O futebol dos novos ricos
Nos últimos anos tem-se assistido à entrada de capital injetado nos clubes por magnatas que têm mudado as regras do mercado futebolístico, mas será esta mudança benéfica?
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Alex Livesey/Getty Images
Nos últimos anos os adeptos do futebol têm assistido à entrada de capital injetado nos clubes por magnatas que têm mudado as regras do mercado futebolístico, mas será esta mudança benéfica para o futebol?
Em 2003 o magnata russo Roman Abramovich adquiriu o Chelsea, naquele que foi o início de uma nova era no futebol mundial. O grande investimento realizado por Abramovich levou a que o Chelsea, outrora um clube de pequena/média dimensão, se tornasse num dos clubes mais importantes de Inglaterra e do mundo, tornando-se num caso de sucesso, comprovado pelos vários títulos conquistados, tal como a última edição da Liga dos Campeões.
Outro caso de sucesso é o Manchester City, também ele um pequeno clube que foi impelido pelos milhões investidos pelos seus donos, que gastaram bastante dinheiro para contratarem jogadores como David Silva, Nasri, Dzeko, Tévez e outros jogadores que se revelaram muito importantes no sucesso da equipa. Apesar de tudo esse investimento revelou-se um investimento frutífero devido à grande campanha realizada pelo clube no campeonato inglês na última temporada, que culminou na sua conquista.
Os últimos clubes a juntarem-se a esta elite foram o Anzhi e o PSG; que já começaram a deixar a sua marca, contratando jogadores por valores absurdos e pagando-lhes salários bastante altos, talvez demasiado... No entanto outros clubes, como o Málaga, estão perto de acabar devido às dívidas colecionadas após investimentos que não foram pagas, fruto da impossibilidade do dono do clube de as pagar.
A entrada em cena destes investidores vem desequilibrar a ordem natural do mercado. Equipas como o Barcelona ou o Arsenal, por exemplo, têm tido dificuldades em rivalizar no mercado com estes clubes, pois os passes dos jogadores estão inflacionados, para além de não terem capacidade para oferecer os salários que os clubes mais ricos lhes oferecem, perdendo dessa forma o concurso a vários jogadores. Apesar de tudo, casos como o Barcelona ou o Montpellier fazem-nos pensar que ainda pode haver esperança no sucesso conquistado através do trabalho nos escalões de formação, apesar da formação de jogadores ser cada vez menos usada pelos principais clubes europeus, havendo no entanto algumas felizes exceções...
Para tentar terminar este gasto de dinheiro desmedido e para proteger os interesses dos clubes formadores, a FIFA implementou um conjunto de regras, denominadas de "fair-play" financeiro. Esperemos que estas regras sejam realmente postas em prática de forma a haver mais transparência no futebol e que se recupere o espírito do amor à camisola, infelizmente cada vez mais raro nos dias de hoje...
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