segunda-feira, 7 de junho de 2021

TOMA BASIC, O 8 PROMETIDO

 




"É alto (190), canhoto, duas vezes internacional pela selecção da Croácia, e joga no meio campo do Bordéus.
Toma Basic reúne características que escasseiam no meio campo do Benfica. Tem argumentos defensivos e ofensivos – A passada larga permite-lhe cobrir rapidamente espaços largos no momento defensivo – Seja em Transição ou em Organização, ao mesmo tempo que proporciona a chegada à área adversária que Jorge Jesus tanto preza num oito.
Revela dificuldades sob pressão aquando da posse – Um oito que perde mais do que recupera, nunca será de topo Mundial – embora quando é o seu momento defensivo, pressione com qualidade.

Aos vinte e quatro anos poderá estar de saída do Bordéus para rumar a Lisboa. Não é um oito que possa criar que não em momentos excepcionais, como é Taarabt, por exemplo, mas é bastante mais completo – pela forma regular com que joga em todos os momentos do jogo – que as outras opções que o Benfica teve para o seu meio campo. Formado no Hajduk Split, uma das principais academias do futebol Mundial, revela inteligência na forma como prepara cada acção para dar seguimento ao jogo – Recebe com ambos os pés o que lhe possibilita ser eficiente no momento de acelerar o jogo, e é ainda uma tremenda mais valia na bola parada – Livres e Cantos Ofensivos."

OS PIORES ADEPTOS DO MUNDO?

 


"Quando as coisas ficam caóticas, aponta-se o dedo aos suspeitos do costume: os adeptos. Antes considerados jovens ordeiros, passam a ser bárbaros invasores, espécie de vândalos dos tempos modernos.

Não é novidade o desprezo da generalidade dos nossos governantes perante a realidade do desporto nacional. Ocasionalmente realizam-se, é certo, acções de propaganda para louvar grandes feitos de atletas nacionais, mas cujo intuito de louvor aos atletas se confunde, por vezes, com o auto-enaltecimento dos nossos governantes, como se eles fossem os próprios olheiros e treinadores dos heróis. O interesse dos governantes na promoção do desporto esgota-se quase sempre no frenesim mediático das conquistas internacionais ou olímpicas de clubes e atletas. Porém, quando as coisas ficam caóticas e correm mal com a organização de eventos desportivos de maior dimensão aponta-se o dedo aos suspeitos do costume: os adeptos. Os adeptos, que antes eram jovens ordeiros, passam a ser considerados como bárbaros invasores, uma espécie de vândalos dos tempos modernos.
Se a pandemia colocou a cultura desportiva por um fio, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, cortou esse fio, liquidando qualquer sinal de esperança para a reabertura urgente e responsável da assistência de espectadores nos recintos desportivos para provas nacionais, como seriam, por exemplo, os casos do Campeonato de Rugby e da Taça de Portugal de futebol.
Esta postura por si só, quando comparada com a admissão de espectadores noutro tipo de espectáculos, seria criticável; ainda que existam aqueles que a tentam justificar com o argumento – especulativo – de que o público que assiste a competições desportivas, concretamente o futebol, é menos controlável comparando com o que assiste a outro tipo de eventos. Ora, a situação muda de figura quando atentamos ao sucedido nos últimos dias na cidade do Porto, com um Governo impávido e sereno ao rebentar da bolha dos adeptos ingleses que se deslocaram para a final da Champions.
Os jogos da selecção de futebol nacional em Outubro de 2020, ou a realidade mais recente do desporto holandês, demonstram que é possível ter público nos recintos com ordem e sem riscos acrescidos para a saúde pública, designadamente através dos cada vez mais acessíveis testes de acesso. Um jogo aberto a adeptos portugueses, prudentemente organizado, certamente não atingiria o grau de descontrolo que se viu nas imediações do Estádio do Dragão e um pouco por toda a zona histórica das ruas portuenses durante vários dias consecutivos. Aliás, o comportamento exemplar das centenas de adeptos lusos que marcam presença nos estádios eslovenos, a apoiar a selecção nacional de sub 21 no Europeu de futebol deste escalão, são mais uma evidência disso.
Se é seguro que pouco poderíamos esperar da acção do Governo, como revelou a recente inoperância da troika Costa – Cabrita –Brandão Rodrigues, o juízo mais recente de João Paulo Rebelo, ao avaliar o evento do passado dia 29 de Maio como um “sucesso”, não pode deixar margem para dúvidas: em primeiro lugar, o Governo deve apresentar sinais claros e transparentes quanto à reabertura imediata de estádios e pavilhões, permitindo aos agentes desportivos planear devidamente a próxima época, com diferentes graus de lotação em função da previsível recuperação pandémica; seguidamente, e não menos importante, o Governo tem de se retratar publicamente, pedindo desculpa às federações, aos clubes e aos adeptos portugueses pela inaceitável discriminação que lhes aplicou, seguindo dois critérios distintos com resultados desastrosos – agravar ainda mais a situação financeira do desporto português, limitar a liberdade daqueles que anseiam por regressar às bancadas e assumir que, no seu próprio país, os Portugueses foram cidadãos de segunda categoria.
Não deixa de ser oportuno verificar que o Japão fez precisamente o inverso dos socialistas portugueses (com o alto patrocínio da DGS): os Jogos Olímpicos de Tóquio terão adeptos, mas, e para assegurar a contenção de contágios, só os cidadãos residentes poderão entrar nos recintos. Por cá, enquanto se admitiu um evento com milhares de ingleses, negou-se que 500 adeptos assistissem a uma partida de rugby num estádio com capacidade para 30 mil adeptos.
Se dúvidas restassem sobre o desrespeito que nutre o Partido Socialista pelo desporto nacional, veja-se o atraso de um ano na criação de um fundo com o objectivo de apoiar clubes e associações desportivas com dificuldades financeiras em virtude da pandemia, contrariando as recomendações das Nações Unidas e do Parlamento Europeu, os sucessivos reptos do Comité Olímpico de Portugal e, provavelmente, condenando muitos clubes ao encerramento.
É fácil atirar areia para os olhos da opinião pública com o intuito de gerar medo e responsabilizar injustamente certas franjas da sociedade. Foi exactamente isso que algumas das altas chefias do Estado fizeram, quando justificaram o seu fracasso no controlo dos contágios imputando a culpa às novas gerações, os tais bárbaros invasores. Os que suportam o desporto, enquanto espectáculo, não podem é continuar a servir de arma de arremesso para esconder a falta de estratégia para o desporto nacional, até porque, ao contrário do que o PS parece querer revelar, os Portugueses estão muito longe de serem os piores adeptos do mundo."

PEDRINHO E WALDSCHMIT | O QUE TERÁ FALHADO?

 


"Pedrinho e Waldschmidt foram dois dos reforços mais sonantes do defeso do verão passado e acabaram a época sendo duas desilusões, pelo que lhes é, atualmente, apontada a porta de saída.
A contratação do brasileiro seria fechada em fevereiro de 2020 (outra situação bizarra) a troco de 18 milhões de euros, ainda com Bruno Lage no comando técnico da equipa. Já o internacional alemão era um desejo antigo dos responsáveis do clube, reforçando o SL Benfica em agosto de 2020, rendendo 15 milhões de euros aos cofres do SC Freiburg.
No caso do avançado alemão, este até teve um início de época muito positivo, mostrando que teria potencial para se tornar no MVP da Primeira Liga. Apesar disso, Luca Waldschmidt nunca foi um titular indiscutível no SL Benfica, sendo que Jorge Jesus referiu numa conferencia de imprensa que tinha dificuldades em comunicar com ele pelo facto de não saber falar português nem inglês. Contudo, os melhores momentos dos encarnados na época foram momentos em que Luca marcava presença no onze da equipa.
Já Pedrinho teve mais dificuldades em integrar-se na equipa devido a uma lesão que o afastou durante grande parte da pré-época. Depois de recuperado, era mais vezes opção a partir do banco do que no onze inicial, mas sempre que tinha oportunidades, era um jogador que mostrava ter um toque de bola diferenciado.
Tanto Pedrinho como Luca Waldschmidt são jogadores que possuem aquele toque fantasista e criativo. Com eles em campo, a equipa ganhava maior capacidade em organização ofensiva e de ligação em zonas interiores do terreno de jogo, podendo estes jogadores acrescentar coisas à equipa que mais ninguém acrescentava.
No entanto, tendo em conta o contexto coletivo em termos técnico-táticos, verificamos que a equipa procura criar ocasiões através de transições rápidas e jogadas diretas. Como tal, jogadores com este perfil, que se destacam pela capacidade de pensar o jogo e de jogar curto, sentem-se desconfortáveis numa equipa que passa mais tempo a ver a bola no ar do que a tê-la no pé.
Com isso, Pedrinho e Waldschmidt acabam por ser alvo de certos rótulos e preconceitos por parte dos adeptos, sendo acusados de serem jogadores que não têm atitude, de serem lentos e preguiçosos e de serem pouco dados a correrias e grandes esforços, visto que hoje em dia os adeptos, no geral, dão mais importância à disponibilidade física do que à criatividade e à capacidade de pensar o jogo.
Para além disso, todos os problemas que se têm verificado no SL Benfica em termos diretivos e estruturais também se têm espelhado no rendimento destes jogadores, tornando o contexto ainda menos propício para que os novos jogadores se afirmem.
Pedrinho e Luca Waldschmidt são dois dos jogadores mais talentosos do plantel e correm o risco de sair do clube pela porta pequena pelo facto de estarem inseridos num contexto que não favorece nem potencia as suas qualidades, fazendo com que possam deixar a Luz sem nunca terem mostrado o seu real valor."

AS CRUCIFICAÇÕES DE NUNO TAVARES E VITINHA

 


"Num espaço de apenas três dias, dois jovens do futebol português, ambos de 21 anos, foram crucificados em praça pública. Dois seres humanos naturalmente imaturos que, em contextos totalmente (!) distintos, falharam e prontamente caíram nas garras afiadas do espelho da nossa (cada vez mais) infeliz sociedade: as temidas redes sociais.
Nuno Tavares quer jogar, assim como tantos outros. Errou ao não defender um companheiro de equipe que foi insultado por um colega. Pagou o preço rapidamente, sendo achincalhado sem dó pela esmagadora maioria da torcida do Benfica. Agora, está à espera de uma punição do próprio clube.
Vitinha quer brilhar, assim como tantos outros. Errou ao não finalizar rápido ou passar a bola para Tiago Tomás. Também pagou o preço rapidamente, ao ver a Alemanha marcar logo no começo do segundo tempo na final e, no fim, amargar o vice-campeonato europeu. Agora, é o alvo de críticas absurdas de vários lados.
Os cenários, insisto, não têm nada a ver um com o outro, mas a questão é a essência da consequência: a sede de perseguição. Buscamos demônios a todo instante e ignoramos que somos, principalmente os mais novos, passíveis de tropeços. Não importa a dimensão e a razão. Dentro e fora de campo.
Não tenho a menor dúvida de que Nuno Tavares aprendeu e vai ser (ou tentar ser) mais homem daqui para frente. Também não tenho a menor dúvida de que Vitinha aprendeu e vai ser (ou tentar ser) ser mais jogador daqui para frente. Vivendo a aprendendo, especialmente com os erros."

O FUTEBOL NACIONAL TEM O MELHOR E O PIOR

 


"Essa força, infelizmente, não chega da mesma maneira a todos os níveis. Uma mistura de guerras de poder, divisões regionais e rivalidades mesquinhas faz com que o panorama do campeonato nacional não reflita esta riqueza como podia.

É um mistério entre outros. Quem fizesse um estudo sério sobre o assunto teria certamente dificuldade em explicar como este pequeno país de dez milhões de habitantes consegue produzir tantos e tão bons jogadores e treinadores de futebol. No que toca a jogadores, nem é preciso falar de Ronaldo. Rúben Dias, o jovem central do Manchester City formado no Benfica, foi recentemente eleito o melhor jogador da Premier League, logo na época de estreia.
Bruno Fernandes, vindo do Sporting, também deu cartas e ajudou o Manchester United a obter a melhor classificação dos últimos anos. Diogo Jota, antigo jogador do FCP, assinou exibições do mais alto recorte pelo Liverpool.
E na geração a seguir já vem uma nova fornada a caminho. Jovens talentos como Vitinha, Dany Mota e Rafael Leão, que disputaram ontem a final do Europeu de sub-21 com a Alemanha, podem sonhar com um belo futuro.
É um sucesso que resulta de um trabalho de anos, talvez de décadas, e cujos méritos não podem deixar de ser enaltecidos. De alguma forma, conseguiu-se criar uma espécie de ecossistema favorável ao florescimento do talento que tornou Portugal uma potência do futebol mundial.
Essa força, infelizmente, não chega da mesma maneira a todos os níveis. Uma mistura de guerras de poder, divisões regionais e rivalidades mesquinhas faz com que o panorama do campeonato nacional não reflita esta riqueza como podia.
Já se sabe que os melhores jogadores saem para campeonatos mais competitivos, onde são mais bem pagos. Não há como evitá-lo. Mas o que realmente contribui para a degradação do futebol ao nível dos clubes são as manobras de bastidores, as obsessões doentias, as picardias entre dirigentes, as intervenções de inenarráveis “diretores de comunicação”, que criam um ambiente altamente tóxico em torno do desporto.
Aí, há que reconhecer que as camadas jovens têm um ponto a seu favor. Embora o seu potencial seja enorme, ainda não envolvem somas de milhões e milhões. Ainda não foram corrompidos pelo dinheiro. Sei que hoje não é isso que vende. O que vende são as transferências sonantes, os insultos grosseiros e as grandes negociatas. Mas quem gosta realmente de futebol deve remar contra a corrente. Porque quando se fala de camadas jovens, fala-se de futebol em estado puro."

LIXEIRA JORNALEIRA


 

domingo, 6 de junho de 2021

VITÓRIA EM DÉRBI LOUCO



 Benfica vence dérbi louco e empata final

No Pavilhão Fidelidade, as águias foram superiores e triunfaram, por 7-5, no prolongamento. O jogo 3 tem lugar na próxima quinta-feira.
Dérbi de loucos no Pavilhão Fidelidade. O jogo 2 da final do play-off da Liga Placard só foi resolvido no prolongamento e caiu para a equipa de futsal do Benfica que venceu o Sporting, por 7-5. Tudo empatado (1-1) e quinta-feira há novo duelo.
A jogarem em casa e a perderem na final (1-0), as águias sabiam que não podiam claudicar. Assim, num contra-ataque, Tayebi bateu Guitta, aos 3', e fez o 1-0 na Luz. O dérbi estava de loucos e o Sporting respondeu aos 5'. Jogada coletiva com Rocha, Erick e Taynan, com este último a atirar para o 1-1. O golo motivou os leões que logo de seguida tiveram hipótese de fazer o 1-2 por Zicky Té, mas Roncaglio não o permitiu. Não foi neste lance, foi pouco depois. Transição rápida dos verdes e brancos, Zicky Té deixou para Pany Varela, que rematou para o 1-2, aos 6'.
Um erro de Roncaglio na abordagem a uma bola longa de Guitta permitiu a Pauleta aproveitar para finalizar para a baliza deserta e colocar o dérbi em 1-3 (10'). Jogo espetacular na quadra do Pavilhão Fidelidade! Golo cá, golo lá e, aos 12', Robinho deixou Merlim fora do lance e bateu Guitta. 2-3 na Luz. Após o segundo tento, o Benfica melhorou e acercou-se com perigo da baliza sportinguista. Aos 15', a equipa de arbitragem assinalou grande penalidade por mão na bola de Tomás Paçó. Na marcação, Tayebi não deu hipóteses a Gonçalo Portugal e empatou o jogo (3-3).
A primeira parte de loucos chegou ao fim com seis golos (três para cada lado), um punhado de grandes oportunidades para ambos os emblemas e intensidade e entrega máximas. Resultado ao intervalo no Pavilhão Fidelidade: 3-3.
Dando continuidade ao que acontecera no primeiro tempo, a etapa complementar arrancou a um ritmo alto e o golo apareceu aos 23' para o Sporting. Chishkala carregou Zicky Té à margem das leis. No livre indireto, Taynan atirou para o 3-4. O Benfica tentou reagir ao tento sofrido, mas os tiros de Roncaglio e de Jacaré foram negados por Guitta. A bola parada a desequilibrar. Novo livre para o Sporting. Taynan rematou direto e fez o 3-5, aos 26'.
Uma vez mais, o Benfica atrás do prejuízo e a reagir. Aos 31', grande jogada de Robinho, que descobriu Arthur na área para o 4-5. Minutos depois, aos 34', o 5-5. Henmi a cruzar na esquerda e Jacaré, à boca da baliza, a empatar. Com o prolongamento à vista, as duas equipas arriscaram menos, mas aos 38' Robinho, com Guitta fora da baliza, atirou ao poste. No último minuto, num lance estudado, Rocha teve na cabeça a oportunidade de faturar para os verdes e brancos, mas falhou. No final do tempo regulamentar, o marcador assinalava 5-5 e o dérbi ia para prolongamento...
No tempo extra, o Benfica arriscou com o guarda-redes avançado (5x4) e chegou ao 6-5, aos 43', por intermédio de Tiago Brito. Na segunda parte do prolongamento, o Sporting não entrou bem e Nilson quase marcava (46'). Da ameaça ao golo passaram segundos. Saída rápida dos encarnados para o ataque e Fábio Cecílio a fazer o 7-5, aos 47'. Até final, os leões jogaram em 5x4, quase chegaram ao golo, aos 48', mas o disparo de Merlim bateu no poste, e o 7-5 ficou fixado como resultado final.
A final do play-off da Liga Placard está empatada (1-1) e o jogo 3 está marcado para as 20h30 da próxima quinta-feira, no Pavilhão João Rocha.
DECLARAÇÕES
Joel Rocha (treinador do Benfica): "Fomos inteligentes em alguns momentos difíceis do jogo. Saímos na frente no resultado, tivemos uma desvantagem de dois golos e empatámos. Voltámos a ter uma desvantagem de dois golos na segunda parte e tivemos a capacidade de conseguir empatar. Isto não é só ter qualidade, não é só estratégico, tático ou técnico. Muito do que se passou aqui foi ter sangue, alma e coração. A vitória veio da superação constante em cada lance. Nem sempre as coisas nos saem bem com as decisões que tomamos, mas hoje [domingo] saiu-nos tudo bem, felizmente. Tivemos paciência para que surgisse a melhor decisão. Quando voltámos a estar na frente do resultado voltámos a ter capacidade de superação. Foi uma vitória difícil, mas justa para os nossos jogadores que se entregaram de forma inexcedível. O Sporting é forte no jogo de pivô. Não estávamos a conseguir anular esse jogo e para o fazermos, recorremos ao 5x4."
Arthur (jogador do Benfica): "O segredo foi a união do nosso grupo. Unidos conseguimos reverter este resultado. O trabalho de todos foi muito importante e ajudou-nos a superar. Estamos muito felizes, conseguimos igualar a final. Agora é descansar, recuperar, porque vamos ter outra batalha na próxima semana [quinta-feira]. Temos de trabalhar forte, focados, ser inteligentes. Temos de ter capacidade de superação, garra e vontade."
Benfica-Sporting
5-5 (2-0, ap)
Pavilhão Fidelidade
Cinco inicial do Benfica
Roncaglio, Nilson, Robinho, Chishkala e Tayebi
Suplentes
André Sousa, Silvestre Ferreira, Rafael Henmi, Fábio Cecílio, Tiago Brito, Arthur e Jacaré
Ao intervalo 3-3
Marcadores do Benfica
Tayebi (3' e 15'), Robinho (12'), Arthur (31'), Jacaré (34'), Tiago Brito (43') e Fabio Cecílio (47')

TAÇA VOOU



 Águias perdem final da Taça pautada por excesso de rigor

Andebol do Benfica lutou e equilibrou a contenda, mas as 12 exclusões dificultaram.
Foi uma final de Taça de Portugal de andebol algo incaracterística e com muito rigor por parte da equipa de arbitragem, com 22 exclusões nos 60 minutos (12 para os da Luz, 10 para os nortenhos). Na quadra do Pavilhão Multiusos de Pinhel, o Benfica perdeu com o FC Porto, por 27-31.
Clássico no jogo decisivo após as águias terem ultrapassado o Sporting na semifinal e os portistas terem feito o mesmo diante do Águas Santas, mas a precisar de prolongamento.
Na quadra, Djordjic e André Gomes deram nas vistas nos minutos iniciais pela capacidade goleadora. Porém, o FC Porto rapidamente passou para a frente no marcador, muito por fruto de uma defesa muito agressiva que permitia saídas em contra-ataques e da atuação de Mitreviski entre os postes. A meio da primeira parte, por palavras, Daymaro Salina recebeu duas exclusões seguidas e viu o cartão vermelho direto. O Benfica aproveitou este desnorte nos azuis e brancos para se aproximar até aos 9-10.
À aproximação encarnada, respondeu o FC Porto, voltando a distanciar-se até aos 10-14, depois de o treinador Magnus Andersson ter feito várias mexidas na equipa. O Benfica voltou à luta no resultado, mas foi para o intervalo a perder, por 14-16.
Em Pinhel, a segunda parte começou algo incaracterística, com muitas exclusões de dois minutos para ambos os lados, que pode ser justificado pela presença de VAR em estreia na final da Taça de Portugal. A meio do segundo tempo, Paulo Moreno e Nyokas foram expulsos do clássico, situação que permitiu ao FC Porto regressar aos quatro golos de diferença à maior. À entrada para os últimos 10 minutos, o árbitro expulsou Chema Rodríguez, treinador do Benfica, e logo de seguida foi Mbengue, do FC Porto, a sair por atingir as três exclusões.
Quase sempre na frente do marcador, ora por três golos, ora por quatro, os dragões geriram a vantagem e deixaram correr os minutos; por outro lado, os da Luz procuraram sempre estar na luta pela conquista do troféu, mas não evitaram o desaire, por 27-31, numa final de Taça de Portugal marcada pelo excesso de rigor nas exclusões de dois minutos por parte dos árbitros.
DECLARAÇÕES
Chema Rodríguez (treinador do Benfica): "Foi uma partida muito difícil de jogar. Acho que o FC Porto se adaptou melhor às circunstâncias que este jogo teve. Tentámos acercar-nos da baliza deles, mas a vitória caiu para o FC Porto. Entrámos bem, tentámos, até ao fim, competir e manter o resultado com pouco diferença, mas nos minutos finais só tínhamos a opção de tentar ganhar. Jogámos contra um adversário forte, muito duro. Na segunda parte houve um momento em que eles se distanciaram e, a partir daí, ficámos atrás no marcador e já não conseguimos recuperar."
Benfica-FC Porto
27-31
Pavilhão Multiusos de Pinhel
Formação inicial do Benfica
Sergey Hernández, Mahamadou Keita, Petar Djordjic, Francisco Pereira, Kevynn Nyokas, Ole Rahmel e Matic Suholeznik
Suplentes
Gustavo Capdeville, Bélone Moreira, João Pais, Arnau García, Pedro Loureiro, Carlos Martins, Lazar Kukic, Luciano da Silva e Paulo Moreno
Ao intervalo 14-16
Marcadores do Benfica
Petar Djurdjic (11), Paulo Moreno (6), Lazar Kukic (3), Mahamadou Keita (2), Francisco Pereira (2), Nyokas (1), Ole Rahmel (1) e Matic Suholeznik (1)

PRIMEIRAS PÁGINAS DA ETAR JORNALEIRA


 

sábado, 5 de junho de 2021

DARWIN NÚÑEZ | HISTÓRICO FAZ SUAR ALARMES NA LUZ

 


"Darwin Núñez chegou ao SL Benfica em setembro de 2020. O avançado de apenas 21 anos custou à equipa encarnada 24 milhões de euros, tornando-se assim na contratação mais cara da história do clube e do futebol português. O uruguaio assinou até 2025 e, apesar de ainda só ter cumprido um ano desse contrato, já faz soar os alarmes na Luz. O longo histórico de lesões do jovem avançado parece não ter fim à vista.
Tudo começou quando Darwin tinha apenas 16 anos e representava o CA Penãrol. Num jogo do campeonato do seu escalão, depois de um salto o uruguaio calculou mal a queda, dobrou o joelho e rompeu os ligamentos cruzados. O jogador teve de ser submetido a uma cirurgia e ficou um ano e meio sem jogar. Recuperado da lesão, voltou a trabalhar com a equipa principal, mas quando ia ser lançado na I Divisão, percebeu que não estava totalmente apto – ainda sentia dores.
Em novembro de 2017, foi lançado no jogo frente ao CA River Plate, mas a sua prestação ficou muito aquém do esperado. Deixou o relvado em lágrimas, devido às dores, e foi novamente operado, desta vez à rótula. Em 2018 o ciclo das lesões parecia ter chegado ao fim, tendo, inclusive, sido convocado para a seleção uruguaia de sub-20, pois a Copa Sul- Americana estava à vista. No entanto, as exibições continuavam sem brilho e surgiu outro problema: o psicológico. Darwin não conseguia lidar com as críticas nas redes sociais e começou a receber acompanhamento do psicólogo da seleção.
Em 2019/20, quando representava o UD Almería voltou a ter problemas físicos e teve de parar durante quase uma semana (perdeu dois jogos). No meio deste panorama nada positivo, chegou a boa-nova. A contratação do SL Benfica era a oportunidade perfeita para mostrar o seu valor e, sem dúvida que, foi uma grande motivação que contribuiu para o psicológico.
Tinha um voto de confiança da equipa encarnada, e é certo que a época ao serviço das águias não podia ter começado melhor. Nos primeiros cinco jogos marcou um golo e fez cinco assistências. Para além disso, foi a peça-chave no jogo frente ao Rangers FC: aos 77 minutos assistiu Rafa e, aos 91′, marcou o golo do empate, permitindo, assim, que a equipa continuasse na UEFA Europa League.
Quando parecia que a tempestade das lesões tinha chegado ao fim, o avançado foi forçado a outra paragem, desta vez devido ao surto de Covid-19 que afetou a equipa. A partir desse momento começaram a soar os alertas na Luz. O rendimento do jogador uruguaio já não era o mesmo: os golos, as assistências, a velocidade e a magia estavam cada vez mais escassos. Nos 12 jogos posteriores à infeção, marcou três golos e fez apenas duas assistências.
Se este cenário já era mau, acabou por piorar ainda mais. As lesões voltaram a atormentar o psicológico de Darwin. As paragens para recuperar e a gestão de esforço levaram a que o avançado somasse cada vez menos minutos ao serviço das águias.
A hipótese de ser operado começou a ganhar cada vez mais força e, depois de ser adiada até ao final da temporada, acabou mesmo por acontecer a 24 de maio deste ano. O SL Benfica emitiu um comunicado, onde informou que o atleta tinha sido submetido a uma artroscopia ao joelho direito e que a intervenção cirúrgica tinha decorrido sem intercorrências.
Atualmente, o uruguaio está em processo de recuperação, mas sem tempo de paragem previsto. Esta situação é algo que inquieta e preocupa os benfiquistas. Com apenas 21 anos, tem um historial de lesões maior do que muitos outros.
Para além disso, os adeptos esperavam mais de um jogador que custou tanto ao clube. A fasquia estava elevada, mas o desempenho ficou aquém do esperado, uma vez que, em 44 jogos, marcou apenas 14 golos e fez 11 assistências. A qualidade está lá, resta agora saber se esta recorrente onda de lesões tem um fim à vista."