terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

PELOTÃO DA JUVENTUDE AVANÇA COM TODA A FORÇA NO BENFICA

 


Leandro Santos somou segundo jogo a titular com o Boavista. Samuel Soares entrou de início e vai jogar com o SC Braga. Diogo Prioste estreou-se. Águias acabaram duelo com cinco jogadores da formação em campo e dois no banco.

Quando o árbitro José Bessa apitou para o fim do jogo com o Boavista, o Benfica acabou com mais três pontos e acabou com cinco jogadores em campo produzidos no Seixal — Tomás Araújo, já um dos jogadores mais valiosos do plantel, Samuel Soares, que será também aposta nos quartos de final da Taça de Portugal, quarta-feira, com o SC Braga, na Luz, Leandro Santos, que somou o segundo jogo a titular, Nuno Félix e Diogo Prioste, que entraram perto do fim, tendo o último se estreado na equipa principal. No banco de suplentes, estavam ainda António Silva, que descansou, e João Rego, que já tem sete presenças esta época.
Este pelotão da juventude made in Seixal é liderado, numa segunda vaga, por Leandro Santos. A oportunidade surgiu depois da grave lesão de Alexander Bah (só volta na próxima época). No recente mercado de transferências, o Benfica decidiu não contratar um lateral-direito, por ter o dinamarquês e Tomás Araújo para a posição, para lá da possibilidade de recorrer ao lateral de 19 anos da formação. Manu Silva, explicou Bruno Lage, foi contratado para desempenhar as funções de médio-defensivo ou defesa-central.
Leandro Santos foi um dos quatro jovens que, recentemente, jogaram pela primeira vez na equipa principal — o central Bajrami e os médios Nuno Félix e Diogo Prioste são os outros. Mas Leandro está um passo mais à frente na afirmação como opção regular de Bruno Lage. Já se tinha estreado com o E. Amadora, para a Taça de Portugal, em novembro, mas foi nos Açores que se percebeu que é a alternativa a Tomás Araújo, na direita da defesa.
Bruno Lage já afirmou que os miúdos da formação são o presente e o futuro. Das palavras ao atos, já recorreu duas vezes a Nuno Félix, depois de ficar sem Manu Silva, também lesionado com gravidade e apenas com regresso à competição na próxima época. O treinador, por outro lado, já convocou, recentemente, o defesa-central João Fonseca, o médio Tiago Freitas ou o avançado Gustavo Varela.
A aposta, anteontem, em Samuel Soares, em substituição do titularíssimo Trubin, num jogo para o campeonato prova que a confiança supera palavras de circunstância. Lage confirmou que o guarda-redes de 22 anos jogará, quarta-feira, contra o SC Braga, justificando a titularidade com os portuenses: «Foi para dar algum tempo de jogo ao Samuel e dar também oportunidade ao Trubin, que tem feito um trabalho fantástico, para recuperar, para sair desta sequência de jogos constantes. A Taça de Portugal é a competição em que o Samuel tem jogado. Vai jogar o próximo jogo.»
Na primeira passagem na Luz, Lage lançou, por exemplo, Florentino, Ferro, Nuno Tavares ou Tomás Tavares e potenciou João Félix. As circunstâncias, entretanto, mudaram, mas a juventude vai ganhando espaço para afirmar-se. É, também o caso de Samuel Dahl, 21 anos, contratado por empréstimo da Roma, mas com cláusula de compra de €10 milhões. A ideia era testá-lo ao mais alto nível. Está a corresponder.
Nuno Paralvas, in a Bola

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

O QUE ACHA DISTO O DOUTOR VARANDAS?

 


"NÃO É UMA IMAGEM PIRATA DA BANCADA É UMA IMAGEM DA EMISSÃO DA SPORTTV

O juiz-de-linha está bem posicionado.
O Diomande está bem adiantado.
O VAR tem todas as imagens, incluindo esta, que não é uma imagem tirada da bancada e eventualmente trabalhada por inteligência artificial, como a do lance do Florentino que ridiculamente virou caso nacional: é imagem da transmissão da Sporttv.
Mais: esta é a imagem que deveria dar lugar à colocação das linhas, porque é a que está no enfiamento da jogada.
Veremos o que tem a dizer sobre isto o doutor Varandas, o tal que o Porto afirma, e sabe do que fala nestas matérias, querer controlar isto tudo."

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

TAÇA DA LIGA RECONQUISTADA!


 

Águias venceram o Nun'Álvares na final, após um empate a duas bolas no tempo regulemantar, e conseguiram o terceiro troféu na história da competição.

Com dois títulos cada, o Benfica e o Nun'Álvares não jogavam apenas mais uma final da Taça da Liga feminina, no Pavilhão de Desportos de Vila do Conde, mas também lutavam pelo estatuto de serem o clube com mais títulos na história da competição.
Em 2022 e 2024 venceu o clube de Paredes, e em 2021 e 2023 venceram as águias, que celebraram a conquista da quinta edição deste torneio, este domingo, após um empate a duas bolas no tempo regulamentar, que foi apenas decidido nas grandes penalidades.




Numa recuperação de bola, Ana Azevedo combinou com Lídia Moreira e abriu o marcador, ao minuto 12. A resposta surgiu apenas no início da segunda parte e de forma consecutiva. Maria Pereira fez o golo da igualdade, numa excelente jogada individual e muito bem finalizada, ao minuto 25. Nem dois minutos depois, numa bola parada mal batida pelas adversárias, Natália Detoni assistiu para o golo da reviravolta de Fifó.
No entanto, a apenas três minutos do fim do encontro, a autora do golo inaugural fez uma assistência magistral para Cátia Morgado, que marcou o 2-2 e levou a final para prolongamento. Nesses minutos adicionais, Janice Silva teve uma oportunidade de ouro, após uma má saída da guarda-redes, mas falhou apenas com uma defesa pela frente, a segundos da ida para as grandes penalidades.




Nos penáltis, Ana Catarina foi a heroína ao defender três dos cinco pontapés do segundo classificado da Liga, incluindo o decisivo de Cátia Morgado, após Sara Ferreira ter falhado o único dos líderes.

LAGE RODOU E GANHOU E O SEIXAL A APARECER



 "Benfica 3 -0 Boavista


Lage volta a apostar numa equipa cheia de novidades - contam todos, como ele diz, e o momento é mesmo de fazer descansar jogadores. Mas Aursnes e Kokcu, dois dos mais utilizados, vão ter que ir a jogo - não há mais ninguém para o meio campo.
E o Boavista, com treinador novo - Lito Vidigal, especialista de autocarros - e nove jogadores acabados de contratar, alguém sabe o que vale neste momento?

VAMOS AO JOGO!
12 Amdouni é o nosso agitador de serviço até ao momento. Nem sempre entra bem nos jogos como titular, hoje parece bem.
20 torna-se claro que para criarmos perigo temos que meter mais velocidade no jogo.
26 e o tempo que com este senhor do apito se demora a marcar uma falta? Sim, até as nossas, que temos pressa.
27 Belotti já se estreou! O trabalho é todo do Bruma, mas o italiano esteve excelente na finalização. Um-zero!
35 Belotti já ia repetindo a dose. Por muito pouco não fez o dois-zero. Dava jeito... Eu a acabar de escrever e ele novamente à beira do golo. Está bem, muito bem hoje!
40 até agora, do Samuel Soares ainda só vimos o bom jogo de pés que inegavelmente tem. É fácil entender o sentido do jogo. E vamos falhando jogadas muito boas - isto já tinha que estar três ou quatro a zero.
Michel Preud'homme homenageado no relvado ao intervalo. Saudades deste monstro das balizas que tantas vezes vi jogar na "velha" Luz. Dos melhores de sempre.
50 entrámos na segunda parte como acabámos a primeira: a criar perigo e a falhar golos.
51 bem o VAR: vermelho mais vermelho que isto é impossível. Vamos ver é como fica o Kokcu depois desta barbaridade.
54 Carreras faz uma abertura fabulosa para o Amdouni marcar, tão fácil, sozinho com o guarda-redes pela frente... e não é que falha?
55 já perdi a conta às oportunidades desperdiçadas nestes primeiros dez minutos da segunda parte.
60 espero bem que tanto golo falhado não venha a fazer falta mais à frente no jogo. Estamos a dominar, mas só está um-zero, certo?
67 o guarda-redes deles também está inspirado, coleciona já várias grandes defesas esta tarde. Pavlidis e Aktur para o jogo.
70 pronto, entraram e já trataram do assunto: o Aktur a assistir e o Pavlidis a marcar! Dois-zero.
73 o que este homem defende, nossa senhora!
75 penálti, penso que indiscutível. Kokcu!!! Três-zero.
58.022 para vero último classificado. Adeptos imbatíveis!
83 já lá estava o Nuno Félix, agora entrou o Prioste. Bom ver o Seixal a mostrar-se e a integrar-se.
90+4 ficámos a dever a nós próprios uma goleada das antigas. Quarta-feira há mais!"

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

IMPACTO IMEDIATO NO BENFICA

 


Três reforços com resposta forte, nas exibições, nos golos e nas assistências.

A ideia do Benfica era inicialmente a de mexer o menos possível no mercado de janeiro, mas as saídas de alguns jogadores e as fragilidades detetadas no plantel levaram a um plano diferente, com a contratação de quatro jogadores.
Chegaram o médio Manu Silva, o lateral-esquerdo Samuel Dahl, o extremo Bruma e o ponta de lança Andrea Belotti. Três deles já entraram no lote de opções regulares do treinador para a equipa titular e as exibições e os números, em pouco tempo de utilização, comprovam o acerto das apostas.
O primeiro a ser contratado foi Manu Silva, médio-defensivo de 23 anos transferido do V. Guimarães por €12 milhões. Manu veio sobretudo para ser alternativa a Florentino, mas o treinador conta com ele também para as posições de médio-centro e de defesa-central. Estreou-se na derrota (1-3) com o Casa Pia, só jogou 9', mas depois foi titular e esteve em campo os 90' da vitória frente ao E. Amadora (3-2), fazendo boa exibição e a assistência para um dos golos, marcado por Pavlidis. Voltaria a entrar de início no desafio seguinte, com o Moreirense, mas o azar bateu à porta — saiu lesionado aos 37', confirmando-se, mais tarde, diagnóstico de rotura completa do ligamento cruzado anterior, operação e ponto final na época.
Os restantes três têm mostrado ser bons reforços para a reta final da temporada, com a equipa ainda a competir em todas as frentes: campeonato, UEFA Champions League, Taça de Portugal e Taça da Liga.
O brasileiro Arthur Cabral tem um perfil de ponta de lança que não corresponde ao desejado por Lage e o Benfica tentou colocar o jogador no mercado de inverno. Cabral ficou (ainda tem hipótese, mas menor, de rumar a destinos onde o mercado continua aberto), mas ainda assim as águias avançaram para a contratação de Andrea Belotti ao Como, por empréstimo até final da época. O ponta de lança de 31 anos, com larga experiência em Itália e na seleção, atravessava período de menor fulgor com apenas dois golos esta época, o último a 8 de dezembro do ano passado, ao Veneza. Veio para o Benfica para relançar a carreira e está a começar da melhor maneira. Anteontem, na vitória por 3-0 frente ao Boavista, para o campeonato, marcou o primeiro golo e teve várias outras boas chances, mas o guarda-redes dos axadrezados, Tomas Vaclík, da Chéquia, fez exibição de sonho.
Pelo Benfica, Belotti já fez cinco jogos, dois na condição titular, 175 minutos de competição e um golo. Faz um trabalho no campo muito semelhante ao de Pavlidis, o número 1 do ataque, e assim permite a Lage gerir a posição sem ter de mudar as dinâmicas que quer.
Ainda para o ataque das águias, para o lugar de Benjamín Rollheiser, vendido ao Santos, foi contratado Bruma ao SC Braga, por €6,5 milhões. O extremo de 30 anos pode ocupar mais que uma posição, mas é a partir da esquerda que se tem destacado.
Tinha ainda dois de três jogos de castigo para cumprir na Europa e não foi inscrito na UEFA Champions League, mas no campeonato já fez três jogos pelos encarnados, dois como titular; tem um golo e uma assistência em 197 minutos.
O golo de Bruma valeu os três pontos na vitória por 1-0 nos Açores, frente ao Santa Clara, na 22.ª jornada do campeonato. A assistência fê-la para o golo de Belotti no sábado, frente ao Boavista.
inalmente, Samuel Dahl. O jovem sueco de 21 anos veio por empréstimo da Roma, por 600 mil euros e com opção de compra de €10 milhões, para ocupar o lugar que ficou vago com a saída do alemão Beste para o Friburgo.
Com pouca utilização em Itália, Dahl chegou teoricamente para ser alternativa a Carreras, mas o jovem tem sido mais que um lateral-esquerdo. Lage tem lançado o sueco à frente de Carreras, como ala ou médio, e com bons resultados. Já fez três jogos, dois na condição de titular, 212 minutos em campo.
«Ele é uma agradável surpresa porque já mostrou que pode jogar em várias posições e pode ter várias tarefas, quer ofensivas, quer defensivas, e isso deixa-nos muito satisfeitos porque nos permite jogar de diversas maneiras», admitiu Bruno Lage, a propósito de Dahl, na conferência a seguir ao jogo com o Boavista.
O Benfica parece ter mesmo acertado em cheio nas contratações, que já produziram dois golos e duas assistências e fizeram prova de estarem prontos para ser importantes nesta fase da temporada. A polivalência de Dahl e Bruma também são argumentos fortes numa altura em que o desgaste e as lesões são problemas com os quais é preciso lidar.

Nélson Feiteirona, in a Bola

domingo, 23 de fevereiro de 2025

O OUTRO LADO DA FLEXIBILIDADE DE LAGE

 


Por vezes o treinador do Benfica é flexível em demasia na abordagem aos jogos, mas ninguém o pode acusar de ficar de braços cruzados perante aquilo que entra em falência tática.

Se há defeito que Bruno Lage não tem é ser inflexível do ponto de vista tático. Aliás, por vezes o treinador do Benfica quer tanto olhar para os adversários que acaba por condicionar uma identidade própria, o que mais facilmente se converte em virtude na UEFA do que a nível interno, ainda que a visita a Munique tenha sido o expoente máximo dessa faceta mais submissa.
Mas reconheça-se em Lage o mérito de ser ajustável, quando na medida certa. De saber que o detalhe faz toda a diferença, e que basta trocar uma peça, ou até deslocá-la ligeiramente, para alterar toda a dinâmica, para o bem ou para o mal. Por aqui elogiei o detalhe dos acertos do treinador português quando substituiu Schmidt — o alemão tinha as suas virtudes, mas caiu por ser incapaz de negociar a sua ideia, já esgotada — e agora Lage quer combater a falência sua ideia inicial — ou de parte dela, pelo menos. Na polémica conversa de garagem chegou a lamentar que os jogadores não davam três passes seguidos, como se isso não fosse falha sua, mas nas últimas semanas assumiu a responsabilidade de tentar resolver esse e outros problemas.
A vitória sobre o Boavista, que deixou o Benfica na liderança da Liga, à condição, reforçou indicadores positivos de mutação. A expulsão de Reisinho precipitou aquilo que Vaclik adiava, perante melhoras evidentes das águias.
A pantera não arranhou muito à frente, mas também por força daquilo que a equipa de Lage ganhou com uma construção a três que aumenta a influência de Carreras, mais dentro do jogo e a estabelecer linha de comunicação eficaz com Dahl, reforço de inverno que tem deixado boa primeira impressão. Com o sueco projetado na ala, tal como Leandro Santos, Amdouni e Bruma procuraram fazer a diferença por dentro (lembra-se da última exibição do português na Luz, pelo SC Braga?) e formaram com Aursnes e Kokçu um quadrado que aumentou o jogo interior. Sacrificou-se alguma capacidade para atacar a profundidade, pelo menos até Pavlidis entrar (e marcar), mas Belotti, que abriu caminho ao triunfo e até podia ter cantado de galo mais vezes, mostrou capacidade associativa e acutilância na área.
Ainda na recente receção ao Mónaco o Benfica foi incapaz de gerir o jogo, mas Lage quer atacar o problema. Sabe que é um processo embrionário e que a equipa precisa continuar a evoluir dentro das novas dinâmicas. Não será fácil encontrar o equilíbrio, mas a base é promissora.
Nuno Travassos, in a Bola

AS JUSTIFICAÇÕES DO DOUTOR VARANDAS




"E SE EM VEZ DOS CRITÉRIOS DOS ÁRBITROS FALASSE DOS SEUS?

1. Que critério de gestão desportiva foi aquele de assinar um contrato com o Ruben Amorim possibilitando que o treinador virasse as costas ao clube em qualquer altura da época, quando muito bem lhe apetecesse, deixando o Sporting pendurado? (É bom lembrar que a última renovação tinha sido feita após o quarto lugar da época 22-23, não com Amorim em alta.)
2. Que critério de gestão desportiva foi aquele de promover João Pereira à equipa principal, apresentando-o como a última Coca-Cola do deserto, como um treinador que estava há muito a ser preparado para o lugar?
3. Se o problema foram os critérios dos árbitros que prejudicaram, segundo ele, o Sporting, por que razão despediu sumariamente João Pereira, o treinador que, ainda segundo ele, era tão bom que iria em três ou quatro anos dar o salto para um colosso europeu?
4. É normal que em entrevista dada a um canal do clube as perguntas sejam combinadas e o contraditório inexistente. Caso contrário valia a pena perguntar ao doutor Varandas se anda com isto a tentar condicionar os árbitros para os jogos que aí vêm, porque de um campeonato em que já passeavam as faixas de campeão passaram, por erros próprios, a ter o Benfica à perna e a depender de si para chegar ao título."

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

PANTERA DESPEDAÇADA



Aconteceu o esperado: Boavista sem pernas para se opor ao Benfica. Um italiano, um grego e um turco marcaram os golos que permitem aos encarnados estarem, pelo menos até ao início do Aves SAD-Sporting, na liderança na Liga.
Os números não eram favoráveis ao Boavista. Perdera os últimos sete jogos da Liga e neles só marcara quatro golos. Além disso, entrava em campo com três homens que não jogavam há quase um ano: o guarda-redes Vaclik, o defesa Lystcov e o extremo Koné. O Benfica, por seu lado, a jogar em casa e após ter eliminado o Mónaco na Champions, estava moralizado. E relativamente fresco, pois Bruno Lage manteve apenas Tomás Araújo, Otamendi, Carreras, Aursnes e Kokçu como titulares.
A esperança axadrezada centrava-se em Lito Vidigal, o homem que pegou no leme após a saída de Cristiano Bacci, especialista em sacar pontos em casa de grandes. Porém, o Benfica desbloqueou relativamente cedo o golo (28) e, quando Reisinho foi expulso no início da segunda parte (51), dificilmente o Boavista entraria na discussão do resultado. Terminou 3-0, como poderia ter terminado com mais dois ou três golos encarnados. Vida difícil para Lito Vidigal e Bruno Lage, pelo menos durante cerca de 24 horas, volta a ver o Benfica no topo dos topos da Liga.
O Benfica teria de apostar na paciência para furar aquilo que se previa fosse um muro construído em redor da baliza adversária. E assim foi. O Boavista entrou em campo com estratégia bem definida: três centrais (Lystsov, Abascal e Fogning), dois alas bem encostados aos centrais (Agra e Joel Silva), quatro médios (Van Ginkel, Seba Pérez, Reisinho e Koné) e um avançado (Bozenik). Compreensivelmente, Lito Vidigal queria fechar o máximo de caminhos para a baliza de Vaclik e depois, se fosse possível, atacar a de Samuel Soares.
O Benfica teve paciência e, de início, poucas possibilidades de furar o muro. Leandro Santos e Carreras, sobre as alas, eram quase extremos puros, alavancando o poder ofensivo encarnado. Kokçu era o médio mais central, com Aursnes sobre a direita e Dahl no lado esquerdo. Na frente, Amdouni, Belotti e Bruma.




Só para lá dos 20 minutos, na sequêcia de paciência levada qo quase extremo, o perigo começou a chegar. Amdouni deu o primeiro sinal de golo e, pouco depois, foi a vez de Bruma aparecer. E apareceu para desequilibrar sobre a esquerda, cruzar na perfeição para o remate não menos perfeito de Belotti. Era o golo de estreia do italiano com a camisola das águias.
A parte final do primeiro tempo foi dramática para o Boavista. Aparentando falta de pernas para evitar as entradas de adversários, sofreu diversos remates muito perigosos, quase todos através de Belotti. A trave (36) e as mãos de Vaclik (38 e 42) evitaram que a diferença aumentasse.
O início da segunda parte consumou a quase certa oitava derrota seguida para o Boavista. Reisinho, na sequência de abertura de Kokçu para Bruma (remate rente ao poste direito), pisou com demasiada força a perna esquerda do turco e viu o cartão vermelho.
Reduzido a dez, a perder e em aparentes dificuldades físicas, como reagiria o Boavista a mais de 40 minutos de poder encarnado? Foi-se aguentando, com Vaclik a manter alto o nível exibicional. Até que, aos 68, Bruno Lage trocou Belotti por Pavlidis e Amdouni por Akturkoglu.
Gente fresca frente a gente cansada. E menos de dois minutos depois, após cruzamento rasteiro de Akturkoglu na direita, Pavlidis encostou para o fundo da baliza axadrezada, num golo muito idêntico ao primeiro, mas com intérpretes diferentes. O nome do vencedor estava, aparentemente, fechado.
Logo de seguida, 3-0, de penálti, após falta de Agra sobre Dahl. E a palavra aparentemente deixou, em definitivo, de fazer sentido. O único ponto de interesse dos últimos 10/15 minutos era saber se o resultado aumentaria. Lage, porém, não estava de acordo e ainda lançou Nuno Félix e Diogo Prioste, terminando o Benfica com cinco jogadores formados no Seixal: Samuel Soares, Tomás Araújo, Leandro Santos e ainda Félix e Prioste.

      

DESTAQUES:
Kokçu liderou equipa ligada à corrente frente ao Boavista, este sábado; ponta de lança e muitos outros lutaram muito por goleada.




MELHOR EM CAMPO - (8) Belotti
Não é o mais elegante ou habilidoso dos pontas de lanças, mas teve uma exibição gigante, à qual só faltaram mais golos. Fez aos 18' o primeiro remate enquadrado do jogo, aos 27' tentou de cabeça e aos 28' finalizou com competência um cruzamento de Bruma. Teve várias, muitas outras oportunidades para marcar de novo, surgindo veloz e com sentido de oportunidade em zonas de finalização, mas o guarda-redes do Boavista negou-lhe noite ainda mais vistosa. Aos 36', Belotti viu um remate dele ser desviado para o poste, e outros, perigosos, aos 38' e 61', foram defendidos. A esta fome, o italiano juntou grande disponibilidade para ajudar a defender, para recuperar bolas e também para servir os companheiros — aos 42' ofereceu chance de golo a Samuel Dahl e aos 67' a Bruma.
(7) SAMUEL SOARES — Mostrou segurança no pouco trabalho que teve. Aos 90+1' defendeu bem um remate de João Barros.
(7) LEANDRO SANTOS — Começou um pouco hesitante no momento defensivo, mas foi crescendo à boleia do bom jogo ofensivo, com cruzamentos de qualidade e que colocaram a bola em zona frontal à baliza, potenciando as ações dos avançados, principalmente de Belotti.
(7) TOMÁS ARAÚJO — Apagou alguns potenciais focos de perigo, de forma veloz e eficaz, sobretudo na segunda parte, com a entrada de Diaby.
(7) OTAMENDI — Ganhou todas as bolas pelo ar e lançou ataques com passes de qualidade, como o que fez para Dahl aos 12'.
(7) CARRERAS — Menos projetado no flanco e a funcionar quase como terceiro central, o espanhol fez um grande jogo. Sem lapsos na defesa, cruzou com muito perigo várias vezes e deixou Amdouni na cara do golo aos 54' com um passe fantástico.
(7) AURSNES — Faz tudo com uma simplicidade que contagia a equipa e foi importantíssimo no momento da circulação com bola e na pressão sem bola. Aos 47' rematou com perigo e ainda esteve em outros ataques prometedores.

(8) KOKÇU — Estar sempre de frente para o jogo, sem se preocupar demasiado com o que se passou nas costas dele, permitiu ao criativo turco ser o 6, 8 e 10 que a equipa precisou. Recuperou bolas e foi determinante na construção. Aos 70' fez um grande passe para Akturkoglu servir a Pavlidis o segundo golo; aos 73' viu o guarda-redes negar-lhe golo; aos 76' fez o passe no lance em que Dahl sofre penálti; aos 77' não tremeu e converteu o terceiro golo de penálti. Quis muito e conseguiu ser patrão das águias.

(7) SAMUEL DAHL — Muito sólido, equilibrado a defender e a atacar, com qualidade e muito em sintonia com a equipa, apesar de só ter sido contratado em janeiro. Combinou várias vezes com Belotti e Carreras. Aos 42' rematou com perigo, aos 43' ofereceu boa chance a Carreras. Aos 61' voltou a oferecer ao italiano oportunidade para golo e aos 76' sofreu falta para o penálti.
(7) AMDOUNI — Dinâmico e com muitas ideias, a partir do flanco direito para o centro. Tentou vários remates, que invariavelmente foram parados pelo guarda-redes. Também teve ponta de ineficácia, aos 54', isolado, apesar do mérito do guarda-redes, e aos 56', quando atirou por cima da trave. Cruzou no lance de Belotti ao poste, aos 36'.
(8) BRUMA — Da esquerda para o centro, a combinar com Dahl ou Belotti, Bruma colocou muita qualidade no ataque. Cruzou para o golo de Belotti, rematou ao lado da baliza, por cima dela e para boas defesas. Foi fantasista com capacidade para dar profundidade ao jogo da equipa encarnada.
(7) PAVLIDIS — Apenas dois minutos depois de entrar em campo fez o segundo golo, que colocou ponto final na incerteza em relação ao vencedor. Aos 73', batalhou e criou situação que deixou a bola à mercê da finalização de Kokçu, mas, como em tantas outras situações, o guardião Vaclik apareceu.
(7) AKTURKOGLU — Boa entrada em jogo do extremo turco, no sitio certo e com talento para fazer a assistência para o golo de Pavlidis. Teve outras situações para deixar a marca dele, mas os remates saíram-lhe desalinhados.
(5) ARTHUR CABRAL — Batalhou na área e também fora dela, mas não teve lances suficientes.
(6) NUNO FÉLIX — Foi inteligente a ocupar os espaços defensivos e mostrou qualidade com a bola no pé e passá-la para a frente.
(6) DIOGO PRIOSTE — Desempoeirado na forma como pediu e entregou a bola. O médio estreou-se a jogar pela equipa principal e, além de qualidade, não transpareceu nervosismo.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

FLORENTINO LUÍS

 


"A CONFUSÃO QUE ME FAZ VÊ-LO SER TÃO CRITICADO

1. O Tino é em toda a Champions League - sim, em toda a Champions League - quem mais desarmes e interceções faz. É até - vejam bem - o único jogador de todas as 36 equipas a conseguir estar no topo de duas das dez listas dos melhores da competição.
2. É difícil de entender, mas agradece-se, que o selecionador Roberto Martinéz ignore o melhor "ladrão de bolas" de toda a Champions. Já não se entendem de todo as críticas que sistematicamente lhe dirigem muitos adeptos.
3. Colaram ao Tino o selo de que só joga para o lado e para trás - o que ainda por cima não é verdade -, e não vale a pena demonstrar o contrário: para os críticos ele não sabe "construir", ponto final!
4. E se o Tino falha um passe? Caem-lhe imediatamente todos em cima. Como se fosse o único a falhar passes, como se fosse o único que não pode falhar passes.
5. O Tino tem mais umas tantas qualidades que não são nada negligenciáveis: num mundo de egos exacerbados, não dá um espirro que não seja a benefício da equipa, nunca faz uma birra, sequer uma careta, quando injustamente é substituído ou preterido do onze.
6. Que o jogo de ontem, onde foi patente a falta que nos fez para ajudar a segurar o meio campo e estancar a torrente ofensiva do Monaco em largos períodos do jogo, que o jogo de ontem, escrevia, possa servir para que pelo menos alguns dos críticos venham reconhecer, por fim, o valor que o Tino tem."

Jaime Cancela de Abreu, in Facebook

CHAMPIONS: UMA VITÓRIA DE LAGE



 Treinador qualificou Benfica para oitavos de final, já conquistou a Taça da Liga, reduziu a diferença para o Sporting no campeonato e vai defrontar SC Braga na Taça de Portugal. Só motivos para sorrir.

O Benfica qualificou-se para os oitavos de final da UEFA Champions League e já arrecadou 71,4 milhões de euros. O que é, evidentemente, um valor tremendo.
A época dos encarnados não tem sido fácil – basta recordar que Roger Schmidt foi despedido após apenas quatro jogos -, mas agora a equipa parece estar, finalmente, a estabilizar. E muito mérito tem de ser dado a Bruno Lage.
Depois de um janeiro intenso, este mês de fevereiro não o tem sido menos, com o treinador a superar todos os obstáculos. Para já, são cinco jogos e quatro vitórias e… meia, pois o 3-3 com o Mónaco teve um sabor bem doce. Mais: as águias recuperaram entretanto quatro pontos ao Sporting e agora só dependem delas próprias para conquistar o campeonato.
A derrota com o Casa Pia e a consequente contestação a Bruno Lage não foi ainda há um mês, mas parece já bem distante. Por vezes, mesmo já enterrada. O futebol é assim. Muda tudo muito rápido, consequente, claro, os resultados. E, contas feitas, o Benfica conquistou já a Taça da Liga, prepara-se para receber o SC Braga nos quartos de final da Taça de Portugal, no campeonato, como já referi, está novamente muito bem posicionado e na Champions já está à espera de defrontar Barcelona ou Liverpool.
Na Europa, aconteça o que acontecer, a época só poderá considerar-se positiva. Seja contra espanhóis ou ingleses, os encarnados nunca serão favoritos, o que retira pressão à equipa, facto que, do meu ponto de vista, só a beneficia. Correr por fora numa fase tão sobrecarregada e decisiva da temporada só traz vantagens.
Paralelamente, Bruno Lage arriscou e… ganhou. Depois de ter visto Rui Costa oferecer-lhe quatro reforços de inverno para equilibrar o plantel, Samuel Dahl, Manu Silva, Bruma e Belotti, teve o infortúnio de perder o médio ex-V. Guimarães até ao final da época, tal como Bah, igualmente vítima de lesão grave, o que ainda mais expôs o risco de não ter contratado um lateral-direito, até porque Kaboré foi devolvido. Foi este o clique para apostar na formação.
O jogo com o Santa Clara é emblemático. No meio do play-off europeu, a deslocação aos Açores era de risco, mas o treinador não se intimidou. Lançou Leandro Santos, geriu a equipa, dando oportunidades, por exemplo, a Samuel Dahl, Bruma e Belotti, e venceu. O jogo e mais opções. Como Nuno Félix, que se estreou, ou João Rego, que vai somando cada vez mais minutos. E na forja estão Bajrami, Gustavo Marques, Tiago Freitas ou Diogo Prioste, já convocados para os últimos jogos. Só motivos para sorrir.
Hugo do Carmo, in a Bola