sexta-feira, 29 de outubro de 2021
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA | ANTEVISÃO #GDEPSLB
O FUTEBOL NÃO FOI CHUMBADO
"Grande jogo de futebol em Guimarães, com Vitória e Benfica a empatarem 3-3 em 90 minutos de futebol de ataque, intenso, de olhos postos na baliza. Os encarnados entraram melhor, mas a mão de Pepa viu-se na subida de nível da equipa da casa depois do intervalo, onde chegou a um resultado que fez por merecer. O Benfica está agora obrigado a ganhar por pelo menos dois ao Sp. Covilhã para continuar na Taça da Liga
Sobre o Vitória de Pepa parecem sempre pairar duas questões: o que seria esta equipa se 1) tivesse mais qualidade individual na defesa e 2) fosse mais eficaz no ataque. É claro que esta é uma daquelas discussões estéreis, o futebol não é um jogo de ses, não há cenários hipotéticos mas sim realidade e a realidade diz-nos, sobre este Vitória, precisamente, que os erros contam quase tanto quanto os golos.
E se calhar é por isso mesmo que os vimaranenses não saíram esta noite do seu estádio já com a qualificação para a final four da Taça da Liga no bolso, num grande jogo de bola em Guimarães, em dia de contas chumbadas, mas de maioria absoluta para o futebol. Se na 1.ª parte o Vitória deu-se à morte com vários erros defensivos, uma passividade pouco compreensível na hora de pressionar um Benfica a jogar com as suas segundas linhas e falta de acerto na frente, depois do intervalo as alterações de Pepa levaram as negociações para outro rumo - sempre para as imediações da baliza de Hélton Leite, leia-se.
Durante os 90 minutos, apenas uma constante: a intensidade e o ritmo fortes, olhos espetados na baliza de parte a parte, num jogo de alta voltagem, com golos, oportunidades, emoção e muito trabalho de treinador - e um empate 3-3 que deixa o Benfica com a obrigação de ganhar por pelo menos dois ao Sp. Covilhã para garantir sem contas a passagem aos jogos decisivos da Taça da Liga.
Com um onze com oito alterações, o Benfica teve em Pizzi e em Radonjic (estreia a titular) as bússolas nos primeiros minutos. O sérvio mostrou-se a Jesus, que nele apostou a ala direito, dando ao encarnados drible e poder de fogo. Logo ao minuto 1, o primeiro aviso, num remate fora da área após cruzamento de Grimaldo. O golo não demoraria, na verdade foi um auto-golo de Alfa Semedo, numa má abordagem após um canto e um desvio de Gonçalo Ramos, ao minuto 8.
Por esta altura o jogo não se encontrava propriamente definido, o golo vinha de um erro individual e o 2.º do Benfica, aos 15’, de um erro coletivo do Vitória, mansinho a defender, pouco comprometido na pressão, a deixar fugir Everton pela lateral, com o brasileiro a encontrar Pizzi no meio. O médio, muito ativo na 1.ª parte, rematou e Bruno Varela talvez tenha também a sua quota-parte de culpa no cartório e nas contas dos erros.
É com o 2-0 que o Vitória começa a acordar, a projetar-se para a frente e é numa dessas tentativas de chegar à área encarnada que João Mário aparece isolado frente a Varela num contra-ataque - o guarda-redes formado do Benfica redimiu-se, ao defender o remate algo trapalhão do médio e logo a seguir o Vitória marcou. Numa jogada de insistência, Rochinha tirou Lucas Veríssimo do caminho, passou atrasado para a área e André André, à segunda, reduziu.
O Vitória entrava então na sua melhor fase na 1.ª parte, galvanizado pelo golo, mas mais uma vez aquilo que a equipa tentava criar lá na frente parecia destruído lá atrás. Aos 28 minutos de um jogo imparável, Pizzi teve todo o espaço à entrada da área, encontrou Radonjic na direita e o sérvio, com um trabalho notável, trocando as voltas a Borevkovic e Alfa Semedo, enviou um míssil de pé esquerdo para a baliza de Bruno Varela. Assim se chegou ao 3-1.
Os erros defensivos pareciam pesar e muito no Vitória, o jogo entrou então numa fase menos interessante, mas tudo mudaria com a última jogada da 1.ª parte, em que um cruzamento tenso de Sacko encontrou a cabeça de Estupiñán entre os centrais do Benfica - e com 3-2, o jogo entrava noutra dimensão.
E que dimensão. A 2.ª parte é toda ela definida e manobrada por Pepa, porque ele assim o quis - leia-se, ganhar - e porque Jesus deixou, protelando alterações enquanto a sua equipa ia ficando mais e mais desconfortável no jogo.
As entradas de Tiago Silva e Quaresma em campo e a colocação de Edwards no meio, ali pelos 60 minutos, deram a bola ao Vitória que partiu então em busca de ser feliz, faltando, ainda assim, a eficácia na área, outro dos clássicos desta equipa onde a qualidade do meio-campo para a frente não falta. Estupiñán ainda marcou aos 69’, mas estava adiantado, e dois minutos depois Quaresma, ainda com muita magia naqueles pés, rematou ao ferro, com Hélton Leite a olhar, confiando erradamente no golpe de vista.
Só então Jesus percebeu que precisava de voltar a ganhar o meio-campo: Weigl saltou lá para dentro, mas por esta altura já o Vitória estava a todo o vapor, olhar completamente em frente. Aos 83’, apareceu o golo que o Vitória já justificava, com Bruno Duarte a emendar à segunda um remate/cruzamento de Rúben Lameiras. Daí até final os lances de ataque repartiram-se, mas sempre com o Vitória a mostrar mais querer, crer e critério - a última cartada de Jesus foi a entrada de Yaremchuk já perto dos descontos, mas do ucraniano viu-se mais trapalhada que perigo e foi de Bruno Duarte a grande oportunidade nos derradeiros minutos, num remate potente que foi ligeiramente acima da barra.
Em suma, uma belíssima noite de futebol de ataque em Guimarães, um empate com muitos golos e o Benfica agora encostado à parede para continuar em prova. Depois da derrota do FC Porto em São Miguel e do susto do Sporting nos minutos finais frente ao Famalicão, esta Taça da Liga que tanto gostamos de criticar está a sair-nos melhor do que a encomenda."
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
A ARTE DE TRANSFORMAR UM 2-4, NUM 3-3!!!
"O que vale é que não havia VAR. Sempre se poupou em comunicações porque o golo em fora-de-jogo seria valiado, de qualquer das formas."
RECITAL DE FUTEBOL NO D. AFONSO HENRIQUES
"Jogo de golos no D. Afonso Henriques…. Golos justificáveis pelas ideias implementadas por os treinadores nas suas respetivas equipas. Pepa apostou num 4-3-3 com poucas mudanças, do lado contrário Jesus arriscou 8 mudanças depois da vitória sofrida em Vizela mantendo uma estrutura de 3-4-3 em organização ofensiva. Os golos apareceram cedo e naturalmente…
O Vitória demonstrou desde o primeiro minuto vontade de disputar com os encarnados, tanto o domínio territorial, como o domínio da posse de bola. Posicionados num bloco alto, os Vimaranenses procuraram impedir a progressão curta do Benfica tanto por dentro, impedindo Meite e João Mário de receber de frente, Alfa Semedo oferecia cobertura a pressão , como por fora pressionando ‘’lateral com lateral’’
Para além do posicionamento em organização defensiva, o comportamento do Vitória em transição defensiva indicava uma intenção de recuperar a bola o mais rapidamente possível, o mais alto possível, levando o jogo a ser jogado na metade de campo encarnada. Esse comportamento esteve na origem do 1 golo vimaranense.
No entanto as intenções do Vitoria para o jogo foram anuladas pelo Benfica até aos 60 minutos. Os encarnados vinham preparados para uma pressão alta, o posicionamento de Pizzi atrás de Everton e de Gonçalo Ramos permitiu numa primeira fase de construção atrair os médios vimaranenses e encontrar Pizzi nas costas dessa pressão. Os encarnados encontraram muitas vezes Pizzi livre visto que Everton e Gonçalo Ramos faziam movimentos contrários esticando e fixando a linha defensiva adversária, tornando impossível para linha defensiva dar cobertura à pressão dos médios e criando, assim, um espaço demasiado grande para Alfa Semedo controlar. A partir dos 60 minutos o jogo muda, Pepa decide inverter o seu meio campo passando para um duplo pivot, levando assim a uma maior cobertura e eficiência da pressão em bloco alto. Esta mudança muda o jogo… Sem resposta o Benfica não consegue sair com bola e acaba o jogo asfixiado pela pressão vimaranense.
Homem do Jogo: Pepa
Entrou para o jogo com uma intenção prévia que por si só ja tinha muito valor , pressionar, jogar , arriscar… mas para além disso teve a capacidade de se adaptar ao que o jogo pediu ,e com isso mudou o jogo. Se muitas vezes se diz que quem joga são os jogadores ,estou convencido que hoje quem empatou foi o treinador."
VITÓRIA NA FINLÂNDIA
Ronda 3 confirmada na Finlândia
O Benfica segue em frente na qualificação para a Liga dos Campeões após vencer, por 1-3. Na primeira mão, na Luz, já havia triunfado, por 3-0.
Já está! A equipa de voleibol do Benfica carimbou, nesta quarta-feira, na Vexve Areena, frente ao VaLepa Sastamala, o passaporte rumo à ronda 3 de qualificação para a Liga dos Campeões. Na segunda mão, as águias triunfaram, por 1-3.
A jogar em casa e em desvantagem na eliminatória, o VaLePa Sastamala não tinha nada a perder. Rapidamente mostrou ao que ia e ganhou avanço desde os primeiros pontos do 1.º set. O Benfica, experiente, foi controlando as incidências e não deixou o conjunto finlandês distanciar-se. Aos 18-16 começou a ser construída a reviravolta no marcador. As águias lograram um parcial de 0-5, que passou o resultado para 18-21. Parecia que o set já não fugia, mas o VaLePa Sastamala recuperou, levou o 1.º set para as vantagens e ganhou, por 27-25.
Ao contratempo sofrido por ter perdido o set inaugural do encontro, o Benfica respondeu com classe no 2.º set. Sempre no comando do resultado, nunca permitiu veleidades ao VaLePa Sastamala para pensar em novo triunfo. Sempre dominadores, os encarnados fecharam o 2.º parcial com o resultado de 20-25.
O 3.º set podia ser decisivo. Para o Benfica, uma vitória significava a passagem para a ronda 3 de qualificação para a Liga dos Campeões; em caso de triunfo do VaLePa Sastamala, ficava tudo em aberto na eliminatória. Com estes cenários, o set foi muito disputado, com cada ponto a ser discutido até ao limite e com várias alternâncias no marcador. No final do set, o Benfica puxou dos galões, venceu o 3.º set, por 21-25, e garantiu a presença na ronda 3 de qualificação para a Champions, onde irá defrontar a equipa checa do Karlovarsko!
Com o objetivo principal alcançado, o Benfica entrou para o 4.º set determinado em obter o segundo objetivo: a vitória na partida. Ao equilíbrio inicial, respondeu com maior determinação e acerto, distanciando-se no resultado a partir dos 15 pontos. Os comandados por Marcel Matz geriram a vantagem com segurança e fecharam o 4.º set com um score de 14-25.
O Benfica regressa às andanças do Campeonato Nacional, com o dérbi diante do Sporting, sábado, 30 de outubro, às 20h30, no Pavilhão n.º 2 da Luz.
DECLARAÇÕES
Marcel Matz (treinador do Benfica): "É importante para avançar e cumprir o nosso plano de chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. A equipa tem qualidade para isso e vamos lutar. Eles têm um bom distribuidor e têm jovens atacantes que tiveram os seus momentos. Nós temos mais experiência. Parabéns à equipa, que trabalha bem e que chega bem a estas competições. Só temos o Honoré lesionado. Vamos lutar para chegar à fase de grupos."
VaLepa Sastamala-Benfica
1-3
Vexve Areena, Finlândia
Formação inicial do Benfica
André Lopes, Peter Wohlfi, Hugo Gaspar, Zelão, Japa, Tiago Violas e Ivo Casas (L)
Suplentes
Eduardo Brito, João Infante, Rapha, Bernardo Westermann, Pablo Natan, Aaro Nikula e Lucas França
1.ºset 2.º set 3.º set 4.º set
27-25 20-25 21-25 14-25
ENTRADA A GANHAR
Entrada a marcar e a ganhar
O Benfica superiorizou-se ao FP Halle-Gooik no jogo da 1.ª jornada do grupo 1 da fase principal da UEFA Champions League.
Na Eslováquia, o primeiro jogo do Benfica no grupo 1 da fase principal da UEFA Futsal Champions League, disputado nesta tarde de quarta-feira, 27 de outubro, terminou com três pontos na contabilidade do Glorioso, fruto da vitória por 2-1 sobre o FP Halle-Gooik (Bélgica).
Entrada perfeita das águias na partida. Decorridos apenas 59 segundos de jogo, pertenceu a Arthur o remate que colou a bola às redes do campeão belga, no aproveitamento de um lance de laboratório (1-0).
A vantagem da equipa comandada por Pulpis cresceu ao minuto 14, numa finalização de Henmi que valorizou uma jogada tão bem pensada como executada, de costa a costa (2-0).
Na baliza do Benfica, Roncaglio mostrou qualidade e competência, sendo, neste período do encontro, uma muralha intransponível. A primeira parte findou-se com os encarnados a controlar os acontecimentos e a dominar o marcador: 2-0.
O Halle-Gooik bateu-se pela reentrada na discussão do resultado e reduziu a diferença (2-1) ao minuto 25. Jelovcic encostou ao segundo poste, na conclusão de um ataque rápido conduzido pela esquerda.
Seguro na gestão do jogo, o Benfica teve várias oportunidades para ampliar a vantagem e, depois, suportou o 5x4 do Halle-Gooik nos últimos dois minutos da partida, triunfando por 2-1.
Na 2.ª jornada do grupo 1 a equipa benfiquista vai defrontar o MFK Sinara Ekaterinburg. O jogo está marcado para as 14h30 desta quinta-feira, 28 de outubro.
DECLARAÇÕES
Pulpis (treinador do Benfica): "O primeiro jogo neste tipo de competição é sempre complicado e, por isso, foi uma vitória importante. Foi um jogo muito difícil. Sabíamos que [o Halle-Gooik] é uma equipa que subiu de nível nos últimos anos, com jogadores com muita experiência internacional. A primeira parte foi muito equilibrada, conseguimos colocar-nos à frente do marcador, o que era o mais difícil, mas houve sempre mais sensação de perigo por parte do adversário. Na segunda parte, o nosso controlo de jogo foi muito melhor, apesar do golo sofrido e que colocou o resultado mais próximo. Estamos contentes por esta vitória. Em relação ao próximo jogo, é o campeão da Rússia e tem jogadores que serão o futuro do futsal russo, julgo que isso resume bem o que vamos encontrar. Será um bom teste para nós, tendo em conta que estamos em plena pré-época, ainda num processo de construção."
Benfica-FP Halle-Gooik
2-1
Sportová hala Arena
Cinco inicial do Benfica
Roncaglio, Rômulo, Arthur, Henmi e Tayebi
Suplentes
André Sousa, Silvestre Ferreira, Afonso Jesus, Nilson, Robinho, Chishkala, Bruno Cintra, Jacaré e Fits
Ao intervalo 2-0
Marcadores do Benfica
Arthur (1'), Henmi (14')
VITÓRIA NA REP. CHECA
Recuperação fulminante na República Checa
O Benfica triunfou no pavilhão do BK Opava no jogo da 3.ª jornada do grupo C da FIBA Europe Cup
Que recuperação! Na República Checa, foi preciso ir a prolongamento, mas a equipa do Benfica bateu o BK Opava, por 89-99, nesta quarta-feira, 27 de outubro, no jogo da 3.ª jornada do grupo C da FIBA Europe Cup.
Na antevisão à partida ante o BK Opava o treinador Norberto Alves sublinhou a importância da vitória na República Checa e apontou ser "um passo muito grande" na FIBA Europe Cup. O Benfica apresentou-se na quadra com alterações: James Farr jogou de início, na posição cinco, Makram Ben Romdhane, atleta que o técnico apontara como uma incerteza, também disputou o encontro e Khaliq Spicer fez a sua estreia na FIBA Europe Cup pelos encarnados.
As águias entraram superiores no desafio, fortes no ataque e a mostrar um bom jogo exterior. A construir jogadas estudadas e conjuntas, colecionavam assistências e mantinham o domínio, à margem mínima, no marcador. A resposta do Opava não tardou, e a formação checa fechou o 1.º quarto em vantagem, por 24-22, após conversão de dois lançamentos livres. À semelhança do tempo antecedente, o 2.º quarto foi equilibrado, com os anfitriões na dianteira, por sete pontos de diferença, ao intervalo: 52-45.
Perante um resultado insatisfatório, os encarnados regressaram mais ofensivos, a explorar um jogo tanto exterior como interior, frente a um Opava mais defensivo e que contraía muitas faltas. A discrepância pontual mantinha-se e, apesar da reação benfiquista, os comandados de Petr Czudek entraram nos últimos dez minutos a superiorizar-se, por 70-58.
A equipa da República Checa havia ganho os três primeiros quartos, mas o Benfica sabia o que estava em jogo e no 4.º tempo da partida a história foi outra. Inspirado e confiante, o Glorioso acreditou, arriscou, encurtou distâncias e venceu o parcial (11-23), chegando ao empate: 81-81 e tudo em aberto!
Terminado o tempo regulamentar, as equipas entraram no prolongamento, com o jogo a poder cair para qualquer um dos lados. Que recuperação e que exibição dos encarnados nos últimos 15 minutos da partida! A equipa de Norberto Alves mostrou raça e ambição, deu cartas e saiu triunfante: 89-99.
No final do encontro, Travis Munnings foi considerado o melhor jogador em campo, ao totalizar 22 pontos, seis ressaltos e seis assistências.
O Benfica leva agora cinco pontos e assume a liderança do grupo C da FIBA Europe Cup.
DECLARAÇÕES
Norberto Alves (treinador do Benfica): "Foi um jogo com várias facetas. Na primeira parte não defendemos bem, permitimos muitas penetrações, tivemos dificuldades nas trocas defensivas, por alguma comunicação que não foi feita no timming exato. Na segunda parte melhorámos muito defensivamente e o mais importante é que a equipa se manteve coesa. Penso que mentalmente fomos mais fortes do que o Opava e podíamos ter vencido antes do prolongamento. Senti a equipa bem e confiante no prolongamento, e isto é um prémio justo para essa coesão e para a equipa, que soube estar junta e unida. Os rapazes estão de parabéns."
BK Opava-Benfica
89-99
Hala Opava
Cinco inicial do Benfica
James Farr, Travis Munnings, José Barbosa, Betinho Gomes e Arnette Hallman
Suplentes
Aaron Broussard, Hugo Silva, Guilherme Saiote, Khaliq Spicer, Makram Ben Romdhane e Diogo Gameiro
1.º quarto 2.º quarto 3.º quarto 4.º quarto Prolongamento
24-22 52-45 70-58 81-81 89-99
Pontuadores do Benfica
Travis Munnings (22), Betinho Gomes (19), James Farr (17), José Barbosa (15), Aaron Broussard (12), Makram Ben Romdhane (10), Khaliq Spicer (2) e Arnette Hallman (2)
BÊS LIDERAM LIGA 2
Benfica B é líder da Liga 2!
As jovens águias venceram o Varzim por 0-2 em encontro referente à 8.ª jornada da Liga 2.
A Liga 2 tem um novo líder! O Benfica B acertou calendário com um triunfo claro no terreno do Varzim, mostrando maturidade competitiva e uma superioridade inquestionável durante o encontro, decidido com golos de Luís Lopes e Henrique Araújo. Aliás, além da liderança isolada na competição, os comandados de Nélson Veríssimo são igualmente o melhor ataque, a par do Rio Ave, com 20 golos.
Se os primeiros minutos foram de ligeiro domínio do Benfica B, sobretudo em posse de bola e na procura das redes contrárias, foi a partir dos 10' que as jovens águias começaram a concretizar os seus intentos com maior frequência junto do último reduto dos poveiros.
Foi aos 11' que Tiago Gouveia deu o primeiro sinal de perigo, com uma diagonal da esquerda para o centro junto à entrada da área e um remate rasteiro e colocado ao poste direito da baliza de Tiago Pereira.
Mas foi aos 27', após uma incursão de Jair Tavares pela esquerda, que o Benfica B chegou à vantagem por Luís Lopes, com um desvio na pequena área com a parte exterior da perna direita (0-1). Fez-se justiça. Aos 34', Filipe Cruz atirou, em livre descaído sobre a esquerda, para uma defesa apertada do guardião dos da casa. Antes do intervalo, Luís Lopes, aos 45'+1', de cabeça, obrigou de novo o número 24 do Varzim a brilhar, com uma intervenção por instinto.
Após um primeiro tempo onde o Benfica B teve 58% de posse de bola e fez sete remates, contra três dos da casa, os comandados de Nélson Veríssimo sentiram no início da segunda parte a reação efetiva do Varzim.
Heliardo, aos 52', viu o seu segundo golo da tarde anulado por posição irregular (o primeiro foi aos 35'), e no minuto seguinte Zé Tiago teve a melhor oportunidade de golo para o Varzim, com um cabeceamento por cima da baliza de Samuel Soares.
Daí em diante o Benfica B reassumiu o controlo total do encontro, baixando linhas e saindo rápido para o ataque, e as águias sentenciaram o duelo aos 76', num contra-ataque concluído com frieza por Henrique Araújo (0-2), após excelente abertura de Henrique Pereira.
O Benfica B somou assim três pontos, chegando aos 20 (mais dois que o segundo classificado Feirense), repartindo com o Rio Ave o melhor ataque da competição. Este sábado, dia 30 de outubro, às 11h00, na 10.ª jornada da Liga 2, as jovens águias deslocam-se ao terreno do Leixões.
DECLARAÇÕES
Nélson Veríssimo (treinador do Benfica B): "Parabéns aos jogadores! Aos que jogaram e aos que ficaram na bancada a puxar pelos colegas, numa demonstração do que vale este grupo individual e coletivamente. Foi uma vitória num campo tradicionalmente difícil. Fizemos uma exibição muito boa, mas foram mais três pontos na nossa caminhada, que é difícil."
Jair Tavares (médio/extremo do Benfica B, "Homem do Jogo"): "É sempre especial [receber o prémio de 'Homem do Jogo'], mas nunca nos podemos esquecer que se não fosse a equipa, o seu trabalho, não tinha conseguido este prémio. Seguimos diariamente a trabalhar como se fôssemos só um."
Luís Lopes (avançado do Benfica B): "Foi um jogo muito bem conseguido num campo muito complicado! Dominámos na primeira parte, depois houve a reação do Varzim. Soubemos sofrer e ser uma equipa, depois fomos à frente e matámos jogo. Um avançado vive de golos, a parte boa é que a equipa está num bom momento."
Varzim-Benfica
0-2
Estádio do Varzim Sport Clube
Onze do Benfica B
Samuel Soares, Filipe Cruz, Miguel Nóbrega, Pedro Álvaro, Rafael Rodrigues, Rafael Brito (Martim Neto, 83'), Paulo Bernardo, Cher Ndour (Ronaldo Camará, 63'), Jair Tavares (Henrique Pereira, 72'), Tiago Gouveia (Umaro Embaló, 83') e Luís Lopes (Henrique Araújo, 63')
Suplentes
Carlos Santos, Pedro Ganchas, Sandro Cruz, João Neto, Martim Neto (83'), Ronaldo Camará (63'), Umaro Embaló (83'), Henrique Pereira (72') e Henrique Araújo (63')
Ao intervalo 0-1
Golos do Benfica B
Luís Lopes (27') e Henrique Araújo (76')
Boletim clínico
Diogo Capitão (entorse no tornozelo esquerdo)
EMPATE NO CASTELO...
Belo espetáculo, golos e tudo em aberto para a final four
Benfica entrou forte e chegou rapidamente ao golo; V. Guimarães nunca virou a cara a luta e, com mérito, alcançou o empate. Marcando pelo menos três tentos e vencendo o SC Covilhã por dois ou mais de diferença, os encarnados garantem presença em Leiria.
Belo espetáculo, ritmo alto, várias oportunidades, golos e… emoção até ao fim. Assim foi o V. Guimarães-Benfica, da 2.ª jornada do grupo A (fase 3) da Taça da Liga. No Estádio D. Afonso Henriques, os dois emblemas empataram 3-3, e tudo ficou em aberto rumo à final four, que tem lugar em Leiria.
Sem sair do 3x4x3, mas com várias alterações no onze, Jorge Jesus lançou, para a Taça da Liga, oito nomes que não entraram de início com o Vizela: Helton, Morato, Nemanja, Meïte, Taarabt, Pizzi, Everton e Gonçalo Ramos ocuparam os lugares de Odysseas, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Weigl, João Mário, Rafa, Darwin e Yaremchuk, respetivamente.
Nas quatro linhas, o Estádio D. Afonso Henriques foi palco de uma primeira parte de elevado nível, com velocidade, oportunidades de parte a parte e golos, cinco ao todo. Melhor o Benfica (clube com mais troféus da Taça da Liga no palmarés: sete), que arrancou a todo o gás e apanhou a defesa vimaranense de surpresa. Logo no minuto inicial do desafio, as águias recuperaram o esférico em zona adiantada e Nemanja, de primeira, atirou ao lado. O mote estava dado…
As redes abanaram pela primeira vez, aos 8'. Pizzi apontou um pontapé de canto do lado direito do ataque e Alfa Semedo, ao tentar o corte, traiu Bruno Varela e fez autogolo. 0-1 para o Benfica. No minuto seguinte – aos 9' –, substituição forçada para Jorge Jesus. Após choque com Otamendi, Taarabt ficou a queixar-se e teve de ceder o seu lugar a João Mário.
Só dava Benfica em Guimarães, com saídas letais em transição que punham os minhotos em sentido. Num destes contra-ataques surgiu o 0-2. Meïte iniciou o lance, deixou em Everton no corredor esquerdo, este solicitou Pizzi em profundidade e o 21 rematou cruzado para os festejos (15'). Os comandados por Pepa pareciam perdidos, davam muito espaço nas costas da defesa e o Benfica quase aproveitou para fazer mais um golo. Combinação entre Pizzi e João Mário, com o camisola 20, no frente a frente com Bruno Varela, a permitir a defesa.
A velha máxima "quem não marca, sofre" resolveu aparecer em Guimarães aos 21'. Jogada de insistência dos da casa através de Rochinha pela esquerda e André André, à segunda, a reduzir para 1-2. O jogo estava eletrizante, com o V. Guimarães – agora, sim – a criar frisson na área encarnada, através das incursões de Rochinha e Marcus Edwards pelos corredores.
Porém, aos 28', surgiu o 1-3 para os da Luz! Pizzi descobriu Nemanja na direita, o sérvio trabalhou sobre Alfa Semedo e disparou com o pé canhoto para o fundo das redes. Após uma meia hora louca, a bola andou mais longe das balizas, até aos 44', altura em que Alfa Semedo, do meio da rua, viu o seu remate passar perto da baliza defendida por Helton. Antes do intervalo, aos 45'+1', o 2-3 para os vimaranenses. Jogada de desdobramento, com André André a virar o centro do jogo para a direita onde encontrou Sacko. O lateral cruzou e Estupiñán, de cabeça, disse "sim" ao golo. Ao intervalo: 2-3 para o Benfica!
A segunda parte nada ficou a dever à primeira metade. Partida jogada sempre a um ritmo alto, com as duas equipas a alinharem com os setores defensivos muito subidos. Primeiro momento de perigo foi para o Benfica, aos 46'. Everton assistiu Pizzi na área e este rematou cruzado, mas a bola saiu a centímetros da baliza minhota.
O V. Guimarães respondeu logo de seguida. Aos 49', Marcus Edwards, dentro da área, a rematar de pé direito (o seu pior pé) para Helton defender de forma segura. O conjunto da casa perdia por 2-3 e procurava o tento do empate. Aos 60', Rochinha trabalhou no flanco esquerdo, ultrapassou Nemanja e atirou cruzado, ao lado.
A partir daqui, ambos os treinadores começaram a mexer nas peças, com o objetivo de alcançar o triunfo… Aos 71', o poste da baliza benfiquista tremeu. Perda de bola encarnada na construção, Estupiñán, no corredor central, lançou Quaresma na direita, de onde o extremo rematou ao poste. O Benfica segurava a vantagem, aproveitando as costas da defesa vimaranense para tentar "matar" o jogo.
Todavia, aos 83', o V. Guimarães chegou ao empate (3-3). Pontapé de canto marcado por Quaresma à maneira curta, insistência de Rúben Lameiras e Bruno Duarte, na pequena área, a fazer o golo. Volvidos três minutos – 86' –, o Benfica quase respondeu ao tento sofrido, com Morato, em boa posição, a ver o seu cabeceamento travado por instinto por Bruno Varela.
O jogo caminhava a passos largos para o fim e as águias, com este empate, deixavam tudo em aberto na Taça da Liga. Do outro lado, o V. Guimarães sabia que ao vencer garantia já a presença na final four. Assim, aos 90', Bruno Duarte, após combinação com Rúben Lameiras, queimou o último cartucho vitoriano, com um remate forte e por cima da baliza de Helton.
No Estádio D. Afonso Henriques, o empate (3-3) não se alterou até ao apito final. A 3.ª jornada do grupo A coloca frente a frente Benfica e SC Covilhã, no Estádio da Luz, onde os encarnados, para entrar na final four, terão de marcar pelo menos três golos e vencer, no mínimo, por dois de diferença para ultrapassar o V. Guimarães (tem quatro pontos e um saldo de 5-3 em golos). O primeiro critério de desempate é a diferença entre golos marcados e sofridos, o segundo é o número de golos marcados.
Antes, já no sábado, 30 de outubro, às 19h00, no Estádio António Coimbra da Mota, há Estoril-Benfica, em jogo da 10.ª ronda da Liga Bwin.
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