terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

FOI ATÉ AO ÚLTIMO SEGUNDO



Na 1.ª mão dos quartos de final da UEFA Futsal Champions League, disputada num Pavilhão Fidelidade a ferver, o Benfica recuperou de três desvantagens e sentenciou a vitória ante o Sporting, por 4-3, na derradeira jogada do dérbi.
Na noite desta segunda-feira, 23 de fevereiro, o Benfica recuperou de três desvantagens e alcançou uma reviravolta épica no último segundo para vencer o Sporting, por 4-3, na 1.ª mão dos quartos de final da UEFA Futsal Champions League.
Lotação esgotada e um grande ambiente no Pavilhão Fidelidade. Com o Presidente Rui Costa, vários jogadores da equipa de futebol profissional e atletas de diversas modalidades do Clube nas bancadas, o público de 2 175 espectadores forneceu uma dose ilimitada de combustível à equipa no primeiro de dois dérbis europeus.
Com poucos segundos de jogo, Léo Gugiel foi o primeiro a aplicar-se para negar o golo aos leões e, aos 3', Lúcio Rocha roubou a bola a Diogo Santos, mas perdeu o frente a frente contra Bernardo Paçó.
A partida seguiu equilibrada e com lances em ambas as áreas. Aos 5', o guarda-redes do Benfica travou um subtil desvio de Pauleta com o pé esquerdo e, aos 9', Arthur foi desarmado por Tomás Paçó quando se preparava para visar a baliza verde e branca.
A primeira grande oportunidade do dérbi surgiu aos 12'. Pauleta recuperou a bola no meio-campo das águias e serviu Allan Guilherme, que passou por Léo Gugiel e viu Lúcio Rocha negar-lhe o golo em cima da linha.
A resposta encarnada teve lugar aos 13'. Diego Nunes recebeu a bola junto à linha lateral, fintou Bruno Pinto e cruzou atrasado para Silvestre, que, em boa posição, atirou ao lado.
Aos 15', o Sporting colocou-se em vantagem. Na marcação de um livre, Alex Merlim colocou a bola ao segundo poste e Bruno Pinto encostou para o 0-1. Na jogada seguinte, Pauleta rematou para defesa incompleta de Léo Gugiel e, na recarga, Tomás Paçó atirou por cima.
Empurradas por um público que não parou de apoiar durante um segundo, as águias reagiram de imediato. Aos 17', Léo Gugiel disparou cruzado e um corte providencial de Wesley evitou que o esférico seguisse o caminho das redes.
Estava dado o aviso para o 1-1, que chegou aos 19'. Diego Nunes rompeu pelo lado direito, passou por Felipe Valério em velocidade e cruzou para a boca da baliza, onde surgiu Jacaré a restabelecer a igualdade. Explosão nas bancadas do Pavilhão Fidelidade a responder ao golo do pivô brasileiro!
Na 2.ª parte, o dérbi recomeçou quezilento, com muitos choques entre jogadores e várias paragens para atendimentos médicos. Aos 22', Léo Gugiel foi mesmo obrigado a sair após um lance com Rocha e André Correia entrou para a baliza.
Kuchy quebrou a monotonia segundos depois da troca de guarda-redes, com um remate junto ao poste defendido por Bernardo Paçó pela linha de fundo. No consequente canto, o guarda-redes leonino deu uma palmada na bola e evitou que esta seguisse para o pé esquerdo de Higor.
André Correia brilhou aos 28', quando saiu da baliza e travou um remate à queima-roupa de Wesley, que se tinha isolado na sequência de uma falta não assinalada sobre André Coelho. Contudo, na sequência, o Sporting beneficiou de um livre direto e, na conversão, Alex Merlim aproveitou uma abertura da barreira para fazer o 1-2.
Aos 29', Jacaré fez a parede e tocou a bola para Arthur, que rematou de pronto para uma defesa atenta de Bernardo Paçó. No minuto seguinte, André Coelho surgiu em boa posição e disparou rasteiro a rasar o poste esquerdo.
A pressão encarnada deu os seus frutos aos 31'. André Coelho tocou de cabeça para Higor, que aguentou a pressão de um adversário, rodou e isolou Arthur. Este, de pé esquerdo, rematou colocado para o 2-2 e deixou o público ao rubro.




No entanto, o Sporting recuperou a vantagem no mesmo minuto. Zicky recebeu o esférico, passou por Higor e André Coelho, e rematou de pé esquerdo junto ao poste sem hipótese para Léo Gugiel para o 2-3.
Aos 32', Pany Varela fez a diagonal da faixa esquerda para o meio e disparou forte, mas ao lado. Melhor pontaria teve Raúl Moreira. Aos 33', o fixo recebeu a bola de Higor, encheu o pé esquerdo e disparou para o fundo das redes. Nova igualdade (3-3) alcançada por um Benfica feito de crença e raça.
E foi num lance onde essas virtudes ficaram expostas que Diego Nunes esteve perto de dar a cambalhota no marcador. O brasileiro intercetou um passe de Diogo Santos para Bernardo Paçó, mas desequilibrou-se e a sua finalização foi travada pelo guarda-redes. No consequente canto, Pany Varela voltou a testar a pontaria, mas o disparo saiu ao lado.
O Benfica continuou a carregar e Bernardo Paço negou o golo a Carlos Monteiro com uma grande defesa, aos 35'. Respondeu o Sporting na jogada seguinte, com Bruno Maior a furar pelo lado esquerdo e a rematar ligeiramente por cima da trave.
Aos 37', André Correia avançou no terreno, a equipa variou bem o flanco e Arthur rematou para uma defesa com o... queixo de Bernardo Paçó.
A 52 segundos do fim, o Sporting chegou à 5.ª falta. e, aproveitando a fragilidade leonina, o Benfica pressionou o adversário até ao limite.
Com um segundo para jogar, os campeões nacionais recuperaram a bola, Diego Nunes arrancou rumo à baliza, foi carregado em falta, mas não caiu e conseguiu finalizar com sucesso por entre as pernas de Bernardo Paçó.
Os exuberantes festejos da equipa e do público ainda foram interrompidos por dúvidas sobre a validade do golo, mas a lei da vantagem prevaleceu, o 4-3 acabou mesmo validado e o Pavilhão Fidelidade foi abaixo com a monumental e épica reviravolta do Benfica!
Reconhecendo a categoria, a vontade e o coração da equipa, o público brindou-a com vários minutos de cânticos de incentivo a pensar nos próximos desafios. Primeiro, às 19h00 do próximo sábado, 28 de fevereiro, o Benfica recebe a AD Fundão, em jogo da 17.ª jornada da 1.ª fase da Liga Placard, e, depois, encara a 2.ª mão dos quartos de final da UEFA Futsal Champions League no Pavilhão João Rocha, às 20h00 do dia 6 de março (sexta-feira).




DECLARAÇÕES
Cassiano Klein (treinador do Benfica): "Um jogo magnífico. Elogio muito as duas equipas, porque as duas equipas jogam sempre para ganhar. Foi um jogo incrível. Estamos muito felizes por conseguir, no último suspiro, fazer o golo da vitória. Mas são 80/90 minutos e há muita coisa para acontecer. Agora, temos de nos preparar ao máximo. Descansar, para o jogo da 2.ª mão, que vai ser um desafio muito grande para todos. As duas equipas têm uma defesa muito forte, ideias de jogo parecidas. Foi a última bola – no bico do ténis – a fazer a diferença. Eu fico feliz pelo resultado, repito, mas fico entusiasmado, porque eu sei que esta bola poderia entrar na nossa baliza. Então, temos o máximo respeito pelo adversário e sabemos que temos de nos preparar para conseguirmos o nosso objetivo no jogo da 2.ª mão. Só mudamos o pavilhão. Termina a 1.ª parte e agora temos de voltar a um pavilhão que conhecemos. Sabemos como é duro jogar lá, mas também temos convicção que esses adeptos vão lutar connosco. [Apoio do público] Sem dúvida, numa época e meia, foi a maior festa que eu acompanhei. Já tivemos jogos maravilhosos aqui, mas hoje foi incrível. Hoje a atmosfera foi incrível. E nós estamos felizes por conseguir, de certa maneira, retribuir. Porque quando se trabalha, vamos ao limite, e às vezes o resultado não vem. Mas hoje conseguimos retribuir com a vitória, então, para nós, foi incrível."
Diego Nunes (ala do Benfica): "Estou muito cansado. Já o jogo do campeonato foi muito difícil, muito duro. Fizemos bastante sacrifício para conseguir estar ao melhor nível, para o corpo estar bem, para aguentar esse ritmo de jogo. Faltando cinco segundos para o final do jogo, dar o sprint que eu dei... é mesmo vontade de querer ganhar. É a mesma vontade de honrar a camisola do Benfica. E não pensei em nada, só pensei em correr e fazer o golo para dar essa vitória para o Benfica. Um dérbi vai ser sempre decidido nos detalhes e na concentração, no foco. Se formos analisar o jogo friamente, vamos ver que existiram muitos erros. Bolas que podem ser jogadas, cansaço do jogo também, acabamos por tomar decisões equivocadas. Mas acho que o nosso plantel cresceu muito na questão da competitividade. Olhar para o Sporting de frente, porque há alguns anos, eles ganhavam muito e hoje eles respeitam-nos bastante. Esse respeito nós conquistámos no campo, a competir, e é o que tem acontecido. Celebrar esta vitória, que é muito importante, mas principalmente ter os pés no chão, porque ainda não acabou. O jogo no Pavilhão João Rocha vai ser muito difícil, nós temos de entrar com os pés no chão, competir muito porque vai ser realmente muito difícil. Agora temos de recuperar bem nestes dias, mentalmente, e fisicamente, para chegarmos lá, darmos o nosso melhor e darmos essa alegria aos Benfiquistas."
SL Benfica

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