"1. Exclusivo A Mão de Vata: ao contrário das noticias veiculadas na imprensa, a verdade é que não sai... o Sport Lisboa e Benfica não sai do 1° lugar.
2. Médio centro avaliado em mais de 120 milhões? Temos o Chiquinho... não é grande coisa com bola, mas quer jogar no Glorioso.
3. Conclusões que se tiram do jogo no batatal de Arouca... se Tino e Aursnes estivessem na Ucrânia, rebocavam tanques russos.
4. Nos últimos 3 jogos fora, 3 vitórias, 8 golos marcados e zero sofridos... a que horas começa o "campeonato pós mundial que vai dar a volta à tabela classificativa"?
5. Bola na área do SLB, Silva leva cotovelada, após assistência médica, Vlachodimos prepara-se para bater o livre e diz o comentador "e a bola nos pés de Seferovic"... é sabido que o jogo de pés é o principal calcanhar de Aquiles do Odysseas, mas porra..."
Uma palavra para o Presidente Rui Costa, que tudo tentou para manter Enzo Fernandes até final da época. Pelo Chelsea não existia oposição. O jogador fica cá emprestado, Enzo não quis ficar.
Corajoso e fiel aos seus princípios, não abdicou da defesa intransigente dos direitos do SL Benfica.
Rui Costa irá explicar os contornos do negócio, tal como vem sendo habitual em janelas de mercado."
"Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) às 0h13 desta quarta-feira, 1 de fevereiro, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informou que chegou a acordo com o Chelsea FC para a alienação da totalidade dos direitos do jogador Enzo Fernández, por um montante de 121 milhões de euros.
A Benfica SAD explicitou ainda que o Chelsea FC terá o direito a reter o mecanismo de solidariedade de 3,78% para posterior distribuição aos clubes que participaram na formação do jogador.
Adicionalmente, a Benfica SAD terá encargos com serviços de intermediação de 6,56% do valor da venda deduzido do montante da solidariedade e terá ainda de entregar ao River Plate o montante correspondente a 25% do valor da transferência deduzido dos montantes da solidariedade e dos serviços de intermediação."
"O Filho Pródigo é provavelmente uma das parábolas mais conhecidas. Passe a alusão bíblica, lembrei-me desta parábola por ela contar a história do filho mais novo que, depois de esbanjar uma fortuna, regressa a casa arrependido e é recebido de braços abertos, reencontrando a felicidade e a tranquilidade. Estão a ver as semelhanças?
Estou, obviamente, a referir-me ao feliz regresso de Gonçalo Guedes, mas também à continuidade de Enzo no plantel do Benfica.
Começando pelo Gonçalo: não há muitos casos de jogadores que tendo saído por uma verba muito elevada (30 milhões) para jogar no PSG, passando depois pelas ligas espanhola e inglesa, regressem para jogar no clube de formação e de coração. A exceção famosa e conhecida foi, precisamente, Rui Costa, um exemplo de benfiquismo. Regressar, estrear-se com um único treino entrando na segunda parte para marcar um golo de belo efeito é a história perfeita. Magnífica parábola do futebol. Cinematográfico.
Mas também Enzo, não tendo chegado a sair, depois de atingir as alturas no Mundial esteve bem longe da casa onde joga (de cabeça pelo menos). E também aqui era uma fortuna colossal o que o podia ter afastado da Luz. A serenidade e a inteligência de Schmidt ajudaram ao regresso de corpo e alma e, mais do que pródigo, Enzo voltou a ser um prodígio a pautar todo o jogo do Benfica na vitória por 3-0, nos Açores. Dois verdadeiros anticiclones a serem determinantes num Benfica que termina a primeira volta de forma convincente, mostrando ter recuperado o ritmo de jogo.
Positivo: O Benfica a vencer bem nos Açores; a equipa feminina a golear no dérbi (5-0).
Negativo: Os inqualificáveis insultos a Nicolía, no Dragão Arena."
"Torres não convencia à primeira vista, mas dentro de campo demonstrou que o talento tem pouco que ver com simetria
'Não se deve julgar o livro pela capa'. É, provavelmente, o provérbio mais repetido, mas possivelmente o menos repercutido. O futebol não é exceção. À chegada de um novo jogador, desconhecido da mairia dos adeptos, a sua aparência é analisada ao pormenor como se daí fosse possível apurar as qualidades. Coluna foi um desses casos, mal desembarcou em Lisboa, 'tem todo o ar de verdadeiro crack (...), mede 1 metro e 73 cm e pesa 68 quilos. Não há dúvida: fisicamente, o novo n.º 9 dos encarnados é bem proporcionado'.
Se no caso do moçambicano a avaliação foi positiva, em relação a José Torres a primeira impressão era completamente oposta. A disputar um lugar, o de avançado, em que se privilegiam características como velocidade, agilidade e técnica, o seu perfil - esguio e com 1,98m - à primeira vista não se enquadrava.
No Benfica desde 1959, as primeiras épocas de águia ao peito foram à sombra de José Águas, não participando nas brilhantes campanhas europeias em que os benfiquistas se sagraram bicampeões. A partir da temporada 1962/63, ganhou protagonismo, assumiu-se como titular e alterou a opinião dos críticos. As suas boas exibições mereceram a chamada à seleção nacional, realizando o primeiro jogo pela equipa das quinas frente à Bulgária, em 23 de janeiro de 1963.
Passou a ser presença assídua nas convocatórias de Portugal a partir do apuramento para o Campeonato do Mundo de 1966 e foi peça-chave na excelente campanha lusa. A seleção chegou à penúltima jornada a precisar de apenas um ponto para alcançar, pela primeira vez, a fase final da competição. No Estádio das Antas, perante o vice-campeão do mundo, a Checoslováquia, Torres demonstrou que a importância de um avançado não se limita ao número de golos. Eleito o melhor jogador em campo no empate a zero, recebeu rasgados elogios por parte da imprensa: 'tendo lutado, de princípio a fim do decisivo e sensacional encontro com os checos, com uma energia e uma generosidade que o tornaram indomável'; a sua acção refletiu-se em tudo quanto de bom fez o onze'.
No Campeonato do Mundo, os portugueses surpreenderam e deixaram o mundo do futebol rendido, num percurso que parecia destinado ao título, interrompido só pela equipa da casa, a Inglaterra. Derrotados nas meias-finais, os lusos defrontaram a URSS no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar. Torres voltou a ter uma prestação fantástica, ganhou o penálti que permitiu a Eusébio dar vantagem a Portugal e, a dois minutos do final, com os equipas empatadas a uma bola, o avançado garantiu o triunfo num remate em habilidade.
A sua excelente prestação ficou patente na votação para melhor jogador europeu do ano, ao ser o 2.º melhor português nessa lista, classificando-se em 10.º lugar. Aparentemente descoordenado, Torres provou que o seu talento extravasava as medidas, alcançando o estatuto de classe mundial.
Saiba mais sobre a carreira deste fenomenal avançado na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."
Paciência, eficácia e trabalho? Sim, e mais três pontos!
O Benfica venceu o Arouca, por 0-3, em desafio da 18.ª jornada da Liga Bwin.
Um bis de João Mário, ao que se somou um golo de Musa, culminou no triunfo do Benfica, por 0-3, frente ao Arouca, em duelo da 18.ª jornada da Liga Bwin. Uma noite marcada pela resiliência e eficácia encarnada, recompensada com mais três pontos plenos de justiça.
Depois da vitória na deslocação ao reduto do Paços de Ferreira (0-2), nova viagem ao norte do País, naquele que foi o terceiro jogo consecutivo fora de portas.
Na antevisão, Roger Schmidt perspetivara um encontro complicado, mas para ganhar; do outro lado da barricada, Armando Evangelista prometera ter a lição bem estudada e dar muito trabalho ao líder... e assim foi!
Com duas alterações relativamente ao último onze escalado, o míster elegeu Odysseas, Bah, António Silva, Otamendi, Grimaldo, Florentino, Chiquinho, Neres, João Mário, Aursnes e Gonçalo Guedes para esta noite de terça-feira, 31 de janeiro, em Arouca.
Uma equipa ambiciosa, com algumas alterações no posicionamento em campo, traduzidas, essencial e factualmente, numa maior mobilidade do coletivo, a funcionar como uma verdadeira orquestra... e foi bonito de se ver e ouvir!
Apito inicial de Rui Costa, com Neres e João Mário a darem o mote! Arouca completamente encostado às cordas, com o Benfica a rendilhar e construir pacientemente, a tentar furar uma linha defensiva densa e muito baixa. Minutos de autêntico sufoco, com a primeira oportunidade de golo a surgir aos 9'.
Excelente incursão de Bah na direita, cruzamento rasteiro para a área, com Gonçalo Guedes a surgir, mas a não conseguir evitar o desvio da defensiva arouquense e a ver a bola embater nas malhas laterais.
Do outro lado, uma ténue resposta, numa tentativa de respirar, mas que não passou de um suspiro! Aos 13', Sylla cruzou na direita do ataque arouquense, Antony ganhou a frente ao defesa encarnado, mas cabeceou desenquadrado. Tudo controlado!
Benfica obrigado a trabalhar muito, a insistir, a descobrir espaços e o golo surgiu aos 25', para alegria dos muitos Benfiquistas nas bancadas... e que golo!
Quando o Arouca tentava soltar-se, o Benfica foi letal. Jogada bonita: tudo começou num lançamento lateral de Grimaldo, Florentino tocou e devolveu, o lateral espanhol descobriu Aursnes, tabelinha direta com Neres e oferta para João Mário rematar para o 0-1. Foi o 9.º golo do camisola 20 das águias nesta Liga Bwin.
Até ao intervalo, os anfitriões tentaram responder através das bolas paradas, demonstrando dificuldades na ligação do seu jogo e na profundidade, consequência direta da postura da equipa encarnada, mais acutilante e sempre mais perigosa. Contas feitas, margem mínima de 0-1.
Reatar e, em campo, surgiu um Arouca transfigurado, mais subido, à procura de reentrar no jogo; resposta do Benfica, e Gonçalo Guedes, aos 48', tentou a sorte novamente, mas o desvio, na hora H, ficou curto e mal direcionado. Estava a adivinhar-se!
Minuto 55, o 0-2... e mais um bonito rendilhado dos encarnados, com vários protagonistas, ao primeiro toque, na sequela assinada por João Mário.
Ora tente imaginar: Florentino, Guedes, João Mário, Guedes, Aursnes (a deixar passar a bola)... e remate final do camisola 20 na grande área, de pé esquerdo e vestido de classe! Uma dezena de golos na Liga Bwin para o internacional luso!
Em desvantagem, após algumas mexidas no xadrez, e sem nada a perder, o Arouca surgiu mais perigoso. Bruno Marques (60' e 62') e Alan Ruiz (66') deram trabalho, mas o Benfica, nesta fase em especial, solidário, coeso e compenetrado na missão, resolveu.
Já com Musa em campo (entrou aos 67' para o lugar de Guedes), como referência mais direta na frente, o 0-3 para dissipar quaisquer dúvidas, não que as houvesse.
Minuto 80, Aursnes descobriu Neres no eixo do ataque, mas o brasileiro acabou por cair na área após toque de Mateus Quaresma... E quem apareceu? Vindo de trás, com faro de golo, Musa decidiu rápido e rematou forte para o fundo das redes. Estava feito 0-3 e o quarto tento do croata na Liga Bwin.
Tempo (86') ainda para as entradas de Mihailo, Gilberto, Lucas Veríssimo e João Neves, substituindo Grimaldo, Bah, António Silva e Neres, respetivamente.
Até ao apito final, gestão inteligente e de qualidade, com o Benfica a trazer de Arouca mais três preciosos pontos nesta longa caminhada. Um triunfo que premeia uma equipa trabalhadora, paciente, eficaz e que, mais uma vez, de forma humilde e abnegada, soube dar ao jogo, nos momentos certos, aquilo que ele precisava e exigia.
Após três desafios fora de portas, o regresso a casa acontece já no próximo sábado, dia 4 de fevereiro. O Benfica, agora mais líder, recebe o Casa Pia, uma partida referente à 19.ª jornada da Liga Bwin, com apito inicial marcado para as 18h00, no Estádio da Luz.
"1. Rafa ficou de fora do jogo em São Miguel. E vai continuar mais uns tempos ausente por força de uma lesão. Não ver jogar Rafa é uma pena porque a sua arte eleva o espectáculo. No entanto, no sábado passado, o Benfica jogou sem Rafa e ganhou o jogo - e como era importante vencer o Santa Clara - assinando um excelente espéctaculo nos primeiros quarenta e cinco minutos.
2. Provavelmente, por ser um artista reconhecido internacionalmente, Rafa é o jogador que mais pancada leva dos adversários nos campos de futebol do nosso país. E é um dos jogadores com mais cartões amarelos no nosso campeonato. Porquê? - é a pergunta que toda a gente faz. Porque há outros géneros de artistas, atrevo-me a sugerir a resposta.
3. Voltemos aos Açores onde terminou para o Benfica a primeira volta do campeonato nacional de futebol de 2022/23. Terminou com um triunfo claro, expressivo e incontestável. O futebol é um jogo, e num jogo nem sempre se vence e nem sempre - aos olhos do mundo - as vitórias são claras, expressivas e incontestáveis, mas calhou acontecer assim no sábado, pelo que se seguiu um dia de domingo relativamente sossegado, o que já merecíamos há algum tempo.
4. Nos dias que se seguiram imediatamente ao dérbi não terá havido benfiquista que não esperasse voltar aos triunfos no jogo seguinte. O que ninguém esperava era que um dos golos do triunfo Benfica fosse da autoria de... Gonçalo Guedes. De Gonçalo Ramos esperam-se sempre golos, e Ramos não desiludiu essas esperanças e apontou o segundo. Já de Aursnes, que não chegou à Luz propriamente com a reputação de um goleador, poucos esperariam aquela bela cabeçada na bola que inauguraria o marcador. Mas foi de Gonçalo Guedes o golo mais celebrado, porque o anúncio do seu retorno a casa foi uma surpresa e, entre chegar, assinar e marcar, não passaram mais de 48 horas.
5. Parabéns ao Gonçalo Guedes pelo seu regresso, pelo sorriso com que desembarcou em Lisboa e pelo sorriso com que festejou o seu golo em São Miguel.
6. Parabéns ao Benfica por recuperado Gonçalo Guedes para as nossas cores até ao final desta temporada numa operação-relâmpago que não deu qualquer hipóteses a 'novelas' daquelas que entediam e massacram o público durante as aberturas dos mercados de verão e de inverno. Este pormenor também tem muito valor.
7. No domingo houve dérbi feminino no palco principal do Estádio da Luz. Resultado? 5-0. Público nas bancadas? 15032 espectadores, novo recorde de assistência num jogo oficial em competições nacionais femininas. É obra."