domingo, 26 de novembro de 2023
DESFAZENDO MITOS...
"📊 Desfazendo Mitos: A Verdadeira Contribuição dos Clubes Portugueses para o Ranking da UEFA.
Ontem fui alvo de mais um ataque insultuoso e pouco urbano por parte da estrutura do Porto através do seu diretor de comunicação.
Por isso, lanço um desafio: Francisco J. Marques, está convidado a identificar qualquer erro nos pontos que atribuí ao ranking da UEFA.
Há quem tente perpetuar o mito de que o FC Porto é o clube que mais contribui para o ranking da UEFA em Portugal. Mas o que nos dizem os dados?
Importante esclarecer: o Ranking de Países e o Ranking de Clubes da UEFA são diferentes. ⚽
No Ranking de Países, somam-se todos os pontos dos clubes aos quais se somam pontos bónus adicionais que são ganhos à medida que se progride para as fases posteriores das competições.
Na dúvida o @JornalPoligrafo pode ajudar. Mas os números não mentem. A análise está aberta a todos. 🕵️♂️
Em conclusão, o Benfica é o clube que mais contribuí nos últimos 20 anos para o ranking de países da UEFA. O debate pode ser feito sem insultos e de forma clara."
RECORDAR É VIVER!!!
"Recordar é viver: "Quem com ferros mata, com ferros morre." A violência nunca deve ser a resposta, nem mesmo quando se trata de rivalidades intensas no futebol.
A agressão sofrida por Roberto com bolas de golfe no estádio do Dragão foi um episódio lamentável, e mesmo que anos mais tarde houvesse quem justificasse como parte de um plano, a violência não tem justificação.
«Recordo que o Roberto era na altura o guarda-redes do Benfica e que não estava a passar um momento muito bom. E nós soltamos algumas mensagens para o Roberto em placards que espalhamos pelo estádio», contou o treinador à SIC.
«Isso são truques que se fazem para intimidar psicologicamente os adversários. Eu, o Antero [Henrique] e o presidente [Pinto da Costa] dedicámos um pouco da semana a preparar esse jogo e a criar ambientes emocionais que nos poderiam trazer vantagens.»
André Villas Boas e Pinto da Costa podem até considerar o Benfica como inimigo, mas o verdadeiro espírito desportivo reside no respeito mútuo."
NOS OITAVOS DE FINAL DA TAÇA
Golos em rajada carimbaram oitavos
No regresso à competição após a paragem para as seleções, o Benfica derrotou o Famalicão, por 2-0, na 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.
Festa da Taça de Portugal no Estádio da Luz neste sábado, 25 de novembro, com o duelo entre o Benfica e o Famalicão, na 4.ª eliminatória da competição. Depois dos golos desperdiçados no primeiro tempo, a segunda metade trouxe os festejos dos dois tentos (2-0) que carimbaram a passagem dos encarnados para os oitavos de final da prova-rainha.
Relativamente ao onze inicial com que enfrentou o Sporting a 12 de novembro, no último compromisso das águias antes do intervalo para os jogos das seleções, Roger Schmidt operou uma mudança na equipa titular, promovendo a entrada de Tengstedt – autor do golo da vitória nesse mesmo encontro – para o lugar de Musa.
Os famalicenses, em contra-ataque, mostraram-se aos 4'. Francisco Moura arrancou pela esquerda e, à entrada da pequena área, procurou entregar o esférico a um colega, mas, na dobra, Morato e Trubin estancaram o perigo.
Seguidamente, visitados e visitantes deram sinais nas bolas paradas. Primeiro, para o lado dos forasteiros, Gustavo Sá tentou surpreender com um livre rasteiro, mas sem precisão. Na resposta, António Silva cabeceou por cima, num livre cobrado por Di María.
A partir dos 10', os guarda-redes tiveram de se aplicar com elevada frequência e exigência. Após incursão e cruzamento de João Mário pela esquerda, Aursnes obrigou Luiz Júnior a desviar para canto com uma boa intervenção. No lance seguinte, Di María atirou em arco para fora.
A tendência de parada e resposta mantinha-se bem assente, com Puma a aquecer as luvas de Trubin com um disparo cruzado, posteriormente aliviado por Otamendi.
À passagem dos 16', Di María descobriu Tengstedt com um passe a rasgar teleguiado a partir do meio-campo, tendo o dinamarquês contornado Luiz Júnior e rematado de ângulo apertado, com Riccieli a cortar em cima da linha. No minuto seguinte, o avançado nórdico aproveitou as sobras de um ataque para voltar a testar o guarda-redes brasileiro, que se mostrou atento e afastou a tentativa.
Já depois dos 20 minutos, Rafa cruzou pela esquerda e, numa dividida entre Tengstedt e Otávio, o esférico saiu por cima. No canto que se seguiu, António Silva não conseguiu enquadrar o seu esforço.
Numa fase de ascendente encarnado, Di María, a partir do semicírculo, executou um grande remate em vólei de pé direito, e só não celebrou um belo tento porque Luiz Júnior adiou o 1-0 com uma estirada impressionante.
Pouco depois, numa rápida transição ofensiva, Puma tornou a medir forças com Trubin com um tiro em arco à entrada da área, mas, em alerta, o ucraniano desviou para canto, no seguimento do qual mostraria mais uma vez a sua valia, ao bloquear a investida de Topic.
No último lance de área do primeiro período, aos 31', Henrique Araújo – jogador emprestado pelo Benfica ao Famalicão que teve direito a uma grande ovação dos 52 609 adeptos presentes no Estádio da Luz no momento da sua substituição (58') – cabeceou para fora.
Até ao intervalo, os dois conjuntos acabaram por encaixar um no outro. Consequentemente, o jogo ficou mais amarrado e não se voltaram a verificar aproximações perigosas às balizas.
A segunda parte abriu com um livre a favor do Benfica, do qual (executado por Di María) resultou um cabeceamento de Otamendi junto ao poste (46').
Findado o primeiro quarto de hora da etapa complementar, as águias tiveram maior chegada às redes. Rafa, que acertou de lado na bola, ameaçou o golo (59'); Di María, à lei da bomba, enviou por cima (65'); e, num remate de pé esquerdo, Tengstedt atirou perto do poste direito (66').
No entanto, ao minuto 72 o Benfica chegou à dianteira. Pela direita, numa tentativa de servir Rafa na área, Tensgtedt cruzou rasteiro. Riccieli procurou intercetar o lance, mas acabou por colocar o esférico na própria baliza (1-0).
Na perspetiva dos famalicences, o ditado "um mal nunca vem só" confirmou-se, uma vez que, de seguida, Otávio viu o cartão vermelho direto por rasteirar Tengstedt, que seguia isolado na direção da área.
As águias não demoraram a aproveitar a vantagem numérica e, volvidos cinco minutos do primeiro tento, dilataram a diferença no marcador. João Mário recuperou a posse no meio-campo, subiu pelo terreno e entregou a Rafa na esquerda. O camisola 27 fletiu para dentro e atirou a contar à entrada da área (2-0 aos 77').
Até ao apito final, numa altura em que o resultado já não estava em discussão, Óscar Aranda e Jhonder Cádiz ainda tentaram a sua sorte, mas, sem problemas de maior, Trubin susteve o esférico em ambos os momentos.
Por sua vez, os encarnados refrescaram a equipa: Musa, Kökcü – de regresso após lesão, o médio ainda ameaçou o canto direto... –, Tiago Gouveia, Chiquinho e Tomás Araújo renderam, respetivamente, Tengstedt, Florentino – disputou o 100.º jogo oficial de águia ao peito –, João Mário, João Neves e Morato.
A MATILHA FICOU COM A DENTUÇA COLADA, FICARAM PIU PIU...
OS FALSOS-OFENDIDOS!
"Conferência de Imprensa de antevisão ao jogo da Taça de Portugal, com Roger Schimdt.
Numa atitude provocatória, os jornalistas decidiram fazer as perguntas em português, apesar de conhecerem as dificuldades linguísticas do alemão. Não fizeram uma pergunta sobre o jogo e apenas queriam falar sobre as opções tomadas pelo treinador, em relação ao posicionamento de João Neves, em campo. Ou até sobre as decisões do VAR, de modo a tentarem encontrar contradições no discurso.
Se num dia se riem pelos babuseiras ditas por Sérgio Conceição, noutro mostram a falte de profissionalismo em relação a Roger Schimdt.
O treinador do FC Porto, depois de uma expressão xenófoba (que levou ao riso dos presentes), não foi, até ao momento, alvo de qualquer tomada de posição da FPF ou mesmo da Associação que faz a defesa dos treinadores, em Portugal.
Uns podem faltar ou recusar responder às perguntas, que não vem mal ao mundo. Outros são destratados em público e ainda pensam que ficam cheios de razão.
São a merda da comunicação social que temos...
Nunca vimos ninguém reclamar com a falta de português de Lopetegui!!"
sábado, 25 de novembro de 2023
PODRE...
"Ontem, Conceição insulta os espanhóis, numa clara demonstração de xenofobia. Hoje, os jornalistas portugueses unem-se contra Roger Schmidt, recusando-se a falar em inglês, em mais uma manifestação de xenofobia e nacionalismo bacoco. A cultura do desporto em Portugal está podre."
O DESTINO NAS MÃOS DOS SÓCIOS
"O desafio que se coloca aos portistas é o de serem parte ativa na definição do futuro
A primeira reação de um líder acossado por circunstâncias que lhe fugiram do controlo e extravasaram para o espaço público é sempre desvalorizar o sucedido. Foi assim, por exemplo, com Bruno de Carvalho, imediatamente após o assalto à Academia de Alcochete, quando disse que «isto foi chato mas o crime faz parte do dia-a-dia», e voltou a sê-lo agora com Pinto da Costa que se referiu aos incidentes da AG onde deviam ter sido votadas as alterações aos estatutos, afirmando que «parece que foi tudo aos tiros, não foi ninguém para o hospital.»
Porém, estas coisas «chatas» mas sem «tudo aos tiros», não nascem de geração espontânea, têm sempre antecedentes que as explicam, e acabam por determinar consequências. No Sporting, foram os sócios, com militância e empenho, a colocar ponto final no desvario, numa votação histórica que mudou, para muito melhor, a vida do clube. No FC Porto, serão igualmente os sócios a ditar o rumo, seja ele qual for, de continuidade ou de rotura, em abril se saberá.
Já se percebeu que há uma milícia que procura intimidar não só o principal rosto da mudança, André Villas-Boas, através de ações criminosas que colocam em causa, até, a segurança familiar do ex-treinador do FC Porto, mas também, por tabela, quem pretende exprimir livremente a sua opinião. Recordo, a propósito, que na Assembleia Geral do Sporting realizada no Pavilhão Atlântico, quem permaneceu no interior do recinto e foi ouvindo as várias intervenções, terá ficado com a ideia de que Bruno de Carvalho iria sair vitorioso. Porém, porque mais do que a gritaria de uma minoria fundamentalista, o que relevou, no fim do dia, foram os votos de dezenas de milhares de sportinguistas que decidiram participar ativamente na vida do clube, a decisão foi a que foi.
É este o desafio que se coloca a cada sócio do FC Porto: participar, votar, seja em quem for, não ficar em casa, ser ativo na construção do destino coletivo.
PS - Os adeptos do Benfica, a quem já tinha sido vedada, pelas mesmas razões, a comparência em San Siro, estão impedidos pela UEFA de apoiar a equipa encarnada em Salzburgo, na sequência do péssimo comportamento de uns quantos hooligans. Este é um problema sério que o Benfica enfrenta, que lhe mina a imagem internacional, custa dinheiro e coloca terceiros inocentes em risco. Já é tempo de a coragem de Frederico Varandas fazer escola…"
José Manuel Delgado, in A Bola
A DOENÇA
"Pode alguém achar-se verdadeiramente surpreendido com o estado do dragão?
Trouxe o presidente do FC Porto a público uma nova luz sobre os lamentáveis acontecimentos da mal organizada assembleia geral do clube do último dia 13. Pelo presidente do FC Porto, ficámos agora a saber que as ocorrências foram, afinal, bem menos graves do que se supunha. «Parece que andou tudo aos tiros, mas ninguém foi parar ao hospital», disse, para tranquilizar as almas mais sobressaltadas, o líder portista, pelos vistos mais indignado com a revelação pública dos tristes acontecimentos, através de gravações vídeo e áudio, do que propriamente pelas agressões, verbais e físicas, entre sócios do clube.
Condena o presidente portista o que sucedeu, mas o pior, segundo as palavras do líder, foi mesmo «os inimigos» terem ficado a saber tudo. Ficamos todos esclarecidos.
Já o líder da claque acusada por André Villas-Boas de ser a «guarda pretoriana» do presidente, atribui a movimentos gerados nas redes sociais a responsabilidade pelo sucedido. «O que potenciou tudo foram as redes sociais. Hoje vivemos nesta era, o insulto é muito fácil através destes meios e percebi que houve uma certa caça às bruxas. Pessoas que insultavam outras nas redes sociais… Foi inevitável», disse o líder dos Super Dragões, em declarações citadas pelo jornal Público.
Quem o ouvir, julgará certamente um absurdo que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol acabe de instaurar um processo disciplinar precisamente ao líder da claque portista, após queixa apresentada pela associação dos árbitros na sequência de vídeos partilhados nas tais «malditas redes sociais» em que o conhecido adepto do FC Porto, a propósito do recente jogo do Benfica em Chaves, alegadamente se refere ao árbitro Hélder Malheiro em termos inapropriados.
Tem o líder dos Super Dragões toda a razão: é muito fácil, na verdade, insultar através das redes sociais, e insinuar, ameaçar, intimidar, pressionar ou acusar. O mal não está, naturalmente, nas redes sociais. Nem na era das redes sociais. O mal é outro. E os responsáveis não têm, evidentemente, apenas uma cor.
Não precisa, entretanto, o presidente do FC Porto de redes sociais para ser incoerente. Basta-lhe um ou outro tempo de antena nas televisões para falar de «inimigos» em vez de «adversários» e confirmar como é incapaz de contribuir para a pacificação do futebol em Portugal, como se exige ao mais antigo dirigente desportivo nacional no ativo, ou não resistir à velha e bolorenta tentação de atirar farpas à casa dos outros mesmo quando, angelicalmente, se afirma pelo princípio, que diz manter há já algum tempo, de não falar dos rivais.
«Tenho de me preocupar é com o FC Porto e em encher o museu de troféus, não é de extratos bancários. As pessoas não vão ao museu ver como está o saldo (…) Outros venderam jogadores, ganharam dinheiro, e quantos pontos têm na Champions? Zero!», disse o presidente dos azuis e brancos.
Confirma-se, pois, em toda a linha, a saudável intenção do presidente portista de não falar dos rivais e percebe-se melhor agora o que quis verdadeiramente provar quando se mostrou «muito contente por ver que o presidente de um rival [Frederico Varandas] está muito interessado na minha saída (…) por ver que o presidente de um clube como o Sporting aproveita oportunidades para ser contra mim e ver se me tira daqui».
De entre os líderes dos três maiores clubes nacionais, deve reconhecer-se, por ser justo, que apenas o presidente do Benfica tem conseguido manter a elegância, pelo menos até ao momento, de não apontar qualquer farpa aos rivais nas suas declarações públicas, como impõe, aliás, a desejável e responsável relação institucional.
O presidente do Sporting, que tem vindo, aliás, a gerir o clube com cabeça, tronco e membros, num inegável trabalho muito positivo de recuperação económico-financeira, sem deixar de definir sólidos objetivos desportivos, nem sempre resiste igualmente à tentação de atirar umas pedrinhas que sejam ao telhado do vizinho, e sempre que o resultado lhe é desfavorável, como foi no dérbi, na Luz, aproveita para sacudir alguma água do capote.
Tem, evidentemente, Frederico Varandas o direito de considerar que a equipa do Sporting não merecia ter perdido o jogo com o Benfica. Tem Frederico Varandas o direito de considerar que a equipa do Sporting foi a melhor em campo. Pode, e deve, Varandas defender treinador e jogadores leoninos, protegê-los e dar-lhes confiança.
O que não lhe fica nada bem, e creio que o presidente dos leões facilmente o reconhecerá, é comentar publicamente, como comentou na recente grande festa leonina da Batalha, o que disse, não o presidente, mas o treinador do mais histórico dos rivais de Alvalade, o alemão Roger Schmidt, logo após o sucesso dos encarnados sobre os leões, no dérbi da última jornada da Liga.
Pelo andar da carruagem, não deixará, entretanto, o presidente do FC Porto de continuar, porventura com cada vez mais intensidade, de apelar nos tempos mais próximos ao contra tudo e contra todos como forma (habitual há décadas) de desviar atenções e, no caso presente, de iludir cenários perante a primeira verdadeira crise interna que inegavelmente enfrenta em mais de 40 anos de presidência do clube.
Não é só uma grave crise financeira (e veremos até final do ano como vai a administração portista operar o milagre de transformar capitais próprios negativos de mais de centena e meia de milhões de euros em capitais próprios… positivos, como prometeu e assegurou o presidente portista); é também já uma grave crise de identidade no clube, de uma certa forma de estar no desporto, no futebol e, agora, até na instável, e tantas vezes ainda opaca, indústria do futebol, nos negócios do futebol e nas relações do futebol; é, também, parece-me cada vez mais claro, uma crise de liderança, no sentido em que parece cada vez mais contestada a forma como é administrada a SAD dos dragões e as internas ligações e relações de poder entre os diversos, e mais proeminentes, atores da vida do grande clube azul e branco.
Nunca como hoje o grande líder portista parece ver o tapete fugir-lhe tanto debaixo dos pés, ao ponto de o levar a cometer lapsos como o de considerar - dando até um ar de desespero de causa - que sem a claque Super Dragões, fora de casa, a equipa do FC Porto passaria a vida a jogar sozinha. Uma triste e surpreendente afirmação.
Pior do que tudo isso só a inaceitável intimidação de que foi vítima, esta semana, o cada vez mais ex-treinador de futebol e cada vez mais candidato à presidência do FC Porto, André Villas-Boas. Não há, realmente, como disfarçar o lamentável estado a que as coisas parecem estar a chegar no universo portista, mas nada, ainda assim, que surpreenda muito quem se lembra do que no passado viveram, nas hostes portistas, alguns jogadores (há testemunhos públicos) ou treinadores (lembram-se do que sucedeu com Co Adriaanse, em 2006?), e nunca é demais recordar o caso da inqualificável e violenta agressão ao automóvel e família do atual treinador do FC Porto, numa noite de setembro do ano passado, após a derrota num jogo da Liga dos Campeões.
Que a justiça é lenta já todos sabemos, e portanto vamos ter de esperar para ver devidamente punido quem naquela noite da partida com o Brugges atacou o automóvel onde seguiam a mulher do treinador portista e dois dos filhos. Mas será que o FC Porto já procedeu contra os identificados adeptos autores daquela assustadora agressão?!...
O que sucedeu agora junto à casa de André Villas-Boas, e com um dos seus colaboradores, reflete, no fundo, o pior que há no futebol e nas claques do futebol, mas no universo portista ninguém pode achar-se verdadeiramente surpreendido porque não faltam exemplos de ódio, intimidação e violência numa cultura há muito promovida e protegida por gente altamente responsável, que sempre deu a ideia de não mexer uma palha para impedir a deterioração do ambiente no futebol português e muito menos para o defender de indesejável poluição.
Péssimos atributos e nocivos comportamentos há-os em todas as claques, mais ou menos organizadas ou mais ou menos protegidas, sobretudo no mais mediático, emotivo e impactante mundo do futebol. A maior diferença está no modo como se lida com o problema.
No Sporting, Frederico Varandas teve a coragem de o enfrentar de frente. No Benfica, o problema tende a agravar-se se os responsáveis do clube continuarem a assobiar para o lado, e muito suave, creio, voltou a ser o castigo aplicado pela UEFA à reincidente, provocadora, inaceitável e perigosa ação de alguns adeptos encarnados.
No FC Porto, o problema não existe enquanto a principal claque parecer uma extensão da cultura de um regime para o qual um título é rigorosamente mais importante do que qualquer outra coisa.
Seja lá o que for!"
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