sábado, 1 de abril de 2023

A CORRUPÇÃO NO DESPORTO: A FACE ESCONDIDA

 


"Se o desporto é unificador, a sua integridade pode ser comprometida por criminosos que procuram obter enormes lucros. A truncagem e outras infrações no desporto constituem um meio para as organizações criminosas gerarem lucros elevados e lavarem o produto das suas atividades ilícitas, com pouco risco de serem detetadas. A corrupção no desporto pode ser definida como uma qualquer atividade ilegal, imoral e antiética que tente a distorcer, deliberadamente, o resultado de um evento desportivo, com o objetivo de ganho pessoal para a(s) pessoa(s) que se dedica(m) a essa atividade. O combate a estas infrações requer cooperação nacional e internacional entre organismos desportivos, autoridades públicas, reguladores de apostas, a indústria do jogo e agências de aplicação da lei. A INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal tem um grupo de trabalho que se dedica a estas questões. Com cerca de cem membros e mais de cinquenta pontos de contato, como é referido na sua página da Internet, esta organização reúne outras de todo o mundo, por forma a melhor combater a corrupção no desporto. Concentra-se na troca de experiências e de melhores práticas, e serve como plataforma para a investigação e coordenação de casos internacionais. Apoia também outros países membros em investigações criminais e operações conjuntas em todas as modalidades desportivas e é apoiada por uma rede global de investigadores que trocam informações. Nos últimos anos, foram também criadas estruturas de cooperação para prevenir a exploração criminosa de grandes eventos desportivos.
O crime organizado no mundo desportivo pode ter efeitos devastadores e a escala deste crime é, segundo os especialistas, considerável. Através das suas declarações e relatórios, a INTERPOL tem reiterado isso mesmo. As tecnologias também vieram alterar o jogo para os criminosos, permitindo-lhes aumentar as suas atividades e aumentar os montantes financeiros envolvidos. Em 2021, estimava-se 165 milhões de euros gastos em apostas ilegais. É, provavelmente, a ponta do icebergue. O combate ao crime organizado não é simples, uma vez que as redes criminosas abrangem, frequentemente, grandes áreas geográficas e primam por esconder as suas atividades."

FOI TÃO RÁPIDA A RENOVAÇÃO DO SCHMIDT QUE ATÉ PARECE 1 DE ABRIL😉😉


 

sexta-feira, 31 de março de 2023

O "CIRCO"!

A MEMÓRIA SELETICA DE ALVALADE

 


As últimas notícias mostram que Frederico Varandas, o presidente do Sporting, terá ficado «perplexo» ao tomar conhecimento do despacho de acusação a César Boaventura, que não envolveu o Benfica. Estranho, no mínimo, é o que se pode dizer desta reação do presidente leonino, atendendo aos antecedentes do seu clube.


Ora:

- Nos ecrãs da SIC e no jornal A Bola (edição n.º 128/Janeiro de 1998), Jorge Gonçalves (o Bigodes) - ex-presidente dos leões - afirmou ter corrompido árbitros durante o período em que liderou o Sporting, no entanto, não houve investigação sobre essas declarações.

- O SportingCP teve um vice-presidente a depositar 2.000 euros na conta de um árbitro auxiliar dois dias antes do jogo entre o Sporting e o Marítimo para a Taça de Portugal, em 2011.

- O clube de Frederico Varandas esteve envolvido até ao pescoço no caso Cashball, em circunstâncias deveras conhecidas: Um empresário, o responsável pelo gabinete de apoio ao atleta e às modalidades profissionais e um dirigente do Sporting a corromperem ou a tentar corromper árbitros no andebol, hóquei e futebol, onde foram oferecidos 2500 euros a dois árbitros e 25.000 euros a Leandro Freire, jogador do GD Chaves, para prejudicar a sua equipa. Foram deduzidas acusações de corrupção ativa, mas ninguém foi acusado de corrupção passiva.

No SportingCP ninguém sabia de nada. Estranho no mínimo...

Depois disto, é só de lamentar que o dirigente do Sporting não tenham demonstrado qualquer indignação ou perplexidade, optando por usar da sua MEMÓRIA SELETICA para intentar qualquer tipo de posição contra o SLBenfica.

Bastaria um pouco de pudor e de vergonha na cara para se remeterem ao silêncio.

Mas podíamos também acrescentar o "roubo" descarado aos portugueses, aquando dos escandalosos perdões bancários de que foram beneficiários e sem os quais já estariam de portas fechadas, sem qualquer poder de decisão sobre a SAD leonina. Ou até dos desfalques realizados por Álvaro Sobrinho ao sistema bancário angolano para benefício do SportingCP, mas já seria embaraçoso, pois ninguém consegue explicar, investigar ou condenar. Vá-se lá saber porquê...

Estes são de facto os dirigentes #FeitosDeSporting

HISTÓRIAS SEM INTERESSE NENHUM (5) O NASCIMENTO DE UM MITO

 


"Nas últimas semanas, muita gente tem comparado o efeito do treinador Roger Schmidt, neste primeiro ano no Benfica, à revolução provocada por Sven-Goran Eriksson há precisamente 40 anos, não só no clube encarnado, mas em todo o meio futebolístico nacional e europeu.
Compreendo a comparação, mas vejo muito pouca semelhança, para lá dos resultados invulgares que a equipa encarnada tem alcançado em campo: uma boa carreira nacional, não obstante os títulos prematuramente perdidos nas taças, e uma notável campanha europeia.
No seu primeiro ano, Eriksson ganhou Campeonato, Taça de Portugal e chegou à final da Taça UEFA, sofreu apenas duas derrotas (Sporting e Anderlecht) em 49 jogos, marcou 112 golos e sofreu 25.
Curiosamente, o Benfica de Schmidt também marcou 112 golos nas 44 partidas já disputadas, só foi derrotado uma vez (Braga) e é, precisamente, pela preocupação do jogo positivo, pela intensidade ofensiva de todos os planos de acção e pela frescura física e mental da equipa, que se chegou à comparação com o sueco. Embora os mitos nasçam do desconhecimento, o de Eriksson resultou de uma personalidade aberta. Aprendeu português em menos de três meses, teve a visão de emprestar a imagem jovial e empática a uma marca nacional e popular, concedia entrevistas com regularidade, não escondia métodos nem soluções, tinha prazer em partilhar, acabando por fazer escola, gerando e cultivando um estilo para gerações sucessivas de treinadores, alguns dos quais foram seus jogadores na Luz, quer na primeira, quer na segunda passagem, quando voltou a conduzir o Benfica a uma final da Taça dos Campeões.
Ao contrário, de Schmidt sabemos e saberemos muito pouco e dificilmente o seu legado ultrapassará as paredes do Seixal e as parangonas das grandes vitórias. As suas curtas e circunstanciais conferências de imprensa não mitigam a sede de conhecimento dos segredos do seu trabalho, em particular o modus operandi sobre jogadores dados como “perdidos”, como Florentino ou Chiquinho, ou a exponenciação de valores estagnados, como Vlachodimos, Grimaldo ou Rafa, ou o desenvolvimento de promessas relativas, como António Silva ou Gonçalo Ramos. E o que sabia ele sobre o lado oculto de Fredrik Aursnes que os próprios noruegueses só estão a descobrir agora?
Quando chegou a Lisboa, Schmidt foi apresentado a editores e jornalistas de referência num jantar informal, uma tentativa saudável de aproximação que mereceu rancorosos comentários de rivais viciados em teorias de conspiração, doutores milagreiros e “coaches” paramentais. Depois disso, o alemão fechou-se com os seus rapazes, protegido pelo biombo dos diretores de comunicação, e o mais próximo que estivemos do seu pensamento mais íntimo foi através de uma entrevista a uma publicação germânica, na qual cometeu a heresia de equiparar o Benfica aos colossos Real Madrid e Barcelona.
Tenho simpatia pelos jornalistas de hoje, enclausurados numa agenda de rotinas, anos e anos limitados a uma pergunta por evento, segurando microfones na esperança de captar um som, um bit, um desabafo - expressões sem sentido ou contexto que possam ser postas a render uma manchete ou um “lead” creditável e comentável. Nunca sentirão a atmosfera de um balneário, de uma boleia à saída do treino em máquina de alta cilindrada, da digressão num autocarro ou num avião de equipa, de um almoço confidencial que ajudasse a entender o que os jogadores realmente pensam do treinador e como o treinador julga os jogadores, o que ouvem, o que lêem, como brincam ou, até, como se alcunham uns aos outros. Às vezes, imagino que os comentadores da atualidade sejam como os repórteres de há 30 ou 40 anos e os veredictos que vão exarando nos seus programas diários, embora disfarçadas no bordão “eu acho que” e em “whataboutismo” primário, resultem mesmo de acesso privado ao treinador alemão de Rui Costa na mesma medida em que nós tínhamos acesso público ao sueco de Fernando Martins. Com que outro fundamento e conhecimento de causa alguém poderia sentenciar, em Outubro, que o Benfica de Schmidt estava preso por arames e iria cair a pique quando começasse a enfrentar adversários mais fortes?"

A ÚLTIMA CACA DOS JUNTA LETRAS DO MÊS DE MARÇO


 

REPETE-SE A POUCA VERGONHA E A PJ E O MP FOGEM COMO O DIABO DA CRUZ, É FARTAR VILANAGEM...

 


Do FCPORTO vs PORTIMONENSE até à vergonha...

Sem sombra de dúvida, é o jogo mais previsível, desinteressante e monótono do futebol português.

Apesar da classificação confortável em que a equipa algarvia se encontra, o treinador Paulo Sérgio, prepara-se para poupar 6 jogadores pelo facto de estarem carregados com 5 cartões amarelos e em risco de participarem na jornada seguinte.
Até podia ser um argumento válido, não fosse ser repetido. Na época passada o treinador do Portimonense, depois de poupar 7 jogadores - com o mesmo argumento - mostrou-se indignado com a FPF e o seu CD por ser levantado um inquérito, por, no entender do CD, o Portimonense se ter apresentado com uma "equipa inferior".
O jogo, esse, saldou-se por uma goleada histórica (0-7) sofrida pela turma de Portimão.
"𝐄𝐧𝐯𝐞𝐫𝐠𝐨𝐧𝐡𝐚-𝐦𝐞, é 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐡𝐚𝐯𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮é𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐩ô𝐫 𝐚 𝐡𝐢𝐩ó𝐭𝐞𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐞𝐮 𝐚𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐭𝐢𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐝𝐚𝐬. 𝐎 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐝ú𝐯𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐬𝐮𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐧𝐯𝐞𝐫𝐠𝐨𝐧𝐡𝐚-𝐦𝐞. 𝐓𝐞𝐧𝐡𝐨 𝐟𝐚𝐦í𝐥𝐢𝐚, 𝐩𝐚𝐢𝐬", disse na altura Paulo Sérgio.
A VERGONHA durou pouco porque esta época vai repetir a dose.
O mais engraçado é constatar que na verdade:
• A última vitória do Portimense sobre o FC Porto para o campeonato português ocorreu há 36 anos, em 14 de março de 1987;
• A última vez que o Portimonense conseguiu pontuar foi a 4 de fevereiro de 1989, empatando 1-1 com o FC Porto;
• Desde 1989 que o Portimonense só soma derrotas para a liga frente ao FC Porto;
• Em 1956 deu-se o primeiro confronto entre as duas equipas para competições oficiais. Desde aí, o FC Porto marcou 114 golos à equipa algarvia;
• Em contraste, o Portimense apenas apontou 24 golos ao FC Porto ao longo destes 67 anos.

quinta-feira, 30 de março de 2023

REGRESSO DE UM EVENTO EMBLEMÁTICO

 


"Está tudo a postos para a 15.ª Corrida Benfica António Leitão, com um programa de atividades agendado para 1 e 2 de abril. Este é o tema principal da News Benfica, mas há muito mais.

1
Encerra hoje o período de inscrições (preços especiais) para a Corrida Benfica António Leitão. É a 15.ª edição, após um interregno devido às restrições resultantes do combate à pandemia.
A diretora da Corrida, Ana Oliveira, explica que o evento "não é para a alta competição, para serem batidos recordes do mundo""É uma Corrida da família Benfiquista para a família Benfiquista", sustenta.
Leia, no Site Oficial, a antevisão ao evento, com declarações de Ana Oliveira e o programa completo.

2
Gilberto completou 100 jogos oficiais de águia ao peito e concedeu uma entrevista exclusiva ao BPlay. "Sinto-me um jogador mais completo", afirma. Veja aqui.

3
Na mais recente convocatória para a seleção feminina de futebol, com vista a um estágio de preparação para o Mundial, constam nove futebolistas do Benfica. São elas Rute Costa, Catarina Amado, Sílvia Rebelo, Ana Seiça, Carole Costa, Lúcia Alves, Andreia Norton, Francisca Nazareth e Jéssica Silva.

4
A nossa equipa de andebol despediu-se da EHF European League, prova que conquistou brilhantemente na temporada passada. Na Alemanha, frente ao Flensburg-Handewitt, o resultado foi 33-28 a favor do clube da casa.

5
Realizou-se, no auditório do Museu Benfica – Cosme Damião, mais uma ação de formação de treinadores de formação de futebol, em concreto a formação e supervisão pedagógica da rede de Escolas do Clube. Saiba mais, aqui.

6
Veja a reportagem BTV sobre o Fórum de Jogadores levado a cabo no Benfica Campus e dirigido aos jovens atletas dos escalões Sub-14 e Sub-15 da formação do Clube. Henrique Pereira e Rafael Rodrigues, da equipa B, foram os oradores.

7
Thales Falcão, voleibolista do Benfica, é o protagonista da semana. Uma entrevista que pode ver na BTV ou ler no jornal O Benfica e site oficial."

BOAVENTURA...



   


"Ao contrário do que fazem os cartilheiros andrades, escondidos atrás de um teclado, César Boaventura não se esconde.
A verdade virá ao de cima e o nome do Benfica será limpo de toda a porcaria criada pela Aliança do Altis.
Pagarão por tudo o que andam a fazer; mais cedo ou mais tarde...

#oportofazmalaofutebol"

O HOMEM QUE TALVEZ TENHA MORRIDO DE COSTAS



 "Começou a correr e a cerca de quatro metros da fasquia fez uma curva ligeira e voou de costas deixando bocas abertas de espanto


Não sei se se voa para a morte. Afinal ninguém regressa de lá para contar, não é? Claro que se eu agora for à varanda e me lançar no vazio tenho um percentagem de ir desta para melhor (será mesmo melhor?) mas não é no voo que morro é quando as minhas ossadas esbarrarem no chão lá em baixo, frente ao Sado, e umas poucas de vísceras se esmagarem obedecendo com rigor à velha Lei de Newton. Estou certo de que se alguém morreu voando esse alguém tinha alma de pássaro e sabia todos os segredos do verbo voar como Richard Douglas Fosbury que decidiu partir há pouco para essa planície onde o espaço é suficientemente infinito para que nele caibam todos os anjos. Ou então ultrapassou voando de costas sobre a fasquia da Senhora da Pensão da Vida aterrando do outro lado num daqueles colchões que, na Cidade do México estavam à sua espera como se fossem fiapos de algodão. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, título que só por si já é um romance, Machado de Assis dizia que era preferível cair das nuvens do que de um terceiro andar. Mas pode dizer-se sem fugir grandemente à verdade que naquele dia 20 de outubro de 1968 Dick caiu das nuvens em cima da medalha e ouro olímpica do salto em altura. E de uma maneira que muito poucos tinham visto até então.
A técnica que Fosbury aplicou nessas Olimpíadas ganhou o seu nome: Fosbury Flop. Até então a prática estava na utilização do sistema de rolamento ventral que já viera tomar o lugar do salto-de-tesoura tão primitivo que já começava a parecer tirado de um filme de Buster Keaton. Nessa tarde de outubro todo o mundo assistiu um daqueles acontecimentos que ficam presos na memória como se tivessem sido condenados às caldeiras de Pêro Botelho. Dick começou a correr em direção à fasquia e aí a quatro metros de iniciar o salto fez uma ligeira curva antes de se erguer de costas ultrapassando os 2,24 metros, dois centímetros acima do seu compatriota Ed Caruthers e quatro acima do soviético Valentin Gavrilov. Foi definitivamente maravilhoso. E de tal forma encantador e fascinante que nos Jogos Olímpicos que se seguiram, em Munique-1972, 28 dos 40 atletas que participaram na prova de salto em altura imitaram Fosbury. Dick dera um passo para o futuro e já não havia volta atrás. Hoje não há mais quem se arrisque a regressar ao rolamento ventral. Afinal ficou comprovado que o Fosbury Flop era muito mais eficaz e que só através dele se poderiam superar marcas até então incríveis.
Bom, se pensam que Dick resolveu assim, de um momento para o outro, dar aquela voltinha sobre si mesmo e passar de costas sobre a fasquia em direção ao ouro olímpico estão muito enganados. Apesar de ter nascido em Portland, no Oregon, capital de um Estado com uma população de madeireiros mais do género de Paul Bunyan do que propriamente de um trinca-espinhas com 1,93 que parecia estar à beira de se desmanchar a cada movimento mais brusco, o jovem Fosbury não deixou que o seu Flop fosse obra do acaso. Com 16 anos, a estudar em Medford, fazendo parte da equipa desportiva da universidade, a ideia de alterar por completo a forma como abordava a fasquia na altura de se preparar para voar sobre ela bailou na sua cabeça com uma teimosia notável. Não teve pejo de avisar o seu treinador que considerava o Método Straddle (rolamento ventral) um embaraço completo para saltadores com uma planta física próxima da sua. E apesar de o treinador se ter estado completamente nas tintas para as amalucadas ideias de Dick, mal este se transferiu para a Universidade do Estado, em Corvalis, não tardou a impingi-las ao novo responsável pelas suas sessões de treino. Menos cabeça-de-mula do que o seu antecessor, Berny Wagner, o seu novo mestre, continuou a insistir para que Fosbury mantivesse o estilo clássico embora o deixasse praticar a sua criação com uma razoável dose de liberdade, algo que fez Dick tornar-se cada vez mais confiante no aperfeiçoamento do seu muito peculiar estilo.
Dick Fosbury morreu no último dia 12 de março com 76 anos. Talvez já não tivesse a elasticidade plástica para sobrevoar de costas um fasquia mesmo que esta estivesse apenas a um metro do chão. Em 2015, surgiu nos ecrãs um filme chamado Broken Arrows com banda sonora do DJ sueco Avicii fazendo trovejar a voz de Zac Brown. Logo no início o espetador é devidamente avisado ‘Inspired by a True Story’. A trama dá-nos um protagonista infeliz, um atleta que vive na cidade ficcional de Fairmont, na Florida, com a filha, numa autocaravana a cair aos pedaços. Mergulhado num ambiente de desespero e de alcoolismo, vai ser à custa da força de vontade da garotinha que conseguirá sacudir a desgraça dos ombros e chegar a campeão olímpico de 1968.
«I will meet you by the witness tree
Leave the whole world behind».
Dick sempre foi um solitário. Mesmo quando voava de costas."