quinta-feira, 15 de outubro de 2020

UM AZAR DO KRALJ



 Não é por acaso que este texto sai mais tarde do que previsto. É a minha homenagem ao William, por todas as vezes em que me meti com ele

Vasco Mendonça apresenta, então, as suas justificações para o atraso na análise humorística aos jogadores da seleção que ganharam à Suécia, na quinta-feira.
Rui Patrício
Exibição muito conseguida no dia em que bateu o recorde de internacionalizações sem golos sofridos. Infelizmente, nada disso será suficiente para impressionar os portuguesas, pelo menos até fazer tudo isso sem luvas e enfiar uma batatinha na baliza adversária.
João Cancelo
O seu cruzamento para o Diogo Jota pareceu feitos de olhos fechados, não porque exista esse tipo de entendimento entre os dois jogadores mas porque Cancelo tenta sempre imaginar que é Cristiano Ronaldo quem está a receber a bola. Aquele cruzamento não foi para um jovem avançado do Liverpool em Alvalade, mas para um trintão assintomático sentado numa varanda em Caxias.
Pepe
Fica mais difícil odiar o Pepe quando junta a competência a uma invulgar civilidade no desempenho de funções. Mas vou fazer tudo para retomar esse sentimento já a partir de hoje.
Ruben Dias
Uma ou outra desatenção e nem um daqueles encostos de deixar um nórdico prostrado a pedir assistência médica. Podia ter feito mais.
Raphael Guerreiro
Foi uma espécie de jogador-adepto. A fadiga dele só é comparável à nossa depois de assistir a 3 jogos da selecção em 8 dias.
Bruno Fernandes
Depois de ser noticiado que estaria em vias de correr com o Solskjaer, Bruno Fernandes fez uma pausa na gestão desportiva do Man United e desenhou alguns passes cantados, em especial um que quase fez com que João Félix fosse expulso da concentração da selecção, não se desse o caso de o jogo estar quase no final. Continua a ser uma versão um pouco mais discreta de si mesmo, pelo menos até aos 102 minutos da meia-final do Euro 2021, quando apanhar uma segunda bola a jeito e acabar com o sonho da Polónia.
Danilo Pereira
Foi o primeiro a mostrar aos suecos que não ganhavam nem que a vaca tossisse ou, pior, nem que o Zlatan regressasse ao ativo. A partir daí limitou-se a reafirmar o que já tinha dito com a sua primeira intervenção no jogo, colocando a selecção sueca em estado de calamidade.
William Carvalho
Não foi acaso que este texto foi publicado muito mais tarde do que previsto. Foi a minha homenagem ao William, por todas as vezes em que me meti com ele. Essa piada morreu ontem. Paz à sua alma. Que enormidade de jogo.
Bernardo Silva
Ontem foi uma daquelas noites em que nos voltámos a apaixonar por este senhor do futebol. Um pé esquerdo que enfraquece os adjetivos utilizados para o descrever. Um futebol sintestético para adeptos de gosto educado. Um beto que aprendeu tudo o que sabe no Seixal. Único.
João Félix
Voltou as fazer as delícias de milhares de dragartos por esse país fora. Foi vê-los celebrar os falhanços como se o miúdo ainda jogasse no Benfica. Não deixa de ser bonito assistir a tudo isto enquanto Benfiquista.
Diogo Jota
Desde cedo se percebeu que ia deixar a defesa sueca em estado de calamidade. Felizmente para nós, os nórdicos não se fizeram rogados e voltaram a apostar na sua estratégia da imunidade de grupo. Foi assim que todos chegaram ao fim com um piquinho de Covid-18. Desta já se safaram, mas tão cedo não se esquecerão.
André Silva
Pois.
Podence
É assim, depende.
João Moutinho
Sim, mas por outro lado.
Rafa e Renato Sanches
E então?

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