domingo, 13 de maio de 2018

CHAMPIONS NO BOLSO


FUTEBOL
O Benfica levou a melhor sobre o Moreirense (1-0) na jornada de encerramento da Liga NOS e terminou como vice-campeão, assegurando acesso à fase eliminatória da Liga dos Campeões.
O Benfica fez a sua parte e colheu os frutos ainda ao alcance: venceu o Moreirense (1-0) na última jornada da Liga NOS, no Estádio da Luz, e, beneficiando da derrota do Sporting na Madeira, fechou a prova como vice-campeão, assegurando acesso à fase eliminatória da Liga dos Campeões em 2018/19.
Com linhas recolhidas para encurtar espaços e defendendo quase sempre com os 11 jogadores bem dentro do seu meio campo, o Moreirense deu que fazer ao Benfica na primeira parte. A predisposição de cautela máxima do adversário minhoto forçava a equipa benfiquista a ser combinativa e a promover uma circulação de bola rápida, a toda a largura do terreno de jogo.
Houve velocidade no primeiro tempo, mas era necessário ser ainda mais rápido, incisivo e profundo na zona ofensiva para criar oportunidades de golo flagrantes como a que foi construída aos 18’ por Cervi (no cruzamento) e Jonas (na finalização para fora).
Com dificuldades para romper a última linha do conjunto minhoto, o Benfica, variando o protagonista da execução, foi disparando de fora da área (Grimaldo, Pizzi e Jonas tentaram), mas sem o sucesso pretendido. E o intervalo chegou sem que se agitasse o marcador: 0-0.

Na cabeça dos jogadores comandados por Rui Vitória estava claro o que era preciso fazer para desmontar a organização defensiva do Moreirense: dar mais gás às ofensivas. E foi com esse propósito que a equipa abordou os minutos iniciais do segundo tempo, ganhando pontapés de canto e aumentando a pressão no ataque.
Aos 50’, o Benfica explorou o corredor esquerdo, Grimaldo cruzou e Alfa Semedo, com o braço direito, intercetou o esférico no interior da grande área: penálti! De regresso à titularidade, Jonas não tremeu na marca dos 11 metros e enganou o guarda-redes: bola para a direita, guarda-redes para a esquerda (1-0).
Na frente do resultado, o Benfica jogava também em dois tabuleiros: na Luz e no Estádio do Marítimo, onde sabia que o Sporting, concorrente na luta pelo segundo lugar, estava em derrapagem. A entrada de Samaris (rendeu Pizzi aos 70’) deu músculo e energia ao meio-campo, concedendo maior margem a Salvio, Zivkovic e Cervi para se soltarem adiante, porque era importante procurar o 2-0 e, por outro lado, não permitir que o Moreirense acreditasse que poderia igualar o desafio.
Jonas, melhor marcador da Liga NOS com 34 golos apontados, cedeu a Raúl o papel de referência ofensiva aos 78’. Fresco, o mexicano agitou as águas na zona ofensiva, numa fase do encontro onde se transpirava mais do que se criava. Keaton Parks ainda foi a jogo no Benfica (substituiu Salvio aos 90’+2’), mas a partida terminaria pouco depois, com várias certezas do quadro das estatísticas. Uma delas é esta: em três épocas sob o comando técnico de Rui Vitória, a equipa do Benfica ficou sempre acima dos 80 pontos no Campeonato.

4 comentários:

  1. Não, não está no bolso... ainda faltam os playoffs.. ou não?
    Mania do pessoal cantar de galo antes do tempo.
    A história recente deveria ensinar algo, mas a tentação é enorme.

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    1. Quando digo está no bolso, quer dizer que conseguimos o apuramento para disputar a pré-eliminatória, a semana passada estávamos fora da Champions no terceiro lugar. Isto é cantar de galo ou é um objetivo alcançado?

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  2. ok, ok... mas fico logo nervoso cada vez que se diz coisas parecidas... algo corre logo mal.
    Acho que me percebes.

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  3. Há muita falta de intensidade no futebol do Benfica e falta de variedade nas combinações atacantes. querem sempre entrar pela baliza dentro em tabelinhas. Não preparam remates de longe por exemplo.

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