Tragam dinheiro!
A renúncia dos Órgãos Sociais do Sporting levou à marcação de eleições antecipadas para o dia 23 de março. Até lá, mantém-se em funções o presidente demissionário, Godinho Lopes, que ontem enviou uma carta ao líder da Mesa da Assembleia Geral (MAG), Eduardo Barroso, onde, implícito, deixa um aviso para os candidatos ao ato eleitoral: tragam dinheiro. É que é urgente injetar capital para resolver os imediatos problemas do clube.
Carlos Severino, Bruno de Carvalho e José Couceiro são os três candidatos na corrida eleitoral dos leões. Avisados estão para a necessidade de injetar 25 milhões de euros para fazer face aos problemas do Sporting e Godinho Lopes, na missiva enviada à MAG, para isso avisa — a gestão do ainda presidente leonino, recorde-se, foi criticada quer por Carvalho quer por Couceiro, com o primeiro inclusivamente a ameaçar recorrer à justiça se encontrar o clube com pagamentos em atraso.
«Estamos assim todos perfeitamente cientes de que se vive uma situação de verdadeira emergência, a exigir atuações urgentes e decididas, que o Conselho Diretivo demissionário não está em condições e não pode mesmo tomar. Até às eleições, o Conselho Diretivo mantém-se no seu posto e não enjeita responsabilidades, embora com possibilidades de atuação pelas circunstâncias já descritas muito limitadas», aponta Godinho Lopes na carta a que A BOLA teve acesso, antes de continuar:
«Assim que seja conhecido o resultado das eleições, os eleitos deverão imediatamente entrar em funções, assumindo plenamente cargos e responsabilidades. Terão a legitimidade e os meios com que necessariamente se muniram para as soluções que certamente terão e para cuja implementação se candidatam.»
Godinho Lopes, que revela ter fornecido «aos candidatos toda a informação sobre a situação do clube», lembra que os estatutos, agora, permitem que a tomada de posse dos novos órgãos sociais possa acontecer não imediatamente a seguir à divulgação dos resultados das eleições mas durante um período de quinze dias.
Mas avisa que uma demora «só pode agravar ainda mais os problemas», causando um vazio de poder no seio do emblema de Alvalade.
Godinho Lopes considera também que o processo que conduziu à sua renúncia fou «incendiário» e lembra que alertou para os riscos da mudança nesta altura.
A BOLA
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