segunda-feira, 1 de junho de 2026
DAZN F1 - Altas temperaturas afetam a Mercedes?
BENFICA, PSG E CRISTIANO RONALDO: CONTINUEMOS A FALAR DE LIDERANÇA
Na Luz prefere-se o vazio a partilhar poder. Rui Costa recusa entregar a autonomia que poderia ajudar o clube. E, enquanto Paris ensina mais que futebol, Ronaldo falha no papel de capitão.
Quando se negoceia com um treinador a norma é que se perceba rapidamente se as pretensões deste estão ao alcance (ou perto) do clube. Não acredito que, em todos estes dias que se tem falado de Marco Silva como sucessor de Mourinho, Rui Costa não tenha percebido o quão longe estava do técnico desejado e o quão irredutível este também se apresentava nas condições pedidas. Concluo assim que o que o afasta da Luz é a autonomia que querem ou não conceder-lhe. Um maior controlo sobre a massa crítica ao seu dispor, ou seja, a palavra definitiva na entrada e saída de jogadores.
Rui Costa, que enquanto administrador e, depois, presidente, se mostrou pouco competente no assunto, não quererá perder o poder sobre o futebol. E as vistas curtas manifestam-se desde logo ao ponto de nem perceber que isso poderia devolver à equipa uma superior qualidade na decisão e, eventualmente, melhores resultados. O presidente estará a recusar precisamente aquilo que poderia ser a sua salvação. Já o seria com Amorim e acredito que Marco Silva também tenha, pelo menos, essa capacidade de ser o manager que preenche aqueles vazios que esta direção não consegue ocupar.
Podem argumentar que ambas as situações são legítimas, porém diria que a falta de provas dadas funcionará sempre contra Rui Costa. É incrível como, mais uma vez, entre o assumir o próprio destino ou deixar ver o que dá, escolheu não fazer nada. Vamos ouvir que a sua capacidade de negociação foi tão boa que conseguiu metade da verba de entrada na Champions sem fazer nada. Mas as contas far-se-ão no fim. E no fim chegará a resposta à questão que todos agora devem fazer: a que custo? O silêncio tenebroso que acompanha Rui Costa, à exceção das pancadas no padel, sem vir a público, mesmo no ambiente protegido da BTV, diz muito da sua (falta de) liderança. Mesmo que só se esperassem frases-feitas e as promessas de melhoria como resposta a mais uma temporada horrível.
Na Luz, até se podia levantar os olhos da negritude que resulta do esconde-esconde e das janelas fechadas, e se encontrar o exemplo de liderança na era que o PSG está a escrever. Tudo o que o futebol devia ser é-o na relação entre Luis Enrique, Campos e Vitinha e companhia.
E, por falar em líderes, Cristiano, talvez ainda nas nuvens com o seu título saudita, esqueceu-se da conquista dos companheiros de Seleção, a dias do Mundial. Um capitão continua a não ser isto. Não deveria.
Luís Mateus, in a Bola
OS PENÁLTIS TÊM GRAÇA E TALVEZ RESOLVAM O PROBLEMA DO BENFICA
Mais um título europeu para quatro portugueses, que mal terão tempo para descansar até entrar em modo Mundial. Entretanto o mercado continua a mexer, mais nuns do que noutros...
Ponto final no futebol europeu de clubes, com o PSG a vencer novamente a Liga dos Campeões, desta vez no desempate por grandes penalidades (bem mais difícil bater o Arsenal do que aquele 5-0 da final do ano passado, frente ao Inter).
Os penáltis são aquele momento que tem sempre imensa graça desde que nos seja indiferente quem ganha e quem perde e acabaram por acrescentar uma pitada de imprevisibilidade a uma partida em que ambas as equipas (e ambos os treinadores) sabiam quase tudo o que tinham de fazer e de evitar que o adversário fizesse.
Neste caso, com Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e depois Gonçalo Ramos em campo (mais Luís Campos), os portugueses não estavam assim tão emocionalmente distantes do resultado final. O avançado controlou os nervos para bater - e bem! - o primeiro penálti da tarde, mas o lateral que é quase um especialista desta vez até falhou. Dos dois médios não há nada de novo a dizer: um foi o melhor da partida, o outro também podia ter sido.
Foram mais de 120 minutos para as pernas de muitos jogadores (que já não tinham poucos...) e que vão ter agora algumas horas para descansar, até entrarem em modo Mundial. Vitinha saiu de rastos e quase que aposto que Roberto Martínez fez umas orações na bancada de Budapeste para afastar qualquer lesão (noc, noc, noc - pelo sim pelo não, bati três vezes na madeira).
E já que falo de seleções, a esta distância não vejo equipa potencialmente tão forte quanto a França (o país do agora bicampeão europeu, não só mas também por causa dele).
Mas o Mundial não será o único motivo para nos mantermos atentos durante o verão. O mercado já mexe e as páginas de A BOLA são e serão a confirmação disso mesmo.
O Sporting atacou cedo e Palhinha e Andersen serão os reforços que se seguem. Resta esperar para ver se todas as saídas previstas se concretizam, porque nem sempre as propostas correspondem ao que se esperava. Se houver novela este ano, será por aqui...
O FC Porto começou por resolver as situações mais evidentes, com as saídas já esperadas, e sabe bem o que precisa: dois avançados (um deles será André Silva), um lateral-esquerdo e um médio com função semelhante à que tinha Fofana.
O Benfica faz o que pode enquanto tem treinador mas espera que este assine por outro clube, e tenta assegurar outro que até tem uma bela proposta da atual equipa. Ninguém desempata? Às tantas mais vale ir a penáltis...
Catarina Pereira, in a Bola
Benfica tenta contratar avançado do Wolfsburg | MERCADO FLASH
😱 AGORA É A SÉRIO! MOURINHO CAI OU MARCO SILVA ENTRA?!
FORTALEZA MENTAL RUMO À REVIRAVOLTA
O Benfica recuperou de duas desvantagens por 2 golos para bater o OC Barcelos, por 4-5, após prolongamento, no jogo 2 da meia-final do play-off do Campeonato Nacional.
Assinando uma reviravolta épica no prolongamento, a equipa masculina de hóquei em patins do Benfica venceu na tarde deste domingo, 31 de maio, na casa do OC Barcelos, por 4-5, no jogo 2 da meia-final do play-off do Campeonato Nacional e ficou a uma vitória de avançar à decisão.
Vindo de uma vitória na Luz por 3-2, o conjunto encarnado foi surpreendido por uma entrada muito forte dos anfitriões. Aos 4', numa jogada de insistência, Carlos Ramos fez a picadinha sobre Pedro Henriques para o 1-0 e, aos 5', fez a assistência para Miguel Rocha, que surgiu de rompante na área para fazer o 2-0.
As águias ficaram com uma montanha para escalar e mostraram os primeiros sinais de reação aos 9', quando o tiro de meia-distância de Pau Bargalló foi devolvido pelo poste. Mais tarde, aos 15', foi a vez de Lucas Ordoñez ver o golo negado pela trave.
Na jogada seguinte, Lucas Ordoñez viu o cartão vermelho por uma falta sobre Tato Ferruccio e o Benfica partiu para 4 minutos em situação de underplay.
No entanto, as águias superaram esta contrariedade e, logo aos 17', beneficiaram de um livre direto após o OC Barcelos chegar à 10.ª falta. Com toda a classe do mundo, Pau Bargalló fez a picadinha sobre Guillem Torrents e reduziu para 2-1.
À beira do intervalo (24'), a igualdade foi restabelecida (2-2). Roberto Di Benedetto recuperou a bola na meia-pista encarnada, galgou metros e aplicou um remate de meia-distância indefensável.
No início da 2.ª parte, o Benfica voltou a ficar em inferioridade numérica após Pedro Henriques ver o 2.º cartão amarelo, aos 27'. Uma vez mais, o OC Barcelos não aproveitou o powerplay.
O minuto 32 foi palco de emoções fortes no Pavilhão Municipal de Barcelos. Primeiro, o Benfica beneficiou de um livre direto pela 15.ª falta dos minhotos, mas Zé Miranda não conseguiu desfeitear Guillem Torrents. Poucos segundos depois, foram os encarnados a chegar à 10.ª falta e Pedro Henriques (de regresso à baliza) agigantou-se para defender o livre direto de Ivan Morales.
No entanto, no espaço de apenas dois minutos, o OC Barcelos elevou a fasquia. Aos 37', Kyllian Gil correspondeu ao cruzamento de Tato Ferruccio para fazer o 3-2 e, aos 38', Carlos Ramos bateu Pedro Henriques na marcação de um livre direto a punir a 15.ª falta das águias e apontou o 4-2.
O Benfica respondeu exatamente na mesma moeda para chegar ao empate. Aos 41', num penálti sobre Viti cometido por Luís Querido – que viu o cartão azul –, Guillem Torrents conseguiu travar a cobrança e a recarga de João Rodrigues, mas, à terceira tentativa, Pau Bargalló fez o 4-3. Poucos segundos depois, já aos 42', Roberto Di Benedetto serviu o mesmo Pau Bargalló, que, à boca da baliza, completou o seu hat-trick para o 4-4.
Nos derradeiros minutos do tempo regulamentar, Pedro Henriques destacou-se com duas defesas monumentais que levaram o jogo para prolongamento.
A fortaleza mental do Benfica foi notória no tempo-extra. Sempre por cima do jogo, os comandados de Edu Castro forçaram a 20.ª falta do OC Barcelos aos 54'. Chamado à cobrança, Zé Miranda bateu o guardião adversário com uma execução brilhante e colocou as águias em vantagem pela primeira vez no encontro (4-5).
Defendendo com solidez e aproveitando o balanceamento ofensivo dos minhotos, que terminaram o jogo em 5 para 4, os encarnados ainda acertaram na barra por Roberto Di Benedetto, aos 57'.
Com o soar da buzina vieram os merecidos festejos com as dezenas de adeptos do Benfica, que nunca pararam de apoiar a equipa ao longo do encontro.
Às 15h00 da próxima quinta-feira, 4 de junho, o Benfica recebe o OC Barcelos no jogo 3 da meia-final e, vencendo, garante o acesso à final do play-off do Campeonato Nacional.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


