se tratasse… enorme espetáculo, com os instantes finais a decidirem o vencedor. Os anfitriões foram mais eficazes e venceram por 81-75.
Com este resultado, as águias somam um total de 34 pontos e ocupam agora o 2.º lugar da classificação.
Segue-se mudança de chip! A 6.ª e derradeira jornada da 2.ª fase de grupos da FIBA Europe Cup está marcada para a próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro, com o Benfica a defrontar, na Dinamarca, a formação do Bakken Bears. Este jogo tem início às 17h30 e é decisivo para as contas finais do apuramento!
A Liga Portuguesa de Basquetebol regressa no sábado, dia 8 de fevereiro, com a formação comandada por Carlos Lisboa a voltar ao Pavilhão Fidelidade para receber a equipa do Illiabum. Este jogo é referente à 19.ª jornada da competição e tem início marcado para as 15h00.
Sporting-Benfica, 81-75
FICHA
Local Pavilhão João Rocha
Cinco do Benfica Anthony Hilliard, Eric Coleman, Anthony Ireland, José Silva e Arnette Hallman
Suplentes Gonçalo Delgado, Fábio Lima, Betinho, Gary McGhee, Rafael Lisboa e Damian Hollis
1.º quarto 16-20
2.º quarto 37-43
3.º quarto 64-62
4.º quarto 81-75
Marcadores dos pontos do Benfica Arnette Hallman (10), Eric Coleman (7), Anthony Hilliard (3), José Silva (11), Anthony Ireland (8), Gary McGhee (7), Fábio Lima (9), Damian Hollis (6), Betinho (5) e Rafael Lisboa (9)
DECLARAÇÕES
Carlos Lisboa (treinador do Benfica): "Penso que poderíamos ter feito melhor, principalmente quando estivemos com posse de bola e com possibilidades de ampliar a vantagem, mas não o fizemos. O Sporting é uma boa equipa, tem bons jogadores, e acabou por conseguir encostar o jogo e vencer. Parabéns ao Sporting. Nada está decidido, ainda falta muito Campeonato, está tudo aberto e vamos continuar o nosso trabalho. Já tinha dito que em janeiro e fevereiro íamos pagar algum esforço devido a andar a disputar a competição europeia e o Campeonato Nacional. Isto não é desculpa porque eu não arranjo desculpas quando perco, mas logicamente que acusámos algum cansaço… Vamos continuar o nosso trabalho."

VITÓRIA SOBRE A FÍSICA


VALTER E ADROHER: A SOCIEDADE QUE CONSTRUIU A GOLEADA
HÓQUEI EM PATINS
O Benfica venceu a AE Física na 15.ª jornada do Campeonato Nacional de hóquei em patins.
A equipa de hóquei em patins do Benfica venceu nesta tarde de sábado a AE Física por 7-3 no Pavilhão Fidelidade, em jogo relativo à 15.ª jornada do Campeonato Nacional. Valter Neves e Jordi Adroher foram os elementos em maior destaque na goleada encarnada.
O conjunto forasteiro entrou melhor no Pavilhão Fidelidade e colocou-se na dianteira do marcador aos 3' por intermédio de André Gaspar (0-1). O Benfica não baixou os braços, estava na luta e empatou por Diogo Rafael. Diogo Alves não conseguiu travar o remate do n.º 4 encarnado (1-1 aos 10').
Reviravolta consumada! Valter Neves aos 13' fez o segundo das águias e colocou o Clube da Luz na frente do marcador. Quem também brilhava era Pedro Henriques. O guardião encarnado mostrava-se a um bom nível, tendo conseguido defender a grande penalidade convertida por Fábio Gambão.
Não marcou a AE Física, concretizou o Benfica. Jordi Adroher assistiu e o capitão não falhou. Valter Neves atirou para o 3-1 aos 15'.
Jogo de parada e resposta e de emoções fortes na Luz! O conjunto adversário não desistia e voltou a conseguir empatar o encontro. Fábio Gambão aos 17' e João Lima, alguns segundos depois, na sequência de um livre direto, fez o 3-3.
A 50 segundos do intervalo o Benfica chegou ao tento que lhe permitiu ir para os balneários em vantagem. Diogo Rafael, assistido por Lucas Ordoñez, bisou na partida. Ao intervalo: 4-3.
Os comandados de Alejandro Domínguez continuavam por cima do jogo e aos 33' chegaram a um novo golo. O avançado benfiquista Lucas Ordoñez colocou o seu nome na lista dos marcadores depois de ter conseguido bater o guardião Diogo Alves.
As águias continuavam a pressionar os adversários e usufruíram de algumas oportunidades para dilatar a vantagem. Aos 37' Ordoñez não conseguiu marcar na sequência de um livre direto, e aos 38' foi Carlos Nicolía que não concretizou da marca de grande penalidade. Valeu a defesa de Diogo Alves. Não foi de pénalti, foi de lance corrido. O número 5 do Benfica atirou para o sexto ainda aos 38' (6-3).
A um minuto e meio do final da partida a "sociedade de construtores" composta por Valter Neves e Jordi Adroher voltou a dar frutos. Desta vez os papéis inverteram-se e foi o capitão do Clube da Luz a assistir o avançado. Um golo que fechou as contas do triunfo encarnado e deixou o marcador em tons de goleada. Resultado: 7-3.
Classificação: 1.º Benfica, 37 pontos; 2.º Sporting, 34 pontos (-1 jogo); 3.º OC Barcelos, 33 pontos (-1 jogo).
No desafio da próxima jornada (16.ª), que se vai disputar no dia 8 de fevereiro às 18h00, o Benfica desloca-se a Almeirim para defrontar o HC Tigres.
DECLARAÇÕES
Alejandro Domínguez (treinador do Benfica): "Este desafio foi mais uma prova de que qualquer equipa deste campeonato consegue estar muito bem em todas as fases do encontro. Fizemos várias análises de vídeo e sabíamos que AE Física iria posicionar-se em toda a largura do rinque, com uma defesa muito fechada. Tínhamos de trabalhar bastante para não deixar o adversário fazer o seu jogo. Fomos superiores durante toda a partida, mas há que demonstrá-lo em cada passe, em cada disputa de bola e há que ganhar todos os duelos. Temos de manter a nossa atenção. Este campeonato não permite nenhum deslize."
Benfica-AE Física, 7-3
FICHA
Local Pavilhão Fidelidade
Formação inicial Pedro Henriques, Diogo Rafael, Gonçalo Pinto, Miguel Vieira e Carlos Nicolía
Suplentes Marco Barros, Valter Neves, Albert Casanovas, Jordi Adroher e Lucas Ordoñez
Ao intervalo 4-3
Marcadores do Benfica Diogo Rafael (10' e 24'), Valter Neves (13' e 15'), Lucas Ordoñez (33'), Carlos Nicolía (38') e Jordi Adroher (49')
Marcha do marcador 0-1, 1-1, 2-1, 3-1, 3-2, 3-3, 4-3, 5-3, 6-3 e 7-3

PRIMEIRAS PÁGINAS: NOTA-SE DESILUSÃO NO NOJO