terça-feira, 9 de junho de 2026

Benfica seduz estrela do Fulham | MERCADO FLASH

                 

BENFICA-IMPRENSA 9 Junho GLORIOSO FAZ ESFORÇO PARA MATER SCHJELDERUP E RUI COSTA FALA AOS SÓCIOS! 🦅🔴

                  

UM BENFICA GERIDO DE FORA PARA DENTRO



 «Para quem não sabe por onde quer ir, qualquer caminho serve.» Esta frase, mais do que versar sobre o caminho, fala sobre o líder. Sobre os líderes, visto que no futebol ninguém decide nada sozinho. Depois de mais uma época iniciada sob brasas, com uma equipa técnica interna e externamente contestada, sinal claro e evidente de que não houve aprendizagem com os erros do passado, o Benfica terminou 2025-2026 envolto em indefinições:

— José Mourinho iria continuar no comando técnico da equipa?
— O plantel iria ser alvo de mais uma revolução (várias saídas e várias entradas)?
— Rui Costa iria finalmente definir um projecto para o futebol profissional encarnado?
Os dias foram passando e a única certeza patente era que o Benfica estava refém de José Mourinho. Do contrato que ainda os unia. Da proposta de renovação entretanto apresentada. E, pasme-se, do resultado das eleições do Real Madrid.
Ou seja, o gigante da Luz deixou de ser dono e senhor do seu destino. Passou a estar a mercê de um conjunto de factores que não controlaria nunca e sobre os quais pouca ou nenhuma influência poderia ter. Deixou-se enredar nas teias de uma trama com laivos de bizarria e contornos de puro amadorismo.
Num universo suis generis como o do futebol, o Benfica conseguiu a proeza de adicionar uma nova dimensão ao surrealismo presente na gestão desportiva do presidente Rui Costa — a da assumpção pública da gestão de fora para dentro.
O que nos remete para uma conclusão simples: quem escolheu o próximo treinador do Benfica foi Florentino Pérez. Quem definiu quem irá liderar o comando técnico encarnado foi o presidente do Real Madrid. Quem traçou os destinos benfiquistas para 2026-2027 foi o líder merengue.
Mais do que uma prova cabal de força por parte de Pérez (assumiu erros, convocou eleições antecipadas e venceu-as), este cenário demonstra o quão frágil é a liderança de Rui Costa enquanto figura central de uma instituição centenária, histórica e mundialmente conhecida como o Sport Lisboa e Benfica. Por norma é o que acontece a quem não sabe por onde quer ir. A quem não sabe com quem quer ir.
Rui Costa poderia, pelo menos, saber por onde não quer ir ou com quem não quer ir. Mas nem isso soube.
E se hoje as águias já não estão reféns de Mourinho, devem-no ao presidente madridista e não ao seu próprio presidente...
Laurindo Filho, in a Bola

HOJE É SEGUNDA, SEGUNDA VIDA



 José Mourinho e Marco Silva já podem, formalmente, abraçar os novos desafios. O problema não esteve no desfecho, antes na forma de lá chegar, mas agora chegou a hora de virar a página.

Confirmada a reeleição de Florentino Pérez como presidente do Real Madrid, José Mourinho e Marco Silva podem formalmente assumir os novos desafios.
Outra vez utilizado como trunfo eleitoral, o setubalense troca a segunda vida no Benfica por uma segunda vida na capital espanhola. Um regresso surpreendente ao Bernabéu, pelo menos tendo em conta os resultados recentes - inclusive na Luz -, mas que reflete o prestígio que faz dele o melhor treinador da história do futebol português.
Mourinho dificilmente poderia imaginar melhor saída para o ambiente constrangedor que ficou no Seixal depois do pedido de renovação que Rui Costa andou a tentar ignorar. Agora, aos 63 anos, o técnico tem a possibilidade de voltar ao topo do futebol europeu, e no banco merengue há sempre o risco de acabar com mais uma Champions no palmarés.
O presidente do Benfica, por seu lado, recebe 15 milhões de euros por um treinador que até nem fazia grande questão de manter, o que já ajuda a compensar o orçamento para 2026/27, tendo em conta a ausência da próxima Liga dos Campeões.
Para Marco Silva também será uma segunda vida, esta possibilidade de treinar outro candidato a títulos, depois da passagem pelo Sporting, mas essa ideia de nova oportunidade também se aplicará a muitos elementos do plantel, descartada que está uma revolução.
É óbvio que o plantel do Benfica tem lacunas - agravadas entretanto com a saída de Otamendi, por exemplo -, mas a estrutura não pode ir às compras com a ideia de encher o carrinho, desde logo porque falta tempo e dinheiro.
O orçamento ficou desprovido das verbas da Champions, e a participação na segunda pré-eliminatória da Liga Europa, logo a 23 de julho, desaconselha mexidas profundas (em cima do joelho) no plantel.
O Benfica já deveria ter garantido reforços para a nova época, independentemente da troca de treinador, mas Marco Silva sabe que vai ter de olhar sobretudo para os recursos que já estavam na equipa. O novo técnico das águias já revitalizou algumas carreiras, e Sudakov parece ser o exemplo claro de um jogador que está longe da sua real capacidade individual.
Mas a grande mudança no Benfica terá sempre de ser coletiva, de qualquer forma, e para lá do balneário talvez os ajustes devam ser revolucionários. Pelo menos no processo.
Nuno Travassos, in a Bola

FLORENTINOU GANHOU, RUI COSTA SUSPIROU



 Clarificação em Madrid desanuviou o céu sobre a Luz. A época de 2026/27 pode ser preparada, no Benfica, sem mais entraves, por Marco Silva. Mas há mais a dizer sobre um processo que revelou quais as vontades de Florentino Pérez e Rui Costa quanto ao ‘Special One’…

Sejamos absolutamente claros: José Mourinho, treinador do Real Madrid, não continuou no Benfica porque Rui Costa assim o quis. Não valerá a pena, sequer, ser esgrimido o argumento da apresentação de uma proposta de renovação, tarde e a más horas, ao treinador de Setúbal, porque será facilmente contraditado, bastando para tal recordar as ‘orelhas moucas’ que os encarnados fizeram ao que Mourinho disse a 1 de março, quando afirmou estar disponível para renovar pelos anos que o Benfica quisesse, e que o dinheiro nunca seria um entrave.
Não sei qual a razão - e essa é uma questão a que apenas Rui Costa poderá responder - por que o clube da Luz preferiu não apostar num José Mourinho de longo prazo. Mas sei que, se o tivesse feito em tempo próprio, Mou nunca diria «sim» ao Real Madrid (e de certeza que Florentino não o incluiria no lote de técnicos que desejava como sucessor de Álvaro Arbeloa).
Inicia-se, assim, uma segunda experiência de Mourinho na Casa Blanca (na era-Florentino apenas Ancelotti e Zidane se tinham repetido na função), sendo o terceiro treinador a representar merengues e águias (antes, Lipo Hertzka e José António Camacho).
Para o Benfica, encerrado o capítulo Mourinho, abre-se uma nova história, com Marco Silva. Nunca escondi, desde os tempos do Estoril-Praia, a minha admiração pelo ex-técnico do Fulham, que tem como matriz não se deixar condicionar por ruídos externos, venham de onde vierem (lembram-se de Bruno de Carvalho?). Por isso, entendo como muito acertada a escolha de Rui Costa, que tem agora a obrigação – e isso deve ter sido acautelado por Marco Silva – de construir um plantel que vá ao encontro da filosofia do técnico, do seu modelo de jogo e, também, das suas convicções pessoais. Se o Benfica continuar a ser um ‘albergue espanhol’ onde cabem jogadores, que embora sendo, individualmente, de qualidade, não permitem a construção de uma equipa (e no futebol ninguém ganha nada sozinho), estará destinado ao insucesso, e Rui Costa, que desbaratou grande parte do capital de confiança que tinha entre os sócios e adeptos, ficará numa situação, para dizer o menos, periclitante.
Embora nunca existam duas situações exatamente iguais neste microcosmos do futebol, tenho vontade de dizer que Marco Silva está para Rui Costa como Ruben Amorim esteve para Frederico Varandas. Varandas teve a sensatez de entregar o futebol, sem comprometer os orçamentos, nas mãos competentes de Hugo Viana e Amorim, e fez história; vamos ver se Rui Costa e quem o rodeia têm a mesma humildade, até porque, como já referi, Marco Silva não admite interferências no seu trabalho (por isso é que esteve para ser despedido do Sporting antes da época começar, e houve um dia, já a temporada ia a meio, em que foi mesmo despedido e quando, no dia seguinte, foi buscar os seus pertences, disseram-lhe que, afinal de contas, tinha percebido mal e continuava a ser treinador do Sporting).
Nota final: Até 27 de junho, dia das AG’s no Benfica, Rui Costa precisa de ter a casa arrumada, ou seja, treinador definido (já está) e plantel pronto a trabalhar. A época oficial começa muito cedo, há incorporações tardias nos trabalhos, devido ao Campeonato do Mundo, e os benfiquistas já não têm mais paciência para demoras e hesitações.
CARTAS
ÁS
Mirra Andreeva
Ao vencer a edição de 2026 de Roland Garros, a russa Mirra Andreeva, aos 19 anos e 38 dias, tornou-se na segunda tenista mais jovem a vencer no pó de tijolo parisiense, na «era Open», depois de Monica Seles (16 anos e 189 dias) em 1990. O ténis tem uma nova czarina.
REI
João Almeida
De olhos postos na Vuelta, começou ontem, modestamente, no Tour Auvergne-Rhône-Alpes, a recuperação funcional, após maleita que o tirou do Giro e do Tour. Em Espanha, onde foi gigante em 2025, igualando o Agostinho de 1974, João Almeida jogará a época.
DUQUE
Enrique Riquelme
O candidato derrotado nas eleições de ontem no Real Madrid, quando surgiu a dizer que contratava Haaland e Klopp (e como foram veementes os desmentidos de um e do outro!) passou um atestado de menoridade aos sócios dos ‘merengues’, que lhe responderam «não».
CAPA
Casa Branca boicota engrenagem da FIFA
Donald Trump não vai fazer Gianni Infantino perder cabelo com as preocupações geradas pelas suas atitudes, apenas porque o líder da FIFA está careca de saber que o atual inquilino da casa Branca nunca primou pela coerência. Como era fácil prever, estão a ser levantadas barreiras à presença, em solo norte-americano, de membros dos ‘staffs’, nomeadamente do Irão. Como diz o ‘Der Spiegel’, «Trump, o desmancha-prazeres».
‘SURURU’. Escolher adversários de filosofia semelhante à dos opositores no Mundial, para jogos de preparação, é prática corrente. O Brasil, que terá pela frente Haiti e Marrocos, escolheu o Panamá e o Egito como ‘sparring partners’, a Espanha defronta Iraque e Peru para preparar Arábia Saudita e Uruguai, e Portugal mede forças com Chile e Nigéria para antecipar a Colômbia e a RD Congo. Mas se não visse outra utilidade no jogo com o Chile, e vi, apenas o facto da Seleção Nacional ter ficado avisada para ‘fugir’ dos ‘sururus’ frente à Colômbia seria razão suficiente para justificar a partida do Estádio Nacional.
José Manuel Delgado, in a Bola

MERCADO DO BENFICA: DARWIN REGRESSA? CARLOS ÁLVAREZ VOLTA AO RADAR! COMO QUER PAVLIDIS!

                  

BENFICA 26/27 | Análise ao momento atual do clube 🦅

                  

segunda-feira, 8 de junho de 2026

ALEMANHA - O PAÍS DA EFICIÊNCIA!! Análise da Equipa e das opções de ser campeã no Mundial!! 🏆⚽️🇩🇪

                 

MUNDIAL 2026 - GRUPO D: 🇺🇸🇵🇾🇦🇺🇹🇷- ANÁLISE DAS EQUIPAS E DOS CONFRONTOS ENTRE AS MESMAS!! ⚽️🏆

                  

DAZN F1 – O primeiro Grand Slam

                  

CRITICAS NO ZEROZERO? AGRADEÇO MUITO!

                  

BENFICA-IMPRENSA 8 Junho FIM DA ERA MOURINHO E INÍCIO DE UM NOVO CAPÍTULO, MOREIRA VENDIDO!! 🦅🔴

                  

ACABOU A NOVELA? 🚨 AGORA É A SÉRIO! PÉREZ VENCE E DESBLOQUEIA NOVELA MOURINHO!

                  

João Diogo Manteigas // A época desportiva 25/26 e as próximas AGs

                 

BENFICA TEM 15 MILHÕES PARA DAR JORGE CUENCA A MARCO SILVA!

                 

BENFICA E MOURINHO: O FIM DE UMA RELAÇÃO ABUSIVA

 


Este domingo marca um momento decisivo: há eleições no Real Madrid e, ao mesmo tempo, o Benfica prepara-se para encerrar um ciclo tão intenso quanto controverso. Um ciclo que começou como um romance promissor com José Mourinho, mas que acabou por revelar desgaste e desequilíbrio.

A mais que provável recondução de Florentino Pérez na presidência do Real Madrid abre portas a um cenário agora inevitável: o regresso de José Mourinho ao clube espanhol. Um desejo do treinador português.
Significa também o fim da sua passagem pelo Benfica, uma passagem tudo menos discreta. Mourinho trouxe intensidade, influência e protagonismo; não apenas, não principalmente no futebol da equipa. Foi determinante na eleição de Rui Costa, assumiu o controlo da comunicação e imprimiu a sua identidade no clube. Em vários momentos, a marca Mourinho pareceu sobrepor-se à própria marca Benfica. Ainda assim, essa perceção nunca se consolidou porque o peso institucional e histórico do Benfica acaba sempre por se impor. Apesar disso, os erros na gestão deste protagonismo foram evidentes.
O Benfica permitiu que o equilíbrio interno se alterasse e que o treinador ganhasse um espaço de poder difícil de sustentar. A pressão do clube, aliada à personalidade forte de Mourinho, criou um ambiente onde o conflito se tornou inevitável. O que parecia um casamento perfeito transformou-se, gradualmente, numa relação desgastante, com sinais de rutura cada vez mais visíveis. Não através de confrontos diretos, mas por meio de tensões subtis, silêncios estratégicos e decisões pouco claras.
Um dos erros mais evidentes da SAD encarnada foi não ter renegociado ou eliminado a cláusula de rescisão de sete milhões de euros após a reeleição de Rui Costa. Essa cláusula acabou por funcionar como uma zona de conforto para Mourinho e como um entrave estratégico para o Benfica. Agora, com o Real Madrid disposto a pagar 15 milhões de euros para garantir o treinador, o cenário financeiro torna-se mais favorável, mas, ainda assim, o atraso provocado pelas eleições no clube espanhol e o silêncio prolongado entre Benfica e Mourinho criaram instabilidade. Essa indefinição dificultou negociações com Marco Silva para a liderança técnica e atrasou decisões fundamentais para a nova época.
Apesar de tudo, o Benfica ainda vai a tempo de reorganizar o seu futuro. Nos próximos dias, o desfecho parece inevitável: Mourinho sairá e abrirá espaço para um novo ciclo liderado por Marco Silva. Este momento representa mais do que uma simples mudança de treinador. É uma oportunidade estratégica para o Benfica recuperar a sua identidade, reforçar a sua estrutura e corrigir erros recentes. Reagrupar, reorganizar e, acima de tudo, não falhar no mercado de transferências serão pontos-chave.
Apesar de tudo, o Benfica ainda vai a tempo de reorganizar o seu futuro. Nos próximos dias, o desfecho parece inevitável: Mourinho sairá e abrirá espaço para um novo ciclo liderado por Marco Silva. Este momento representa mais do que uma simples mudança de treinador. É uma oportunidade estratégica para o Benfica recuperar a sua identidade, reforçar a sua estrutura e corrigir erros recentes. Reagrupar, reorganizar e, acima de tudo, não falhar no mercado de transferências serão pontos-chave.
A confiança será determinante. Rui Costa precisa de acreditar na escolha que fez. Qualquer hesitação transmitirá a ideia de fragilidade e incoerência na liderança. E isso seria precisamente o oposto do que o clube necessita: uma gestão sólida, de dentro para fora, e não condicionada por influências externas. O Benfica deve também reconhecer, com realismo, que neste momento está atrás dos seus principais rivais em vários aspetos desportivos, estruturais e estratégicos. Esse reconhecimento não deve ser visto como fraqueza, mas como ponto de partida para uma reconstrução ambiciosa. Será essencial adotar uma abordagem pragmática, sem abdicar da exigência. Recuperar identidade, consistência e competitividade é um processo que exige tempo, convicção e liderança firme.
Tal como acontece após o fim de uma relação abusiva, a recuperação não será fácil. Haverá dificuldades, dúvidas e momentos de instabilidade. Mas cada pequena conquista ajudará a reconstruir o caminho. E cada obstáculo terá de ser encarado como parte do processo — nunca como motivo para desistir.
Nélson Feiteirona, in a Bola

BENFICA: DECIDIR NÃO DECIDIR



 Durante meses, a administração do Benfica assistiu à gestão do processo relacionado com José Mourinho sem o resolver: não decidiu, não liderou e limitou-se a esperar que os acontecimentos produzissem uma solução. Hoje, tudo indica que essa solução está prestes a surgir sob a forma de uma indemnização milionária pela saída do técnico. O desfecho pode até ser favorável do ponto de vista financeiro. O problema é que um bom resultado nem sempre significa uma boa decisão. Há, no entanto, um detalhe que pode destruir toda a narrativa construída nos últimos dias: e se Enrique Riquelme vencer este domingo as eleições do Real Madrid?

A cambalhota de Mourinho
Com todo este enredo, o primeiro a ficar mal na fotografia é José Mourinho. Ninguém se esquece da forma como entrou na Luz. «Quem é o treinador que diz não ao Benfica?», perguntou Mourinho na apresentação. Meses depois, já temos a resposta: o próprio José Mourinho. Mais recentemente, o treinador português decidiu ir ainda mais longe ao afirmar que já não conseguia esconder o seu benfiquismo. Nunca percebi a relevância desta declaração. Um treinador profissional não é contratado para gostar mais ou menos de um clube, mas sim para ganhar. Se foi o próprio Mourinho que decidiu trazer o tema para o debate público, então também terá de aceitar as consequências dessa escolha.
Por isso, é difícil ignorar a ironia dos acontecimentos. Pouco tempo depois de assumir publicamente o seu benfiquismo, a sua imagem surge associada à campanha eleitoral de Florentino Pérez para a presidência do Real Madrid. Surgiu, entretanto, a explicação de que o vídeo terá sido criado através de inteligência artificial. Para mim, isso é irrelevante. Depois da pergunta com que entrou na Luz e depois de ter confessado que já não conseguia esconder o seu benfiquismo, Mourinho tinha apenas duas hipóteses: desmentir o vídeo ou pedir desculpa aos adeptos do Benfica. Não fez nenhuma delas. Assim, sem querer, acabou por confirmar a sabedoria popular: as palavras leva-as o vento.
Administração em espera
A comunicação pode alterar a perceção dos acontecimentos de uma forma incrível. Começo pela cláusula de ética, que o meu amigo André Pipa inteligentemente apelidou de «cláusula de cosmética». A realidade é que esta cláusula no contrato de Mourinho, que deveria ter tido um papel positivo e ético, acabou transformada numa arma que trouxe opacidade, que maquilhou um cenário de afastamento entre as partes e que, mais uma vez, demonstrou a inoperância de uma administração que deixou andar até que as coisas se resolvessem.
Assim, para aqueles que há uns meses defendiam as más exibições da equipa de Mourinho, este episódio será visto como um grande negócio, sobretudo se Florentino Pérez vencer. Para quem analisa o processo de forma mais profunda, o problema é outro: não houve racional evidente nem uma linha lógica de decisão por parte da administração encarnada. Pior do que isso, revela-se algo que tem sido cada vez mais óbvio: a falta de cultura e identidade de clube, bem visível neste episódio em que Mourinho surge associado ao anúncio de campanha de Florentino Pérez.
Percebo a lógica dos 15 milhões que podem entrar nos cofres. Só não percebo como é que um clube como o Benfica abdica de se impor e de pelo menos ameaçar levar o caso à FIFA ou à UEFA, perante a abordagem de um treinador com contrato em vigor por parte do presidente do Real Madrid. Os grandes clubes não hesitam quando a sua história é posta em causa. Neste caso, Rui Costa e a sua administração optaram por não o fazer. Ao não o fazerem, colocaram o encaixe financeiro à frente da afirmação institucional. No limite, se o Benfica reagisse de uma forma dura, os 15 milhões de euros entrariam na mesma, ou talvez mais, e o Benfica ficaria sempre a ganhar algo que aqui não teve: o respeito e uma posição pública à altura da sua história. Ao não o fazer, expõe duas coisas: uma fragilidade institucional que se tem vindo a acentuar e, inevitavelmente, a perceção de uma situação financeira mais pressionada do que o discurso deixa transparecer.
Marco Silva e a lógica da sobrevivência
Analiso esta contratação em três planos: financeiro, desportivo e de sobrevivência. Do ponto de vista financeiro, a questão é simples. Os clubes portugueses não têm dimensão para sustentar os valores que o Benfica pagou a Mourinho e que, ao que tudo indica, irá pagar a Marco Silva. Nada disso tem a ver com a qualidade dos treinadores. Tem a ver com a realidade dos clubes e com a forma como os recursos são distribuídos face aos objetivos desportivos. Um treinador não pode ser pago como se estivesse num contexto de receitas que o clube não tem. Essa discrepância acaba sempre por ter consequências noutras áreas.
No plano desportivo, parece-me uma escolha acertada. Marco Silva representa um modelo diferente de jogo: equipas com posse, dominadoras, mais próximas do ADN Benfica do que um futebol de transição e reação (como era com Mourinho). Nesse sentido, a escolha faz sentido. O contexto com que Marco Silva entra na luz deu-lhe força negocial. Resta saber se irá conseguir ter um papel determinante na composição do plantel e na gestão do Seixal, numa estrutura do futebol que não se tem mostrado unida. É no terceiro plano que a decisão se torna mais interessante: o da sobrevivência. A sensação que fica é que estas escolhas não são apenas desportivas: são também políticas. Nomes que ajudam a estabilizar o ambiente, a reduzir o ruído e a garantir aceitação imediata junto dos adeptos.
O problema é quando esse critério começa a pesar tanto como o critério desportivo. Aí a decisão deixa de ser apenas sobre o que é melhor para a equipa e passa a ser também sobre o que é mais confortável para a administração. Rui Costa ainda vai a tempo de corrigir erros do passado — nas decisões e na composição da sua equipa diretiva. A questão é saber se o fará.
A valorizar: Portugueses do PSG
O PSG conseguiu aquilo que poucos acreditavam. Em dois anos é bicampeão europeu. Muito mérito para Luís Campos e Luis Enrique que criaram uma identidade e cultura onde se destaca o respeito e o compromisso entre todos. Os nossos quatro jogadores chegam à seleção motivados e com enorme confiança.
Diogo Luís, in a Bola

domingo, 7 de junho de 2026

Marco Silva quer cara conhecida no Benfica | MERCADO FLASH

                 

BENFICA 2026-27 ● DIA DECISIVO NA MUDANÇA DE TREINADOR! JORGE CUENCA E HARRY WILSON SÃO ALVOS!

                  

BENFICA: MURAL DA ESPERANÇA OU DA RESIGNAÇÃO?



Cumprindo uma tradição antiga, fui ver a final da Liga dos Campeões, com um grupo de amigos, desta vez em Budapeste. Grande estádio, grande organização e grande ambiente. O jogo propriamente dito não foi um dos melhores espetáculos a que já assisti. Mas, ainda assim, venceu a melhor equipa.
Aproveito sempre estas finais para tirar uma foto ao mural onde estão expostas as camisolas dos clubes vencedores da Liga dos Campeões. Mais concretamente, aproveito para tirar uma foto à camisola do meu clube, o Benfica, que ganhou por duas vezes a competição, em sete finais disputadas.
Dois sentimentos me invadem ao olhar para aquele mural. Em primeiro lugar, um orgulho e admiração pelos dirigentes e jogadores dessas épocas. Que audácia, que competência e que determinação foi preciso existir para termos conquistado o que conquistámos!
O segundo sentimento é quão longe, hoje, como sócio e adepto, me sinto desse mural e quão longe me sinto, também, de um dia voltar a chegar próximo de uma final da Liga dos Campeões. E acho que este é o sentimento dominante entre a maioria dos sócios e adeptos do Benfica. Mas será que tem de ser mesmo assim?
Muitas vezes penso o que seríamos hoje se os nossos dirigentes dos anos 60, 70 e 80 se tivessem resignado ao facto de sermos um país pobre, fechado e pequeno e terem aceite ficar pelo fácil, pelo apenas possível e não ousar conquistar o que parecia verdadeiramente impossível.
Mas, felizmente, não aceitaram essa fatalidade, não se resignaram e encontraram soluções para ser grandes, mesmo vindos de um país (geograficamente) pequeno, e deixar-nos um legado imenso! É verdade que o futebol mudou muito, sobretudo após a Lei Bosman e a chegada do capital bilionário, que veio mudar as regras do jogo.
Também é verdade, porém, que as oportunidades neste novo mundo global e aberto aumentaram muito em relação aos anos 60, 70 e 80, em especial para as organizações com a marca, a dimensão e a massa adepta do Benfica.
Ao contrário de outros clubes mais pequenos, a nossa dimensão permite-nos ter opções, fazer escolhas e aproveitar as oportunidades que nos permitam ter novamente esperança de competir ao mais alto nível.
Com a mesma fórmula e também com a mesma organização dos anos 60? Não! Daquela maneira, infelizmente, não é mais possível. Precisamos urgentemente da atitude, da coragem e, em especial, da competência e do inconformismo dos sócios e dirigentes desses anos gloriosos.
Há hoje uma aceitação geral entre nós, sócios, que nos foi incutida e imposta, e que passa por termos de nos resignar a ser um mero entreposto de jogadores, um clube formador dos grandes europeus que ganham títulos, restando-nos ficar a assistir, com nostalgia, ao João Neves e ao Gonçalo Ramos a serem bicampeões europeus com uma camisola de outro clube, ao ponto de já não sabermos se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica conquistador de títulos ou se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica agente de jogadores.
O facto é que conseguimos ser a Academia mais lucrativa do Mundo nos últimos 10 anos, com quase €600 milhões de vendas de jovens extraordinários formados em casa, mas em termos de títulos ficámos longe dos melhores da Europa e nem sequer fomos o mais ganhador em Portugal nos últimos 10 anos.
Podemos dizer que o SLB agente tem sido mais competente que o SLB clube ganhador de títulos, o que deve levar a uma reflexão sobre o modelo seguido.
Será que tem mesmo de ser assim? Será que não há outras soluções? Claro que há! Só é assim porque vender jogadores é a solução mais fácil. Só funciona assim porque vender jogadores é a solução mais fácil, mais simples e mais conveniente para o mercado em geral. É que vender o João Neves pelo preço a que foi vendido abaixo da cláusula de rescisão não é tarefa difícil e até um adolescente o faria. Basta uma boa comissão ao agente e a qualidade inegável do João Neves faz o resto.
O nosso legado é maior é tudo isto a que assistimos. Precisamos de muito mais. Precisamos de dirigentes que não se limitem a ser compradores/vendedores de jogadores, mas que encontrem soluções económicas e financeiras que nos permitam ter um projeto desportivo estável, consistente e duradouro. Que consigam montar um modelo económico ao serviço do modelo desportivo e não um modelo desportivo ao serviço do modelo económico. No fundo, que nos devolvam a esperança de andar de forma consistente entre os melhores e, eventualmente, ganhar.
Para isso acontecer precisamos de dirigentes que tragam visão e competência das suas vidas profissionais. Que tragam visão estratégica, conhecimento e saber fazer.
Ser presidente ou dirigente do Sport Lisboa e Benfica não pode ser um espaço de experimentalismo ou de aprendizagem assentes em ambição pessoal sem qualquer sustentação de capacidade profissional. Precisamos dos melhores, entre nós, também fora do campo. Os títulos começam a ganhar-se aí, sobretudo num mundo supercompetitivo e cheio de interesses paralelos como é o atual.
Mais uma vez chegamos ao início de época com um novo treinador. Com a época a iniciar mais cedo, com um novo play-off (desta vez da Liga Europa) e, como sempre, na expectativa da entrada e saída de inúmeros jogadores na vaga esperança de que a chegada dos novos milagreiros venha resolver os nossos problemas. Onde é que já vimos isto?
O atual presidente e respetiva Direção estão mais do que legitimados para continuar e não devem ser postos em causa. A bem da estabilidade é isso que deve acontecer. Mas têm de refletir seriamente sobre o passado recente e tirar conclusões sobre o caminho para onde estão a levar o clube. E, mais importante, fazer um exame de consciência e concluir se têm capacidade e energia para alterar o rumo.
Na final da Liga dos Campeões do próximo ano, em Madrid (onde espero voltar a estar presente), gostaria de olhar para aquele mural das camisolas com esperança e não com resignação. Mas tenho consciência de que muita coisa precisa de mudar para voltarmos a ser o clube da superação e dos feitos (quase) impossíveis. Para isso, haja esperança, visão e determinação.

João Ferreira Queimado, in a Bola  

ZONA DRS - Ep.53: WATCHALONG DO MONACO GP!! 🏎️🏁

                 

🚨 FLORENTINO PÉREZ GANA LAS ELECCIONES en nuestra MACROENCUESTA | ESPECIAL con JOSEP PEDREROL

                 

MUNDIAL 2026 - GRUPO C: 🇧🇷🇲🇦🇭🇹🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 - ANÁLISE DAS EQUIPAS E DOS CONFRONTOS ENTRE AS MESMAS!! ⚽️🏆

                 

MOURINHO, BENFICA, REAL MADRID E VARANDAS AQUECEM O FUTEBOL!

                 

BENFICA-IMPRENSA 7 Junho MARÇO SILVA DÁ NOVAS OPORTUNIDADES NO PLANTEL E ASSÉDIO A ESTRELAS CONTINUA

                 

Tomás Araújo na lista do Bayern München | MERCADO FLASH

                 

EMPRESTADOS? QUEM VAI SER APOSTA DE MARCO SILVA? QUEM VAI SAIR DO BENFICA?

                  

Benfica: Mourinho & Marco Silva | Selecção Portuguesa usar bandeiras de 🇵🇹 é ser "facho" ?!?!?

                  

PLANTEL DO BENFICA PARA 2026-27: QUEM VAI FICAR, A FORMAÇÃO, OS EMPRESTADOS E OS REFORÇOS!

                  

RUI COSTA: PRESO POR TER E POR NÃO TER

 


Os clubes grandes têm uma estranha condenação. Quando ganham, parecem inevitáveis. Quando perdem, são absolutamente incompetentes. E, entre uma coisa e outra, desaparece quase sempre o espaço reservado à análise.

O Benfica vive atualmente nesse território. Um lugar onde as decisões já não são avaliadas pelo seu mérito, mas pelo desgaste acumulado de quem as toma.
Os últimos anos deixaram marcas. Mudaram treinadores, mudaram jogadores, mudaram promessas. Gastou-se muito. Conseguiu-se menos do que se esperava. E quando isso acontece, instala-se uma desconfiança permanente. A partir desse momento, qualquer decisão deixa de ser uma decisão. Passa a ser um julgamento.
Foi nesse ambiente que surgiu a tempestade José Mourinho e Real Madrid. A situação era delicada. Um treinador com o peso de Mourinho nunca abandona um palco sem provocar ruído. E o ruído aumentou quando as eleições no Real transformaram um processo que parecia simples numa novela pública.
No entanto, por vezes, o futebol tem formas curiosas de compensar as suas próprias turbulências. Aquilo que podia representar uma saída por €7 M, transformou-se numa operação de €15 M. Para um treinador que termina a época sem conquistar títulos, e em terceiro no campeonato, trata-se de um valor extraordinário. Um dos maiores já pagos por um técnico.
Mas nem isso foi suficiente para suspender a crítica. Houve quem defendesse que Rui Costa deveria ter despedido Mourinho no momento em que surgiram sinais de um acordo com o Real Madrid. A ideia, tão radical quanto infantil, tinha algo de cinematográfico e nada de racional. Significaria abdicar de €15 M em nome de uma demonstração de autoridade. Seria trocar gestão por orgulho. E o orgulho raramente fecha contas.
Depois chegou Marco Silva. E aí surgiu uma das mais fascinantes contradições de toda a história. Durante dias, repetiu-se que Marco Silva não aceitaria o Benfica. Um treinador valorizado em Inglaterra, com possibilidades financeiras superiores, e sem necessidade de regressar a Portugal para validar a sua carreira. O Benfica, dizia-se, não tinha argumentos.
Quando Marco Silva aceitou, deu-se o flic-flac no discurso. Passou a ser caro demais. Passou a ser um sinal de desespero. Passou a ser um treinador sem currículo suficiente para justificar o investimento.
A conclusão já existia antes dos factos. Apenas procurava uma narrativa que a justificasse. Como se diz em bom português, Rui Costa está naquelas fases em que é preso por ter e por não ter cão.
Nada disto significa que não tenha cometido erros. Cometeu. Vários. Muitos. E alguns nasceram da lentidão com que certas decisões foram tomadas. Mas existe uma diferença entre criticar erros reais e transformar qualquer movimento numa prova de incompetência.
Marco Silva não traz garantias. Nenhum treinador as traz. O futebol continua a ser demasiado humano para aceitar certezas. O seu sucesso dependerá do plantel, dos reforços, da recuperação de jogadores que renderam menos do que prometiam e da capacidade de devolver confiança a um grupo que a perdeu demasiadas vezes.
Mas uma coisa parece evidente. No meio da tempestade, o Benfica encontrou uma solução credível. Talvez o maior elogio que se possa fazer a esta decisão seja precisamente esse. Não parece uma escolha feita pelo medo. Parece uma escolha feita pela lógica. E quando um clube atravessa uma intempérie, a lógica é muitas vezes a qualidade mais difícil de encontrar.
A atitude errada veio de Madrid. Veio da precipitação de quem, em contexto eleitoral, decidiu divulgar imagens de Mourinho com a camisola do Real antes de resolver formalmente aquilo que havia para resolver.
Sobre isso, o Benfica pouco podia fazer. Sobre os €15 M, pode agora fazer tudo. Exigi-los. Ao Real Madrid. Seja quem for o próximo presidente.
O resto pertence ao futebol. E o futebol, felizmente, continua a não pedir autorização às opiniões para escrever a sua história.
Luís Aguilar, in a Bola

JOSÉ MOURINHO NO REAL MADRID, LAMENTÁVEL.

                 

BENFICA VOTA FLORENTINO

 


Se o atual presidente do Real Madrid não for reeleito, a SAD das águias tem um grave problema em mãos — fica com dois treinadores, um que tinha pé e meio fora, outro que tem pé e meio dentro

Raras vezes, talvez nunca?, umas eleições num clube estrangeiro foram tão relevantes em Portugal como as de amanhã no Real Madrid.
Se vencer, Florentino Pérez comprometeu-se a levar José Mourinho, pagando 15 milhões de euros (o valor da cláusula) pelo treinador; se não vencer, o Benfica fica com um problema em mãos — dois treinadores, um que estava já com pé e meio fora, outro com pé e meio dentro, sem saber se consegue empurrar um (o Mundial é demasiado tarde para que a Seleção possa dar uma ajuda) para deixar entrar o outro.
Até porque, como assinala o advogado Gonçalo Almeida, especialista em Direito Desportivo, a A BOLA, nada no processo é motivo, sequer, para o Benfica rescindir por justa causa com Mourinho ou pedir uma indemnização, caso a saída do treinador para o Real não se confirme.
A cláusula de rescisão existente no contrato permite ao treinador conversar com outros clubes com vista a uma eventual saída. Em tese, o Benfica só tem de ser informado quando alguém chegar e depositar o cheque — como Frederico Varandas, presidente do Sporting, dizia aliás sobre Luis Suárez, também ele trunfo eleitoral, mas na Turquia, nas eleições do Fenerbahçe (motivo pelo qual a pretensa insatisfação da CMVM com a SAD encarnada não faz qualquer sentido — até quarta-feira à noite, quando Florentino Pérez assumiu enfim que José Mourinho seria o seu treinador caso fosse reeleito, o que poderia o Benfica dizer? Que lera notícias de que o treinador podia sair e para se precaver começou a tratar da eventual sucessão?).
De mãos atadas, o Benfica vive na expectativa. Mas se pudesse votar nas eleições de amanhã, claramente votaria Florentino Pérez. E nem é pelos 15 milhões de euros (que ajudam, ninguém tenha dúvidas, ainda mais depois do insucesso no apuramento para a Champions) que o Real deixará nos cofres se levar o treinador. É que o cenário alternativo — Mourinho ficar na Luz — é neste momento impensável.
Mesmo que a negociação do special one com o Real não seja motivo para rescisão com justa causa, evidencia de forma clara que Mourinho não vê o seu futuro no Benfica. Legítimo, claro. Mas provavelmente impossível de reverter. Na SAD das águias, não há outra hipótese que não seguir em frente com Marco Silva. E fazer figas para que Florentino vença. Se não vencer... logo se vê. Mas Mou não pode voltar a treinar os encarnados.
Hugo Vasconcelos, in a Bola

sábado, 6 de junho de 2026

Driver Post-Qualifying Press Conference – Antonelli, Verstappen & Hamilton | 2026 Monaco Grand Prix

                 

🚨 BENFICA AVISADO PELO REAL! MOURINHO NO CENTRO DE UMA CONFUSÃO TOTAL!

                  

BENFICA-IMPRENSA 6 Junho GLORIOSO COMEÇA A SOFRER O ASSÉDIO DOS TUBARÕES AOS SEUS MELHORES JOGADORES

                  

HARRY WILSON NO BENFICA? É IMPOSSIVEL.

                  

3 JOGADORES QUE GANHAM NOVA OPORTUNIDADE COM MARCO SILVA!

                 

🦅 MARCO SILVA PREPARA MUDANÇAS: 5 JOGADORES QUE VÃO TER MAIS MINUTOS NO BENFICA EM 2026-27! 🦅

                 

Besiktas não desiste de Pavlidis | MERCADO FLASH

                 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

ZONA DRS - Ep.52: CAMPEÃO À VISTA & MONACO GP!! 🏎️🏁

                 

MUNDIAL 2026 - GRUPO A: 🇲🇽🇿🇦🇰🇷🇨🇿 ANÁLISE DAS EQUIPAS E DOS CONFRONTOS ENTRE AS MESMAS!! ⚽️🏆

                 

MOURINHO GANHA DUAS ELEIÇÕES E DEIXA €16 MILHÕES NO BENFICA



Ajudou Rui Costa e Florentino no espaço de sete meses. Não deu a partir do banco, tem compensado ao longo do tempo. Ficar com Marco Silva e €15 milhões não é um mau ato de gestão
O famoso vídeo de IA de José Mourinho divulgado em tudo o que era televisão anteontem à noite, em horário nobre, apenas confirmou o que toda a imprensa portuguesa e espanhola foi escrevendo nas últimas semanas: o treinador português é um trunfo eleitoral de Florentino Pérez e a cartada foi jogada num timing cirúrgico. E assim, no espaço de sete meses, Mourinho pode ajudar a eleger os presidentes dos clubes de maior dimensão social de cada um dos países da Península Ibérica: Rui Costa em novembro de 2025 no Benfica (dois meses depois de contratá-lo após o despedimento de Bruno Lage) e Florentino em junho de 2026 no Real Madrid.
Digo-o com convicção, não só pelo que revelam as sondagens mas também pela natureza conservadora dos sócios deste gigante mundial: seria necessário muito mais que contratações sonantes do opositor (com Haaland à cabeça) para tirar do poder o homem que, apesar da idade avançada, ainda representa futuro, inovação e, acima de tudo, segurança.
Mas só um contexto de eleições permite ao magnata que inventou os Galáticos pagar tanto dinheiro ao Benfica para ter o técnico setubalense, cuja contratação será feita quase pelo dobro do valor que custou em 2010, vindo do Inter.
Vale a pena recordar: há 16 anos, Florentino não quis pagar os €16 milhões da cláusula, viajou para Milão e encontrou-se com o presidente Massimo Moratti para obter um desconto. Isto é, o Mourinho acabado de se sagrar campeão europeu pelos nerazzurri, com uma aura absolutamente intacta de vencedor, foi contratado por oito milhões de euros; em 2026, o Mourinho que ficou em terceiro lugar no campeonato português aterra novamente na capital espanhola por €15 milhões, o que faz dele o treinador que mais dinheiro deu a ganhar ao Benfica — €145 milhões em reforços para as suas equipas (de Tiago Mendes a Lindelof) e agora a milionária cláusula. Mesmo que pouco tenha dado ao clube em termos desportivos nas duas passagens pela Luz, o mesmo não se pode dizer no plano financeiro.
Só o tempo dirá se foi um bom negócio para o Real Madrid e para o Benfica. As águias desde cedo perderam o controlo da narrativa a ponto de colocar Marco Silva no papel de segunda escolha, mas é caso para dizer que ter o ex-técnico do Fulham e mais €15 milhões no bolso está longe de ser um mau ato de gestão. Se foi programado ou não, daqui a uns tempos poucos se lembrarão. Desde que a bola não comece a bater outra vez na barra.

Fernando Urbano, in a Bola