sexta-feira, 30 de março de 2018

1 SEMANA DO MELHOR - BENFICA TV - 30 MARÇO 2018

                                           

SEGUNDA PARTE DESINSPIRADA DITA DERROTA NA DÉRBI LISBOETA


ANDEBOL
SL Benfica e Sporting CP disputaram, esta sexta-feira, a 2.ª jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Andebol. Vitória para os leões, por 24-29.
Sport Lisboa e Benfica e Sporting CP mediram forças esta sexta-feira, à passagem da 2.ª jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Andebol. Depois de uma primeira parte pautada pelo equilíbrio, uma segunda metade desinspirada por parte das águias permitiu aos leões saírem da Pavilhão n.º 2 da Luz com a vitória (24-29).
Com um Pavilhão n.º 2 ao rubro, o Benfica entrou bem no jogo e esteve em vantagem até muito perto dos 20 minutos, momento em que os leões passaram para a frente (6-7). Primeira parte equilibrada, com muita luta e intensidade, com os leões a chegarem ao intervalo com uma vantagem de somente dois golos (10-12).
Tudo em aberto e mais meia hora de emoções… Reentrada fortíssima do Sporting, a cavar um fosso de 7 golos. O Benfica reagiu, reduziu, contudo, algumas falhas na Hora H, alguma falta de inspiração e sorte, e um guarda-redes leonino com uma grande exibição, não permitiram às águias a obtenção dos seus intentos.
intentos.
Derrota, por 24-29, com o Sporting a isolar-se na classificação, não obstante, esta foi apenas a segunda ronda e há ainda muito Campeonato pela frente! Tudo em aberto!
Marcadores: Bélone Moreira (7), Alexandre Cavalcanti (4), Tiago Ferro (2), Paulo Moreno (3), Pedro Seabra (3), João Pais (1), André Alves (2), João da Silva (1) e Ales Silva (1).
Na próxima jornada, a 3.ª desta Fase Final, o Sport Lisboa e Benfica defronta a formação do Avanca. Esta partida está marcada para as 21h00 de quarta-feira, dia 11 de abril, no Pavilhão Adelino Costa (Aveiro).

RECITAL DE HÓQUEI EM PATINS TERMINA COM GOLEADA DAS ANTIGAS!


HÓQUEI EM PATINS
A equipa feminina do Benfica venceu a formação da Vila Boa do Bispo por 20-0. É, até ao momento, a maior goleada da temporada.
Sport Lisboa e Benfica e Vila Boa do Bispo mediram forças, esta sexta-feira, à passagem da 5.ª jornada da Fase Final do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins. Um verdadeiro recital das encarnadas terminou com uma goleada por 20-0… à antiga!
Foi um jogo praticamente sem História, um jogo em que os golos – para todos os gostos e feitios – foram o mote! Vinte golos sem resposta marcaram as comandadas de Paulo Almeida, numa goleada que é, até ao momento, a maior da temporada.
Ao intervalo o Benfica já vencia por taxativos 8-0, números dilatados para as duas dezenas finais. Marlene (9), Rita Lopes (5), Maca (4) e Raquel Abreu (2) assinaram os golos encarnados.

O Benfica alinhou de início com Sandra Coelho, Marlene Sousa, Inês Vieira, Rita Lopes e Rute Lopes.
Com este resultado o Benfica soma 12 pontos e continua invicto na liderança da prova. As águias tornam a entrar em quadra no sábado, dia 7 de abril, com uma receção à formação da AD Sanjoanense. Esta partida é referente à 3.ª jornada da prova (em atraso) e tem início às 18h00, no Pavilhão Fidelidade.

PRIMEIRAS PÁGINAS


quinta-feira, 29 de março de 2018

AQUECIMENTO BENFICA TV HD :: 29 MARÇO 2018

                                           

BENFICA EM 2.º LUGAR NA TAÇA EUROPEIA DE FUTSAL FEMININO


FUTSAL
No ano de estreia na prova, as encarnadas só caíram na final perante as espanholas do Atlético Madrid. Derrota, por 5-2, mas lutaram até ao fim e honraram a camisola numa caminhada a todos os níveis prestigiante.
A equipa de Futsal Feminino do Sport Lisboa e Benfica terminou, esta quinta-feira, a sua participação na Taça Europeia. Numa prova prestigiante – com o apoio da FIFA - o Benfica só caiu na final (derrota por 5-2), perante as espanholas do Atlético de Madrid, ficou no 2.º lugar… e logo no ano de estreia.
Reunidas na Holanda as campeãs nacionais dos seis países da Europa com maior força na modalidade, durante os últimos dias houve Futsal Feminino a sério com jogos de elevada qualidade tática e técnica, para todos os gostos e feitios!

O Benfica, Campeão Luso, ficou na Poule A e eliminou as holandesas do Drachtster Boys e as italianas do Ollimpus-Roma, garantindo, com toda a justiça, um lugar na grande final da prova. Do outro lado, as espanholas do Atlético Madrid – detentoras do troféu – e que deixaram para trás, na Poule B, as russas do MosPolytech (Rus) e as ucranianas do WFC- `IMS`.

Grande duelo ibérico em perspetiva e as expetativas não foram defraudadas!
À semelhança da partida de ontem, as encarnadas não entraram bem no jogo e, perante a experiente e profissional formação espanhola, acabaram por averbar quatro golos sem resposta. Um 4-0 pesado, resultado que vingou até aos 32 minutos…

Ora, se houve quem deitasse logo aí a toalha ao chão, não foi o caso das nossas meninas! Com oito minutos para jogar, numa exibição de raça – e já com as pernas a pesar dos três jogos consecutivos em três dias perante o descanso de ontem das adversárias – o Benfica carregou com tudo em busca da reviravolta.
Aos 32’, Nina rematou para o primeiro do Benfica e, aos 36’, repetiu a dose, colocando o marcador em 4-2! Empurradas pelos fantásticos adeptos Benfiquistas nas bancadas que se ouviram de princípio ao fim, e já a jogar em 5x4 num tudo por tudo final, as águias lutaram e deixaram tudo em quadra… Contudo, aproveitando a baliza deserta, aos 38’, Delgado rematou para o 5-2, um golo que – aí sim! – matou as aspirações encarnadas!
O Benfica termina no 2.º lugar, no ano de estreia da equipa na Taça Europeia, rubricando uma caminhada a todos os níveis prestigiante e dignificante. Honraram a camisola!
As atenções centram-se agora nas provas nacionais! Depois da conquista da Supertaça e da Taça de Honra, segue-se a luta pelo Campeonato Nacional e Taça de Portugal.

TRÉS ACUSAÇÕES E UMA CONCLUSÃO


"Quando Bruno de Carvalho chama trolha a António Salvador, julgo que a sua ideia não é a de considerar o presidente do SC Braga alguém que tem o mérito de alisar as imperfeições dos outros. Porém, sem que muito provavelmente o presidente do Sporting disso, sequer, suspeite, trolha, ou seja, a mais vulgarmente conhecida como colher de pedreiro, é um símbolo maçónico respeitado, precisamente porque tapa irregularidades de um muro ou de uma parede, torna-se lisa, apaga-lhe as zonas rugosas, prepara-a para pintura que a torna mais bonita para o mundo.
Admito, também, que ao juntar, no que pensaria ser um impropério, o termo labrego, Bruno de Carvalho não terá pensado no substantivo que define um outro utensílio de grande utilidade e que, segundo o arcaico mas ainda válido dicionário da língua portuguesa da Porto Editora, significa um género de arado que abre bem os sulcos e limpa a terra das raízes.
Ambas as suposições de que pode estar ausente uma ideia de bondade, gentileza ou elogio por parte do leonino presidente, é a que advém do facto de ter somado, às anteriores, a acusação de aldrabão, que não dá lugar a dúvidas, porque escolher entre trapalhão, impostor, trapaceiro ou mentiroso venha o diabo e escolha.
Assim sendo, é certo que o que Bruno de Carvalho quis mesmo chamar a António Salvador, seu homólogo e seu colega, enquanto também presidente de um clube de futebol, foi o que de mais pejorativo esses termos encerram. O que deixa o autor das brutais referências em sério risco de se tornar um incivilizável, ou seja, «alguém que não é susceptível de civilização»."

Vítor Serpa, in A Bola

ANÁLISE ATUALIDADE SL BENFICA - BENFICA TV HD - 29 MARÇO 2018

                                           

PORTUGAL UMA VERGONHA


"Uma vergonha de jogo que teve uma segunda parte a arrastar-se e que acabasse o mais rápido possível. Um jogo para esquecer que põe em causa a moral de Portugal e de Ronaldo que vinha embalado de uma série de jogos sempre a marcar.
Fernando Santos já fez muito pela selecção portuguesa, mas não pode começar a inventar. Quem é campeão europeu tem responsabilidades acrescidas. Fernando Santos sempre foi melhor gestor de jogadores e de egos, do que treinador propriamente dito. Os seus critérios na feitura da selecção contra a Holanda foi desconexo. Não se pode jogar sem um trinco de raiz.
Portugal já não é uma equipa qualquer, tem que ter o realismo de se apresentar com profissionalismo e prestigiar o seu nome.
Foi um jogo que se tornou um suplício para quem foi campeão europeu e, é só, o 3.º do ranking Mundial! Achei este jogo uma vergonha, uma humilhação, uma desgraça, um enxovalho e um embaraço.
A expulsão de João Cancelo ficando Portugal com 10, tirou qualquer veleidade de recuperar do 0-3. A falta de João Cancelo no meio-campo mostra desorientação e ausência de traquejo para estas andanças. Jogar no Inter de Milão não é porta de entrada para esta selecção.
O ânimo da selecção foi destruído. A vitória nos minutos finais contra o Egipto levantou a moral, porque o jogo em si, mostrou Portugal com muitas debilidades.
Pepe faz muita falta para ordenar a nossa defesa. Este jogo de preparação é um aviso sério que as coisas têm que mudar para Portugal não chegar à Rússia e ser esmagado.
A primeira parte foi uma humilhação em jogo jogado que não me recordo de ver Portugal tão pequenino, e nós portugueses passarmos por isto.
João Mário e Adrien têm jogado pouco e não estão com ritmo de jogo. Manuel Fernandes esteve ausente do jogo. Será importante para a integração da nossa selecção em Moscovo, mas tem que mostrar a sua utilidade, de outro modo, não se justifica.
Ronaldo merece uma equipa melhor e à sua imagem. Portugal tem que fazer uma gestão de continuidade e deixar-se de experiências sem sentido. Contra o Egipto foi o que se viu e só o santo Ronaldo nos livrou de perder.
Fernando Santos tem que deixar de inventar e apostar na equipa de sempre. As mudanças drásticas não são boas conselheiras. Em relação ao jogo, uma referência às bancadas com enormes clareiras, à invasão de campo de vários adeptos para tirar uns selfies e dar uns abraços a Ronaldo.
Jogou-se na Suíça para os nossos queridos emigrantes, mas parece que não resultou de todo.
Um dia, para esquecer e esperemos que as coisas mudem para melhor. Fernando Santos é engenheiro não é inventor, um engenheiro tem que ser pragmático e eficiente
Abdiquemos de experiências e honremos e prestigiemos a nossa selecção com os melhores jogadores. Espero que não passemos de campeões europeus a simples figurantes no Mundial. A Portugal exige-se atitude, concentração e postura. O que se viu foi invenção, amadorismo, desalento, falta de garra e intensidade."

ANTES DA RÚSSIA, PORTUGAL


"Os maiores clubes continuam a acumular dívida com o silêncio ensurdecedor das autoridades financeiras, como a CMVM.

Inter Selecções
Uns dias de pausa no futebol de clubes, preenchidos por muitos jogos amigáveisde selecções que vão ou que gostariam de ir ao Mundial de Putin. Uma oportunidade para mais uma mão-cheia de neófitos internacionais que, de outro modo, nunca lá chegariam apesar da inflação urbi et orbi de seleccionados. E também um momento para fingir pequenas mazelas que impeçam o desgaste de alguns jogadores em jogos a feijão, certamente em implícita coordenação entre os seus clubes e as suas selecções...
Tenho para mim que estes jogos são dispensáveis. Formam-se onzes que nunca serão os titulares nos jogos a doer. Fazem-se experiências que talvez fosse melhor realizar no recato dos treinos. Nestas duas partidas suíças viram-se resultados de tanta fartura experimental. Contra  Egipto (desfalcado do p), ainda tivemos Ronaldo e Quaresma para disfarçar a pobreza do jogo. Contra a Holanda, vieram ao de cima os problemas com a nossa defesa maioritariamente pré-reformada e a notória ausência de um ponta-de-lança matador que, notoriamente, nunca serão André Silva ou Paciência.
Quanto ao contributo do Benfica, registo aqui a presença de 36 atletas formados no Seixal e distribuídos por todas as selecções que actuaram durante estes últimos dias (sub-17, sub-19, sub-20, sub-21 e selecção A). É um impressivo sinal do investimento sustentado e progressivo da política de formação do clube e uma garantia de futuro promissor nos vários escalões futebolísticos. No entanto, quanto à selecção principal apenas o jovem Rúben Dias foi escolhido, sendo, neste vasto lote de seleccionados, algo estranha a não inclusão de Pizzi e André Almeida.

O nosso futebol em pinceladas
Em boa hora, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a consultora EY (Ernest & Young) estabeleceram uma parceria estratégica com vista à elaboração de um anuário sobre a sustentabilidade do Futebol Profissional em Portugal.
A semana passada foram conhecidos os dados relativos à época desportiva 2016/17. Um documento bem ilustrativo e que nos possibilita um enquadramento bastante adequado sobre o panorama do futebol português. Se a este estudo acrescentarmos a comparabilidade com o restante futebol europeu que nos foi revelado num exaustivo documento da UEFA em Janeiro passado, temos um magnífico suporte para analisar e reflectir.
Evidentemente que só a sua leitura mais aprofundada nos dá uma integral fotografia, pelo que, aqui e agora, me limito a chamar a atenção para alguns aspectos.
O nosso futebol profissional (Liga e Liga 2) contribuiu com 456 milhões de euros para o Produto Interno Bruto, ou seja, 0,25% da riqueza nacional, por via de infra-estruturas, emprego e impostos directos. Este valor significa um notável acréscimo de 44% relativamente à época anterior. Claro está que seria largamente superior se a ele adicionássemos os impactos indirectos, em sectores como o turismo, os transportes, a comunicação e as apostas desportivas. Em qualquer caso, é apreciável o seu quinhão para a felicidade nacional bruta a preços de mercado e o facto de ser um actividade em que exportamos, com qualidade, vitórias, jogadores e técnicos.
As SAD geraram 680 milhões de euros em volume de negócios, o que significou um aumento de 31% face à época anterior, em fatia importante devido ao substancial aumento dos direitos de transmissão e à presença do SLB nos quartos-de-final da Champions. A disparidade entre os dois campeonatos é enorme: a Liga foi responsável por 97% do, o que evidencia o fosso que a separa da Liga 2 (3%), malgrado a intensa competitividade desta última.
Quanto a algumas dessas receitas, o quadro é ilustrativo e fala por si:

Receitas (em milhões de euros)
Liga: 157 (Direitos dos Atletas); 120 (Direitos Televisivos); 72 (Participação em Competições); 67 (Actividade Comercial); Total = 416
Liga 2: 6,7 (Direitos dos Atletas); 4 (Direitos Televisivos); 1,3 (Actividade Comercial); 1,1 (Estado e outros); Total = 13,1
Direitos dos Atletas: 163,7; Direitos Televisivos: 124; Participação em Competições: 72; Actividade Comercial: 68,3; Estado e Outros: 1,1; Total = 429,1

Olhando para a assistência aos jogos, a média na Liga foi de 11726 espectadores, o que traduz uma ocupação de 48% da lotação global dos estádios. Evidentemente que esta média não revela o brutal desequilíbrio entre os grandes, a que se juntam num plano seguinte o Vitória de Guimarães e o Sp. de Braga, face a todos os outros clubes. Registe-se a posição do Benfica que, segundo o relatório da UEFA, atinge o 9.º lugar europeu com uma média de 55952 espectadores, à frente de clubes como o Manchester City, Liverpool, PSG, Atlético de Madrid e todos os clubes italianos.
Já na Liga 2, a média de espectadores por jogo apenas chegou a um valor reduzido de 1081 pessoas, ou seja, 20% da utilização dos estádios.
Benfica, FC Porto e Sporting concentraram 76% da globalidade das receitas totais e 79% das despesas globais. Esta assimetria tem-se acentuado em todos os vectores. Aqui apenas destacaria a enorme diferença entre os seus direitos televisivos que são 14,9 vezes maiores dos que os que são detidos pelos clubes a meio da tabela, conforme nos indicou o relatório da UEFA a que atrás aludi e que pode ser explicado no gráfico em anexo.

Receitas de TV dos grandes clubes 'vs.' clubes médios
Áustria: 1,3x
Inglaterra:1,3x
Suécia: 1,8x
Suíça: 1,9x
Roménia: 1,9x
Polónia: 1,9x
Bélgica: 2,1x
Alemanha: 2,3x
Rússia: 2,3x
Noruega: 2,3x
França: 2,4x
Escócia: 2,5x
Dinamarca: 2,7x
Turquia: 2,8x
Itália: 3,3x
Holanda: 3,7x
Grécia: 3,8x
Espanha: 4,x
Chipre: 4,7x
Portugal: 14,9x
- Em Portugal os principais clubes ganham quase 15 vezes mais que os outros emblemas.

A dívida total das SAD (empréstimos obrigacionistas obtidos) chegou a 1203 milhões de euros (cerca de 0,7% do PIB), mais 14% do que na época anterior. O custo com os juros atingiu 43 milhões de euros, dos quais 96% dizem respeito aos 3 maiores clubes.
A despesa total aumentou 6% e atingiu 585 milhões de euros, muito influenciada pelo pagamento de salários mais elevados a atletas, treinadores e funcionários dos clubes, com os três grandes e serem responsáveis por 79%.
A rubrica de gastos com pessoal subiu 12%, o dobro do aumento da totalidade da despesa. O salário médio mensal que resulta da divisão do valor anual por 12 meses na Liga foi de 16460 euros, valor com um elevadíssimo desvio-padrão em razão da sua concentração nos principais clubes. Já o salário médio mensal dos treinadores foi de 8366 euros e o dos funcionários de 3104 euros, também bem acima da média nacional.
O rácio de solvabilidade teve uma evolução positiva, passando de -2% para 31%, tendo 15 das 18 sociedades apresentado resultados líquidos positivos durante o período, num total agregado de €58 M.
Apesar desta boa notícia, que bom seria que não fosse meramente conjuntural, os maiores clubes continuarem a acumular dívida e passivo ou a antecipar proveitos futuros (algumas vezes, bem para além do mandato eleitoral), com o silêncio ensurdecedor das autoridades financeiras, como a CMVM. Houvesserating e, por certo, ver-se-iam gregos (até mais do que portugueses) na escala das letrinhas que, implacavelmente, as agências de notação lhes assinalariam.
Em suma, assuntos para reflectir profundamente num tempo em que o poder nos clubes ainda se alimenta de quimeras, emoção e do chutar para a frente as dificuldades. E quem se atreve a exprimir um assomo de maior racionalidade e sã contenção arrisca-se a ser proscrito pela sofreguidão da impaciência do resultado do jogo seguinte.

Contraluz
- Aposta: Os jogadores dispensados da Selecção por lesão estarão aptos no fim de semana. Formidáveis recuperações por milagrosa receita!
- Feito: Gibraltar
Desde que, artificialmente, foi admitido na FIFA em 2016, o rochedo britânico alcançou a sua primeira vitória. Venceu por 1-0 a báltica Letónia! Água mole em rochedo duro, tanto dá até que ganha.
- Disparate: A ideologia do género...
... prossegue na sua onda patética de confundir a essência da igualdade de oportunidade com a mesquinhez de anular tradições ou formalismos dos quais não vinha nenhum mal ao mundo. As grid girls da Fórmula 1 foram banidas. As jovens que estavam no pódio das etapas do Tour de França acabaram. Não sei se na nossa Volta irá acontecer o mesmo... É o insuportável politicamente correcto! Que mais se irá jogar?
- Homenagem: A Germano...
... grande jogador do Atlético e do Benfica, onde se sagrou bicampeão europeu e que vi muitas vezes jogar com a sua classe e serenidade. Foi justo e comovente e reencontro na Tapadinha de glórias e memórias de um futebol que se jogava apenas com bola e sem palavreados dispensáveis."

Bagão Félix, in A Bola