terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

VALE TUDO POR UMA PALHINHA

 


"O «Senhor Presidente do Tribunal Central Administrativo do Sul», a quem o Sporting CP se apressou a recorrer e a rasgar de elogios, é, nada mais nada menos, que Rui Fernando Belfo Pereira, um sportinguista fanático, como podem constatar nas fotos em anexo.

Agora todos entendemos, finalmente, o que Frederico Varandas quis dizer há 2 anos, em entrevista à CMTV, quando referiu, e passamos a citar: «Tenho na minha lista dois juízes-conselheiros do Supremo, um procurador da República, um juiz-desembargador. Acha que estas pessoas não vão fazer braço-de-ferro na justiça pelo Sporting?».

Mais depressa se apanham estas manobras desesperadas que um coxo. Acusam os outros daquilo que fazem, mas a mentira tem perna curta e a verdade rapidamente vem à tona.
Pena para tráfico de influências: 
https://dre.pt/legislacao-consolidada/-/lc/107981223/201708230300/73474251/diploma/indice/4

Esperamos que o SL Benfica esteja de olhos bem abertos relativamente ao que se está a passar e se manifeste o mais rapidamente possível.

Quando o clubismo se sobrepõe ao Direito, abre-se um precedente muito sério e perigoso.
Investigue-se."

O VASCO MENDONÇA ONTEM TEVE UM ORGASMO. BENFIQUISTA? F#DA-SE...



 Alguém na BTV apelou à calma e disse que Pizzi esteve mais competitivo, sem gargalhar. É preciso gostar muito do Benfica para pagar por isto

O ponto de vista humorística de Vasco Mendonça à derrota do Benfica, em Alvalade, diante o Sporting. Como se percebe, a crítica é mais ampla do que a mera análise aos jogadores.
Vlachodimos
Foi uma das melhores assistências para golo que me lembro de ver no Benfica esta época. Pena ter sido realizada por um guarda-redes, com as mãos, para um jogador adversário. Tirando isso, esteve impecável.
Gilberto
Já lá vão uns meses destes altos e baixos, por isso não podemos dizer que nos surpreenda. Alguém se convenceu que este homem era o futuro lateral-direito do Benfica. Depois o verdadeiro lateral-direito lesionou-se e desde então temos protegido a saúde financeira do clube - esse grande troféu - evitando ir ao mercado buscar um novo lateral direito para jogar no lugar deste. O eixo em que o futebol de Gilberto se move tem no extremo positivo a abnegação, que reconhecemos a espaços, e no extremo negativo apresenta uma angustiante mediania, que no Benfica equivale a mediocridade, conforme revelado pela exibição de ontem. Ai queriam piadas, não era? Vejam a entrevista logo às 19.
Jardel
Nada diz “hoje é para ganhar” como entrar com 3 centrais em campo e 2 laterais dos quais só um sabe realmente atacar. O destino, que pelos vistos é benfiquista, fez por corrigir e tirou Jardel do campo, mas depressa Deus corrigiu.
Otamendi
Fez o que podia para para sair de Alvalade com 3 pontos e o escalpe do Tiago Tomás.
Verthongen
Eu sei que o homem tem a alcunha de Super Jan, mas nenhum benfiquista no seu perfeito juízo acredita que vamos ser salvos por um super-herói belga de 33 anos. Quando muito teria ajudado a segurar o empate, mas encontrou nos colegas de equipa a sua kriptonite.
Grimaldo
Ele bem queria apanhar um Gilberto pela frente, mas o Sporting fez uma coisa inovadora esta época. Identificou posições em que tinha fragilidades, wait for it, contratou jogadores para colmatar essas falhas. Uma estratégia revolucionária que parece estar a resultar, como se viu ontem pelas dificuldades sentidas contra o melhor lateral direito da Liga.
Weigl
Passou perto de 92 minutos nas minhas cogitações para melhor jogador do Benfica. Fica para a história como um dos menos maus. Por mim pode continuar a usar o Instagram uma vez por semana, com supervisão de adultos.
Pizzi
Nunca mais me esquecerei do momento. Já passava das 23:45 quando alguém na BTV apelou à serenidade, explicando que os comentadores que ali estão têm um dever de analisar os acontecimentos com maior frieza. Logo a seguir explicou que ontem vimos um Pizzi muito mais competitivo e prosseguiu, sem por um momento ceder à gargalhada. É preciso gostar mesmo muito do Benfica para pagar a mensalidade desta palhaçada.
Rafa
É trágico ver que até a versão coxa do Rafa pareceu mais perigosa do que alguns colegas sem problemas de mobilidade.
Cervi
Desta vez Jesus optou por colocar Grimaldo na posição habitual e Cervi mais avançado na ala. Se em tempos recentes assistimos à descoberta de um lateral promissor, ontem pudemos matar todas as saudades do extremo primoroso a passar a bola para trás. Uma espécie de Cebolinha argentino, se quiserem. O mais deprimente nisto tudo? Passados todos estes anos, já não sei se o problema é do Cervi ou de quem lhe dá as ordens.
Darwin
Pelo que percebi apagou as redes sociais ontem à noite devido aos insultos dos adeptos. Curiosamente, foi também uma das poucas vezes em que conseguiu fugir à marcação na noite passada. Às vezes é assim, Deus - o que não é adjunto de Jesus - escreve direito por linhas tortas. Se me perguntassem se era assim que imaginava os jogadores do Benfica a moderarem a sua atividade nas redes sociais numa das piores épocas desportivas do clube, não era de facto. Por outro lado, antes assim do que continuar por ali a viver numa realidade paralela. Vai ficar tudo bem, miúdo. Mesmo que tenha de piorar antes.
Seferovic
Fez aquela coisa muito habitual nos avançados do Benfica esta época que é andar por ali às voltas à procura de uma equipa que seja capaz de criar ocasiões de golo. Não encontrou a tal equipa, mas cumpriu à risca com a ideia de jogo. Não fiquem ofendidos por eu lhe chamar ideia.
Gabriel
O meu estado anímico face à situação atual do Benfica não é compatível com 90% das ações do Gabriel durante um jogo de futebol. São os passes curtos a queimar colegas, os passes longos a sobrevoar lentamente o relvado, cheios de trejeitos só ao alcance de colegas doutorados em aerodinâmica, ou a ocasional falha de marcação. Gostei de o ouvir dizer “vamos ca****!” 2 minutos antes do golo, mas devia ter suspeitado que alguma coisa estava mal quando é o Gabriel a puxar pelos outros.
Taarabt
Participante ativo nos 47 segundos de tempo útil da segunda parte em que até pareceu que podíamos ganhar isto.
Nuno Tavares
Já o vi interagir com cães de forma mais intensa do que a fechar o cruzamento do Porro que dá golo. Há uns dias dizia a amigos benfiquistas que precisamos de um código de conduta para as redes sociais, mas isso era começar a construir a casa pelo telhado. O Benfica precisa de um gigantesco, monumental, revolucionário reset. Infelizmente, hoje às 19h um ídolo da minha juventude vai tentar convencer-nos do contrário.
A última vez que ganhámos ao Benfica em casa, estava o Nuno Mendes a fazer os TPC de Geografia no 6º ano (por Diogo Faro)
Na sua análise humorística ao dérbi que o Sporting venceu, Diogo Faro começa por pedir desculpa aos vizinhos: "Festejei tanto no golo que até os devo ter induzido em erro, levando-os a achar que tinham anunciado o fim da pandemia"
Um Azar do Kralj

ENTREVISTA RUI COSTA

                                                   

O (DES)ENCAIXE PARA O TÍTULO NA NOITE DE MATHEUS NUNES

 




"“O Benfica encaixou na nossa forma de jogar e quando há um encaixe tão grande é difícil criar oportunidades…”
Ruben Amorim, in Conferência de imprensa pós jogo

Longe de ter sido um jogo aberto e com oportunidades, o clássico teve um Benfica que se procurou encaixar no Sporting pela forma como, tal como o FC Porto o fez para a Taça da Liga, se posicionou num 5x2x3 no momento defensivo. Este encaixe proporcionou constantes duelos individuais e pouco espaço para jogar o que provocou mais perdas de bola, uma vez que, cada jogador benfiquista encaixou em cada jogador leonino num jogo onde, mais do que querer ganhar, ninguém quis perder expressa em como cada treinador preparou a sua equipa e aí, pela forma tão coordenada e automatizada como a equipa defende, o Sporting partia em vantagem.

Logo após Ruben Amorim, se ter apercebido do posicionamento defensivo do Benfica, colocou Pedro Gonçalves nas costas dos dois médios encarnados, adiantando Nuno Santos e Tiago Tomás e invertendo o triângulo do ataque leonino (1+2). Foi a coordenação de movimentos destes três que permitiu ao Sporting criar situações de perigo junto da baliza de Vlachodimos, principalmente em situações de ataque à profundidade. A complementaridade dos três, em ataque posicional, aumenta a capacidade do Sporting explorar a profundidade e tal como Ruben Amorim referiu após o jogo, movimentos complementares (apoio – rutura) são fundamentais contra linhas de 5. Foi, ainda, de bola parada (nomeadamente, em situações de canto) que o Sporting poderia ter chegado ao golo mais cedo do que chegou, trazendo cantos ao 1ªposte para o derby lisboeta.
O Benfica foi dando respostas a uma maior supremacia do Sporting em situações de contra-ataque que foram estancadas pela entrada de Palhinha (que até ajudou Matheus Nunes a soltar-se no ataque) e pela linha defensiva leonina que esteve irrepreensível no capitulo defensivo.
Quando ninguém faria prever, Matheus Nunes colocou a cereja no topo da sua excelente exibição e desencaixou um jogo riquíssimo taticamente, cimentando a luta do Sporting pelo titulo e afastando, possivelmente, os encarnados da luta pelo titulo."

DUELO TRANSPIRADO QUE CONFIRMA O FIM DA ÁGUIA E UNS LAGARTOS PARA O TÍTULO



 "Tal como o FC Porto, também o SL Benfica de Jesus mudou a sua estrutura para poder competir contra o Sporting de Rúben Amorim, e tal é desde logo um grande sinal do poderio e respeito que a obra de Amorim impõe.

Ninguém quis perder. Desde o início se percebeu que a toada que vinha da preparação estratégica do jogo por ambas as equipas era uma preocupação bem maior sobre um não perder, do que tomar o risco para procurar a vitória se isso pudesse minimamente destapar a equipa defensivamente. Mesmo quando havia bola.

5x4x1 em Organização – Benfica com 3 centrais. Primeiro Jardel, depois Weigl

Vinte e Seis (24!) perdas de bola de Darwin, Pizzi e Gabriel em apenas 45 minutos. Assim esteve o corredor central encarnado na Primeira Parte em Alvalade. Aquele corredor que tem como obrigatoriedade não só fechar o jogo em Organização Defensiva, mas servir de suporte com bola e ajudar a criar ofensivamente. Os zero remates do Benfica em tal período não foram portanto uma surpresa.

HxH a campo todo no processo defensivo do Benfica com bola no seu meio campo ofensivo

As opções defensivas de uma e outra equipa – Marcações Individuais quase a campo inteiro – Mais momentos de pressão do que os de recolher e formar e baixar linhas, provocaram um jogo de constantes duelos.
Num derby onde a qualidade técnica não é a de outrora, salvo honrissimas excepções, o método defensivo escolhido proporcionou perdas sucessivas, jogo pouco ligado e consequentemente poucos lances de criação evidente e de perigo.
A primeira parte fica marcada unicamente pelas bolas paradas ofensivas do Sporting que vencendo o primeiro poste criou perigo na segunda bola. Assim esteve próximo de marcar Neto na única ocasião real.
A coordenação dos movimentos do trio da frente do Sporting é assombrosa. Tiago Tomás um leão à solta, na disputa de todos os lances em que é solicitado em profundidade, e quando ou segurou e entregou ou foi castigado em falta. Os movimentos constantes na frente de ataque do Sporting foram e são sempre catalizador para que a equipa saia de trás e chegue constantemente ao último terço mesmo que nem sempre para criar.
A segunda parte trouxe um Benfica mais capaz de sair em transição e de encontrar espaços para se aproximar da baliza adversária mas a última definição que se quer criteriosa e inteligente nunca teve em Darwin, Pizzi, Rafa – Ainda assim foi sempre da sua iniciativa individual que o Benfica pôde aparentar poder ser perigoso – ou Cervi a decisão certa para que o espaço que se abria pudesse permitir chegada mais perigosa às imediações de Adán.

A dupla Palhinha – Matheus Nunes
O crescimento que o Benfica paulatinamente ia mostrando a cada recuperação da bola foi estancado com a presença de Palhinha ao lado de Matheus. Com dois médios de grande rotação e raio de acção largo, o Sporting continuou a deixar três na frente esperando o momento para sair em contra ataque, e apresentou maior capacidade para defender os espaços largos que estava a abrir no seu meio campo. 
Seria Matheus Nunes o homem do resultado com o golo do triunfo leonino após cruzamento do inevitável Pedro Porro – Vive um momento extraordinário e mesmo não tendo no derby eterno rubricado uma exibição ao nível das mais recentes, esteve no lance capital do jogo. 

Os reis do Derby
Num jogo cuja transpiração e a ordem defensiva imperou, Os jogadores do sector mais recuado impuseram a sua lei com qualidade. Coates foi tremendo em todas as divididas e até quando teve de defender momentos de transição adversária somou boas decisões, baixando atempadamente e impondo-se quer no 1×1 defensivo quer no controlo de toda a sua linha. No lado do Benfica, Vertonghen voltou a rubricar uma exibição de excelência. À imponência defensiva onde tão bem voltou a usar as suas capacidades físicas, acrescentou qualidade na saída de bola – Faz toda a diferença ter um canhoto à esquerda, para que a bola possa rolar mais quando vem de dentro e poder haver ligação fora da pressão. Também Otamendi com a agressividade habitual se impôs aos avançados leoninos, mesmo em espaços largos onde estes tanta diferença fazem.
Rafa e Pote rumaram contra a maré e ofensivamente foram quem mais procurou levar o derby para um resultado mais colorido.
Em sentido inverso, Grimaldo fez um jogo absolutamente horrível, entregando todas as posses ao Sporting, Darwin não deu seguimento a um único lance, e João Mário não demonstrou competência para sair vivo de um jogo de duelos."

SPORTING CP 1-0 SL BENFICA: "JOGO DA TRIPLA" É FAVORÁVEL AO LEÃO



 "A Crónica: Cabeçada Certeira de Matheus Nunes Faz Sonhar o Leão

Nove, seis ou três (pontos) – as contas de mais um dérbi entre Sporting CP e SL Benfica eram à volta destes três números, que poderiam ter algum peso no futuro a médio-longo prazo nas contas do título: a vitória leonina aumentava a vantagem, o empate deixava tudo na mesma e um triunfo encarnado ditava uma redução pontual.
Neste “Jogo da Tripla”, onde o Dragão também entrava na equação, quem acabou por sorrir foi o leão, já que venceu a águia pela margem mínima, aumentando assim para nove pontos a vantagem sobre o eterno rival. O golo tardio de Matheus Nunes ao cair do pano foi o suficiente para os comandados de Amorim festejarem uma vitória muito importante.
Fruto da liderança, o Sporting CP entrou mais confortável na partida, a ter mais bola e fazer boas combinações entre todos os elementos à procura de desfigurar o modelo de jogo encarnado. Se a entrada do SL Benfica na partida já não tinha sido positiva, ficaria ainda pior com a lesão do capitão Jardel aos 10 minutos (foi substituído por Gabriel). Com esta mudança forçada, Julian Weigl recuou no terreno, passando a ser o terceiro central.
A ânsia de ver o dérbi lisboeta rapidamente deu lugar à frustração, pois, em termos de espetacularidade, o jogo entre os eternos rivais não estava a corresponder às expetativas iniciais: muita disputa de bola a meio-campo e pouco espaço para os mais criativos dos dois lados poderem evidenciar toda a sua criatividade. Foi preciso esperar até aos 35 minutos para se ver a primeira ocasião de perigo: vindo de trás, Pedro Porro apareceu em zona adiantada no terreno e rematou para fazer o 1-0, só que um desvio da defesa encarnada impediu a pretensão do lateral espanhol. O lance motivou o conjunto sportinguista que, aos 40’, num pontapé de canto do lado direito, Tiago Tomás desvia ao primeiro poste e, no segundo, aparece Neto que tinha tudo para marcar, mas não conseguiu acertar na baliza.
Com poucos lances de perigo, esperava-se (muito) mais dos 22 jogadores na segunda parte, embora o sinal mais do primeiro tempo tenha pertencido ao Sporting CP que estava a jogar mais em transição, sabendo que poderia ser essa a fórmula para resolver o encontro. O SL Benfica ressentiu-se muito do recuo de Weigl, o que levou a uma perda de qualidade no seu meio-campo e, consequentemente, na sua forma de atacar.
O intervalo fez de facto bem às duas equipas, já que o início de segundo tempo foi eletrizante! Primeiro foi Darwin aos 46’ a receber bem nas costas de Coates e a disparar forte para defesa atenta de Adán. Na resposta, Pedro Gonçalves recebeu de Tiago Tomás e rematou à entrada da área, valendo o bloqueio de Weigl a impedir mais um golo do número 28 dos leões.
O jogo estava bem mais vivo, sobretudo o SL Benfica que estava agora com maior iniciativa. Rúben Amorim percebeu esse crescimento e colocou João Palhinha para estancar as ofensivas encarnadas. Essa substituição ajudou o leão a equilibrar forças no meio-campo e voltar a crescer na partida, o que trouxe maior incerteza aos últimos 10 minutos da partida.
O jogo estava aberto e podia pender para qualquer lado. O certo é que a “estrelinha de campeão” está mesmo com o Sporting CP, e eis que quase num “golpe de teatro” surge o golo que pode valer mais que uns simples três pontos: aos 90+2’, Porro cruza do lado direito para soco de Vlachodimos, onde a bola vai ter à cabeça do leão Matheus Nunes que faz o primeiro e único tento da partida que garante uma vitória muito importante e mostra bem que este Sporting CP está mesmo com vontade de ser campeão. 

A Figura
Matheus Nunes – Grande exibição do jovem leão que foi importante para a vitória sobre o Benfica. Escolhido para render João Palhinha, Matheus Nunes foi um elemento no meio-campo leonino que conferiu maior capacidade de ter bola e criar desequilíbrios em ataque posicional. A boa performance foi recompensada com o golo ao cair do pano que garante uma vitória importante no final da primeira volta.

O Fora de Jogo
Darwin Núñez – O avançado uruguaio passou completamente ao lado do jogo. Habituado a ter companhia na frente de ataque, Darwin foi a única referência na frente ofensiva encarnada e isso acabou por fazer a diferença para a exibição cinzenta do número nove. Muito desapoiado, nunca conseguiu criar espaços devido à forte marcação feita pelo seu compatriota Sebastián Coates. 

Análise Tática – Sporting CP
A possibilidade de aumentar ainda mais a distância para o eterno rival era um motivo mais que suficiente para o Sporting CP ir em busca de mais uma vitória. Havia dúvidas quanto à possível presença de João Palhinha no onze inicial – depois da despenalização do número seis a meio da tarde -, mas o treinador leonino Rúben Amorim optou por relegar o médio português para o banco de suplentes, colocando assim Matheus Nunes de início no já bem rotinado 3-5-2.
No primeiro tempo, o conjunto verde e branco até foi tendo maior iniciativa, mas o Sporting CP apostou mais em colocar bolas na costas da defesa encarnada, tentou explorar a velocidade de Tiago Tomás, algo que deixava sempre o SL Benfica em grandes dificuldades para manter o longe o perigo. 
Os primeiros minutos trouxeram um Sporting CP a jogar mais na expetativa, dando iniciativa ao adversário. A entrada de Palhinha ajudou a estancar as pretensões encarnadas em marcar. Com o aproximar do final do encontro, o jogo estava partido e a “estrelinha de campeão” apareceu com o tento do leão Matheus Nunes.

11 Inicial e Pontuações
António Adán (6)
Nuno Mendes (6)
Luís Neto (6)
Sebastián Coates (7)
Zouhair Feddal (5)
Pedro Porro (7)
Matheus Nunes (8)
João Mário (6)
Pedro Gonçalves (5)
Nuno Santos (6)
Tiago Tomás (5)
Subs Utilizados
Jovane Cabral (5)
João Palhinha (5)
Bruno Tabata (5)
Daniel Bragança (-)

Análise Tática – SL Benfica
Com um atraso de seis pontos face ao líder leonino, as águias jogavam em Alvalade uma cartada importante na luta pelo título. Ainda sem o técnico Jorge Jesus presente no banco, o adjunto João de Deus voltou a comandar a equipa encarnada, tal como havia acontecido no jogo anterior, a contar para a Taça de Portugal. Quanto ao onze, houve o regresso de jogadores que tiveram Covid-19, mas a grande surpresa passou pela estratégia montada com um sistema com três centrais.
A entrada na partida ficou marcada pela lesão de Jardel aos dez minutos, o que obrigou Weigl a recuar no terreno para ser o terceiro central. Com esta mudança tática, o Benfica perdeu qualidade de jogo e tentou a maioria do primeiro apostar na velocidade de Rafa Silva para criar algum lance de perigo, só que a defesa leonina estava bastante concentrada e não ia dando grandes espaços.
O intervalo fez bem aos jogadores encarnados que vieram com outra motivação para atacar mais e correr maior riscos, e até teve algumas ocasiões para chegar à vantagem. Com o passar do tempo, o leão foi voltando a estar por cima do jogo e as águias acabaram por sofrer um golo que pode ter sentenciado as aspirações do SL Benfica na luta pelo título.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (5)
Jan Vertonghen (5)
Nicolás Otamendi (6)
Jardel (-)
Grimaldo (6)
Julian Weigl (5)
Pizzi (5)
Franco Cervi (5)
Rafa Silva (5)
Darwin Núñez (4)
Subs Utilizados
Gabriel (5)
Adel Taarabt (5)
Haris Seferovic (4)
Nuno Tavares (3)

BnR na Conferência de Imprensa
Sporting CP
Não foi possível colocar pergunta ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

SL Benfica
Não foi possível colocar pergunta ao treinador-adjunto do SL Benfica, João de Deus."

PERDIDO NOS DESCONTOS



 Dérbi perdido na compensação

O Benfica sofreu o golo que decidiu o jogo da 16.ª jornada da Liga NOS aos 90'+2'.
O dérbi da 16.ª jornada da Liga NOS, disputado no Estádio José Alvalade, não teve o final que o Benfica pretendia. Num embate equilibrado, o momento que definiu o resultado desfavorável às águias (1-0) ocorreu já no período de compensação (90'+2').
Com um figurino tático bem diferente do sistema (4x4x2) mais utilizado na temporada, o Benfica abordou o dérbi com três centrais (Jardel, Otamendi e Vertonghen), dois laterais projetados para a linha média (Gilberto e Grimaldo), dois médios-centro (Weigl e Pizzi) e três atacantes (Rafa e Cervi partindo de zonas interiores, Darwin sobre o eixo).
O 3x4x3 das águias desenhado por Jorge Jesus (que, por estar infetado com COVID-19, não pôde comandar no banco) enfrentou uma contrariedade aos 10': Jardel lesionou-se na coxa direita e teve de se retirar do palco do dérbi. Foi a jogo Gabriel, para se posicionar na zona central do meio-campo, recuando então Weigl para recompor a linha de três defesas dos encarnados.
O duelo, muito tático, foi agitado pelas águias ao minuto 19. Num movimento de pressão alta e agressiva, Vertonghen conquistou a bola bem no interior da intermediária leonina. Rafa desenvolveu a jogada, abriu para Pizzi na direita, com o camisola 21 a puxar a bola para dentro e a apostar num remate de pé esquerdo. O esférico passou rente ao poste direito.
Houve luta pela conquista e criação de espaços para gerar desequilíbrios e oportunidades de golo, mas as intenções não tiveram tradução dentro das quatro linhas no primeiro tempo. Do lado dos leões, o lance que ameaçou a baliza defendida por Odysseas (um regresso após infeção por COVID-19) ocorreu ao minuto 40, numa situação de bola parada, com Tiago Tomás a desviar o esférico ao primeiro poste e Neto a cabecear cruzado para fora.


A etapa inicial fechou-se com o resultado empatado (0-0) e as equipas equiparadas na posse de bola (50/50%) e nos remates enquadrados (zero).
Na abertura da segunda parte, um grande tiro de Darwin à baliza do Sporting! Solicitado por Pizzi, o camisola 9 do Benfica bateu Coates, descaiu ligeiramente para a esquerda e disparou com força de pé canhoto. O guarda-redes Adán defendeu para canto.


A primeira alteração estratégica na equipa benfiquista foi operada aos 64'. Saiu Cervi, entrou Taarabt. O marroquino juntou-se a Gabriel no coração do meio-campo, enquanto Pizzi se adiantou no relvado para atuar mais perto de Darwin, descaído para a zona interior à direita, e Rafa passou para o lado oposto. No minuto seguinte, novo remate enquadrado dos encarnados (por Rafa), mas à figura do guarda-redes (65').
Odysseas, ao minuto 74 do dérbi, neutralizou, com competência, uma bola traiçoeira e fortuita, que espirrou do duelo entre Weigl e Pedro Gonçalves. Cinco minutos volvidos, duas modificações nas águias: Darwin e Grimaldo foram rendidos por Seferovic e Nuno Tavares.
Um remate de Palhinha, aos 80', apoquentou o Benfica, mas, na reta final do desafio, a equipa que dava sinais de maior frescura física era a das águias. Porém, a jogada que decidiu a atribuição dos três pontos saiu dos pés dos verdes e brancos já no tempo de compensação. Numa segunda vaga, Pedro Porro cruzou da direita, Odysseas socou a bola, mas esta caiu na zona onde estava Matheus Nunes, que cabeceou e marcou o 1-0 aos 90'+2'. Definia-se o resultado do dérbi.
Com 18 jornadas pela frente, a equipa benfiquista volta a competir já na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, recebendo o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz (19h00) na 17.ª ronda da Liga NOS.

JORNALEIROS COM ORGASMOS

 


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

CONFIANÇA PARA O DÉRBI



 "Para ganhar! É imbuída de ambição que a nossa equipa entrará em campo hoje à noite, em Alvalade, frente ao Sporting. Assim é em todos os jogos que uma equipa do Benfica disputa e o dérbi dos dérbis não é exceção.

O Sporting será, naturalmente, um forte obstáculo às nossas pretensões. Lidera a Liga NOS, tem argumentos fortes e por certo lutará também por um resultado positivo.
Mas, independentemente do adversário, do local de realização da partida ou da competição, a palavra de ordem é vencer. Não há outra postura possível. Só procurando a vitória estaremos mais próximos de obtê-la. E esse é o nosso objetivo: vencer e somar três pontos.
De acordo com o historial, o Sporting – Benfica, a contar para o Campeonato Nacional, é o confronto em que mais impera a imprevisibilidade quanto ao desfecho, com os 33 triunfos benfiquistas a superarem ligeiramente os 32 leoninos (ou 34-31 para o Benfica, de acordo com algumas fontes, a dúvida reside na época 1953/54 com ambos os jogos, nessa temporada, a serem disputados no Estádio Nacional) e 21 empates.
Nas últimas oito temporadas vencemos quatro vezes e empatámos outras quatro em Alvalade na Liga NOS, restando-nos desejar que consigamos prolongar esta tendência de resultados, de preferência com um triunfo.
Acreditamos muito na capacidade da nossa equipa para levar de vencida o nosso adversário desta noite. Força, Benfica!

P.S.: Foram várias as equipas benfiquistas a entrarem em ação ao longo do fim de semana. Destacamos as de basquetebol e voleibol, que obtiveram dois triunfos importantes em deslocações a contar para o Campeonato Nacional. No básquete vencemos o Vitória, em Guimarães, por 66-89. No vólei batemos o Esmoriz por 1-3."

PONTOS JÁ CONTABILIZADOS AOS LAGARTOS E SEM PALHINHA. AINDA SE VÃO FODER...