sábado, 2 de dezembro de 2023

CADOMBLÉ DO VATA

 


"Até há cerca de 2 anos os meus vizinhos eram um casal de ingleses. Já viviam aqui quando para cá me mudei, portanto deviam ter uns 12 anos de residência no Algarve. Duas jóias de pessoa, passamos muito tempo à conversa, às vezes com futebol à mistura, não fosse ele um Cityzen inverterado. Perfeitamente adaptados à vida da aldeia, frequentavam o café do largo. Em português não sabiam sequer dizer pão. Talvez se aventurassem numa "bica".
Como eles há centenas ou milhares na região. Inseridos na sociedade, vivem e comunicam connosco. A língua não é entrave. Estamos no séc XXI. Abaixo da Serra do Caldeirão não interessa o idioma que se fala, importa o que se diz no idioma que se fala. Tal como não incomoda que o resto do país nos apelide de ingleses ou faça piadas com uma campanha cultural de sucesso chamada Allgarve.
Atacar um estrangeiro por não falar português revela não só parolice bacoca, como também falta de Mundo e noção. Tal como matemática, além de vontade, aprender línguas requer também vocação. E conforto a expressar-se em público. Extrapolar para falta de respeito pelas pessoas e pelo pais só está ao alcance de quem se pronuncia com má fé. Especialmente se as considerações se reportarem apenas a um indivíduo do alargado universo, que por acaso faz o favor de não se expressar no seu idioma materno. Cabe ao SL Benfica, clube que preza a multiculturalidade, colocar um ponto final nesta brincadeira. Em português, inglês e alemão."

AS ELEIÇÕES NO FC PORTO

 


"Ao contrário dos últimos 40 anos, não é possível ter certezas quanto ao vencedor


É legítimo dizer-se que Pinto da Costa foi vencedor na última assembleia geral do FC Porto para aprovação de contas. Mas não existirá a mesma legitimidade em concluir que o presidente do FC Porto tem, como desde há quarenta anos, a sua eleição assegurada.
Em primeiro lugar, porque uma assembleia geral de clube é, por tradição, um órgão institucional de difícil acesso a gente mais jovem, que já não tem a mesma ideia de sentido do dever de participação associativa; depois, porque as contas foram votadas num pequeno universo de menos de um milhar de pessoas, muito longe do número de associados que tinham estado na primeira sessão e que pelos mais diversos motivos, entre os quais, o menor não será o de evitarem meter-se em sarilhos, não marcaram presença; ainda porque as contas foram aprovadas por cerca de cinquenta e três por cento dos sócios presentes, sendo que 434 votaram a favor e 385 ou votaram contra, ou decidiram-se por uma abstenção que não deixaram de significar reservas.
Estes são números mais do que suficientes para apoiar a direção portista, mas nem são os números arrasadores de outros tempos, nem são sequer números que garantem grande margem de confiança aos atuais dirigentes.
Até abril, altura em que se realizarão as próximas e já muito participadas eleições, o comportamento desportivo da equipa de futebol será, como sempre, determinante, mas a principal novidade é que, ao contrário das últimas quatro décadas, não é possível, por agora, ter certezas quanto ao vencedor.
Pinto da Costa parte de uma posição privilegiada. É obviamente o favorito, até porque na altura de votar é provável que muitos portistas lhe perdoem erros e sinais de cristalização do poder à conta dos muitos títulos que construiu no clube. Porém, nunca, como agora, surgiu um candidato de oposição tão popular e tão forte. Villas-Boas tem por si um portismo igualmente inquestionável e a vantagem de simbolizar ar fresco e mudança de um regime que, como todos os longos regimes absolutistas, perdeu a noção da realidade e da sua própria mortalidade.
Percebe-se, pois, que a dúvida maior no que respeita a uma mudança inevitável é apenas o tempo que levará a concretizar-se e na forma como o poder ainda instalado se irá comportar."

Vítor Serpa, in A Bola

PERDER O NORTE!

 


"Do jogo que o Benfica (não) está a jogar ao jogo político que se joga no FC Porto


Como pode a equipa do Benfica voar sem asas? Como vai encontrar solução para a sua evidente fragilidade atlética? Como vai encontrar melhor ligação em campo tendo tanto jogador em má condição? Como descobrir forma de compensar com o espírito o que o corpo não oferece?
Parece impossível, mas é difícil esconder que o Benfica que lidera a Liga portuguesa é o mesmo que na Europa tem feito a figura apagada que tem feito e o mesmo que não tem conseguido jogar o futebol que os adeptos esperam.
Parece realmente a águia estar perante o maior dos desafios: precisa de ver mais limpa a cabeça dos jogadores (há evidentes bloqueios mentais, falta de confiança e ansiedade) e bem sabemos como o futebol, jogando-se com os pés, está todo dentro da cabeça dos atletas. Acrescente-se a maior das dúvidas: será Roger Schmidt um treinador capaz de encontrar as soluções que a equipa claramente ainda não mostrou? Conseguirá Schmidt ter na equipa e nos jogadores o impacto suficiente para lhes mudar a roupa da alma e pô-los a jogar mais e melhor do que aquilo têm jogado?
Não tem o Benfica apenas um evidente problema coletivo (nem podia deixar de o ter jogando sem laterais de raiz e não tendo extremos para dar, por exemplo, outra largura ao jogo); sofre igualmente de claros problemas individuais, porque jogadores-chave como João Mário, Rafa ou Dí Maria não têm tido rendimento elevado e estão, parece nítido, muito abaixo da forma que normalmente os deveria notabilizar. Tudo junto, o Benfica vai perdendo o norte muito para lá dos resultados, sejam eles mais positivos (competições internas) ou negativos (jogos europeus); se teimar em ignorar o problema, então dificilmente Schmidt elevará a equipa a outro nível de jogo.
Ponto prévio: têm os responsáveis encarnados razões para se sentirem prejudicados com os evidentes erros de arbitragem neste Benfica-Inter (curioso como nos últimos três jogos com os italianos, a águia foi sempre prejudicada pela arbitragem).
O que continua a parecer estranha é a posição do treinador encarnado sobre a videoarbitragem, quando está tão fresca ainda a vitória no dérbi, sobre o rival Sporting, graças à videoarbitragem.
Pode, e até deve, qualquer treinador lamentar e questionar como se cometem ainda tantos erros graves de arbitragem tendo a arbitragem o auxílio da melhor das tecnologias. Mas como pode um treinador com a responsabilidade que tem um treinador de um grande clube como o Benfica defender publicamente que a videoarbitragem está a matar o futebol? Não será gritante a incongruência?!
Mais do que o sentido crítico sobre o lado estruturante da arbitragem, o que esperam os adeptos do Benfica é que Roger Schmidt seja capaz de encontrar soluções para as dificuldades da equipa e lhe dê estrutura para jogar melhor futebol do que tem vindo a jogar praticamente desde o início da temporada. Em quatro meses de competição, não se viu ainda nas águias qualquer exibição de encher o olho, ao contrário, porém, do que apregoa o treinador alemão, incapaz de reconhecer qualquer dos mais que visíveis problemas da equipa.
Perguntarão certamente os adeptos encarnados se consegue mesmo Roger Schmidt conviver bem com o estado atual de jogadores que continuam a tomar um estranho número de más decisões, que revelam tanta insegurança e falta de qualidade no passe, que perdem a maioria dos duelos sempre que eles exigem luta física, que raramente desenvolvem bem a chamada transição atacante, que parecem ressentir-se em campo da falta de largura no jogo e da falta de profundidade atacante.
Se Roger Schmidt persistir na ideia de que o comportamento dos jogadores «é fabuloso» pode vir a dar-se mal, porque o campeonato é longo e é muito difícil. Para já, vai o treinador alemão deixando criar a perceção de estar no banco à espera que alguma coisa aconteça em vez de tentar fazer acontecer. Poucas coisas criam maior desconfiança no futebol do que isso.
Foi, realmente, o Benfica penalizado, na noite europeia de quarta-feira, por erros de arbitragem. Mas reduzir a infelicidade encarnada a isso não é mais do que continuar a querer tapar-se o sol com uma peneira.
Chegou o Benfica à surpreendente vantagem de três golos graças a muito mérito do seu jovem ponta de lança (creio que Tengstedt pode mesmo vir a tornar-se um caso sério como atacante se tiver a sorte de dispor de continuidade no jogo) e não tanto ao mérito da equipa. Com tudo o que vale como jogador, João Mário fez três golos, sim, mas qualquer deles suficientemente oferecidos para quase não ter precisado de grande esforço ou competência. Não se dirá que caíram do céu porque isso seria muito injusto para a determinação e qualidade do trabalho do jovem avançado norueguês.
Mas devem os responsáveis do Benfica olhar mais para a inacreditável incapacidade de segurar essa vantagem e para o modo tão inconsequente como o treinador assistiu, impávido, do banco às crescentes dificuldades da equipa e ao repetido insucesso em campo das ações de Rafa ou Dí Maria, de quem Schmidt (lá está a perceção) parece estar sempre à espera que consigam um milagre. Mas pode o Benfica viver tanto disso?

Chega a demagogia do presidente do FC Porto ao ponto de apenas acusar André Villas-Boas de nunca ter ido, até agora, às assembleias gerais do clube, como se fosse normal um profissional de futebol, como foi André Villas-Boas durante pelo menos 20 anos, ter estado presente nas assembleias gerais do clube.
Nem se trata, agora, de saber se Villas-Boas será ou não um bom candidato à presidência do FC Porto. Os sócios do FC Porto que o avaliem. Trata-se de compreender o modo como Villas-Boas tem, pelo menos, afetado o atual líder do clube, que à falta de melhor argumento aponta o dedo ao candidato a adversário com a mais absurda das razões. Só agora ter estado numa assembleia geral.
Não há muito tempo, porém, numa entrevista de 2020, o presidente portista reconhecia a existência de alguns nomes no universo portista com os quais não teria qualquer preocupação caso viessem a candidatar-se à presidência do clube. «O António Oliveira é um deles, como o Vítor Baía, o André Villas-Boas ou o Rui Moreira», afirmava, apenas há três anos e meio, sensivelmente, o líder dos azuis e brancos. «Qualquer um deles, se se candidatasse, seria prestigiante para o clube. Com eles, estaria tranquilo, nem me candidatava, mas se o fizesse sentia-me prestigiado em concorrer com pessoas com um passado no FC Porto», acrescentou na mesma entrevista.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e hoje, para o presidente dos dragões, Villas-Boas é já claramente visto não apenas como um adversário, mas também como alguém capaz de tocar nas principais feridas da gestão do clube e com isso incomodar a liderança vigente.
Acusando o toque, não tem sido o líder do FC Porto capaz de argumentar no mesmo plano ou de responder na mesma moeda. Joga com o passado e com o pretoriano apoio do Super Dragões, realmente pouco preocupados com as contas e muito menos com os negócios que trouxeram o FC Porto ao preocupante cenário financeiro do presente.
Para atacar André Villas-Boas, não teve o histórico presidente portista mais do que a farpa das ausências em assembleias gerais. É pouco? Não. É absolutamente nada! Talvez por reconhecer a dificuldade de responder ao antigo treinador portista.
Incapaz de justificar, ou explicar, o caos financeiro em que SAD portista se encontra, incapaz de reconhecer os erros, incapaz de qualquer autocrítica, agarra-se o líder portista aos troféus do museu. São muitos, são a história do clube, são mérito de quem os conquistou e de quem dirigiu, é inegável, mas uma discussão séria em torno do estado estrutural do FC Porto não pode resumir-se à história do sucesso desportivo. E Villas-Boas sabe disso.
Pelo que já se viu, não parece ter o presidente como rebater as críticas ou as acusações de gestão ruinosa. E quem não tem como se defender, ataca com o que aparece à mão.
Quanto à guarda pretoriana, mais uma vez elogiada pelo número 1 do FC Porto na figura do líder da principal claque do clube, ela, a guarda, que tanto parece movimentar-se na defesa do atual estado de coisas, que tanto defende, a qualquer custo, o presidente, é a mesma que ataca o atual treinador, o desafia, o critica e põe em causa sempre que o resultado de um jogo é desfavorável à equipa.
Claro que depois do que sucedeu na assembleia anterior, não tinha como não correr bem a sessão plenária desta semana. Seria absolutamente grotesco que se repetissem as lamentáveis cenas de há duas semanas. Ao fazer o presidente portista tanta questão de destacar o ambiente normal em que decorreu, agora, a reunião magna dos dragões, saberá, lá no fundo, que não fez mais, afinal, do que reconhecer o momento particularmente tenso em que vive a grande instituição portista, obrigada a um intervalo na guerra norte-sul sempre tão estimada pelo presidente, porque a guerra, por agora, é mesmo só a norte!"

CONTAS OU VITÓRIAS?



 "Com base na assembleia geral (AG) das contas 2022-23 e se fossem a votos hoje, parece que o homem que refundou o clube em 1982 e dele fez um sistema totalitário, ganharia com mais de metade dos votos a Villas-Boas. A figura e crédito do ex-treinador ainda não causou impacto suficiente conforme tenta atestar tanta comunicação a seu favor.

Villas-Boas (ainda) não percebeu (mas vai a tempo) como funciona a mente dos seus consócios. O seu discurso está parcialmente correto pois releva a duplicação do passivo, poder ter que hipotecar direitos comerciais a terceiros futuramente e a ausência de modelo de negócio economicamente viável que assegure sustentabilidade financeira.
Duvido, porém, que a maioria dos seus consócios (que não seja acionista da SAD) só queiram ouvir desgraças sobre contas a negativo e passivo. Más notícias que só adiarão vitórias.
A outra metade do discurso em falta ao ex-treinador incide sobre ter que assegurar, num tom carismático (que ainda não se lhe reconheceu enquanto potencial candidato), que as conquistas não poderão consistir numa luz ao fundo do túnel após ter que percorrer o caminho tortuoso cuja existência já deu a entender.
O sócio não se foca nisso, nem se lhe exige tempo para arrumar a casa para depois ganhar. A fórmula de sucesso no futebol é ganhar ao mesmo tempo que se prova estar a sanear problemas extra causados por figuras do passado. Adicione transparência (inexistente em Portugal) e o resultado é bombástico.
Resultados financeiros positivos, captação de sponsors, parcerias frutuosas, enfim, o dinheiro (receita) dever-se-á ao sucesso desportivo. É mais rápido trabalhar sobre o passivo enquanto se ganha. Junte-se uma liderança profissional mas servidora dos sócios e não haverá rival que consiga acompanhar. Aos sócios (clube) promete-se vitórias e prova-se com capacidade de trabalho.
Aos acionistas, parceiros e sponsors promete-se o mesmo mas com lucro financeiro final. Foi isto que o atual presidente em funções ensinou ao seu futuro oponente com o seu discurso na última AG. Palavras como «temos de estar à volta do clube, à volta do sucesso (...), juntos à nossa equipa de futebol «marcam a diferença tal como vamos vencer»..."

RECORDAR...

 


"Não esquecer que Pedro Henriques foi avençado do Sporting na era de Bruno de Carvalho. As afirmações execráveis sobre Roger Schmidt apenas corroboram a tese de que existe, efetivamente, uma campanha em curso contra o treinador alemão e o Benfica. Não conseguirão derrubar-nos."

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

COINCIDÊNCIAS QUE COINCIDEM À DÉCADAS...

 


Curiosidades nesta fase do sorteio:

✅ FCPorto não apanha o Guimarães há 5 anos. A última vez jogou em casa,
✅ FCPorto não apanha Sporting há 8 anos. A última vez jogou em casa,
✅ FCPorto há 10 anos que não apanha o Braga,
✅ SLBenfica foi ao Dragão há duas épocas,
✅ SLBenfica foi a Braga na época passada.,
✅ SLBenfica foi a Guimarães há 4 épocas,
✅ SLBenfica foi a Alvalade há 7 anos,
✅ O FCPorto não vai à Luz há 21 anos,
✅O FCPorto não vai a Alvalade há 14 anos,
✅O FCPorto não vai a Guimarães há 11 anos,
✅O FCPorto não vai a Braga há 10 anos,
Coincidência!? Acredita quem quiser... Nós NÃO!!

ÁGUIA FERIDA

 


"Para os adeptos, o pior mesmo será a sensação de insegurança que a equipa lhes transmite

Noite absolutamente avassaladora para o Benfica a de ontem, no quinto jogo europeu da época, tão avassaladora quanto frustrante. O mal menor é o terem os encarnados de aceitar que fosse como fosse precisariam sempre de vencer o Salzburg, na última jornada, para conseguir lugar na carruagem da Liga Europa.
Com uma diferença que não é, apesar de tudo, assim tão pequena : se a águia tivesse batido o Inter (como se impunha depois de chegar a 3-0) bastaria vencer na Áustria; assim, tem de vencer… mas, no mínimo, por dois golos de diferença.
Compreende-se que para a equipa a maior frustração tenha sido ver escapar-se-lhe uma vitória que parecia altamente provável após os três golos, quase de rajada, de um João Mário que tem andado tão longe do rendimento da última época. Para os adeptos, acredita-se que a maior frustração tenha voltado a ser o pouco futebol que de um modo geral a equipa apresentou nos quase cem minutos que o jogo acabou por durar.
Não se sabe se Roger Schmidt já terá dado genuinamente conta do insuficiente futebol que a equipa tem vindo a jogar. Talvez pior do que desperdiçar uma vantagem de três golos num jogo europeu em casa seja a visível incapacidade da águia voar com fulgor e boas exibições.
Pelo que voltou a ver-se ontem na Luz, o problema maior dos jogadores parece ser, sobretudo, mental ou emocional, e nesse sentido já pode questionar-se se Roger Schmidt terá realmente capacidade para travar a espiral de erros acumulados que levam o Benfica a mostrar-se tão frágil, mesmo quando, sem criar verdadeiro ascendente que o justificasse, se vê, como se viu, na noite de ontem, com três golos de vantagem com pouco mais de meia hora de jogo.
Para os adeptos encarnados, porém, creio que o pior será mesmo a sensação de insegurança que a equipa transmite. O jogo da águia é tão pouco fluido, a quantidade de más decisões dos jogadores chega a ser tão impressionante, a equipa é tão inconstante defensiva e ofensivamente que, na verdade, por cada momento de bom futebol que produz logo lhe acrescenta um deserto de ideias, inúmeros maus passes, perdas de bola ou absoluta falta de profundidade atacante.
Acredita-se que o mais difícil, numa equipa de alta competição, seja resolver os problemas de estado anímico e psicológico dos jogadores. No caso do Benfica, mesmo quando o cenário de um jogo, como o de ontem, parece ter tudo para correr bem (nem adianta lamentar eventuais erros de arbitragem), a verdade é que acaba a realidade por mostrar como o momento da equipa não inspira confiança suficiente (nem aos jogadores, muito menos aos adeptos) para poder prometer outro futebol.
Nos tempos mais próximos, não se vê como poderá este Benfica em versão 2.0 de Roger Schmidt deixar de estar numa encruzilhada; balança, parece claro, entre os bons resultados que vai obtendo nas competições nacionais e a noção (que todos, seguramente, devem ter) de estar longe de jogar o que se esperava, se exigia e se prometia.
É evidente que Roger Schmidt não pode ter perdido todas as qualidades que o levaram a conduzir a águia ao título nacional e aos quartos de final da última Liga dos Campeões. Mas talvez nunca como hoje Roger Schmidt se tenha visto perante desafio tão difícil e, ao mesmo tempo, tão exigente. O Benfica parece não ter apenas um problema tático, ou apenas um problema de ligação ou de adaptação de novos jogadores. O problema começa a parecer mais profundo, disfarçado, aqui ali, é preciso dizê-lo, por importantes vitórias nas competições internas.
No futebol, bem sabemos como nem sempre as melhores qualidades de um treinador são suficientes para resolver os problemas de uma equipa, sobretudo, como parece, em grande parte, ser o caso, se um dos problemas já está na raiz emocional dos jogadores. Schmidt precisa de encontrar uma solução. Ou, mais tarde ou mais cedo, arrisca o lugar!"

João Bonzinho, in A Bola

SEMPRE, MAS SEMPRE GAMADOS CONTRA O INTER

 


"Benfica 3 - 3 Inter

Arbitragem vergonhosa, não tenho vontade de comentar mais nada de uma noite em que o João Mário marcou três golos em 45 minutos de um jogo de Champions. Qualquer outra apreciação que eu possa fazer ao jogo - o positivo, que teve, e o negativo do nosso lado, que também teve - só servirá para ajudar a mascarar e branquear o trabalho do gatuno que veio da Letónia e do aVARiado de nacionalidade croata. Não contem comigo para isso.
E É TUDO!
E... EU AMO O BENFICA!!!"

SAP(O)IÊNCIA DE UM LACRAU EXECRÁVEL



HÁ LIMITES PARA TUDO...
O ex-árbitro Pedro Henriques a fazer este tipo de declarações, num claro ataque a Roger Schimdt:
"Roger Schmidt revela algum autismo. Ao menos que faça uma coisa, aprenda a falar português que já estou farto de ter alguém que não respeita o meu país e a minha língua."
Esperemos que haja uma forte reação do visado, em conformidade com a situação.
XENOFOBIA NÃO!!

E a RTP!? Que irá fazer em relação ao seu assalariado? Lembrar que este canal é financiado por dinheiro públicos, pagos com os impostos de todos. 

OUTRA VEZ NA FINAL FOUR DA CHAMPIONS!



 O Benfica venceu o Kairat, por 2-3, em jogo da 2.ª jornada do Grupo B da Ronda de Elite da Liga dos Campeões, e ainda beneficiou do empate entre Prishtina e Dobovec.

Kairat e Benfica encontraram-se nesta quinta-feira, 30 de novembro, no Pallati i Rinise, em desafio da 2.ª jornada do Grupo B da Ronda de Elite da Liga dos Campeões. As águias venceram por 2-3 e, em face do posterior empate entre Prishtina e Dobovec (3-3), já estão novamente qualificadas para a final four da UEFA Futsal Champions League!
À imagem do que havia acontecido no desafio da 1.ª jornada, o Benfica começou com o pé no acelerador, ou seja, com pressa de chegar ao golo.
Tanto assim foi que aos 5' já os encarnados venciam por 0-2. O primeiro golo surgiu por Afonso Jesus, que apareceu bem a emendar um remate fortíssimo de Léo Gugiel não sustido por Higuita (0-1, aos 4'). Já o segundo resultou de um roubo de bola de Diego Nunes ao guarda-redes adversário, e depois foi só atirar para a baliza deserta (0-2, aos 5').
O Kairat, como grande equipa que é, reagiu bem, e Tursagulov conseguiu reduzir com um excelente remate (1-2, aos 8').
Mas o Benfica estava muito bem no jogo e, ao contrário do que tinha acontecido no encontro anterior, conseguia aproveitar os erros do adversário, tendo sido dessa forma que chegou ao 1-3.
Lúcio Rocha roubou a bola a Higuita, que se encontrava avançado na quadra, e, ainda dentro do seu meio-campo, só teve de encaminhá-la para a rede (1-3, aos 11').
Com a formação cazaque a tentar encurtar distâncias, Léo Gugiel disse "presente" e travou todas as suas iniciativas neste período. Ao intervalo, no Kosovo, o marcador mostrava 1-3 a favor do Benfica.
Na segunda parte a toada dos últimos minutos do primeiro tempo manteve-se. O Kairat a pressionar, as águias a conseguirem aguentar e a saírem no contra-ataque. Ou seja, o perigo andou sempre a rondar as balizas, brilhando os guarda-redes.
Porém, a formação do Cazaquistão, em 5x4, conseguiu mesmo reduzir, a pouco mais de três minutos do fim do encontro, por Dener (2-3, aos 36').
Previam-se instantes finais muito intensos, e isso foi confirmado. As águias, bravas e categóricas, bloquearam as tentativas do Kairat e venceram por 2-3.
Na partida da 3.ª e última jornada deste Grupo B da Ronda de Elite da Liga dos Campeões, às 19h00 de sábado, 2 de dezembro, o Benfica enfrenta a equipa da casa, o Prishtina – perdeu por 11-2 com o Kairat e empatou 3-3 com o Dobovec nas primeiras duas rondas, recorde-se.
DECLARAÇÕES
Mário Silva (treinador do Benfica): "Entrámos com uma intensidade competitiva muito elevada, conseguimos impor o nosso ritmo, jogámos uma velocidade acima da do Kairat. Fruto disso, conseguimos fazer um golo numa recuperação de bola no nosso processo defensivo, um segundo golo num momento organizado, estratégico, de guarda-redes [adversário] subido, e um terceiro golo também no processo defensivo perante guarda-redes subido, consequência da pressão forte que exercemos durante toda a primeira parte na primeira linha. Na segunda metade sabíamos que íamos ter de sofrer, tínhamos um resultado para conservar. Permitimos que o Kairat tivesse mais bola, porque estava a atacar de uma forma com a qual nos sentíamos confortáveis a defender, que era através do seu guarda-redes subido e em 5x4. Demos alguma liberdade para algumas finalizações exteriores, tirando sempre o espaço interior, e fomos criando várias oportunidades evidentes para acabar com o jogo. Não fomos eficazes nesse momento e tivemos de levar o encontro até ao último segundo, com muita capacidade de sofrimento, muita solidariedade, muito compromisso defensivo e, acima de tudo, com a agressividade e intensidade que têm de caracterizar cada vez mais a identidade desta equipa. Foi um jogo já digno de uma final four. Por competência própria, já não dependemos de ninguém, estamos na final four. Era um objetivo do Clube, trata-se do prestígio internacional de uma marca como o Sport Lisboa e Benfica. O Clube confiou nas pessoas que estão na estrutura do futsal para atingir esse objetivo, era nosso dever e obrigação, estamos satisfeitos por isso. Ainda temos um jogo para disputar, não conta para a classificação final, mas conta para o crescimento e para a consistência desta equipa."
Kairat-Benfica
2-3
Pallati i Rinise
Cinco inicial do Benfica
Léo Gugiel, Bruno Coelho, Gonçalo Sobral, Arthur e Jacaré
Suplentes
Martim Figueira, Silvestre Ferreira, Afonso Jesus, Bruno Cintra, Carlos Monteiro, Diego Nunes, Lúcio Rocha, Higor de Souza e Rocha
Cinco inicial do Kairat
Higuita, Edson, Dener Silva, Diego Fávero e Douglas Júnior
Suplentes
Dennis Cavalcanti, Akbalikov, Pedro Santos, Orazov, Caio Ruiz, Tursagulov, Igor Cavalcante, Alex Viana e Alisson Lima
Ao intervalo 1-3
Golos
Benfica: Afonso Jesus (4'), Diego Nunes (5') e Lúcio Rocha (11'); Kairat: Tursagulov (8') e Dener (36')